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quinta-feira, 14 de março de 2019

Mapa do Suicídio: os estados com mais e menos casos no Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Suicídio

Para Zanluqui (2017): "Suicidar-se é o ato de tirar de si a própria existência. Com ela se esvai do ser toda a dor, mas também a oportunidade de vivenciar de maneira sublime o cheiro das flores, os sabores amargos e doces e também a chance de renascer do sofrimento com toda garra para transformar-se". 


Ainda para a autora, o suicídio não escolhe espaços sociais, cor, etnia, condição financeira, raça ou sexo, em que as causas são múltiplas. No entanto, espacialmente é possível identificar onde os brasileiros, infelizmente, mais cometeram esse ato. Com a posse dos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2018 mapeamos as taxas de suicídio por 100 mil habitantes para as unidades da federação.

Caso você precise de ajuda, ligue para 188 ou acesse o site Centro de Valorização da Vida - CVV.


Crédito da imagem: Revista Veja-Abril / Arte: Luiz Henrique A. Gusmão



2. Mapa do Suicídio no Brasil

Em 2017, 10.530 pessoas cometeram suicídio no Brasil, número superior ao do ano de 2016, quando 9.623 pessoas fizeram o mesmo (Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2018). Geograficamente, os suicídios se distribuem de maneira bastante diferenciada no território brasileiro, quase como uma divisão norte-sul (Mapa 01).


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Os estados com as maiores taxas do país são: Santa Catarina (11,0) e Rio Grande do Sul (9,6), seguido por Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Acre e Ceará. Já aqueles com as menores taxas destacam-se: Sergipe (0,7), Rio Grande do Norte (1,6) e Maranhão (2,2)Entre as regiões, é visível o contraste do estado do Paraná no Sul, o Ceará no Nordeste, o Acre no Norte e o Rio de Janeiro no Sudeste. 

Quando avaliamos a variação de suicídios entre 2016 e 2017 por unidade federativa, percebemos (Mapa 02) que na maioria deles houve aumento de casos, especialmente na região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na maioria absoluta do Norte.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
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Só em 5 estados do Brasil, os suicídios reduziram em 1 ano, o que evidencia a necessidade do fortalecimento de medidas de combate a essa prática. Dentre os estados com as maiores variações, destacam-se: Amapá (101%), Sergipe (65%), Acre (61%) e Rio de Janeiro (32%). Já o oposto, Rio Grande do Norte (-31%), Pará (-14%) e Alagoas (-8%).



3. Conclusões

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que os estados onde mais se cometeu suicídio eram em sua maioria da porção Centro-Sul, em contraste com taxas menores do Nordeste e do Norte. De modo geral, o suicídio é um fenômeno complexo, mas que pode ser resolvido! com ajuda profissional.



4. Para SABER:



 Fonte: Ministério da Saúde


Fonte: Defensoria Pública do Pará


4.1. Uma abordagem sobre o suicídio de adolescentes e jovens no Brasil - Download

4.2. Suicídio, já parou para pensar? - Compreendendo o suicídio

4.3. Conhece o Centro de Valorização da Vida? - CVV

4.4. Como prevenir o suicídio? - Ministério da Saúde


sábado, 23 de fevereiro de 2019

10 Obras que comprovam as Mudanças Climáticas




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Dez (10) obras que comprovam as Mudanças Climáticas



O tema MUDANÇAS CLIMÁTICAS é polêmico e muitos insistem em não acreditar por questões políticas e econômicas, não é verdade?, embora haja CONSENSO na COMUNIDADE CIENTÍFICA de que as mudanças no clima já ocorrem e serão agravadas ao decorrer dos anos. Por isso, resolvemos selecionar artigos e livros que comprovam essa situação através de dados validados.


#01. Fundamentos Científicos das Mudanças Climáticas (Rede Clima e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas) - Download

#02. Mudanças Climáticas Globais e seus efeitos sobre a Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente, 2006) - Download

#03. Mudanças Climáticas (Ministério do Meio Ambiente, 2011) - Download

#04. Mudanças Climáticas e Cidades (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, 2016) - Download

#05. Diretrizes para Formulação de Políticas Públicas em Mudanças Climáticas no Brasil (MONZONI org, 2009) - Download



M A T E R I A I S   EM   I N G L Ê S



#06. The Effects of Climate Change on Agriculture, Land Resources, Water Resources and Biodiversity in the United States (US Climate Change Science Program, 2008) - Download

#07. Global Climate Risk in 2019 (GermanWatch, 2018) - Download

#08. Climate Change Perfomance Index 2019 (GermanWatch, 2018) - Download

#09. Climate Change: Impacts, Vulnerabilities and Adaptation in Devoloping Countries (United Nations Frameworks Convention on Climate Change, 2007) - Download

#10. Climate Change in 2018: Implications for Business (Harvard Business School, 2018) - Download



Boa leitura a todos!

Então, gostou da nossa lista? Você precisa de mapas para apresentar nas suas pesquisas científicas? Conheça o nosso trabalho! :) Serviço de Mapas Acadêmicos.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Mapa da Morte: os 21 municípios mais violentos do Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapa da Morte: Origem dos dados

Na publicação do Atlas da Violência de 2018, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizou o mapeamento das mortes violentas nos municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes com dados de 2016.

Para essa publicação, selecionamos os 21 municípios mais violentos do Brasil, aqueles com os maiores índices de mortes violentas por 100 mil habitantes.



Arte: Pixabay / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão




2. Os municípios mais violentos do Brasil

Segundo os dados do IPEA, dentre os 21 municípios mais violentos do Brasil, a maioria (11) está localizado no Nordeste (52,3%), sobretudo na Bahia com 8. 

Na região Norte, todos são do Pará (5). No Sudeste, os dois são do Estado do Rio de Janeiro. A região Sul tem 2 na lista e o Estado de Goiás tem 1. A lista geral está abaixo:





Chama atenção que entre os 5 mais violentos do país, 4 são da Bahia, todos com taxa de homicídio acima de 100. É chocante que duas cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro também se destaquem, assim como 5 do Estado do Pará - 3 da região metropolitana de Belém - entre as mais violentas.

O mapa abaixo mostra a distribuição espacial dos municípios mais violentos do Brasil, com forte concentração no litoral nordestino, nos arredores de Belém/PA e no litoral fluminense.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Conforme o mapa, os municípios mais violentos da Região Norte são: Altamira e Marabá. Na Região Nordeste são: Eunápolis e Simões Filho. Já na Região Centro-Oeste é Luziânia. No Sudeste são: Queimados e Japeri. Já no Sul são: Almirante Tamandaré e Viamão.

No estudo do IPEA, o órgão faz várias correlações com outros dados como: educação, pobreza, trabalho, habitação, gravidez na adolescência e vulnerabilidade juvenil.

Os municípios mais violentos do Brasil normalmente possuem indicadores sociais inferiores se compararmos com os mais pacíficos. Por exemplo, enquanto 21,1% das crianças do município de Queimados/RJ são pobres, em Brusque/SC apenas 1,8% delas estão na mesma situação (Mapa da Violência, 2018).

A taxa de desocupação de jovens - entre 15 e 17 anos - em Queimados é de 41,3%, já em Brusque/SC é de apenas 8,7% (Mapa da Violência, 2018), o que mostra a grande discrepância entre os mesmos. Condições socioeconômicas desfavoráveis atreladas a fatores externos influenciam diretamente altos índices de violência.


3. Conclusões

Os dados do Mapa da Violência nos mostram que as cidades mais violentas do Brasil com - população acima de 100 mil habitantes - estão concentradas na Região Nordeste e Norte, especialmente nos Estados da Bahia e do Pará. No entanto, algumas cidades do Rio de Janeiro estão entre as dez mais violentas do país. 

Então, gostou do conteúdo? Tem interesse em representar dados de violência em mapas? Você os tem? Quer que eu pesquise? Entre em contato para mais detalhes (91) 98306-5306 ou acesse Mapas Acadêmicos para saber mais.


4. Serviços de Cartografia e Geoprocessamento





quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Origem dos turistas do Continente Americano para o Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Origem dos turistas do Continente Americano para o Brasil


Em 2017, o Brasil recebeu 6,58 milhões de turistas, dos quais 4,76 milhões (72,3%) eram oriundos do continente americano (Ministério do Turismo, 2018)

O número é menor do que aquele verificado em 2016, quando o país recebeu 4,48 milhões de turistas do continente (Ministério do Turismo, 2018).

Para saber dados sobre turismo no Brasil, basta acessar o link ao lado Anuário Estatístico de Turismo - Brasil.

Quando analisamos a origem dos turistas das regiões do continente americano, verificamos que a maioria vem da América do Sul (4,11 milhões ou 86,3%), seguido pela América do Norte (605,9 mil ou 12,7%) e depois América Central e Caribe (49,3 mil ou 1%), conforme o mapa abaixo:



Mapa 01. Quantidade de turistas oriundos por parte do continente americano ao Brasil
É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Ministério do Turismo (2017)


Percebemos que os principais emissores do continente são da: Argentina (1°), Estados Unidos (2°), Chile (3°), Paraguai (4°) e Uruguai (5°). De cada 100 turistas do continente que chegaram em 2017, pelo menos 86 vieram desses países.

Completando a lista do Top 10 nós temos: Colômbia (6º), Bolívia (7º), Peru (8º), México (9°) e Venezuela (10º). Nesse contexto, os 10 países citados respondem por 97% dos turistas do continente.

No mapa abaixo percebemos que os principais emissores de turistas do continente estão ao sul do Brasil, a maioria limítrofe, com exceção do Chile e dos Estados Unidos ao norte.



Mapa 02. Quantidade de turistas oriundos dos países do continente americano ao Brasil (2017)
É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Ministério do Turismo (2017)


Segundo o mapa, é interessante ver que somente da Argentina vieram 2,6 milhões de turistas, o equivalente a 55% do total do continente. Já os outros países, o total foi: Estados Unidos (475,2 mil), Chile (342,1 mil), Paraguai (336,6 mil) e Uruguai (328,0 mil).

Ainda conforme o mapa, na terceira faixa mais expressiva, entre 115 e 140 mil turistas, destacaram-se os países ao oeste do Brasil, como: Bolívia, Peru e Colômbia. Já aqueles com menor representatividade, merecem destaque os países da América Central, assim como o Suriname, Guiana e Guiana Francesa.


Na comparação entre 2017 e 2016, verificamos que na maioria dos países (60% dos analisamos)  houve redução no número de turistas, especialmente do Canadá, Estados Unidos, México e Bolívia, em termos quantitativos. 

A maior redução se deu nos países da América do Norte e da América Central, com exceção do Haiti onde a situação foi inversa, assim como a maioria dos países da América do Sul, como podemos ver no mapa abaixo:



Mapa 03. Variação de turistas entre 2016 e 2017 no continente americano em direção ao Brasil
É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Ministério do Turismo (2017)


Por outro lado, na América do Sul de modo geral, a situação foi bem diferente, com aumento na emissão de turistas, com exceção da Venezuela, Guiana, Suriname e a Guiana Francesa. 

Entre aqueles que mais incrementarem o número de turistas, destacaram-se quantitativamente: Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Panamá.

Abaixo, temos a lista completa do número de turistas dos países do continente com base no Ministério do Turismo (2018), ano base 2017.


Figura 1. Ranking dos países emissores de turistas ao Brasil (2017)


Gostou dos mapas? Você tem interesse em mapas turísticos? ou precisa espacializar dados referentes ao tema? Nos procure e realizaremos o mehor projeto cartográfico para sua pesquisa ou empresa! :)



2. Conclusão

Os mapas indicaram que a maior parte dos turistas que chegaram ao Brasil vieram da América do Sul, mas também dos Estados Unidos. A Argentina é o principal emissor do continente ao Brasil, seguido por outros países vizinhos. No último ano, percebemos um volume menor de turistas no Brasil, porém alguns países aumentaram o número de turistas especialmente aqueles da América do Sul.







quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mapas Sequenciais, Temporais ou em Série



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Mapas sequenciais ou temporais em série

Segundo Martinelli (2011), os mapas em série de modo temporal são indicados para apreciar mudanças de determinada manifestação ocorridas ao longo do tempo. No conjunto de mapas, o tempo varia, a base cartográfica permanece inalterada, a variável permanece a mesma e o fenômeno manifesta-se conforme a disposição do tempo.

Nesse tipo de representação cartográfica, deve ser assegurada que a escala, a base cartográfica, as cores, as texturas e os layouts permaneçam iguais em todos quadros, como forma de valorizar o fenômeno em questão. É possível também fazer mapas e figuras sequenciais de modo animado através do Powerpoint, dos programas da Adobe e outros específicos.


2. ANÁLISE DE MAPAS EM SÉRIE, O CASO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM UMA COMUNIDADE DE BARCARENA, PARÁ.

Na figura abaixo, o objetivo era evidenciar a disposição de resíduos sólidos ao longo de 10 anos na comunidade de Murucupi, no município de Barcarena/PA. No primeiro quadro (Figura 1) em 2005, podemos perceber que o lixo estava bastante esparsado pela comunidade, não havia ocupação nas redondezas e a unidade de compostagem ainda estava ativada.

No segundo quadro em 2008, percebemos o avanço significativo da ocupação humana nas proximidades da área onde o lixo era descartado, em que a distância do mesmo varia de 200 m e 400 m.


Figura 1. Disposição de resíduos sólidos na comunidade Murucupi no município de Barcarena/PA em 2005, 2008, 2010 e 2015
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É expressamente proibido o uso e publicação editoral sem autorização prévia.


No terceiro quadro em 2010, já é visível que a ocupação humana chega mais próxima da área de descarte irregular de lixo, o que coloca essa população em risco, devido ao odor, a proximidade de vetores de doenças, entre outros. Na imagem, podemos ver que a unidade de compostagem já tinha sido desativada e provavelmente deslocada para outro lugar.


No último quadro, já em 2015, é visível que a ocupação urbana já avançou significativamente por grande parte das terras na proximidade do lixão, estando menos de 10 metros do mesmo. Na imagem, é visível que o lixo já ocupou toda área que anteriormente ficava a unidade de compostagem.

Entre o ano de 2005 e 2015, conseguimos perceber que o lixão ao longo do tempo foi ficando mais concentrado; a unidade de compostagem foi desativada e a ocupação humana foi aumentando gradativamente nas proximidades de uma área que oferece perigo à população.

Os mapas em série são interessantes porque permitem analisar um grande período de tempo, que no caso acima foi de uma década. Esse tipo de representação é excelente por explicar didaticamente a história de determinado fenômeno no espaço, sendo fundamental no esclarecimento sobre questões ambientais por exemplo.

No entanto, é de suma importância saber que esse tipo de mapa é complexo de ser feito e leva muitas horas (2h ou 3h), dependendo das informações que estarão presentes no referido documento cartográfico, ou seja, o tempo dispendido pelo profissional é maior também, não devendo ser cobrado como se fosse fazer somente um mapa, já que na verdade, são "quatro mapas em um".


3. FIGURAS GEOGRÁFICAS TEMPORAIS, O CASO DAS ÁREAS URBANAS DE BALTIMORE-WASHINGTON E SÃO FRANCISCO-SACRAMENTO (EUA)

Na figura 2 abaixo, está representando a expansão da área urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento, em que é visível o acelerado crescimento demográfico entre as duas cidades ao longo de 50 anos. A cor vermelha é usada para expressar as áreas ocupadas por uso residencial, comercial e industrial juntas. 


Figura 2. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1850 e 1990, Estados Unidos.
Fonte: The USGS Land Cover Institute

Na figura abaixo é expresso o crescimento urbano do aglomerado Baltimore-Washington DC ao longo de 200 anos. Em 1792, a área urbana era diminuta, não havia conurbação entre as cidades e consequentemente sem a formação de uma região metropolitana. Entre 1900 e 1992, com a migração de pessoas de outras partes do país, a malha viária cresceu e contribuiu para a formação de uma área bastante urbanizada.


Figura 3. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1792 e 1992, Estados Unidos
Fonte: The USGS Land Cover Institute


4. ESQUEMA PARA ELABORAR BONS MAPAS TEMPORAIS

Abaixo, segue um esquema simples (Figura 4) para que seja possível construir excelentes mapas em série para trabalhos acadêmicos, palestras, congressos, entre outros. Lembrando que a base cartográfica pode ser modificada apenas se a mesma conter os elementos de mudança da informação geográfica.



Figura 4. Esquema de como montar excelentes mapas em série

Os mapas em série são excelentes recursos para evidenciar a dinâmica geográfica e atualmente representam um desafio, pois é necessário conhecimento técnico para destacar a temporalidade da informação geográfica através de um único mapa, o que exige bastante habilidade e dedicação na confecção deste tipo de produto. Nós recomendamos o uso do software ArcGis ou do CorelDraw para adaptação dos mapas em modo sequencial, lembrando que o mais importante é a qualidade do mapa final.


3. CONCLUSÕES


Os mapas em série temporal devem ser usados quando é preciso mostrar uma série histórica de um fenômeno, para isto sendo recomendável modificar apenas as informações ao longo do tempo, entretanto deixando inalterável a base cartográfica, a escala, textura e outros componentes importantes, com o intuito de mostrar a dinâmica ocorrida no espaço geográfico. 


4. REFERÊNCIAS

MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática/ Marcello Martinelli - 6. ed. ampl. e atual. - São Paulo: Contexto, 2011.

USGS. The USGS Land Cover Institute. Disponível em https://landcover.usgs.gov/urban/umap/pubs/urisa_jtb.php


domingo, 21 de maio de 2017

Mapas de Localização (Serviço Acadêmico)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas de Localização (Serviço)

Identificar a localização de uma área é essencial para estudos científicos em formato de artigos, TCCs, dissertações ou tese. O objetivo principal é contextualizar a área da pesquisa dentro do bairro, município, estado, país ou no mundo.

Sabemos que o mapa de localização é indispensável para articular com o texto sobre o lugar. O que adiante dizer se o local está no centro da cidade? ou localiza-se as margens de rios ou rodovias? ou está próximo de uma tribo indígena da Amazônia, se você não representa isso no seu texto.

A localização de um lugar influencia sobremaneira o contexto socioeconômico ou ambiental de uma área de estudo. Desse modo, apresentaremos alguns modelos de mapas ou figuras de localização que podem ser solicitados abaixo:



2. Modelos de mapas de localização
2.1 Localização da Comunidade Cubatão em Belém/PA

O mapa (conhecido como carta-imagem) enfatiza uma comunidade pobre no bairro do Cruzeiro em Belém/PA. O solicitante pediu para representar também as ruas ao redor, o rio que atravessa o meio do local e as áreas verdes. Até o tipo de material das casas é possível identificar. Portanto, é uma figura com vários recursos visuais para facilitar o entendimento das problemáticas da pesquisa.


Mapa 01. Localização da comunidade Cubatão em Belém/PA


A partir do mapa é possível fazer várias indagações a respeito de como vivem as pessoas na comunidade por causa da influência de um córrego nos limites por exemplo. Alguns mapas como esse vão além do foco localização, contribuindo para a compreensão de problemas socioeconômicos que possam estar ocorrendo na área.

De todo modo, o mapa não é suficiente para compreendermos todas as questões apontadas pelo trabalho acadêmico.

2.2 Localização de duas escolas particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA


Para esse mapa também foi usado o recurso de imagem aérea como forma de evidenciar a forte presença de prédios (verticalização) do bairro e de áreas verdes nos arredores das instituições.


Mapa 02. Localização da escola Nazaré e Santa Catarina no bairro de Nazaré em Belém/PA


Uma das informações extraídas do mapa é o alto poder aquisitivo dos domicílios ao redor, verificado por prédios muito alto. Outras informações são os bairros mais próximos e os nomes das ruas. 


3. Serviços de Geoprocessamento





quinta-feira, 11 de maio de 2017

Distribuição espacial dos brancos no Brasil por Anamorfoses





Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Anamorfose, o que é?

Anamorfose vem do grego anamórphosis – transformação – imagem disforme. Em francês, “anamorphose” [anamorfose]; em inglês: Cartogram [cartograma], ”variable scale maps” [mapas com escala varáveis] ou “value-by-area” cartograms [cartogramas de valores de áreas] e em alemão: “verzerrte Karte” [carta distorcida, disforme] (Tobler, 2004:59-60 apud DUTENKEFER, E). 

Na Cartografia, o termo Anamorfose refere-se a documentos que representam uma base com viés geográfico (continentes, países, estados, municípios, etc) de maneira distorcida, de forma a realçar um tema específico. 

O objetivo principal dessas representações cartográficas é destacar da forma mais direta possível a extensão de um fenômeno que ocorre no espaço geográfico. 

As anamorfoses são formas de representação cartográficas peculiares, pois o processo de elaboração requer bastante técnica, dados confiáveis, base cartográfica oficial, tratamento cartográfico adequado, legenda compatível com a proporcionalidade da base e um layout exíminio, com o intuito de facilitar a compreensão dos "leitores" e "expectadores" das figuras.

Na verdade, as anamorfoses não são mapas propriamente ditos, pois carecem de informações importantes para a compreensão real da superfície terretre. 

Por outro lado, o uso desses recursos são de extrema importância, principalmente em apresentações acadêmicas, palestras de modo geral e até em textos jornalísticos, pois facilitam a comunicação geográfica.

O uso desses recursos deve ser utilizado excluvisamente com dados quantitativos (Figura 1), sejam estes brutos ou relativos, já que o intuito principal é expressar a noção de proporcionalidade.



Figura 1. PIB das microrregiões do Brasil em 2002 por anamorfose
Fonte: Adaptado de THERY, H (2006)
Fonte dos dados: IBGE (2002)


2. A distribuição dos brancos por anamorfose

O Brasil é um país sul-americano diverso com 207.437.503 habitantes (IBGE, 2017), dividindo-se em 27 unidades que constituem a federação. Conforme o IBGE (2010), 47,67% da população se autoclararam como brancos; 42,98% como pardos, 7,83% como negros; 1,11% como amarelos e 0,41% como indígenas.

De posse dos dados do IBGE de 2010, foram elaborados anamorfoses para expressar a distribuição dos brancos por região e estado. Os dados correspondem aqueles que se autodeclararam brancos nas pesquisas.

Na avaliação das regiões brasileiras, a região "mais branca" do Brasil é a Sul com 78,4% (Figura 2), seguido pelo Sudeste com 55,16% e Centro-Oeste com 41,8%. Entre as "menos branca", destacam-se Nordeste (29,4%) e Norte (23,4%). 


Figura 2. Percentual da população branca nas regiões brasileiras em 2010 por anamorfose
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: IBGE (2010)
*A anamorfose é uma amostra de trabalho. O seu uso se dá mediante pagamento para retirada da marca d' água.


Conforme a anamorfose acima, apesar da Região Sudeste ter o maior número de pessoas autodeclaradas brancas, a região Sul tem a maior proporção de pessoas brancas na população. 

Uma das explicações que justicam tal índice é a forte migração preferencial de europeus para a região mais meridional do Brasil no século XX, principalmente alemães, poloneses, italianos, entre outros, o que contribuiu para aumentar gradativamente a população com cor de pele predominante branca. Tal migração também ocorreu no Sudeste, mas com menor intensidade.


No Brasil, cerca de 91 milhões de brasileiros se autodeclarou como branco. A maior quantidade absoluta de brancos está no Estado de São Paulo (26,3 milhões), seguido pelo Rio Grande do Sul (8,9 milhões), Minas Gerais (8,8 milhões), Rio de Janeiro (7,5 milhões), Paraná (7,3 milhões) e Santa Catarina (5,2 milhões). 

Em relação a população relativa em cada unidade da federação, os brancos são predominantes nos estados do Sul e Sudeste do país (Figura 3). O Estado de Santa Catarina é o "mais branco" de todos com índice igual a 83,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul (83,2%), Paraná (70%), São Paulo (63,7%) e Rio de Janeiro (47,3%).



Figura 3. Percentual da população branca nos estados brasileiros em 2010 por anamorfose
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: IBGE (2010)
*A anamorfose é uma amostra de trabalho. O seu uso se dá mediante pagamento para retirada da marca d' água.


A anamorfose acima expressa um forte contraste da população branca nos estados brasileiros, sendo a composição mais baixa na região Norte e no Estado da Bahia, seguido por demais estados da região Nordeste. 

Entre os estados "menos branco", Roraima possui o menor índice do país com 20,9%, seguido do Amazonas (21%), Pará (21,5%), Bahia (21,9%) e Maranhão (21,9%), onde prevalece uma população que se autodeclarou parda ou negra.



3. CONCLUSÕES

As anamorfoses são excelentes recursos cartográficos para expressar a proporcionalidade de determinado tema, que nesse caso evidenciou a distribuição espacial da população que se declarou como branca por estado e região. As figuras cartográficas destacaram a forte composição étnica branca nos estados das regiões Sul e Sudeste em contraposição aos estados das regiões Norte e Nordeste, onde a população é predominantemente parda e negra.


4. REFERÊNCIAS


DUTENKEFER, E. Anamorfose como mapa: história, aplicativos e aplicações. 2010. Disponível em https://3siahc.files.wordpress.com/2010/04/eduardodutenkeferartigosimposio.pdf. Acesso em 06/05/2017.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em http://www2.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/listabl.asp?z=cd&o=6&i=P&c=3145, 2010.

THERY, H. Orientação metodológica para construção e leitura de mapas temáticos. Revista Confins. Disponível https://confins.revues.org/3483. Acesso em 08/05/2017.