O serviço de pavimentação das ruas ainda está longe da universalização na Região Metropolitana de Belém, nenhuma cidade atingiu taxa igual ou superior a 90%.
O feijão é um alimento indispensável na mesa do brasileiro e é um dos pilares da culinária do país. É fonte de proteínas e fibras. Esse alimento tem grande importância econômica e é responsável por gerar emprego e renda em todo o Brasil. Mas afinal, onde se produz mais feijão? e menos?
A partir dos dados do IBGE (2021) sobre a produção de feijão, eu realizei um mapa para indicar onde há produção. Essa figura foi a primeira realizada com o auxílio do Canva, uma plataforma de design gráfico já bastante popular, mas pouco usada por geógrafos e cartógrafos.
Figura 1. Brasil: produção de feijão (2021)
O mapa acima mostra a produção de feijão, em toneladas, por unidade federativa. Os maiores produtores do país são o Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, cuja produção foi superior a 355 mil toneladas.
Em seguida, temos os estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará, com produção entre 229 a 89 mil toneladas. Os demais tiveram produção inferior a 78 mil.
Do ponto de vista estético, essa figura facilita bastante a compreensão do que é e como é o feijão. Todos podem entender com facilidade: crianças, jovens, adultos e idosos. Para o público acadêmico, o mapa também é útil, facilitando e atraindo maior atenção para o tema. Esse símbolo gráfico aproxima as pessoas do mapa e de discussões que poderão sser realizadas em torno do feijão. A figura também nos instiga a querer ver a produção por município, mas nem sempre essa maneira será a mais adequada, já que limites municipais costumam ser muito pequenos.
Ainda assim, é interessante que nós, geógrafos e cartógrafos nos aproximemos desse tipo de visualização. Há vários pontos positivos, desde os estéticos até a retenção da atenção do público-alvo. Além disso, o site Canva oferece uma ampla variedade de opções para criação de gráficos e figuras, assim como mapas e outros tipos de visualização geográfica.
No ano de 2022, alguns amigos e eu escrevemos um artigo para o Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia. O material original se encontra nesse link: DESMATAMENTO NAS FLORESTAS DO ESTADO DE RORAIMA, AMAZÔNIA BRASILEIRA: CONTEXTUALIZAÇÃO EM SEIS IMAGENS, mas vamos trazer os principais pontos e conclusões.
Eu sugiro ler o artigo completo para ver as discussões sobre cada mapa.
O objetivo deste estudo foi avaliar e contextualizar o desmatamento ocorrido em Roraima até o ano de 2020, por meio do uso de dados estatísticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Projeto Mapbiomas.
O primeiro mapa realizado por nós objetivou mostrar o quanto restava de florestas originais, por município, até o ano de 2020. As descobertas a partir desse mapa foram as seguintes:
Figura 1. Roraima: percentual de florestas originais mantidas em 2020
O segundo mapa objetivou evidenciar quanto o desmatamento variou entre o ano de 2018 e 2020. A partir desse mapa ficou claro que:
Figura 2. Roraima: variação do desmatamento ocorrido entre 2018 e 2020
O terceiro mapa buscou retratar o desmatamento acumulado até o ano de 2020. Esse mapa nos ajudou a entender que:
O quarto mapa buscou representar os principais usos do solo do estado de Roraima até o ano de 2020, que no caso são: pastagem e agricultura. A partir desse mapa ficou claro que:
A quinta figura buscou representar a área plantada por soja e outras lavouras no estado de Roraima em dois momentos: 2001 e 2020. A figura nos auxiliou a entender que:
A última figura foi um gráfico. O objetivo dele era mostrar as áreas desmatadas em todo o estado de Roraima entre o 2001 até 2020. Esse gráfico nos ajudou a compreender que:
Figura 6. Taxa de desmatamento ocorrido em Roraima entre 2001 e 2020
As principais conclusões do estudo foram:
A Anamorfose é uma representação cartográfica que distorce a área geográfica de acordo com o valor do dado quantitativo. Ou seja, quanto maior o valor absoluto ou relativo de uma área, mais destaque ela terá.
Então, eu acessei o site do Censo Agropecuário de 2017 do IBGE e peguei os dados de produção de açaí e de maçã, para todos os estados do Brasil. Depois eu gerei duas anamorfoses no software QGIS, em formato GIF.
A primeira figura destaca a produção de açaí, em que o estado do Pará se destacou como o principal produtor, seguido pelo Amazonas, Amapá e Bahia. Só o Pará produziu 86,2% de toda produção nacional.
A segunda figura destaca a produção de maçã. Dessa vez, o estado de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul concentravam 48,6% e 47,2% da produção nacional, respectivamente.
Essa animação simples foi publicada no Linkedin e viralizou. Foram mais de 220 curtidas e alguns comentários. Esse tipo de representação é mais comum entre o público da geografia, mas com a popularização de ferramentas de visualização de dados, mais figuras como essas têm sido compartilhadas nas redes.
É importante dizer que o público-alvo precisa conhecer minimamente a estrutura espacial do local que será gerado uma anamorfose. As vezes nós colocamos um mapa tradicional da área para a pessoa conseguir reconhecer. Caso contrário, a figura pode gerar dúvida ou induzir a interpretações equivocadas.
Em publicações científicas, o uso desse tipo de figura não é muito comum. A vantagem da anamorfose está na valorização dos municípios, cidades ou países cuja área é pequena, quando valor do dado é alto. Isso faz com que esses locais apareçam maiores na figura por causa do valor.
E você? conhece essa representação? tem interesse em representar dessa forma os seus dados? quais aplicações você acredita que elas são viáveis? Deixe o seu comentário.
O Rio de Janeiro é uma cidade conhecida por suas favelas. Afinal, quantas são? quais são as maiores? quantos pessoas elas abrigam? onde está a maior concentração? Essas perguntas serão respondidas neste post.
Em relação à fonte, nós usamos os dados do IBGE (2019). A partir do estudo dos "Aglomerados Subnormais", publicado no ano de 2019, nós conseguimos baixar os dados vetoriais de favelas. O termo técnico "Aglomerado subnormal", utilizado pelo IBGE, abrange todos os lugares no Rio conhecidos como "favelas" ou "comunidades".
O primeiro mapa revela a distribuição das favelas em todo o território carioca. Conforme o último levantamento do IBGE existem 781 favelas na cidade, destacadas na cor laranja. As favelas de maior em extensão territorial estão na Zona Norte e Zona Oeste da cidade. Nos bairros da Zona Sul e nos arredores da Barra da Tijuca se encontram pequenas favelas.
Mapa 1. Rio de Janeiro: distribuição das favelas (2019)
O segundo mapa destaca as favelas com a maior quantidade de domicílios no Rio de Janeiro. Segundo o IBGE (2019), o número total de domicílios em todas as favelas da cidade era de 457,4 mil.
Aquela com o maior número é a Rocinha com 25,7 mil (5,6% do total), que também já foi apontada no Censo de 2010 como a favela mais populosa da cidade e do Brasil. Em segundo lugar vinha Rio das Pedras com 22,5 mil (4,9% do total). As outras três foram: Jacarezinho com 8,7 mil, Parque União com 6,7 mil e Fazenda Coqueiro 5,9 mil. Somente essas cinco favelas do Rio reuniam 69,5 mil domicílios.
Mapa 2. Rio de Janeiro: favelas com maior quantidade de domicílios, em 2019
A animação 1 e o mapa 3 revelam a quantidade de domicílios nas favelas, por categoria, do Rio de Janeiro. Cerca de 557 favelas (71,32% do total) da cidade tem até 500 domicílios, 120 favelas (15,37% do total) têm entre 501 a 1.000 domicílios, 83 favelas (10,62% do total) têm entre 1.001 a 3.000 domicílios e 16 favelas (2,05% do total) têm entre 3.000 a 5.000 domicílios. Apenas 5 favelas (0,64%) têm entre 5.001 a 25.742 domicílios, ou seja, a maioria das favelas do Rio tem até 500 domicílios.
Animação 1. Rio de Janeiro: quantidade de domicílios nas favelas, em 2019
Não há distribuição uniforme das favelas em relação à quantidade de domicílios. Todas as categorias têm maior presença na Zona Norte e Oeste da cidade. Por outro lado, a favela com a maior quantidade de domicílios é a Rocinha, localizada na Zona Sul da cidade.
Os mapas acima são exemplos de muitos outros que podem ser elaborados para a cidade do Rio de Janeiro com indicadores sociais. Esses mapas são amostras de trabalho e podem ser reeditados, comprados sem a marca d' água, postos em alta qualidade e em outros formatos como pdf ou jpeg. Entre em contato para mais informações.
Fontes: IBGE (2019).