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domingo, 8 de outubro de 2023

Sites para selecionar cores e paletas de cores para mapas




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Email: luizgusmao.geo@gmail.com




1. Sites para selecionar cores e paletas de cores

Você já se viu perdido na hora de escolher as cores para os seus mapas e projetos? Não se preocupe, é normal passar por isso, e as vezes, levar bastante tempo.

Para te ajudar, eu vou compartilhar quatro sites incríveis onde eu encontro cores e paletas que dão vida aos meus mapas.




A escolha adequada das cores em mapas desempenha um papel crucial na transmissão eficaz de mensagens, na associação com fenômenos analisados ​​e na criação de sensações. As cores têm o poder de comunicar informações de maneira visualmente atraente e compreensível, facilitando a interpretação dos dados geográficos. 

Ao utilizar cores específicas em um mapa, é possível estabelecer uma hierarquia visual, destacando elementos importantes e enfatizando relações espaciais. Cores vibrantes e contrastantes podem chamar a atenção para áreas de interesse ou pontos de referência, enquanto tons mais suaves podem indicar áreas menos relevantes.

Além disso, as cores podem ser usadas para representar diferentes fenômenos geográficos. Por exemplo, o azul pode ser associado à água, verde às áreas florestais e marrom às regiões montanhosas. Essas associações intuitivas ajudam na identificação rápida e precisa dos elementos representados no mapa.

As cores também têm o poder de evocar sensações e emoções. O uso de cores quentes, como vermelho e laranja, pode transmitir uma sensação de calor ou perigo, enquanto cores frias, como azul e verde, podem transmitir calma ou frescor. Essas associações emocionais podem influenciar a forma como as pessoas percebem um determinado lugar ou fenômeno representado no mapa.

Além disso, a escolha das cores também deve levar em consideração questões culturais e simbólicas. Certas culturas podem atribuir significados específicos às cores, portanto, é importante considerar essas nuances ao criar mapas para diferentes públicos.

Você precisa de mapas ou ajuda para confeccioná-los? Fale comigo e eu te ajudarei (91) 98306-5306. 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Atlas da Expansão Urbana no mundo

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Atlas da Expansão Urbana no mundo

Existe uma plataforma digital que você consegue visualizar e analisar a expansão de 200 cidades do mundo, trata-se do Atlas of Urban Expansion - Cities. A iniciativa faz parte do esforço de pesquisadores da Universidade de Nova Iorque com UN Habitat e do Instituto Licoln para Políticas das Terras. 


Figura 1. Crescimento Urbano de Londres (Reino Unido)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Você consegue obter dados das maiores cidades dos cinco continentes. Ver o crescimento das cidades ao longo das décadas; baixar informações referentes ao assunto, tal como vídeos com mapas em time lapses.

Vídeo 1. Crescimento Urbano de Chicago (EUA)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Vídeo 2. Crescimento Urbano de São Paulo (Brasil)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Vídeo 3. Crescimento Urbano de Shangai (China)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


E aí? O que achou da plataforma? Não é incrível?! A partir dos dados de lá é possível fazer mapas e até usá-los em trabalhos científicos. Compartilhe com outras pessoas! :)







terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

A partir dos dados do MAPBIOMAS dos anos de 1985 e 2019 realizamos uma figura para comparar a situação das florestas do município de Belém/PA.

Em 1985, Belém tinha 364,48 km² de florestas, passando para 307,1 km² no ano de 2019. Em pouco mais de três décadas, cerca de 15,7% da vegetação foi removida.

A área parece pequena, mas comparando com o maior estádio de futebol de Belém, o Mangueirão, a área desmatada foi igual a 980 vezes o tamanho dele, veja:




As figuras revelam que os desmatamentos foram mais fortes no norte de Belém, com destaque para a ilha de Mosqueiro, do Outeiro, no Distrito de Icoaraci, bem como no extremo leste da cidade, já na divisa com Ananindeua. As ilhas ao sul (Combu e Murutucu), por sua vez, pouco mudaram, já que a ocupação permanece predominantemente ribeirinha sem avanço de áreas urbanizadas ou outro uso antrópico.



Em 33 anos (entre 1985 e 2019), cerca de 15,7% da vegetação nativa de Belém foi convertida em área urbana (formada por casas, ruas e construções em geral de comércio, serviços e indústrias leves).





quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Mapa da Felicidade: os países mais e menos felizes do mundo

 

Luiz Henrique Almeida Gusmão

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Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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#Mapa da Felicidade: os países mais e menos felizes do mundo

O que é felicidade para você? Como podemos medir a felicidade de uma nação? Os habitantes de países ricos são mais felizes? 

Um estudo World Happiness Report 2020 sobre a felicidade dirigido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN em inglês) avaliou por uma plataforma digital, a felicidade dos residentes de 153 países. Os critérios escolhidos foram baseados na percepção dos itens:

1) Renda
2) Assistência Social
3) Longevidade
4) Liberdade para fazer escolhas
5) Generosidade
6) Corrupção
7) Distopia


A partir dos dados realizamos três mapas que destacam os países mais felizes, os menos felizes e um comparativo com o Brasil.

No primeiro mapa estão as 14 nações cujos habitantes declararam serem mais felizes. A maioria deles está no continente europeu e sobretudo, na Escandinávia. Os outros países fora da Europa são: Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Israel. É interessente observar a ausência de grandes potências econômicas entre as mais felizes como: EUA, Japão e China.

A Finlândia era a nação mais feliz do mundo no ano de 2019, seguido pela Dinamarca, Suíça, Islândia e Noruega. É a terceira vez que a Finlândia está no top da lista. A longa expectativa de vida associada com estabilidade econômica e estado de paz deles justificam essas colocações. Contudo, variáveis como generosidade, alta renda, baixa percepção de corrupção e outros critérios contribuíram para maior felicidade.




Entre aqueles cujos habitantes disseram serem menos felizes, a maioria é do continente africano, sobretudo da região Subsaariana. Na lista também temos três países da Ásia e um da América. 

As nações menos felizes são: Afeganistão, Sudão do Sul, Zimbábue, Ruanda, República Centro-Africana e Tanzânia. As razões estão atribuídas à instabilidade econômica e política, à pobreza, à baixa liberdade e à alta percepção de corrupção no país. Outros critérios também foram avaliados negativamente. Alguns deles estão em estado de guerra e grave insegurança alimentar.




No último mapa ressaltamos o Brasil em relação a vários países selecionados. Entre os seus vizinhos, Argentina, Chile e Venezuela são menos felizes. Os EUA, a Alemanha e a França são mais felizes. 

Surpresa ou não, países asiáticos como China e Japão são menos felizes. Portugal e Rússia também são menos. O fato é que a renda não é suficiente para ser feliz, apesar de ser relevante.




Na análise dos mapas e dados, algumas constatações:

a) Os canadenses (10°) são mais felizes que os estadunidenses (18°).

b) Os EUA (18°) e Haiti (142°) são países próximos, mas com diferença exorbitante no quesito felicidade.

c) Brasil (32°) e Moçambique (120°) têm idioma oficial em comum, porém a felicidade é muito díspar. 

d) Entre os BRICs, os brasileiros (32°) se declararam mais felizes que russos (73°), indianos (144°), chineses (94°) e sul-africanos (109°). A diferença por sinal aqui é enorme.

e) Entre as nações mais industrializadas (G8), o Canadá (11°) é o mais feliz, seguido por Reino Unido (13°), Alemanha (17°), Estados Unidos (18°), França (23°) e Itália (30°). Os menos felizes do grupo são: Japão (62°) e Rússia (73°).

A lista completa está expressa aqui:



Então, o que você achou da postagem? Alguma surpresa? Acesse o material original para compreender a metodologia e checar outras listas do estudo.



terça-feira, 15 de setembro de 2020

Amazônia: O que mudou de 1985 para 2018?

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão

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#Amazônia: O que mudou de 1985 e 2018?

O Bioma Amazônia é o maior do Brasil e abrange mais oito países. É conhecido pela exuberância e diversidade da sua fauna e flora. Contudo, desde muito tempo tem sido ameaçado por atividades humanas, com destaque para a pecuária e a extração ilegal de madeira.

A partir dos dados do MAPBIOMAS criamos um GIF que enfatiza o desmatamento acumulado no Bioma Amazônia Brasileiro nas últimas décadas. Para isso selecionamos quatro anos: 1985, 1999, 2009 e 2018.


Desmatamento acumulado - Bioma Amazônia (1985-2018)


A partir da animação é possível ver o avanço do desmatamento com o passar dos anos. Entre 1985 e 2018, as áreas mais modificadas foram no: Leste do Acre, Centro-Norte de Rondônia, Norte do Mato Grosso, Sudeste do Amazonas, Nordeste e Sudeste do Pará, Norte do Tocantins e Oeste do Maranhão.

A animação apresenta muito mais do que a perda de florestas e ecossistemas naturais. Trata-se também da extinção ou redução de variadas espécies de mamíferos, aves, reptéis, primatas, insetos etc. Perda esta que nós nunca conheceremos de fato, já que várias ainda são desconhecidas.

Representa a ameaça direta aos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras sociedades que dependem da natureza para o seu sustento. Parte significativa dessa vegetação e dos rios estão constantemente ameaçados pela contaminação - por mercúrio e outros metais pesados - com a expansão do garimpo ilegal.

Representa a emissão de poluentes - CO2, CH4 etc - para atmosfera que aceleram as mudanças climáticas. Pode representar a futura possibilidade de savanização da Amazônia - algo terrível e difícil de imaginar. Enfim, o vídeo deve nos levar a reflexão sobre a busca do famoso e nem sempre compreensível "desenvolvimento sustentável".

Para não ficarmos apenas no discurso, há formas de nós contribuirmos para a minimização do desmatamento. Aqui está uma relação, que obviamente não cabe a todos:

1) Reduzir o consumo de carne, sobretudo a bovina
2) Boicotar marcas que lucram a base do desmatamento ilegal
3) Comprar produtos à base de madeira com certificado de exploração autorizada
4) Reduzir o consumo de papel - apesar de muitos produtos terem origem da floresta plantada
5) Plantar mudas compatíveis com o ecossistema
6) Fazer dispersão autorizada de sementes em áreas degradadas ou desmatadas
7) Apoiar financeiramente reconhecidas ONGs que atuam diretamente no combate ao desmate
8) Denunciar pessoas e empresas que estão ateando fogo sem controle
9) Coletar assinaturas para criação ou apoio da Secretaria de Meio Ambiente do seu município
10) Coletar assinaturas para criação de áreas de preservação ambiental no seu município
11) Zelar florestas e ambientes naturais

Etc...

Quais outras ideias interessantes você tem? que podem ajudar na minimização do desflorestamento, não só da Amazônia, mas de qualquer outra área tropical?? Nos conte!





domingo, 26 de janeiro de 2020

Mapas do Coronavírus no mundo




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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# Mapas do Coronavírus no mundo

No início de 2020, o mundo foi surpreendido pelo avanço de um tipo específico de Coronavírus, cujo epicentro do surto foi na cidade de Wuhan, na China. A partir de dados do Johns Hopkins CSSE University e da China Health Authorities compilados em plataforma digital, realizamos figuras temáticas para acompanhar a expansão de casos.




No dia 24/01/2020, o número de casos confirmados na China era de 835 e menos de 6 nos EUA, Japão, Coréia do Sul, Vietnã, Tailândia e Cingapura. Mais de 98% dos casos estavam restritos à Ásia.


 Fonte dos dados compilados: G1 notícias


No dia seguinte, o número de casos confirmados subiu para 1.372 na China, seguido por menos de 6 casos nos EUA, Canadá, França, Arábia Saudita, Tailândia, Malásia, Cingapura, Vietnã, Japão, Austrália e Malásia. 

O coronavírus disseminou-se e afetou um país da Europa, outro da Oceania e mais um das Américas. Na própria Ásia, expandiu-se e alcançou outros países ao sul da China e até a Arábia Saudita.


Fonte dos dados compilados: G1 notícias


No dia 31/01, o número de casos chegou a 9.773, dos quais 99% estavam na China (9.686). A Tailândia estava em 2° lugar com 14 casos, seguido por Japão (11) Cingapura (10), Austrália (9) e Malásia (8).




Até o dia 31/01, o coronavírus alcançou novos países: Itália, Índia e Filipinas. Por outro lado, mais de 99% das pessoas com a doença estavam restritas no continente asiático, apesar da preocupação de expansão do vírus pela comunidade internacional.

No dia 05/02, os casos de Coronavírus chegaram a mais de 24.000, cuja maioria dos pacientes e das vítimas estavam na China. Novos países foram registraram no Reino Unido, Espanha, Bélgica, Rússia e Suécia.

Houve crescimento de casos confirmados em vários países, especialmente na China, Cingapura, Tailândia, Japão, entre outros.




No dia 17/02, o número de casos de Coronavírus (COVID 19) alcançou 71.904, dos quais 98% estavam restritos à China, seguido por 77 em Cingapura, 66 no Japão, 35 na Tailândia, 30 na Coréia do Sul, 22 na Malásia, e os demais países tinham menos de 16 vítimas.




Os casos de Covid-19 cresceram em vários países, principalmente naqueles ao Sul da China. Ademais, o número de mortes já alcançou mais de 1.700 e de pessoas curadas igual a 11.396.



Atualmente, o coronavírus alcançou o status de pandemia e não é possível fazer mapas com frequência sobre o número de infectados. No entanto, estamos compartilhando o site com um mapa interativo que é atualizado diariamente.

Até hoje (27/03), são 558 mil infectados, dos quais 127 mil foram recuperados, 25 mil morreram e milhões estão em estado de quarentena.




domingo, 15 de dezembro de 2019

Mapas Exploratórios: Análise de Dados




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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#Mapas Exploratórios: Análise de Dados


Arte: Luiz Henrique A. Gusmão

Frequentemente muitos profissionais buscam representar dados mapas. As vezes, é necessário que todos os dados estejam presentes no mapa para entendermos o contexto sobre aquele assunto, mas também podemos ver uma simplificação ou síntese deles.


Esse debate está relacionado a duas ideias: "mapas para ler" e "mapas para ver". Embora sempre se veja um mapa, o termo "mapa para ler" significa que você ficará mais tempo lendo todos os códigos e informações do material para poder compreender o significado. Na maioria das vezes há um volume muito grande de dados no produto final.


Esse tipo de mapa é essencial, principalmente para compor relatórios de EIA/RIMA ou zoneamento ambiental por exemplo, todavia muitos profissionais querem expressar com maior fluidez uma mensagem através de um mapa e aí entra o "mapa para ver".

O "mapa para ver" está relacionado a compreensão quase instantânea da mensagem, ou seja, você compreenderá mais rapidamente o significado que o mapa quer passar. Normalmente a quantidade de informações é menor.


Embora simples, dependendo da quantidade de dados que você dispõe, a tarefa de transmitir uma mensagem direta pode parecer difícil. Nesse sentido, não é interessante destacar dezenas de dados em forma de pontos, linhas e polígonos, mas filtrar as informações mais relevantes.

As vezes para alcançar um "mapa para ver" é necessário realizar algum processamento estatístico. Na concepção do geógrafo Eduardo Girardi, o mapa exploratório pode servir para testar hipóteses, ver rupturas, padrões e tendências no espaço (GIRARDI, 2016). Por isso a relevância da simplificação ou generalização da informação a fim de facilitar a comunicação entre o mapa ou a figura com o público.


Os mapas exploratórios requerem processamento para que sejam confeccionados e podem ser enquadrados como "mapas para ver". Abaixo vamos destacar dois exemplos para compreendermos.



Caso 1: Principais áreas turísticas naturais da cidade de Salinópolis, localizado no Pará

Com a posse de uma tabela (Figura 1) que destaca a pontuação de atratividade dos lugares turísticos naturais de Salinópolis, queremos criar uma figura que sintetize as principais áreas.



Figura 1. Organização dos dados dos pontos turísticos naturais por área do município de Salinópolis
Fonte dos dados: PARATUR (2011)
Elaboração e adaptação: LUIZ HENRIQUE ALMEIDA GUSMÃO


Como o município de Salinópolis é muito grande, selecionamos apenas a parte urbana (Filtro 1). Há 13 pontos turísticos na cidade, porém iremos agregá-los conforme a proximidade geográfica (Filtro 2) e a atratividade turística (Filtro 3) estabelecida pela PARATUR/PA. O resultado vemos na figura abaixo com o fundo do Google Earth.



Figura 2. Grau de atratividade turística natural de Salinópolis/PA
Fonte dos dados: PARATUR (2011)
Elaboração: LUIZ HENRIQUE ALMEIDA GUSMÃO
PROIBIDO A CÓPIA PARCIAL OU TOTAL DESSA FIGURA


A figura é bem objetiva, identificando a ilha do Atalaia como a principal área turística natural de Salinópolis, seguida pelo centro da cidade, as Ilhas no Oceano, o Maçarico, o Cuiarana e a Rodovia. Para chegarmos nesse produto, somamos os valores de atratividade de cada ponto turístico (natural) por trecho. 

Logo em seguida, destacamos em "maior", "médio" e "menor", de acordo com o total. As vezes pode ser conveniente retirar os valores, dependendo do interesse e conhecimento do seu público-alvo.



Caso 2: Índice de Desenvolvimento Humano e Taxa de Homicídios por unidade da federação do Brasil

No segundo exemplo, queremos destacar o índice de desenvolvimento humano com a taxa de homicídios por UF do Brasil. Para isso iremos utilizar os mesmos critérios do PNUD - IDHM (2017)0-0,499 (muito baixo), 0,500-0,599 (baixo), 0,600-0,699 (médio), 0,700-0,799 (alto) e 0,800-1 (muito alto).


Já para a taxa de homicídios (por 100 mil habitantes), levaremos em consideração os dados do Atlas da Violência (2019) com dados de 2017, com os seguintes intervalos: máximo (>60), muito alto (50-59), alto (49-41), médio (38-30), baixo (29-20) e muito baixo (20-10). 


Nesse sentido, agruparemos as unidades da federação em tipos conforme a associação entre desenvolvimento humano e homicídio, através de uma média aritmética, cujos intervalos possuem os seguintes pesos.


Figura 3. Organização dos dados do IDH e da taxa de homicídios
Fonte: Classificação do IDH (PNUD); Classificação da taxa de homicídio (Autor, 2019)


Dessa forma, quanto maior o "peso" final, melhor será a condição da UF e vice-versa. Em outras palavras, quanto mais próximo da classe A (melhor o desenvolvimento humano e menor a chance de ir à óbito) e quanto mais próximo da classe F (pior a condição de vida 
e maior a chance de ir à óbito).

Em alguns casos, as UFs podem ter o IDH médio, no entanto a taxa de homicídio muito baixa ou baixa favorece a melhor condição de vida.  Grande parte das UFs teve um posicionamento diferenciado em decorrência da taxa de homicídio, já que a maioria possui IDH considerado alto. As classes foram divididas entre A e G, de acordo com a pontuação (Mapa 1).



Mapa 1. Estágio de Desenvolvimento Humano e homicídio (2017)
Fonte dos dados: IPEA e PNUD/ONU (2017)
Elaboração: LUIZ HENRIQUE ALMEIDA GUSMÃO
PROIBIDO A CÓPIA PARCIAL OU TOTAL DESSE MAPA


O mapa acima retrata as unidades da federação do Brasil conforme a qualidade de vida, que aqui ocorreu através da associação entre IDH e Taxa de homicídios para o ano de 2017. 

Os estados de São Paulo e Santa Catarina possuem as melhores condições nesses quesitos, cujo IDH é muito alto e a taxa de homicídio é considerado muito baixa (no panorama do Brasil).

Logo em seguida, nas classes B e C, destacam-se: RS, PR, MS, MG, DF e PI. O Piauí, apesar do IDH médio, possui taxa de homicídio muito baixa. Na classe intermediária (D), destacam-se: RO, MT, TO, RJ, ES e PB. 

Na classe E, destacam-se alguns estados da Amazônia, MA, BA e GO. Já nas classes mais baixas, os estados considerados com os piores índices de desenvolvimento humano com as maiores taxas de homicídio: PE, SE, RN, AL, CE, PA e AC.

Embora seja necessário ler cada classe para compreender todo o contexto, é rápido quando associamos as UFs em cores. É sempre bom lembrar que os mapas devem nos levar a novos questionamentos para pensarmos em novas ideias, buscando gerar conhecimento a respeito daquela temática.

Então, gostou do conteúdo? Você costuma interpretar os seus dados para extrair o máximo de informação ou gerar conhecimento? Compartilhe conosco a sua experiência!


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Veja o Planeta Terra a Noite!




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Veja o Planeta Terra a Noite!

Imagine a possibilidade de visualizar o planeta Terra por inteiro a noite. Através de uma simulação foi possível confeccionar um mapa-múndi de noite - presente no Projeto Night Earth -. Veja o resultado abaixo:


Figura 1. Mapa-múndi a noite
Fonte: NASA (2012)
Elaboração: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)


Na imagem vemos claramente a discrepância do uso de energia, cujas áreas mais luminosas são: Europa, América do Norte, Extremo Oriente e Sul da Ásia. Já as partes mais escuras, destacam-se áreas com baixíssimas densidades demográficas (Patagônia, Amazônia, Saara, Himalaia, Norte do Canadá, etc).

De forma mais detalhada, as áreas mais iluminadas das Américas são: Nordeste dos EUA, Costa oeste dos EUA, arredores da Cidade do México, de Buenos Aires, de São Paulo e do Rio de Janeiro. 

Na Europa: países da porção ocidental, norte e sul da Escandinávia e arredores de Moscou. Já na África são: arredores de Joanesburgo, Sul da costa ocidental, extremo norte do continente e arredores de Cairo.

Na Ásia: Japão, Coréia do Sul, leste da China, sul do sudeste asiático, sul e norte da Índia, arredores de Abu Dabhi, de Riad, de Dubai e de Istambul. Por último, na Oceania são: arredores das principais cidades australianas (Sydney, Perth, Camberra, Melbourne, etc).

Aqui em baixo estão algumas figuras que destacam cidades brasileiras a noite. É possível ver o contraste entre elas, o que reflete o tamanho de cada uma e o grau de luminosidade emitida, confira:

[As figuras não estão na mesma escala]









Então, o que você achou do conteúdo? Já conhecia? O que você achou da plataforma?


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Mapa da Aceitação de Vacinas em Crianças no Mundo



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapa da aceitação de vacinas em crianças no mundo

A vacinação é responsável por salvar a vida de milhões de crianças no mundo! É o método mais eficaz no combate a doenças infecciosas, como sarampo, rubéola, poliomelite, entre outras. Apesar de ser uma das responsáveis por elevar a expectativa de vida, algumas pessoas desacreditam no poder da vacina, por acreditarem em ideias falaciosas propagadas na internet. 

Dessa forma, resolvemos destacar como o mundo enxerga a vacinação em crianças, visto na figura 1, a partir de dados de 2018 do Wellcome Trust Global Monitor, compilado no site do Our World in Data.


Figura 1. Percentual de pessoas que concordam que as vacinas são importantes para as crianças - 2018
Fonte: Adaptado de Wellcome Trust Global Monitor (2019) - Our World in Data


Como podemos ver na figura acima, a maioria dos países do mundo concordam que as vacinas são importantes para as crianças, com percentual acima de 85%. A confiança nas vacinas é maior na América Latina, África, Ásia e Oceania, destacando-se países em desenvolvimento como: Brasil, Equador, Quênia, Etiópia, Índia, Iraque, Egito etc, todos em azul escuro.

A confiança é menor no continente europeu, na América do Norte e poucos países asiáticos (Japão, Coréia do Sul e Cazaquistão). Merece destaque negativo alguns países de alta e média renda como: França, Rússia, Suíça, Itália, Ucrânia, Sérvia, dentre outros. Apesar disso, a taxa ainda é relativamente alta, com valor médio superior a 70%.

Abaixo vemos algumas informações sobre a vacinação em crianças. Mais de 85% das crianças até 1 ano foram vacinadas no mundo em 2017. Grande parte dos países são pessimistas no que se refere a resposta sobre o percentual de crianças que foram vacinadas naquele ano, com destaque negativo para o Japão e França.



Figura 2. Informações sobre vacinação de crianças
Fonte: WHO e IPSOS (2017) - Our World in Data



2. Considerações finais


A vacinação é essencial para as crianças e anualmente salva milhões delas, aumentando a expectativa de vida significativamente, portanto não faz mal algum, nem facilita as crianças ficarem doentes no futuro. Apesar do grau de confiança nas vacinas ser discrepante entre os países, no geral, todos possuem grau de confiabilidade superior a 85%, considerado alto.