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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Região Metropolitana de Belém - domicílios com vias pavimentadas

 

Luiz Henrique Almeida Gusmão
Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Email: luizgusmao.geo@gmail


Mapa das vias pavimentadas na Região Metropolitana de Belém

A cobertura de domicílios com acesso a vias pavimentadas apresenta variações na Região Metropolitana de Belém, segundo dados do IBGE de 2022. Metade das cidades registrou taxas consideradas altas, enquanto outras alcançaram índices muito elevados. O melhor resultado identificado foi de Ananindeua com 87,2%, enquanto o pior foi de Santa Izabel do Pará com apenas 60,6%.

O serviço de pavimentação das ruas ainda está longe da universalização na Região Metropolitana de Belém, nenhuma cidade atingiu taxa igual ou superior a 90%.
 
 
Figura 1. Região Metropolitana de Belém - domicílios com vias pavimentadas (2022)

 
As vias pavimentadas são fundamentais para a mobilidade urbana, pois permitem a conexão de pessoas e impulsionam o desenvolvimento econônimo. As vias facilitam deslocamentos dentro da cidade, contribuem para a segurança viária e a valorização do espaço urbano. Sua ausência pode gerar dificuldades no transporte e desigualdade territorial. Investir na pavimentação é garantir acessibilidade e qualidade de vida.
 
 
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Mapa brasileiro pictórico do café

 

Luiz Henrique Almeida Gusmão
Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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Mapa brasileiro pictórico do café

Semanas atrás, criei um mapa pictórico da produção brasileira de café e publiquei no LinkedIn. O mapa foi um verdadeiro sucesso, recebendo elogios e comentários sobre a técnica utilizada.

Esse é um tipo de representação cartográfica pouco comum, já que nem sempre os softwares de geoprocessamento dispõem de ilustrações interessantes para representar fenômenos ou fatos. Com o uso do Canva, consegui fazer esse mapa animado.

 


 
Em seguida, fiz um teste e perguntei à IA Copilot sobre as vantagens de usar pictogramas em vez de figuras clássicas (círculos, triângulos e outras formas geométricas). As respostas foram muito convincentes, baseadas em um prompt em que pedi para ela agir como designer gráfico, psicólogo, geógrafo, cartógrafo e executivo estratégico de negócios. Veja:

Aqui estão 10 benefícios de usar imagens pictóricas, como a representação do café, em vez de símbolos convencionais, sob diferentes perspectivas:


1. Designer Gráfico
- Atração Visual: Imagens pictóricas são mais atraentes visualmente, capturando a atenção do público de forma mais eficaz.
- Reconhecimento Instantâneo: Facilita a identificação imediata do tema representado, evitando ambiguidades.

2. Psicólogo
- Memorabilidade: Imagens relacionadas ao conteúdo são mais fáceis de lembrar, ajudando na retenção da informação.
- Engajamento Emocional: Imagens pictóricas podem evocar emoções, criando uma conexão mais forte com o público.

3. Geógrafo
- Contexto Cultural: Usar imagens culturais relevantes (como grãos de café para representar café) pode ressoar melhor com o público-alvo.
- Facilitação do Entendimento: Ajuda a simplificar a compreensão de dados complexos, facilitando a comunicação de informações geográficas.

4. Cartógrafo
- Detalhamento Visual: Fornece um nível de detalhe que símbolos abstratos não podem oferecer, melhorando a qualidade do mapa.
- Legibilidade: Melhora a legibilidade dos mapas, tornando mais fácil para o público interpretar a informação apresentada.

5. Executivo Estratégico de Negócios
- Diferenciação Competitiva: Pictogramas ajudam a diferenciar suas apresentações ou produtos no mercado, destacando-se da concorrência.
- Comunicação Eficaz: Facilita a comunicação clara e rápida de informações importantes, essencial para tomadas de decisões estratégicas.

Benefícios Comuns
- Aproximação do Público: Cria uma experiência mais interativa e amigável para o usuário.
- Narrativa Visual : Contribui para a construção de uma narrativa visual que pode transmitir histórias de forma mais eficiente do que símbolos abstratos.

 
 
 

sábado, 7 de outubro de 2023

Livros para aprimorar o conhecimento em SIG/GIS.


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Livros para aprimorar o conhecimento em SIG/GIS.

Hoje é inegável que nós acessamos o Youtube para aprender uma nova habilidade, não é verdade? Porém, nem tudo está lá. 

Nós precisamos nos aprofundar o nosso conhecimento em livros físicos e digitais. Pensando nisso, eu resolvi trazer três (3) livros digitais incríveis que estou lendo aos poucos. Conheça-os! 



São materiais indispensáveis para se destacar no mundo das Geotecnolgias, principalmente na área da Cartografia. Veja:

1. GIS Cartography: GIS Cartography

2. A Primer of GIS: A Primer of GIS

3. Cartography, Thematic Cartography Design: Cartography, Thematic Cartography Design


Aprimorar os estudos na área de Cartografia é de extrema importância, pois oferece uma série de vantagens. Em primeiro lugar, o conhecimento sólido em Cartografia permite uma compreensão mais profunda sobre o uso de mapas, facilitando a interpretação e análise espacial.

Além disso, o estudo proporciona uma base sólida para o desenvolvimento de habilidades técnicas essenciais, como a utilização de sistemas de informações geográficas (SIG) e softwares de mapeamento, que são amplamente utilizados em diversas áreas profissionais.

Outra vantagem é a capacidade de criar mapas temáticos, adaptados às necessidades específicas de diferentes projetos e pesquisas. Isso permite uma representação visual clara e eficaz de informações geográficas complexas, facilitando a comunicação e tomada de decisões.

Além disso, o conhecimento em cartografia possibilita a compreensão dos princípios e técnicas utilizados na produção de mapas digitais e impressos, contribuindo para a melhoria da qualidade desses produtos cartográficos.

Aprimorar os estudos nessa área também oferece uma visão mais ampla sobre as transformações do espaço geográfico ao longo do tempo, permitindo o estudo de mudanças ambientais, urbanas e sociais.

Por fim, vale ressaltar que o domínio da cartografia é uma habilidade altamente valorizada no mercado de trabalho atual. Profissionais com conhecimentos sólidos nessa área têm oportunidades em setores como planejamento urbano, gestão ambiental, turismo, engenharia, entre outros.


domingo, 20 de outubro de 2019

A Esperança de vida é igual para todos em Belém/PA?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. A Esperança de vida é igual para todos em Belém?


Ter uma vida longa e saudável é fundamental para a vida plena (PNUD, 2010). Todos, sem exceção, querem ter uma vida duradoura com o máximo de qualidade de vida possível. 

Ter vida longa não é sinônimo de ter muito dinheiro no bolso, mas conseguir usufruir de modo digno todos os aspectos que rodeiam a vida, como condições adequadas de saúde, educação, lazer, emprego, mobilidade, dentre outros. 

A promoção do desenvolvimento humano requer que sejam ampliadas as oportunidades que as pessoas têm de evitar a morte prematura, e que seja garantido a elas um ambiente saudável, com acesso à saúde de qualidade, para que possam atingir o padrão mais elevado possível de saúde física e mental (PNUD, 2010). 

No entanto, vivemos em um mundo desigual, onde as oportunidades não são iguais. Nesse sentido, essa postagem destaca onde estão as áreas com as maiores expectativas de vida no município de Belém/PA.

A expectativa de vida média em Belém era de 76 anos, cujo valor máximo é de 81 anos e o mínimo de 68 anos, ou seja, a diferença na cidade pode chegar até 13 anos! (Figura 1). Essa discrepância está muito relacionado as condições de vida em que as pessoas estão submetidas, desde o aspecto da violência urbana, passando pelas condições de saneamento básico até o acesso ao tratamento de saúde.

Visualmente, conseguimos diferenciar melhor a média de alguns bairros de Belém na figura abaixo. Entre aqueles com as médias mais altas estão: Umarizal, Nazaré e Reduto, com expectativa igual a 80 anos. De modo contrário, alguns com os valores mais baixos são: Aurá, Águas Lindas e Paracuri, com expectativa inferior a 70 anos.


Figura 1. Expectativa de vida em anos (média) em bairros selecionados de Belém
Fonte: PNUD (2010)


Como podemos ver na Figura 2, os locais onde as pessoas vivem mais (81 anos em média) estão localizados no centro de Belém e seus arredores, com exceção dos condomínios Cristalville, Greenville e Boulevard Montenegro, mais distantes. Em ordem, se vive mais em:

1° Batista Campos : Tv. Padre Eutíquio (Praça Batista Campos) - 81 anos
2° Marco : Edifício Torre de Arua/Edifício San Diego/ v. Timbó - 81 anos
3° Nazaré : Av. Governador Magalhães Barata - 81 anos
4° Parque Verde: Condomínio Greenville II/Condomínio Boulevard Montenegro - 81 anos
5° Reduto : Rua Tiradentes/Tv. Benjamim Constant - 81 anos
6° Batista Campos: Tv. São Francisco - 80 anos
7° Campina: Av. Presidente Vargas - 80 anos
8° Parque Verde: Condomínio Cidade Jardim I - 80 anos
9° Parque Verde: Condomínio Greenville I - 80 anos
10° Pratinha: Alto Pinheiros - 80 anos

Por outro lado, os locais onde as pessoas vivem menos (68 anos em média) estão muito distantes do centro da cidade. Elas residem em ilhas e bairros periféricos, a dezenas de quilômetros das áreas mais ricas. Vivem geralmente em áreas de ocupação mais recente e onde a infraestrutura urbana é precária. Em ordem, se vive menos em: 

160° Águas Lindas: Jardim Nova Vida - 68 anos
159° Outeiro: Brasília - 68 anos
158° Condor: (Canal da 3 de Maio) - 68 anos
157° Cotijuba: Vila - 68 anos
156° Mosqueiro: Área Rural - 68 anos
155° Outeiro: Área Rural - 68 anos
154° Águas Lindas: Olga Benário - 69 anos
153° Aurá: 69 anos
152° Mosqueiro: Natal do Murubira - 69 anos
151° Paracuri: 69 anos



Figura 2. Melhores e piores IDHMs Longevidade de Belém/PA (2010)



2. Referências

Atlas do Desenvolvimento Humano. PNUD. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Movimentação de cargas nos portos do Pará (2012-2016)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Movimentação de cargas nos portos do Pará

O Estado do Pará é continental, sendo superior do que vários países com área igual a 1,247 milhão Km². Possui uma população equivalente a 8,57 milhões de habitantes. O Pará está localizado na Amazônia Oriental brasileira e é atravessado por dezenas de rios de grande extensão, como o Amazonas, Xingu e o Tapajós, entre outros.


Arte: Luiz Henrique A. Gusmão

Entre dezenas de portos do Pará, oito se destacam por maior movimentação de contêineres: Belém, Miramar, Vila do Conde, Santarém, Altamira, Itaituba, Óbidos e Outeiro. A movimentação de cargas em 2016 no Pará foi de 26,7 milhões de toneladas e nos últimos cinco anos comportou-se da seguinte maneira (Figura 1)



Figura 1. Movimentação de cargas nos portos do Estado Pará entre 2012 e 2016


Após redução moderada em 2014, houve recuperação significativa em 2015, apesar de uma queda suave em 2016. No entanto, os portos têm participações diferenciadas, no qual Vila do Conde concentra mais de 66% do movimento (Figura 2).



Figura 2. Movimentação de cargas por porto do Estado Pará (2016)
Execução: Luiz Henrique A. Gusmão
Fonte: CDP (2016) / FAPESPA (2018)


Depois de Vila do Conde, o porto de Santarém é o 2° maior, seguido por Miramar, Itaituba e de Belém. Já aqueles com menor movimentação destacam-se: Óbidos e Outeiro. Ao observar a série histórica, percebe-se que essa ordem de importância praticamente é mesma desde 2012.



Figura 3. Movimentação de cargas por porto do Estado Pará (2012-2016)
Execução: Luiz Henrique A. Gusmão
Fonte: CDP (2016) / FAPESPA (2018)



2. Conclusões

O porto de Vila de Conde é que mais movimenta cargas no Estado do Pará, seguido pelo de Santarém. Nos últimos quatro anos houve aumento na movimentação de cargas do Pará.


3. Referências

FAPESPA. Anuário Estatístico do Pará - 2018. Disponível em: http://www.fapespa.pa.gov.br/sistemas/anuario2018/tabelas/infraestrutura/tab_3.5_total_de_carregamento_nos_portos_2012_a_2016.htm



quarta-feira, 3 de julho de 2019

As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil

Baseado no estudo desenvolvido pelo Observatório das Metrópoles sobre Bem-Estar Urbano 2015 (IBEU), que incluiu 5 variáveis sobre diversos temas, estamos compartilhando a lista das melhores e piores cidades do Brasil para viver. A pontuação varia entre 0 (pior) e 1 (melhor) para todas as variáveis, sendo calculado uma média no final.

1 - Mobilidade Urbana (É considerado como tempo de deslocamento adequado quando as pessoas gastam até 1 hora por dia no trajeto casa-trabalho).
2 - Condições Ambientais Urbanas (arborização do entorno dos domicílios, esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios e lixo acumulado no entorno dos domicílios)
3 - Condições Habitacionais (aglomerado subnormal, densidade domiciliar, densidade morador/banheiro, material das paredes dos domicílios e espécie do domicílio)
4 - Serviços Coletivos Urbanos (atendimento adequado de água, atendimento adequado de esgoto, atendimento adequado de energia e coleta adequada de lixo)
5 - Infraestrutura Urbana (Iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros)




Fonte da imagem: Pixabay/FreeCreativeStuff
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


**Os cálculos foram feitos pelo Observatório das Metrópoles e todos os dados são oriundos do Censo Demográfico de 2010



2. As 30 Melhores Cidades para viver

Na lista das melhores, 24 estão localizadas no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 1 no Paraná e 1 em Santa Catarina (Tabela 1):



Tabela 1: As 30 cidades com melhor Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)
Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)


Entre as cidades listadas acima, a maioria é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. No entanto, chama atenção algumas cidades maiores como: Votuporanga/SP (10°), Balneário Camboriú/SC (14°) e Maringá/PR (28°), mostrando que cidades médias também podem oferecer excelentes condições de vida para a população.

Entre os critérios analisados, o melhor refere-se as condições ambientais, ou seja, há forte presença de arborização, a dificuldade de encontrar lixo espalhado pelas ruas e a quase ausência de esgoto a céu aberto. Todas as cidades acima e aquelas com índice superior a 0,900 foram consideradas muito boas, conforme o Observatório das Metrópoles (2016).




3. As 30 Piores Cidades para viver

Já na lista das piores, destacam-se: 10 do Maranhão, 10 do Pará, 7 do Amazonas e 3 do Amapá (Tabela 2):


Tabela 2: As 30 cidades com pior Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)



Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)

Já entre as piores, a maioria também é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. Contudo, também há cidades maiores e outras em áreas de grandes conflitos fundiários, tais como: Pacajá, Vitória do Xingu e Anapu no Pará. Na lista também há cidades bastante pobres, como as do norte do Maranhão e outras ao longo de rios no Amazonas. Ademais, por ironia do destino, a última colocada leva um dos nomes mais conhecidos na política: Presidente Sarney/MA. 

Muitas dessas cidades têm índices que correspondem a apenas 46% do índice das melhores cidades, o que revela um verdadeiro abismo em termos de bem-estar da população. Para enquadrar as cidades no que se refere ao bem-estar, utilizou-se o critério: entre 0,600 e 0,500 (ruim) e inferior a 0,500 (muito ruim), conforme o Observatório das Metrópoles (2016).

Entre os critérios avaliados, o pior refere-se a infraestrutura urbana, ou seja, a presença de iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros, o que dificulta as condições de circulação e facilita as chances de adquirir doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado.


4. Conclusão

Diante dos dados sobre bem-estar urbano, podemos afirmar que há vários "Brasis" dentro do Brasil, devido as grandes desigualdades sociais no país. É indispensável que os governos locais reduzam tais contrastes sociais, através da implementação de diversas políticas públicas e do combate a corrupção, de modo a oferecer melhores condições de vida a população.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Jogo de Mapas: Conhece as capitais estaduais brasileiras abaixo?



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Jogo de Mapas: Conhece as capitais estaduais brasileiras abaixo?

Frequentemente nesse blog há compartilhamento de dicas de geoprocessamento, análises ambientais ou mesmo propaganda dos meus serviços, mas e os jogos? Jogos, além de serem divertidos, despertam a nossa curiosidade e instigam o nosso conhecimento e memória. 

Pensando nisso, você consegue reconhecer as capitais estaduais brasileiras abaixo? As respostas estão no final do post, então vamos lá!

Obs: *As áreas em roxo são áreas urbanas. Retiramos as coordenadas geográficas para dificultar.


Município 1
a) São Paulo
b) Rio de Janeiro
c) Belo Horizonte
d) Curitiba


Município 2
a) Belém
b) Goiânia
c) Brasília
d) Vitória


Município 3
a) São Luís
b) João Pessoa
c) Salvador
d) Florianópolis


Município 4
a) Rio Branco
b) Boa Vista
c) Porto Velho
d) Manaus


Município 5
a) João Pessoa
b) Natal
c) Recife
d) Maceió


Município 6
a) Cuiabá
b) Rio Branco
c) Macapá
d) Campo Grande


Município 7
a) Teresina
b) Belém
c) Aracaju
d) Manaus


Município 8
 a) Belo Horizonte
b) Rio de Janeiro
c) São Paulo
d) Manaus


Município 9
a) Porto Alegre
b) Rio de Janeiro
c) Aracaju
d) Brasília


Município 10
a) Boa Vista
b) Curitiba
c) Belém
d) Recife




2. Quantidade de acertos

0 - Não preciso dizer nada, rsrs.
1 ou 2 - Péssimo
3 ou 4 - Ruim
5 ou 6 - Regular
7 ou 8 - Bom!
9 - Excelente!
10 - Perfeito!







3. Respostas

01. São Paulo (A)
02. Goiânia (B)
03. Florianópolis (D)
04. Porto Velho (C)
05. João Pessoa (A)
06. Campo Grande (D)
07. Teresina (A)
08. Rio de Janeiro (B)
09. Brasília (D)
10. Belém (C)



sábado, 22 de junho de 2019

Municípios defrontantes com o mar (SHP e tabelas do IBGE)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Municípios defrontantes com o mar (SHP e tabelas do IBGE)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) disponibilizou na sua plataforma dados geoespaciais dos municípios defrontantes com o mar. Resumidamente são aqueles diretamente banhados pelo Oceano Atlântico, abrangendo desde Oiapoque (AP) a Santa Vitória do Palmar (RS).

Ao todo, são 280 municípios inseridos em 17 unidades da federação (IBGE, 2018). 





Algumas curiosidades sobre essa região marítima do país:

1. Os maiores municípios em área são: Oiapoque (AP), Calçoene (AP), Chaves (PA), **Lagoa dos Patos (RS), Amapá (AP) e Macapá (AP).

**Embora a Lagoa dos Patos não seja um município, a mesma está inclusa na lista do IBGE. 

2. Os menores municípios em área são: Fernando de Noronha (PE), Senador Georgino Avelino (RN), Cabedelo (PB), Bombinhas (SC) e Imbé (RS).

3. Os estados que mais possuem municípios nessa zona são: Maranhão (33), Bahia (30), Santa Catarina (27) e Rio de Janeiro (25).

4. Os estados que possuem menos municípios nessa zona são: Amapá (4), Piauí (4) e Paraná (5).


***Na nota técnica, o IBGE ressalta que o arquivo não representa a linha média das marés, nem a influência da dinâmica marítimo-litorânea, ou mesmo as reentrâncias típicas do litoral brasileiro como: deltas, baías e outros sistemas (IBGE, 2018). No entanto, vale a pena baixar a informação para ser utilizada em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) para diferentes finalidades.

Então, você já tem esse dado do IBGE? o conhecia? já desenvolveu algum trabalho específico ou necessita de uma consultoria para desenvolver um? Entre em contato e teremos o compromisso de ajudar você!




quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

EM MAPAS: os homicídios contra as mulheres brasileiras



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Onde e quais mulheres foram vítimas de homicídio no Brasil?


A partir dos dados do Mapa da Violência - 2018, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) foi possível identificar como está a violência contra as mulheres no Brasil.

Para a construção dos mapas foram utilizados os seguintes dados do Mapa da Violência de 2018.

01. Tx. de homicídios de mulheres para cada 100 mil hab. por UF - 2016
02. Tx. de homicídios de mulheres negras para cada 100 mil hab. por UF - 2016
03. Tx. de homicídios de mulheres não negras para cada 100 mil hab. por UF - 2016
04. Predominância do homicídio de mulher por cor de pele por UF - 2016.
05. Tx. de variação de homicídios de mulheres entre 2015 e 2016 por UF.




Arte: Luiz Henrique A. Gusmão


1.1. Homicídios de mulheres

Segundo o Mapa da violência de 2018, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que coloca o Brasil com uma taxa de 4,5 para cada 100 mil habitantes. Entre 2006 e 2016, a taxa de homicídio de mulheres aumentou 6,4%. Já entre 2015 e 2016, cerca de 1,6%, o que significa dizer que a pior violência contra o gênero só expandiu nos últimos anos.

No entanto, é preciso compreender como está essa taxa de homicídios de mulheres no país, não é verdade?!, pois o Brasil é grande e a situação não é igual em todo o país.

Para isso, usamos as taxas de homicídios de mulheres por unidade da federação para confeccionar um mapa e mostrar onde a situação é pior, veja:



É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Segundo o mapa acima, a taxa de homicídios de mulheres foi maior no Estado de Roraima, onde 10 mulheres a cada 100 mil hab. são mortas, ou seja, mais mulheres são assassinadas lá do que qualquer estado brasileiro.

A taxa também é elevada no Mato Grosso, Pará, Goiás e em Rondônia, onde entre 6,1 e 8 mulheres são assassinada para cada 100 mil hab.

As taxas são moderadas na maioria dos estados nordestinos - sendo mais baixa no Piauí - parte da região Sudeste, do Norte e do Centro-Oeste. 

As taxas de homicídios de mulheres são mais baixas no Piauí, Minas Gerais, Santa Catarina e em São Paulo, abaixo de 4,0.


1.2 Homicídios de mulheres negras

Nesse estudo, o IPEA calculou as taxas para as mulheres negras, que ficou em 5,3 para o Brasil, valor bem superior à média que é de 4,5, ou seja, essas mulheres geralmente são as principais vítimas.

Em relação aos estados, Goiás tem a pior condição com 8,5, seguido pelo Pará com 8,3, sendo os mais violentos para as mulheres negras.

Ainda entre os mais violentos, os estados vizinhos nordestinos: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; mais parte da Região Norte, do Centro-Oeste e do Sudeste também se destacam negativamente, com taxa entre 6,1 e 8,0.

É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Já aqueles menos violentos, destacam-se: Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Piauí, onde o índice é inferior a 4,0.


1.3 Homicídios de mulheres não negras

Para as mulheres não negras, a taxa de homicídios foi igual a 3,1, bem inferior ao que vimos para as negras. Podemos deduzir que essa categoria inclui as brancas e pardas.

Em relação aos estados, Roraima possui o maior índice do Brasil - 21,1 - número extremamente elevado, que merece ser melhor compreendido.

Em segundo lugar, Rondônia registrou 6,6. As taxas mais altas estão presentes na maior parte da região Centro-Oeste, do Sul e do Norte, enquanto a maior parte do Nordeste e do Sudeste registrou índices moderados.

É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Já aqueles menos violentos, destacam-se: Pará, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e São Paulo, todos com valor inferior a 2,2 mortes de mulheres para cada 100 mil hab.


1.4 Predominância de homicídios por cor de pele

O mapa abaixo corrobora com o que dissemos acima, as mulheres negras são as principais vítimas de homicídios do país em 22 UFs do Brasil, com exceção do Paraná e de 4 estados da Região Norte.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Basta comparar os tons de roxo entre os dois mapas acima para verificar a discrepância da violência.


1.5 Variação das taxas de homicídios de mulheres


Novamente, o comportamento é bastante diferente, em que o Mato Grosso do Sul teve o maior aumento da taxa de mulheres assassinadas (38,8%), seguido por Pernambuco (21,8%) e do Acre (20%), ou seja, são os estados com os piores desempenhos na redução da violência.

Por outro lado, o combate ao homicídio foi mais visível no Piauí com redução de 25,8% e no Espírito Santo com 24,1%, visto no mapa abaixo:


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Das 27 UFs, em 15 houve redução e em 12 aumentou, o que seria interessante compartilhar as políticas públicas mais bem-sucedidas no combate a morte de mulheres. Geograficamente, a situação é discrepante em estados vizinhos, visto por exemplo entre MS e SP, PE e PI ou AC e RO.


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2. Conclusões

Por meio dos mapas, vimos que os homicídios de mulheres negras são maiores do que com mulheres não negras, mostrando que a violência tem uma cor predominante. A pior violência contra a mulher no Brasil é difusa, onde há estados em situação pior do que outros, especialmente no Pará e Goiás referentes as negras, Roraima e Rondônia em relação as não negras. É possível dizer que os homicídios de mulheres cresceram no país, especialmente em doze estados brasileiros, enquanto outros quinze houve redução, o que evidencia políticas públicas diferentes no combate a violência.



3. Serviços de Geoprocessamento e Cartografia