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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cartografia e Impactos Ambientais na Ilha de Mosqueiro em Belém/PA






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. INTRODUÇÃO

O crescimento urbano acelerado e desordenado das cidades causa sérios prejuízos à qualidade ambiental, devido a pressão antropogênica sobre os recursos naturais, contribuindo para o desflorestamento, contaminação hídrica, queimadas, assoreamento, extinção de espécies nativas, entre outros. Nessa postagem, iremos enfatizar alguns impactos ambientais que vem afetando diretamente o Distrito de Mosqueiro, no município de Belém, com o auxílio de imagens de satélite da área de estudo, sendo recursos tecnológicos importantes na visualização de problemas ambientais, podendo ser usado no direcionamento de políticas ambientais.

Palavras-chave: Ilha de Mosqueiro. Belém.  



2. MATERIAIS E MÉTODOS

Nesta postagem, utilizamos como fontes trabalhos de dissertação e de conclusão de curso sobre alguns dos impactos ambientais que Mosqueiro vem enfrentando na atualidade. Foi usado o software Google Earth como ferramenta para visualizar algumas problemáticas em questão através de imagens de satélite disponíveis do local.



3. DESENVOLVIMENTO
3.1 ILHA DE MOSQUEIRO EM BELÉM/PA 


As primeiras habitações de Mosqueiro surgiram por volta do século XVIII, com a vinda de colonizadores portugueses para a ilha, deparando-se com os residentes locais da época, os índios tupinambás. Nesse período, a prática dos indígenas conhecida como moqueio (Processo de conservação de animais putrescíveis) deu origem ao nome da ilha, que após variações linguísticas, passou a ser chamado de moquear e posteriormente, tornou-se Mosqueiro (TAVARES, et. al, 2007).

A partir do século XIX, com o ciclo da borracha na Amazônia, o espaço começou a se valorizar devido a proximidade com Belém, que naquele período passava por um intenso desenvolvimento econômico, contribuindo para a chegada da eletricidade, meios de transporte interno e edificação de residências luxuosas na ilha no início do século XX (NASCIMENTO, E, 2009). Nos anos 60, era o principal destino de férias da classe média e alta da capital, sendo responsáveis pelas construções de casas na orla das praias (FURTADO, 2008)

Antes da inauguração da ponte em 1967 que liga a Região Metropolitana de Belém à ilha de Mosqueiro, o acesso se dava somente por navios pela Baía de Guajará e do Marajó, por isso era quase restrita a elite lo e aos estrangeiros moradores da capital. Com a abertura da via terrestre, o número de veranistas aumentou significativamente, sendo refúgio durante os finais de semanas, feriados e férias, com linhas de ônibus regulares partindo do bairro de São Brás.

Hoje, a ilha de Mosqueiro e outras menores fazem parte do Distrito de Mosqueiro que está incorporado ao município de Belém/PA (MAPA 01). O local está a 70 km do centro da capital e tem uma população de aproximadamente 30.000 habitantes (IBGE, 2010). É o balneário mais frequentado do Pará, com estimativa de quase 300.000 veranistas em cada fim de semana de Julho, que vão atrás principalmente dos 17 km das várias praias existentes (PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM, 2014).


Mapa 01. Ilha de Mosqueiro em Belém e no Estado do Pará (Brasil)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (Geógrafo)


3.2 IMPACTOS AMBIENTAIS COMUNS
3.2.1 Desmatamento 

A ocupação desordenada por meio da expansão de moradias precárias, a especulação imobiliária, extração de madeira e de areia irregular, e mais a abertura de vias marginais têm sido os principais motivos para o aceleramento do desmatamento na ilha de Mosqueiro em Belém. Esse quadro tem sido agravado pela intensa migração de famílias com baixa renda, devido a abundância e os preços mais atrativos dos terrenos em Mosqueiro do que na sede municipal de Belém. 

A profusão de praias e uma orla turística com uma infraestrutura razoável tornam-se atrativos da ilha como ponto de lazer. Mais recentemente (Meados dos anos 90), o boom imobiliário da cidade de Belém tem contribuído para alta demanda por areia e provocado a sua extração em lugares cada vez mais distantes como em Mosqueiro. Com base nas imagens disponíveis pelo Google Earth, foi mapeado alguns dos problemas relatados acima:


Figura 01. Áreas de extração de areia, expansão urbana e vias recém abertas em Mosqueiro visto no Google Earth (Belém/PA)

Fonte: Autoria própria (2014)


Com base na figura acima, é possível vê que as áreas de extração de areia estão situadas especialmente no bairro do Bonfim, próximo as rodovias principais de Mosqueiro. Grande parte dessas atividades ainda estão em processo de regularização, em que este procedimento deva ser concluído o mais rápido possível, para que não haja impactos ambientais mais significativos, tais como erosão, desflorestamento, queimadas, entre outros.

A área urbana consolidada está em um raio de 3 km em direção ao continente, contemplando os bairros ao oeste de Mosqueiro. A expansão urbana de Mosqueiro segue a área de ocupação mais antiga, sendo com maior força nos bairros a oeste: (Vila, Farol, Chapéu Virado, Ariramba, Natal do Murubira e Murubira), enquanto na porção norte-nordeste (Baía do Sol, Paraíso, Marahu e Sucurijuquara), mostra-se mais vagarosa, ainda com extensas aglomerações florestais, porém com sinais de pressão demográfica, visto no aumento da construção de casas, bares e hotéis.

Nesse sentido, diversas ações vêm sendo realizadas pelos órgãos competentes para coibir um acelerado desmatamento, como o sobrevôo em áreas consideradas críticas, a intensificação da fiscalização ambiental, o mapeamento e o monitoramento das atividades existentes. 

Uma das medidas que pode ser realizada é o aumento de áreas de proteção permanente (APP) na ilha, a elaboração de um zoneamento ecológico e principalmente o seu cumprimento pelo governo municipal, a fim de preservar a biodiversidade existente, garantir melhor qualidade de vida aos seus moradores, utilizar de maneira sustentável seus recursos naturais e implantar um turismo ecologicamente sustentável, sem grandes impactos ambientais.



3.2.2 Lixo urbano e lançamento de esgoto doméstico nas praias

Segundo (FRÉSCA, 2007, apud. NASCIMENTO E, 2009), o lixo é a forma de disposição final de resíduos sólidos, que é caracterizado pela descarga sobre o solo sem medida de proteção ao meio ambiente ou a saúde pública. Nesse caso, infelizmente é bastante comum o acúmulo de lixo doméstico como cocos, garrafas, copos, plásticos em geral e materiais orgânicos na areia (Figura 02) e nas suas margens em várias praias do mundo.

Figura 02. Lixo doméstico em uma praia de Mosqueiro
Fonte: praiasdemosqueiro.blogspot.com


Em Mosqueiro, isso é agravado principalmente nos meses de férias (julho e dezembro), porque não há uma intensificação das ações dos órgãos competentes em saber a destinação desse lixo, assim como é quase inexistente uma política de reeducação ambiental direcionada aos banhistas durante o mês de julho, aliado ainda a insuficiência de lixeiras na orla. Na verdade, todos deveriam ter consciência de sua obrigação de dá uma destinação correta ao lixo que produziu. Por outro lado, é necessário que a Prefeitura Municipal de Belém amplie seus programas direcionados a educação ambiental, principalmente nas praias com maior movimentação, conforme a imagem abaixo:

Mapa 2. Praias com maior movimentação e prioritárias na execução de projetos voltadas a educação ambiental em Mosqueiro (Belém/PA)
Fonte: Autoria própria (2014)


Com base no mapa, as medidas de Educação Ambiental devem contemplar as praias do Farol, Chapéu Virado, Ariramba e Murubira, pelo fato dessa área ter a maior e melhor infraestrutura, com inúmeros bares, restaurantes, farmácias, mercados, praças e consequentemente, ter a maior circulação de pessoas. Esta deve ser a área prioritária dos projetos, inclusive aqueles relacionados ao tratamento de esgoto doméstico despejado por bares e restaurantes na orla, afim de não pôr a saúde dos banhistas em risco.

Caso a situação atual permaneça, os banhistas serão os principais prejudicados, pois estarão em um lugar impróprio para se refrescar do calor. Nesse caso, fica aqui um apelo para que sejam tomadas as devidas providências, como projetos de reeducação e sensibilização ambiental, tratamento do esgoto doméstico de bares e restaurantes da orla, e limpeza urbana mais eficiente em prol da população que frequenta. Alguns dos problemas que os banhistas podem ter são: alergias em geral, verminoses, entre outros. Dessa forma, o blog é a favor da limpeza regular das praias por parte da Prefeitura e dos veranistas também!






3.2.3 Erosão e Poluição sonora


Entre os problemas frequentes, destacamos a ação das marés sobre o relevo, intensificando a erosão nas encostas de algumas praias da ilha, principalmente no norte de Mosqueiro (Baía do Sul, Maraú e Paraíso), em que o poder público tem sido omisso na maioria dos casos, causando indignação por parte dos moradores, por causa da frequência de perdas materiais das barracas de alimentação e de calçadas.

Em relação a poluição sonora, esse é um tipo de problema ambiental mais frequente no mês de julho e de dezembro, principalmente nas áreas com grande quantidade de bares e restaurantes (Mapa 3), porém a Prefeitura tem tomado medidas de contenção para este tipo caso, proibindo o excesso de volume principalmente de carros, a partir das 3h da manhã.


Mapa 3. Áreas com Poluição Sonora frequente em Mosqueiro (Belém/PA)
Fonte: Autoria própria (2014)



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos que a ilha de Mosqueiro vem sofrendo com inúmeras formas de agressão ao meio ambiente, tais como desmatamento, deposição de lixo doméstico em áreas inadequadas, lançamento de esgotos domésticos em algumas praias, erosão e outros, em que a Prefeitura de Belém tem o dever de solucionar tais problemas ou ao menos, amenizar significativamente, para que não surjam adversidades em uma escala maior. Nesse sentido, o referido artigo tem o propósito de chamar atenção das autoridades públicas para tais problemáticas nesta maravilhosa ilha conhecida como bucólica que ao longo dos anos não está sendo cuidada conforme a sua grandiosidade.







5. REFERÊNCIAS

FURTADO, A; JUNIOR, O. Impactos Ambientais do Desmatamento e Expansão Urbana na ilha de Mosqueiro (Belém- PA). Universidade Federal do Pará (UFPA), 2009.

NASCIMENTO, E. Avaliação dos impactos ambientais na região costeira da ilha de Mosqueiro-PA devido a ação antrópica. UNAMA. (Trabalho de conclusão de curso TCC). Belém, 2009.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM. 2014. Disponível em http://www.belem.pa.gov.br/

Praiasdemosqueiro.blogspot.com. 2014. 

VENTURIERI, A. et. al. Avaliação da dinâmica da paisagem da ilha de Mosqueiro, Município de Belém, Pará. Anais do XI Simpósio de Sensoriamento Remoto, Santos. Brasil. 11-18 setembro 1998, INPE.
 












segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cartografia dos Distritos Administrativos de Belém/PA com Google Earth




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. INTRODUÇÃO

O município de Belém (PA) é oficialmente dividido em 71 bairros distribuídos por 8 Distritos Administrativos, por onde a Prefeitura de Belém destina as diretrizes do planejamento para a cidade em geral. Essa divisão está relacionada a incorporação histórica dos bairros à malha urbana de Belém, em que esta postagem tem o objetivo de espacializar tais distritos da cidade através de imagens de satélite do Google, como forma dos leitores visualizarem e de ter conhecimentos das principais características da sua região de moradia. 


2. MATERIAIS E MÉTODOS


Os objetivos propostos foram alcançados através das seguintes etapas:

a) Conversão da base cartográfica elaborada pela Prefeitura de Belém em arquivo kml para ser visualizado no Google Earth, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html.
b) Leitura e reprodução das principais características acerca dos distritos de Belém, com base em informações e artigos elaborados pela UFPA, por jornais e outras fontes de forma verídica.


3. DESENVOLVIMENTO

3.1 O Distrito Administrativo de Belém (DABEL):

- O DABEL engloba engloba 8 bairros e o norte da Cremação, estando no Sudoeste de Belém (Figura 01), em que estes representam juntos a área mais valorizada da cidade, devido a concentração e a complexidade de serviços (Restaurantes, supermercados, farmácias, hospitais, faculdades, comércio desenvolvido, shoppings, escolas, lojas, etc), representando o centro da cidade com grande concentração de famílias de classe média e alta, onde a verticalização e o custo de vida é elevado, assim como também é responsável pela maior agitação da vida noturna de Belém, tendo por isso a maior movimentação de veículos e também de acidentes de trânsito.

A maioria dos bairros são classe média e alta, tendo os melhores índices de escolaridade, renda per capita, consumo e de infraestrutura. É detentor dos principais espaços púbicos e privados (praças, parques, bosques, clubes, boates, bares, cinemas, teatros, hóteis, museus e etc), por concentrar a maior quantidade de pessoas com altos rendimentos. 

Aí está também o centro histórico da cidade, com inúmeros monumentos e prédios característicos do século XVI, XVIII e XVIII (Cidade Velha). Concentra os principais pontos turísticos (Feira do Ver-o-peso, Estação das Docas, Mangal das Garças, Jardim Zoobotânico Rodrigues Alves, Museu Paraense Emílio Goeldi, entre outros).



Mapa 01. Distrito Administrativo de Belém (Dabel)
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3.2 O Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA):


- O DAGUA engloba 6 bairros da cidade e parte de alguns bairros do Dabel (Figura 02), onde estes estão entre os mais populosos da cidade. Uma parte significativa da população dessa área é de baixa renda, onde há diversas áreas de ocupação espontânea ou Aglomerados Subnormais (IBGE, 2010), principalmente ao longo das principais avenidas, como a Bernado Sayão, Perimetral e Cipriano Santos, sendo acompanhada com a carência de saneamento básico (Tratamento de esgoto doméstico e água canalizada potável), culminando na frequência de doenças relacionados a transmissão pela água. 

Tem alguns dos bairros mais violentos da cidade (Guamá, Terra Firme e Jurunas) e possui altos índices de pobreza. A maior parte de suas ruas tem um traçado irregular, por causa da ocupação rápida e desordenada durante a década de 60 e 70. As áreas mais próximas do Dabel estão em crescente valorização imobiliária, sendo cada vez mais comuns, os edifícios de médio-alto padrão e serviços mais sofisticados. É um distrito que concentra diversos órgãos públicos: SERPRO, MUSEU EMÍLIO GOELDI (Outra unidade de pesquisa), ELETRONORTE, UFRA, entre outros). Tem sofrido intervenção municipal constante, principalmente na sua orla, através do Projeto Portal da Amazônia que pretende modificar drasticamente a ocupação nas suas margens.

É importante ressaltar que o Norte da Cremação, o Oeste de Canudos, o Noroeste do Jurunas e o Extremo norte do Guamá se assemelham mais ao DABEL (Centro de Belém), por não serem áreas suscetíveis aos alagamentos constantes, assim sendo moradia de classes mais abastadas em relação ao restante do distrito. 



Mapa 02. Distrito Administrativo do Guamá (Dagua)
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3.3 O Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC) :

- O DASAC engloba 7 bairros e está no Sudoeste de Belém (Figura 03). A maior parte destes está na microbacia hidrográfica do Una, sendo entrecortado por diversos afluentes da Baía de Guajará. É uma área que também possui um índice de violência relativamente alto, mais acentuado nos bairros do Barreiro e Sacramenta. A área mais próxima do DABEL (Telégrafo/Fátima/Sacramenta/Pedreira) começou a experimentar uma intervenção mais acentuada pela Prefeitura nos anos 80, através do Projeto Macrodrenagem, proporcionando uma redução dos alagamentos, mas que não contemplou todos os bairros.

O encarecimento dos terrenos no centro da cidade vem contribuindo no processo de verticalização desta área, principalmente na Pedreira e em pontos isolados do Telégrafo e Sacramenta. Os bairros do Telégrafo, Sacramenta, Pedreira e Fátima estão em crescente expansão imobiliária e sofisticação de serviços de comércio nas principais avenidas. Por outro lado, o Barreiro e Maracangalha permanecem em situação marginalizada, sem o vigor do comércio formal e valorização espacial.


Ainda é forte a presença de palafitas e casas de madeira, característicos de uma população com baixos rendimentos, essencialmente nas margens do Canal do Galo, São Joaquim e da Baía de Guajará, com destaque para Barreiro, Sacramenta, Pedreira, Telégrafo e Maracangalha.



Mapa 03. Distrito Administrativo da Sacramenta (Dasac)
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3.4 O Distrito do Entroncamento (DAENT)

-
O Daent engloba 9 bairros e está na porção centro-oeste de Belém (Figura 04). Esta corresponde uma área de expansão da cidade através da avenida Augusto Montenegro e da BR-316, com elevado crescimento demográfico principalmente dos bairros Águas Lindas, Aurá, Guanabara e Mangueirão. 

A intervenção municipal em obras de expansão e melhoria de vias tem sido constante, visto na Av. Perimetral, Centenário, João Paulo II e Júlio César. O projeto BRT visa minimizar o tempo de deslocamento de passageiros e melhoria a eficiência do transporte público e pessoal, porém se tornado ineficaz e lento, comprometendo o trânsito da principal via desta área.

Entre os distritos da cidade, é detentor da maior área de cobertura vegetal, devido as imensas áreas militares junto a Av. Pedro Álvares Cabral, Júlio César, em pequena parte da Almirante Barroso e na Rua da Marinha; a Área de Proteção Ambiental de Belém (APA do Utinga) e um imenso terreno verde pertencente a Embrapa Amazônia Oriental, justificando as temperaturas mais amenas nesta parte da cidade. É neste distrito que está situado a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Rural da Amazônia (UFRA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais da Amazônia (INPE).


Nessa área, a maior parte da população tem rendimento mensal mediano, porém há bolsões de pobreza junto aos bairros de Águas Lindas, Aurá, Guanabara, Curió Utinga e Mangueirão. Por outro lado, há pequenas áreas nobres vistos em condomínios fechados pelo Mangueirão e Souza, porém sendo mais acentuado em Val-de-Cans principalmente próximo ao Aeroporto e em condomínios na Marambaia.


Mapa 04. O Distrito Administrativo do Entroncamento (Daent) 
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3.5 O Distrito Administrativo do Bengui (DABEN)


- O Daben é constituído por 7 bairros, estando no noroeste da cidade (Figura 05). A maior parte deles são de classe baixa, com grandes extensões de aglomerados subnormais (IBGE, 2010). Porém, dois bairros têm tido destaque no cenário imobiliário e consequentemente valorização espacial: Parque Verde e Coqueiro. Estes representam juntos, a principal área de expansão da cidade, através de instalação edifícios de médio-alto padrão, condomínios fechados, shopping center, supermercados, farmácias, escolas particulares e de idiomas, faculdades, entre outros, localizados essencialmente na Av. Augusto Montenegro e nas redondezas da Av. Independência.

É um dos distritos onde fica mais evidente as desigualdades sócio-espaciais, verificado no contraste das moradias precárias convivendo com edifícios e condomínios de alto padrão, ou por exemplo, ruas pavimentadas e sinalizadas com outras sem nenhuma estrutura. É uma área "recém-descoberta" pelos agentes imobiliários que vive em constante crescimento demográfico devido a saturação e encarecimento de terrenos no centro de Belém. 


 
3.6 Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO)


O Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO) engloba os seguintes bairros: Agulha, Águas Negras, Maracacuera, Paracuri, Tenoné, Cruzeiro e Ponta Grossa, todos pertencentes ao chamado Distrito de Icoaraci, uma área de ocupação humana remota, que busca a sua autonomia em relação ao município de Belém. É caracterizado por bairros de classe baixa, com grande concentração de "aglomerados subnormais (IBGE, 2010). Possui uma orla com serviços de alimentação e vestuário em geral, assim como tendo indústrias relacionadas a pesca e madeira, sendo famoso no artesanato em cerâmica indígena.





3.7 Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT) 

O Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT) engloba os seguintes bairros: Água Boa, Itaiteua, Brasília e São João do Outeiro, assim como ilhas na baía de Guajará. É conhecida como ilha de Caratateua, no qual as suas praias representam o seu potencial turístico, notadamente nas férias de julho, quando sua população chega a quintuplicar.



3.8 Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS) 

O Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS) engloba os seguintes bairros: Vila, Aeroporto, Maracajá, Natal do Murubira, Praia Grande, Farol, Bonfim, Ariramba, Marahu, Mangueiras, São Francisco, Carananduba, Sucurijuquara, Caruara, Baía do Sol e Paraíso.  É uma ilha fluvial a 70 km do centro de Belém, no qual o seu acesso se dá através da uma rodovia estadual pelo município de Benevides, sendo muito movimentada por causa de seus 17 km de praia de água doce, com boa infra-estrutura e fácil acesso.



3.9. Distritos Administrativos de Belém

É visível que o Centro da cidade fica no Distrito de Belém e próximo dos bairros do Distrito da Sacramenta e Guamá. Por outro lado, o Distrito do Entroncamento e do Benguí estão cerca de 5 a 10 km de distância do centro, enquanto Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro são os mais distantes e também, os mais marginalizados, pois concentram uma grande parte da população com baixos rendimentos da cidade, no qual estão entre 12 a 60 km de distância do centro de Belém.


Figura 05. Mapa dos Distritos Administrativos de Belém/PA
Entrar em contato para verificar o valor do mapa
Fonte: Autoria própria (2017)




4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O uso do software Google Earth e do ArcGis 10.1 foram úteis e eficazes para a representação da distribuição dos Distritos Administrativos da cidade de Belém, sendo ferramentas indispensáveis para o conhecimento geográfico, no qual o primeiro é gratuito e bastante difundido https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html, enquanto o segundo é de uso comercial.


5. ALGUNS DOS SERVIÇOS DE GEOPROCESSAMENTO