terça-feira, 25 de junho de 2013

Cartografia da População de Belém (1960)





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



Segundo Antônio Rocha Penteado (1968), tomando como base as características funcionais, a cidade de Belém nos anos de 1960 era dividida em quatro áreas:

a) Zona Sul: Era formada pelos bairros da Batista Campos , Jurunas, Cremação, Condor e Guamá

b) Zona Leste: Era formada pelos bairros de Nazaré, São Brás, Canudos e Terra Firme.

c) Zona Norte: Era formada pelos bairros da Matinha (Atual Fátima), Umarizal, Telégrafo sem Fio (Atual Telégrafo), Sacramenta, Pedreira, Marco, Sousa e Marambaia. 

d) Zona Oeste: Campina, Reduto e Cidade Velha.


Mapa 01. Divisão dos bairros de Belém em zonas (1960)
Fonte: GUSMÃO (2016)
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor, configurando-se como plágio.

Belém em 1960 era constituída por 20 bairros situado em 4 zonas diferentes, na qual a Zona Norte tinha a maior extensão territorial, era a mais populosa e com o maior crescimento urbano da época, predominando uma população com baixo poder aquisitivo e estando em áreas de várzea (áreas inundáveis periodicamente). 

Os bairros da Zona Oeste eram predominantemente comerciais, com imensas e variadas lojas, principalmente em Campina. O bairro do Reduto era industrial, contendo inúmeras fábricas alimentícias, têxteis e de limpeza. O bairro da Cidade Velha possuía e ainda tem um rico patrimônio histórico e arquitetônico do século XVI, XVII e XVIII nas suas ruas estreitas.

Os bairros de Batista Campos, São Brás, Canudos, Marco, Nazaré e área Norte da Cremação possuíam terrenos mais elevados, com quarteirões amplos e traçados com um certo planejamento. Neles residia a classe média e alta belenense. Suas casas eram revestidas de azulejo, construídas no alinhamento da rua, geralmente asfaltadas e, com exceção de Canudos, todas eram arborizadas. Na porção sul do bairro da Cremação moravam geralmente os operários e comerciantes. 

No bairro de Nazaré, havia o contraste entre  novo e o velho, se destacando a Basílica de Nazaré, os grandes palacetes, alguns transformados em repartições públicas, outros ainda ocupados pelas famílias tradicionais de Belém, e as modernas construções, como o edifício Manoel Pinto da Silva, o mais alto de Belém na época. 

Além de ser um centro religioso, o bairro funcionava como centro educacional, comercial e recreativo, pois concentrava a Faculdade de Administração da Universidade do Pará, os núcleos de ciências exatas e humanas, colégios de ensino médio, fundamental e língua estrangeira, galerias, livrarias, papelarias, institutos de beleza, cinemas, restaurantes, bares, lanchonetes, farmácias, entre outros, sendo responsável pela maior agitação da vida noturna de Belém nos anos de 1960. (PENTEADO, 1968)

Nos outros bairros residia a população pobre de Belém, alguns apresentando graves problemas de saneamento básico, como a falta de água potável. O Guamá, Telégrafo sem fio, Matinha, Sacramenta, Pedreira Jurunas e Condor eram bairros de várzea e seus moradores viam-se sujeitos às enchentes anuais do rio Guamá ou da Baía de Guajará.

As casas, a maioria barracas de madeira e pau-a-pique, cobertas de folhas de palmeira, eram construídas em um nível mais elevado ligadas através de pontes, conhecida como Estivas. Nesses bairros as principais vias comerciais e industriais eram a Estrada Nova (Atual Bernado Sayão), a Tv. Pe. Eutíquio, a Av. Sen. Lemos e a Av. Pedro Miranda.

Os bairros do Umarizal, Marco, Telégrafo sem Fio e Pedreira concentravam quase 40% da população da cidade, enquanto o restante estava distribuída pelos 16 bairros.


Tabela 1. População dos bairros de Belém em 1960
Fonte: PENTEADO, 1968. p. 208.


Mapa 02. População dos bairros de Belém (PA) em 1960
Fonte: GUSMÃO (2016)
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor, configurando-se como plágio.


O mapa 02 evidencia a distribuição espacial da população de Belém nos seus bairros, no qual o Umarizal e Marco eram os mais populosos do período, com mais de 26.000 habitantes. Em seguida, entre 14.900 a 16.778 habitantes, estavam Telégrafo sem Fio, Pedreira, São Brás e Jurunas. Em 1960, o setor Norte concentrava a maioria da população da cidade, assim como registrava a maior taxa de crescimento populacional no período.

A área central de Belém naquele período compreendia os bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto, que possuíam melhor infraestrutura, no que se refere aos serviços bancários, educacionais, de saúde, de recreação, financeiro, entre outros, no qual a população de classe média e alta habitava. 

A maior parte da população morava em bairros periféricos, denotando um aglomerado de habitantes pobres no Umarizal, Telégrafo sem fio, Pedreira, Guamá, Condor, Matinha, Marco, Sacramenta, Marambaia, Souza e Jurunas, enquanto em São Brás havia uma classe média ascendente decorrente da exaustão de terrenos em Nazaré. O bairro da Terra Firme, apesar de evidência de ocupação, não há dados registrados na obra (PENTEADO, 1968).


O mapa abaixo (Mapa 03) expressa a forte densidade demográfica nos bairros do Setor Leste e Oeste, destacando-se Campina, Umarizal, São Brás, Reduto, Batista Campos, Cidade Velha, Canudos e Matinha, todos com mais de 100 habitantes por hectare, ou seja, cerca de 40% dos bairros já possuíam essa característica. 


Mapa 03. Densidade demográfica dos bairros em 1960 de Belém (PA)
Fonte: GUSMÃO (2016)
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor, configurando-se como plágio.


Os menos povoados eram Sacramenta, Souza, Marambaia e Condor, entre 6 a 25 moradores por hectare, em decorrência da incorporação recente dos mesmos na malha urbana da cidade, sendo distantes do centro com uma população extremamente pobre.

Em 1960, já era evidente um adensamento populacional nos bairros com melhor infraestrutura e pouco susceptíveis aos constantes alagamentos, principalmente pelo baixo custo na manutenção das casas, assim como pela proximidade com o centro comercial da cidade. Em contrapartida, as pessoas que viviam na Zona Norte e na Zona Sul, percorriam grandes distâncias para exercer suas atividades e estavam mais susceptíveis às doenças pela precariedade do saneamento básico.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os mapas destacaram algumas características demográficas de Belém em 1960, como a primeira tentativa de regionalização da cidades; a forte densidade demográfica nos bairros da Zona Oeste e Leste, assim como a alta concentração populacional nos bairros da Zona Norte. É evidente que Belém passava por um período acelerado de crescimento populacional, em decorrência do avanço do sistema capitalista, através da expansão do comércio e da prestação de serviços no centro, o que motivou a ocupação de bairros que eram ocupados por várzeas no Setor Norte e Sul. A cidade em 1960 tinha uma população de 225.218 habitantes, enquanto em 2010 era de 1.392.031, o que destaca o forte e acelerado processo de ocupação do seu território nas últimas décadas.




REFERÊNCIAS

PENTEADO, A. R. Belém do Pará: Estudo de Geografia Urbana. Volume 1. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Universidade Federal do Pará - UFPA, 1968.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cartografia dos Distritos Administrativos de Belém/PA com Google Earth




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
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1. INTRODUÇÃO

O município de Belém (PA) é oficialmente dividido em 71 bairros distribuídos por 8 Distritos Administrativos, por onde a Prefeitura de Belém destina as diretrizes do planejamento para a cidade em geral. Essa divisão está relacionada a incorporação histórica dos bairros à malha urbana de Belém, em que esta postagem tem o objetivo de espacializar tais distritos da cidade através de imagens de satélite do Google, como forma dos leitores visualizarem e de ter conhecimentos das principais características da sua região de moradia. 


2. MATERIAIS E MÉTODOS


Os objetivos propostos foram alcançados através das seguintes etapas:

a) Conversão da base cartográfica elaborada pela Prefeitura de Belém em arquivo kml para ser visualizado no Google Earth, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html.
b) Leitura e reprodução das principais características acerca dos distritos de Belém, com base em informações e artigos elaborados pela UFPA, por jornais e outras fontes de forma verídica.


3. DESENVOLVIMENTO

3.1 O Distrito Administrativo de Belém (DABEL):

- O DABEL engloba engloba 8 bairros e o norte da Cremação, estando no Sudoeste de Belém (Figura 01), em que estes representam juntos a área mais valorizada da cidade, devido a concentração e a complexidade de serviços (Restaurantes, supermercados, farmácias, hospitais, faculdades, comércio desenvolvido, shoppings, escolas, lojas, etc), representando o centro da cidade com grande concentração de famílias de classe média e alta, onde a verticalização e o custo de vida é elevado, assim como também é responsável pela maior agitação da vida noturna de Belém, tendo por isso a maior movimentação de veículos e também de acidentes de trânsito.

A maioria dos bairros são classe média e alta, tendo os melhores índices de escolaridade, renda per capita, consumo e de infraestrutura. É detentor dos principais espaços púbicos e privados (praças, parques, bosques, clubes, boates, bares, cinemas, teatros, hóteis, museus e etc), por concentrar a maior quantidade de pessoas com altos rendimentos. 

Aí está também o centro histórico da cidade, com inúmeros monumentos e prédios característicos do século XVI, XVIII e XVIII (Cidade Velha). Concentra os principais pontos turísticos (Feira do Ver-o-peso, Estação das Docas, Mangal das Garças, Jardim Zoobotânico Rodrigues Alves, Museu Paraense Emílio Goeldi, entre outros).



Mapa 01. Distrito Administrativo de Belém (Dabel)
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor



3.2 O Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA):


- O DAGUA engloba 6 bairros da cidade e parte de alguns bairros do Dabel (Figura 02), onde estes estão entre os mais populosos da cidade. Uma parte significativa da população dessa área é de baixa renda, onde há diversas áreas de ocupação espontânea ou Aglomerados Subnormais (IBGE, 2010), principalmente ao longo das principais avenidas, como a Bernado Sayão, Perimetral e Cipriano Santos, sendo acompanhada com a carência de saneamento básico (Tratamento de esgoto doméstico e água canalizada potável), culminando na frequência de doenças relacionados a transmissão pela água. 

Tem alguns dos bairros mais violentos da cidade (Guamá, Terra Firme e Jurunas) e possui altos índices de pobreza. A maior parte de suas ruas tem um traçado irregular, por causa da ocupação rápida e desordenada durante a década de 60 e 70. As áreas mais próximas do Dabel estão em crescente valorização imobiliária, sendo cada vez mais comuns, os edifícios de médio-alto padrão e serviços mais sofisticados. É um distrito que concentra diversos órgãos públicos: SERPRO, MUSEU EMÍLIO GOELDI (Outra unidade de pesquisa), ELETRONORTE, UFRA, entre outros). Tem sofrido intervenção municipal constante, principalmente na sua orla, através do Projeto Portal da Amazônia que pretende modificar drasticamente a ocupação nas suas margens.

É importante ressaltar que o Norte da Cremação, o Oeste de Canudos, o Noroeste do Jurunas e o Extremo norte do Guamá se assemelham mais ao DABEL (Centro de Belém), por não serem áreas suscetíveis aos alagamentos constantes, assim sendo moradia de classes mais abastadas em relação ao restante do distrito. 



Mapa 02. Distrito Administrativo do Guamá (Dagua)
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3.3 O Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC) :

- O DASAC engloba 7 bairros e está no Sudoeste de Belém (Figura 03). A maior parte destes está na microbacia hidrográfica do Una, sendo entrecortado por diversos afluentes da Baía de Guajará. É uma área que também possui um índice de violência relativamente alto, mais acentuado nos bairros do Barreiro e Sacramenta. A área mais próxima do DABEL (Telégrafo/Fátima/Sacramenta/Pedreira) começou a experimentar uma intervenção mais acentuada pela Prefeitura nos anos 80, através do Projeto Macrodrenagem, proporcionando uma redução dos alagamentos, mas que não contemplou todos os bairros.

O encarecimento dos terrenos no centro da cidade vem contribuindo no processo de verticalização desta área, principalmente na Pedreira e em pontos isolados do Telégrafo e Sacramenta. Os bairros do Telégrafo, Sacramenta, Pedreira e Fátima estão em crescente expansão imobiliária e sofisticação de serviços de comércio nas principais avenidas. Por outro lado, o Barreiro e Maracangalha permanecem em situação marginalizada, sem o vigor do comércio formal e valorização espacial.


Ainda é forte a presença de palafitas e casas de madeira, característicos de uma população com baixos rendimentos, essencialmente nas margens do Canal do Galo, São Joaquim e da Baía de Guajará, com destaque para Barreiro, Sacramenta, Pedreira, Telégrafo e Maracangalha.



Mapa 03. Distrito Administrativo da Sacramenta (Dasac)
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3.4 O Distrito do Entroncamento (DAENT)

-
O Daent engloba 9 bairros e está na porção centro-oeste de Belém (Figura 04). Esta corresponde uma área de expansão da cidade através da avenida Augusto Montenegro e da BR-316, com elevado crescimento demográfico principalmente dos bairros Águas Lindas, Aurá, Guanabara e Mangueirão. 

A intervenção municipal em obras de expansão e melhoria de vias tem sido constante, visto na Av. Perimetral, Centenário, João Paulo II e Júlio César. O projeto BRT visa minimizar o tempo de deslocamento de passageiros e melhoria a eficiência do transporte público e pessoal, porém se tornado ineficaz e lento, comprometendo o trânsito da principal via desta área.

Entre os distritos da cidade, é detentor da maior área de cobertura vegetal, devido as imensas áreas militares junto a Av. Pedro Álvares Cabral, Júlio César, em pequena parte da Almirante Barroso e na Rua da Marinha; a Área de Proteção Ambiental de Belém (APA do Utinga) e um imenso terreno verde pertencente a Embrapa Amazônia Oriental, justificando as temperaturas mais amenas nesta parte da cidade. É neste distrito que está situado a Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Rural da Amazônia (UFRA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais da Amazônia (INPE).


Nessa área, a maior parte da população tem rendimento mensal mediano, porém há bolsões de pobreza junto aos bairros de Águas Lindas, Aurá, Guanabara, Curió Utinga e Mangueirão. Por outro lado, há pequenas áreas nobres vistos em condomínios fechados pelo Mangueirão e Souza, porém sendo mais acentuado em Val-de-Cans principalmente próximo ao Aeroporto e em condomínios na Marambaia.


Mapa 04. O Distrito Administrativo do Entroncamento (Daent) 
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3.5 O Distrito Administrativo do Bengui (DABEN)


- O Daben é constituído por 7 bairros, estando no noroeste da cidade (Figura 05). A maior parte deles são de classe baixa, com grandes extensões de aglomerados subnormais (IBGE, 2010). Porém, dois bairros têm tido destaque no cenário imobiliário e consequentemente valorização espacial: Parque Verde e Coqueiro. Estes representam juntos, a principal área de expansão da cidade, através de instalação edifícios de médio-alto padrão, condomínios fechados, shopping center, supermercados, farmácias, escolas particulares e de idiomas, faculdades, entre outros, localizados essencialmente na Av. Augusto Montenegro e nas redondezas da Av. Independência.

É um dos distritos onde fica mais evidente as desigualdades sócio-espaciais, verificado no contraste das moradias precárias convivendo com edifícios e condomínios de alto padrão, ou por exemplo, ruas pavimentadas e sinalizadas com outras sem nenhuma estrutura. É uma área "recém-descoberta" pelos agentes imobiliários que vive em constante crescimento demográfico devido a saturação e encarecimento de terrenos no centro de Belém. 


 
3.6 Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO)


O Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO) engloba os seguintes bairros: Agulha, Águas Negras, Maracacuera, Paracuri, Tenoné, Cruzeiro e Ponta Grossa, todos pertencentes ao chamado Distrito de Icoaraci, uma área de ocupação humana remota, que busca a sua autonomia em relação ao município de Belém. É caracterizado por bairros de classe baixa, com grande concentração de "aglomerados subnormais (IBGE, 2010). Possui uma orla com serviços de alimentação e vestuário em geral, assim como tendo indústrias relacionadas a pesca e madeira, sendo famoso no artesanato em cerâmica indígena.





3.7 Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT) 

O Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT) engloba os seguintes bairros: Água Boa, Itaiteua, Brasília e São João do Outeiro, assim como ilhas na baía de Guajará. É conhecida como ilha de Caratateua, no qual as suas praias representam o seu potencial turístico, notadamente nas férias de julho, quando sua população chega a quintuplicar.



3.8 Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS) 

O Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS) engloba os seguintes bairros: Vila, Aeroporto, Maracajá, Natal do Murubira, Praia Grande, Farol, Bonfim, Ariramba, Marahu, Mangueiras, São Francisco, Carananduba, Sucurijuquara, Caruara, Baía do Sol e Paraíso.  É uma ilha fluvial a 70 km do centro de Belém, no qual o seu acesso se dá através da uma rodovia estadual pelo município de Benevides, sendo muito movimentada por causa de seus 17 km de praia de água doce, com boa infra-estrutura e fácil acesso.



3.9. Distritos Administrativos de Belém

É visível que o Centro da cidade fica no Distrito de Belém e próximo dos bairros do Distrito da Sacramenta e Guamá. Por outro lado, o Distrito do Entroncamento e do Benguí estão cerca de 5 a 10 km de distância do centro, enquanto Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro são os mais distantes e também, os mais marginalizados, pois concentram uma grande parte da população com baixos rendimentos da cidade, no qual estão entre 12 a 60 km de distância do centro de Belém.


Figura 05. Mapa dos Distritos Administrativos de Belém/PA
Entrar em contato para verificar o valor do mapa
Fonte: Autoria própria (2017)




4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O uso do software Google Earth e do ArcGis 10.1 foram úteis e eficazes para a representação da distribuição dos Distritos Administrativos da cidade de Belém, sendo ferramentas indispensáveis para o conhecimento geográfico, no qual o primeiro é gratuito e bastante difundido https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html, enquanto o segundo é de uso comercial.


5. ALGUNS DOS SERVIÇOS DE GEOPROCESSAMENTO











Conhecendo o Software Philcarto e Manuais para Aprender



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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O Philcarto é um software francês, gratuito, de Cartografia Temática e de Cartomática, referindo-se a um conjunto de procedimentos matemáticos e gráficos destinados a traduzir sobre uma base cartográfica, a variação espacial de uma variável estatística. Foi desenvolvido pelo Geógrafo Philippe Waniez da Universidade de Bordeaux Segalen (França). 

Está disponível em francês, português, inglês, espanhol, vietnamita, alemão, italiano e chinês, não sendo considerado um Sistema de Informação Geográfica (SIG), assim como também não tendo um sistema de georreferenciamento, porém é um software que trabalha com dados vetoriais, tais como polígonos, pontos e linhas.




É um software gratuito e encontrado no site http://philcarto.free.fr/. Lá também está disponível outros softwares complementares ao Philcarto, como o Phildigit, o ShapeSelect, o Coconout e o AgregGeo, com capacidade de vetorizaração (Produção de base cartográfica), manipulação de arquivos Shape (Shp.), .Dbf e .Txt, sendo imprescindíveis na elaboração do mapa/cartograma temática, assim como o software Adobe Illustrator na edição gráfica, vetorial e artística do mapa. 

É necessário um SIG, como o QuantumGIS, ARCGis ou o SPRING para a adaptação das bases cartográficas de forma mais rápida e menos trabalhosa.

O funcionamento do Philcarto consiste no cruzamento de uma base cartográfica em extensão Adobe Illustrator em formato (.ai) com um banco de dados estatísticos editados no Excel (2003, 2007 ou 2010) em texto separado por tabulações (.txt). Essa junção é realizada pelo Philcarto através de códigos atribuídos às unidades espaciais nessas duas bases (GIRARDI, 2008). 

É importante salientar que este software trouxe uma importância significativa para à cartografia temática, uma vez que viabiliza a elaboração de diferentes tipos de mapas temáticos, além de realizar análises interativas, sendo capaz de auxiliar em pesquisas científicas e/ou pedagógicas.

Entre os diversos cartogramas e mapas temáticos que o software tem a capacidade de elaborar, estão alguns abaixo:


1. Cartograma Corocromático

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


2. Cartograma coroplético

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2015)



3. Cartograma de círculos proporcionais

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


4. Cartograma com círculos proporcionais sobrepostos coloridos ou unicolor.

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


5. Cartograma de círculos proporcionais coloridos

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


6. Cartograma de círculos proporcionais positivos e/ou negativos

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


7. Cartograma com círculos proporcionais corocromáticos

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


8. Cartograma de semi-círculos opostos ou setores

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor.
Fonte: Autoria própria (2013)



9. Cartograma de densidade de pontos coloridos ou unicolores

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2015)


10. Cartograma de densidade de pontos negativos e/ou positivos

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2015)


11. Cartograma Isoplético 

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor, sob penalidade judicial por direitos autorais.
Fonte: Autoria própria (2013)


12. Cartograma em 3D

É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa sem autorização prévia do autor
Fonte: Autoria própria (2013)


O aprendizado acerca do funcionamento desse software é resultado da leitura dos três manuais em francês disponíveis no site do programa. 

É o resultado da insistência de testes por mim, da junção dos manuais espalhados pelo Google e da fusão de outros softwares livres com o Philcarto, objetivando a eficiência dos cursos que serão ministrados em instituições públicas e privadas.





Aqui estão alguns links que podem ajudar no aprendizado e na compreensão de mapas temáticos pelo Philcarto. Deixo esses tutoriais que vão potencializar a aprendizagem e a aplicabilidade dos mapas gerados pelo software. 


1. Como baixar o software Philcarto??? (How Can I have the Philcarto Software?)


2. Explorando a interface do Philcarto. (Using interface of the Philcarto Software)


3. Iniciando no software Philcarto (Starting on the Philcarto Software)


4. Manual do Philcarto (Philcarto's Tutorial)


5. Orientação metodológica para a leitura de mapas temáticos no Philcarto (Methodology Orientation in order to understand the thematic maps on the Philcarto Software)




* Abaixo estão alguns vídeos na internet sobre o funcionamento e análise no Philcarto (Youtube):
(Below, there are some videos on Youtube about operation and analysis on Philcarto)


1. Introdução ao Philcarto: (Starting on the Philcarto Software)


2. Elaborando mapas com o Philcarto (Creating maps with Philcarto)

3. Philcarto (Continuação)

4. Philcarto com análise de fatores: (Philcarto with factors analysis)

5. Diagrama Triangular no Philcarto: (Triangle Diagram on Philcarto)

6. Realizando Mapas Temáticos: (Creating thematic maps)


Bons estudos a todos! (Good Luck to everyone!)



REFERÊNCIAS


GIRARDI, P. E. O rural e o urbano: É possível uma tipologia? (Tese de Doutorado). Universidade do Estado de São Paulo. UNESP. Presidente Prudente. 2008.


IBGE. Censo demográfico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em: <<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1>> Acesso em 05 de abril de 2013.


IBGE. Censo agropecuário 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em: Acesso em 05 de abril de 2013.