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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mapas e Figuras oblíquas no Google Earth



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. Mapas e Figuras oblíquas no software Google Earth

As técnicas usadas por aqueles que confeccionam mapas devem ser diversificadas, variando dos softwares tradicionais como o ArcGis, QGIS, GVig, TerraView, entre outros, e aqueles não tão convencionais como o Google Earth, Adobe Illustrator, etc. Nós sabemos que as últimas opções citadas não possuem todas as ferramentas necessárias para gerar um mapa propriamente dito, pois não são softwares especializados nisto.


Contudo, é sempre bom explorar outras possibilidades na confecção de mapas temáticos ou figuras, no qual o objetivo é destacar aspectos relacionados a um bairro, cidade, país ou região. 

É evidente que devemos ter o bom senso e usar essas outras ferramentas APENAS quando a razão é ilustrativa ou informativa de pouco alcance. Em geral, quero dizer que você NÃO DEVE fazer esses tipos de figura em softwares com finalidade de julgamento acadêmico ou técnico, passando por bancas examinadoras, secretarias de meio ambiente, ministérios ou outra instituição.


Com o intuito de APENAS explorar novas possibilidades com programas não convencionais, resolvi utilizar o famoso Google Earth junto com o Power Point e confeccionar FIGURAS com teor cartográfico. É uma maneira interessante de usar recursos próprios desses programas como: vetores 3D associados com imagens de satélite e visão oblíqua de uma imagem de satélite.


Para confeccionar a figura em uma visão oblíqua no Google Earth e Power Point, eu segui os seguintes passos:

1. Acesso dos dados de população das cidades para o ano de 2016. População estimada para os municípios brasileiros de 2016 - IBGE.
2. Registro dos dados no software Excel 2010.
3. Acesso do software Google Earth Profissional
4. Zoom na área selecionada
5. Manuseio da ferramenta de inclinação do software
6. Seleção da opção "exportar imagem" em jpeg.
7. Acesso do software PowerPoint
8. Importação da imagem
9. Elaboração de círculos proprocionais a população de cada município
10. Inserção das informações extras na figura
11. Exportação da figura em jpeg.


O resultado final (Figura 1) foi uma combinação de uma imagem aérea de forma oblíqua com os dados do IBGE.

Figura 1. Visão aérea da cidade de Santos/SP e arredores com a população estimada de 2016.
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte dos dados: IBGE (2016)
Fonte da imagem: Google Earth (2017)
*É expressamente proibido o uso dessa imagem sem autorização prévia do autor


A figura possui um teor cartográfico, apesar de não possuir todos os elementos cartográficos obrigatórios. A vantagem desse tipo de recurso é que a visão oblíqua dá uma ideia de profundidade e ressalta os aspectos físicos de modo quase realista. O objetivo dessa técnica é APENAS ver um recorte geográfico de maneira diferente.

A próxima figura de forma oblíqua que eu fiz foi o impacto do furacão Irma na América Central e parte dos Estados Unidos. A técnica foi exatamente a mesma, apenas acrescentei ícones no próprio PowerPoint para me referir aos lugares mais afetados pelo furacão em 2017.



Figura 2. Áreas mais afetadas pelo Furacão Irma (2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte dos dados: CDEMA, Unicef  e Jornal El Pais (2017)
Fonte da imagem: Google Earth (2017)
*É expressamente proibido o uso dessa imagem sem autorização prévia do autor



2. Referências


CMDEA (2017). https://www.cdema.org/cdema_sitrep_8_hurricane_irma.pdf

El Pais. Disponível em Furacão Irma

IBGE (2016). População das cidades brasileiras, estimativa. Disponível em Estimativa da população brasileira

UNICEF (2017). https://www.unicef.org/appeals/files/LACRO_Hurricane_Irma_Situation_Report_14_Sept_2017.pdf









sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mapas de Trekking (Serviço)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Mapas de Trekking, o exemplo do Trekking em Muruci/AL (Serviço)


Há mais ou menos 4 meses, nos solicitaram um mapa para ser usado em um Trekking. Confesso que ainda não sabia do que se tratava. Logo fui pesquisar e descobri que se tratava de um percurso feito a pé, mais do que isso, é preciso acampar, dormir em algum lugar da rota e esse esporte conta com um sistema de pontuação próprio. Normalmente é uma longa competição de aventura com duração de mais de 1 dia. Para saber mais Trekking ou Trekking Brasil. Interessados no serviço, basta entrar em contato pelo número (91) 98306-5306.

Para o sucesso do Trekking é preciso um bom mapa que desvende as características físicas do local, além de rotas por onde os aventureiros irão seguir. O local da prova foi o município de Muruci, Estado de Alagoas no Brasil (Figura 1). 

Figura 1. Localização do município de Muruci, Alagoas.
Fonte: Elaboração própria no Google Maps (2018)


As informações foram divididas em uso do terra e elementos físicos (Figura 2); calçamento, tipos de trilhas, curvas de níveis e pontos de referência (Figura 3).

Figura 2. Uso da Terra e elementos físicos
Fonte: Trabalho de Campo (2017) e Google Earth (2017)

Figura 3. calçamento, tipos de trilhas, curvas de níveis e pontos de referência
Fonte: Trabalho de Campo (2017) e Google Earth (2017)


Os dados foram obtidos através de duas maneiras: Trabalho de campo e mapeamento via Google Earth. No trabalho de campo, efetuado pelo solicitante, foi usado um GPS Garmin para o mapeamento de alguns usos da terra e de elementos físicos. Esse trabalho de reconhecimento da área a ser percorrida foi importante para a confirmação de alguns usos da terra verificados pelas imagens do Google Earth. 

O mapeamento com o Google Earth objetivou identificar oos diferentes usos da terra, já que a data das imagens era muito próxima do período do trabalho de campo. O programa também foi usado para mapear trilhas, caminhos, estradas de terra, rodovias, áreas urbanas e a hidrografia. Alguns usos e elementos são facilmente identificáveis nas imagens do Google (Figura 4):

Figura 4. Uso da terra facilmente identificáveis nas imagens do Google no município de Muruci/AL
Fonte: Imagens do Google Earth (2017)


Após quase 1 mês e meio de trabalho, o resultado final (Figura 5) foi um belo mapa com os atributos naturais da área para o Trekking, assim como os demais elementos físicos importantes para a prova. Alguns atributos do mapa não estão presentes, por causa das regras impostas pelos solicitantes. O produto foi confeccionado em 45x45. 


Mapa 1. Uso da terra e elementos físicos para Trekking em parte do município de Muruci/AL (2017)
Elaborador: Luiz Henrique Gusmão (2017)
Fonte dos dados: Trabalho de campo e imagens do Google Earth (2017)


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
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Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto


Olá leitores, hoje compartilho o link que dá acesso aos Anais dos artigos científicos do XVIII Simpósio de Sensoriamento Remoto que aconteceu no mês de maio em Santos/SP. Foram 1.052 trabalhos sobre diversas temáticas (53) como:


Ao lado está o link https://proceedings.galoa.com.br/sbsr. Você pode realizar o download dos artigos, inspirar-se e quem sabe publicar no próximo simpósio que acontecerá em 2019. Entre os vários artigos publicados, eu (Luiz Henrique) consegui enviar 3 e todos foram aprovados. Segue o link para ter acesso. https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/autores/luiz-henrique-almeida-gusmao.

O primeiro artigo em que fui o autor principal e os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (Dr. Orlando dos Santos Watrin e Dr. Moisés Mourão Jr) foram co-autores intitula-se: "Dinâmica da Agricultura Anual no polo de Santarém, oeste do Estado do Pará, no período de 2004/2014". https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-da-agricultura-anual-no-polo-de-santarem-oeste-do-estado-do-para-no-periodo-de-20042014.  

Os demais artigos fui co-autor. O segundo é sobre a "Dinâmica do uso e ocupação da terra das áreas desflorestadas no município de Novo Progresso, Paráhttps://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-do-uso-e-ocupacao-da-terra-das-areas-desflorestadas-no-municipio-de-novo-progresso-pa

O terceiro e último artigo é sobre o "Estudo dos focos de calor no município de Parauapebas (PA) entre 2005 a 2015". https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/estudo-dos-focos-de-calor-no-municipio-de-parauapebas-pa-no-periodo-de-2005-a-2015.














sábado, 1 de julho de 2017

Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
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Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Áreas Urbanas mapeadas pela Embrapa - Campinas/SP

Atualmente, as cidades representam a forma de ocupação do território que concentra a moradia da maior parte da população humana em quase todos os países, responsáveis por reunir um conjunto significativo de serviços públicos e privados, de produção industrial e trocas comerciais, de intenso intercâmbio cultural, de aglomeração de pessoas e de capital (EMBRAPA, 2017). Recentemente, houve um esforço de pesquisadores e analistas da Embrapa com sede em Campinas/SP na localização, atualização, delimitação e quantificação das áreas urbanas do Brasil, sendo publicado na série documentos da instituição e em seguida compartilhado para a sociedade em geral. 

Conforme a Embrapa (2017), para a identificação e o mapeamento das áreas urbanas do país, foi utilizado a base de setores censitários do IBGE de 2010, em que tal base foi integrada a um SIG conjuntamente com imagens de satélites recentes e de alta resolução espacial disponibilizados por meio do map service World Imagery na plataforma ArcGis 10.3


Figura 1. Área Urbana
Fonte: geoensino



2. Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará em 2015

Conforme os dados da Embrapa (2017), a área urbana do Estado do Pará é de 1.612,8 Km² distribuídos pelos 144 municípios. Dos 1.247.954,6 Km² do Estado, apenas 0,13% é ocupado por áreas urbanas em 2015 (EMBRAPA, 2017) com uma população de 5.191.559 (IBGE, 2010), demonstrando que uma parte considerável do seu território é formado por florestas e rios. Dessa maneira, podemos afirmar que 99,87% do Pará é caracterizado como rural, onde vivem 2.389.492 de pessoas (IBGE, 2010). Dentre as maiores áreas urbanas, destacam-se aos dos municípios: Belém, Marabá, Santarém, Ananindeua, Parauapebas, Castanhal, Barcarena, Altamira, Redenção e Marituba (Mapa 1):

Mapa 01. Áreas Urbanas do Estado do Pará (2015) 
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Segundo o mapa acima, as maiores áreas urbanas do Estado do Pará estão relativamente dispersas pelo território, porém há uma aglomeração no entorno de Belém, correspondendo a sua região metropolitana com 2,4 milhões de habitantes (IBGE, estimativa de 2015) e uma área urbana de 407 Km². Os 10 municípios com as maiores áreas urbanas possuem 45,2% do total do Pará (Tabela 1) e os 134 municípios detêm 54,8%.


Tabela 1. As 10 maiores áreas urbanas do Estado do Pará (2015)
Fonte: Embrapa (2017)

Mediante os arquivos geoespaciais elaborados pela Embrapa (2017), nós realizamos o zoom em algumas regiões do Pará para enfatizar as áreas urbanas. O segundo mapa abaixo enfatiza as áreas urbanas no entorno da capital, em que é evidente a maior aglomeração das mesmas, destacando-se por exemplo as cidades de Barcarena, Abaetetuba, Salvaterra, Soure, Capanema, Bragança, Salinópolis, Cametá e Paragominas (Mapa 2)


Mapa 02. Áreas urbanas no entorno de Belém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)


No terceiro mapa, foram destacadas as principais cidades ao longo do Rio Amazonas e parte do Rio Tapajós. A ênfase do mapa abaixo centrou-se no entorno da cidade de Santarém (Mesorregião do Baixo Amazonas), onde podemos visualizar as cidades de Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Juruti e outras.



Mapa 03. Áreas urbanas no entorno de Santarém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

No quarto mapa, foram destacadas as áreas urbanas no entorno das cidades de Marabá, Parauapebas e Redenção, no Sudeste Paraense. Entre as cidades dessa região, merecem destaque as cidades de Canaã dos Carajás, São Domingos do Araguaia, Xinguara e Conceição do Araguaia (Mapa 3), a última já no limite com o Estado do Tocantins.



Mapa 04. Áreas urbanas no entorno de Marabá, Parauapebas e Redenção (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)



3. CONCLUSÕES

A área urbana do Estado do Pará ocupa menos de 1% do seu território e as principais aglomerações estão no entorno de Belém, enquanto as demais estão dispersas no território. O trabalho realizado pela Embrapa de Campinas/SP mostra a relevância do mapeamento das áreas urbanas do país inteiro, onde é possível ter acesso aos arquivos vetoriais e dados estatísticas sobre as mesmas.


4. REFERÊNCIAS


FARIAS, A. R.; MINGOT, R.; SPADOTTO, C. A.; LOVISI FILHO, E. Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil. Campinas: Embrapa Gestão Territorial, 2017. 5 p. (Embrapa Gestão Territorial. Comunicado Técnico, 05). Acesso em 27/06/2017. Disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/24117999/estudo-da-embrapa-gestao-territorial-mapeia-areas-urbanas-no-brasil


IBGE. Base de Informações do Censo Demográfico 2010: resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro: MPOG, 2011.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mapas Sequenciais, Temporais ou em Série



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
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Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Mapas sequenciais ou temporais em série

Segundo Martinelli (2011), os mapas em série de modo temporal são indicados para apreciar mudanças de determinada manifestação ocorridas ao longo do tempo. No conjunto de mapas, o tempo varia, a base cartográfica permanece inalterada, a variável permanece a mesma e o fenômeno manifesta-se conforme a disposição do tempo.

Nesse tipo de representação cartográfica, deve ser assegurada que a escala, a base cartográfica, as cores, as texturas e os layouts permaneçam iguais em todos quadros, como forma de valorizar o fenômeno em questão. É possível também fazer mapas e figuras sequenciais de modo animado através do Powerpoint, dos programas da Adobe e outros específicos.


2. ANÁLISE DE MAPAS EM SÉRIE, O CASO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM UMA COMUNIDADE DE BARCARENA, PARÁ.

Na figura abaixo, o objetivo era evidenciar a disposição de resíduos sólidos ao longo de 10 anos na comunidade de Murucupi, no município de Barcarena/PA. No primeiro quadro (Figura 1) em 2005, podemos perceber que o lixo estava bastante esparsado pela comunidade, não havia ocupação nas redondezas e a unidade de compostagem ainda estava ativada.

No segundo quadro em 2008, percebemos o avanço significativo da ocupação humana nas proximidades da área onde o lixo era descartado, em que a distância do mesmo varia de 200 m e 400 m.


Figura 1. Disposição de resíduos sólidos na comunidade Murucupi no município de Barcarena/PA em 2005, 2008, 2010 e 2015
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É expressamente proibido o uso e publicação editoral sem autorização prévia.


No terceiro quadro em 2010, já é visível que a ocupação humana chega mais próxima da área de descarte irregular de lixo, o que coloca essa população em risco, devido ao odor, a proximidade de vetores de doenças, entre outros. Na imagem, podemos ver que a unidade de compostagem já tinha sido desativada e provavelmente deslocada para outro lugar.


No último quadro, já em 2015, é visível que a ocupação urbana já avançou significativamente por grande parte das terras na proximidade do lixão, estando menos de 10 metros do mesmo. Na imagem, é visível que o lixo já ocupou toda área que anteriormente ficava a unidade de compostagem.

Entre o ano de 2005 e 2015, conseguimos perceber que o lixão ao longo do tempo foi ficando mais concentrado; a unidade de compostagem foi desativada e a ocupação humana foi aumentando gradativamente nas proximidades de uma área que oferece perigo à população.

Os mapas em série são interessantes porque permitem analisar um grande período de tempo, que no caso acima foi de uma década. Esse tipo de representação é excelente por explicar didaticamente a história de determinado fenômeno no espaço, sendo fundamental no esclarecimento sobre questões ambientais por exemplo.

No entanto, é de suma importância saber que esse tipo de mapa é complexo de ser feito e leva muitas horas (2h ou 3h), dependendo das informações que estarão presentes no referido documento cartográfico, ou seja, o tempo dispendido pelo profissional é maior também, não devendo ser cobrado como se fosse fazer somente um mapa, já que na verdade, são "quatro mapas em um".


3. FIGURAS GEOGRÁFICAS TEMPORAIS, O CASO DAS ÁREAS URBANAS DE BALTIMORE-WASHINGTON E SÃO FRANCISCO-SACRAMENTO (EUA)

Na figura 2 abaixo, está representando a expansão da área urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento, em que é visível o acelerado crescimento demográfico entre as duas cidades ao longo de 50 anos. A cor vermelha é usada para expressar as áreas ocupadas por uso residencial, comercial e industrial juntas. 


Figura 2. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1850 e 1990, Estados Unidos.
Fonte: The USGS Land Cover Institute

Na figura abaixo é expresso o crescimento urbano do aglomerado Baltimore-Washington DC ao longo de 200 anos. Em 1792, a área urbana era diminuta, não havia conurbação entre as cidades e consequentemente sem a formação de uma região metropolitana. Entre 1900 e 1992, com a migração de pessoas de outras partes do país, a malha viária cresceu e contribuiu para a formação de uma área bastante urbanizada.


Figura 3. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1792 e 1992, Estados Unidos
Fonte: The USGS Land Cover Institute


4. ESQUEMA PARA ELABORAR BONS MAPAS TEMPORAIS

Abaixo, segue um esquema simples (Figura 4) para que seja possível construir excelentes mapas em série para trabalhos acadêmicos, palestras, congressos, entre outros. Lembrando que a base cartográfica pode ser modificada apenas se a mesma conter os elementos de mudança da informação geográfica.



Figura 4. Esquema de como montar excelentes mapas em série

Os mapas em série são excelentes recursos para evidenciar a dinâmica geográfica e atualmente representam um desafio, pois é necessário conhecimento técnico para destacar a temporalidade da informação geográfica através de um único mapa, o que exige bastante habilidade e dedicação na confecção deste tipo de produto. Nós recomendamos o uso do software ArcGis ou do CorelDraw para adaptação dos mapas em modo sequencial, lembrando que o mais importante é a qualidade do mapa final.


3. CONCLUSÕES


Os mapas em série temporal devem ser usados quando é preciso mostrar uma série histórica de um fenômeno, para isto sendo recomendável modificar apenas as informações ao longo do tempo, entretanto deixando inalterável a base cartográfica, a escala, textura e outros componentes importantes, com o intuito de mostrar a dinâmica ocorrida no espaço geográfico. 


4. REFERÊNCIAS

MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática/ Marcello Martinelli - 6. ed. ampl. e atual. - São Paulo: Contexto, 2011.

USGS. The USGS Land Cover Institute. Disponível em https://landcover.usgs.gov/urban/umap/pubs/urisa_jtb.php