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quarta-feira, 3 de julho de 2019

As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil

Baseado no estudo desenvolvido pelo Observatório das Metrópoles sobre Bem-Estar Urbano 2015 (IBEU), que incluiu 5 variáveis sobre diversos temas, estamos compartilhando a lista das melhores e piores cidades do Brasil para viver. A pontuação varia entre 0 (pior) e 1 (melhor) para todas as variáveis, sendo calculado uma média no final.

1 - Mobilidade Urbana (É considerado como tempo de deslocamento adequado quando as pessoas gastam até 1 hora por dia no trajeto casa-trabalho).
2 - Condições Ambientais Urbanas (arborização do entorno dos domicílios, esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios e lixo acumulado no entorno dos domicílios)
3 - Condições Habitacionais (aglomerado subnormal, densidade domiciliar, densidade morador/banheiro, material das paredes dos domicílios e espécie do domicílio)
4 - Serviços Coletivos Urbanos (atendimento adequado de água, atendimento adequado de esgoto, atendimento adequado de energia e coleta adequada de lixo)
5 - Infraestrutura Urbana (Iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros)




Fonte da imagem: Pixabay/FreeCreativeStuff
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


**Os cálculos foram feitos pelo Observatório das Metrópoles e todos os dados são oriundos do Censo Demográfico de 2010



2. As 30 Melhores Cidades para viver

Na lista das melhores, 24 estão localizadas no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 1 no Paraná e 1 em Santa Catarina (Tabela 1):



Tabela 1: As 30 cidades com melhor Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)
Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)


Entre as cidades listadas acima, a maioria é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. No entanto, chama atenção algumas cidades maiores como: Votuporanga/SP (10°), Balneário Camboriú/SC (14°) e Maringá/PR (28°), mostrando que cidades médias também podem oferecer excelentes condições de vida para a população.

Entre os critérios analisados, o melhor refere-se as condições ambientais, ou seja, há forte presença de arborização, a dificuldade de encontrar lixo espalhado pelas ruas e a quase ausência de esgoto a céu aberto. Todas as cidades acima e aquelas com índice superior a 0,900 foram consideradas muito boas, conforme o Observatório das Metrópoles (2016).




3. As 30 Piores Cidades para viver

Já na lista das piores, destacam-se: 10 do Maranhão, 10 do Pará, 7 do Amazonas e 3 do Amapá (Tabela 2):


Tabela 2: As 30 cidades com pior Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)



Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)

Já entre as piores, a maioria também é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. Contudo, também há cidades maiores e outras em áreas de grandes conflitos fundiários, tais como: Pacajá, Vitória do Xingu e Anapu no Pará. Na lista também há cidades bastante pobres, como as do norte do Maranhão e outras ao longo de rios no Amazonas. Ademais, por ironia do destino, a última colocada leva um dos nomes mais conhecidos na política: Presidente Sarney/MA. 

Muitas dessas cidades têm índices que correspondem a apenas 46% do índice das melhores cidades, o que revela um verdadeiro abismo em termos de bem-estar da população. Para enquadrar as cidades no que se refere ao bem-estar, utilizou-se o critério: entre 0,600 e 0,500 (ruim) e inferior a 0,500 (muito ruim), conforme o Observatório das Metrópoles (2016).

Entre os critérios avaliados, o pior refere-se a infraestrutura urbana, ou seja, a presença de iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros, o que dificulta as condições de circulação e facilita as chances de adquirir doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado.


4. Conclusão

Diante dos dados sobre bem-estar urbano, podemos afirmar que há vários "Brasis" dentro do Brasil, devido as grandes desigualdades sociais no país. É indispensável que os governos locais reduzam tais contrastes sociais, através da implementação de diversas políticas públicas e do combate a corrupção, de modo a oferecer melhores condições de vida a população.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Ecossistemas Marinhos e Costeiros para Educadores (Manual)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
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1. Manual de Ecossistemas Marinhos e Costeiros para Educadores


O Manual de Ecossistemas Marinhos e Costeiros para Educadores é um exímio material para aqueles que trabalham com educação, especialmente pela sua infografia, didática e abragência sobre o tema.

É um manual produzido pela equipe de educadores dos projetos de conservação marinha, patrocinados pela Petrobras, por meio do Programa Socioambiental da empresa. Entre os programas, destacam-se: Projeto lbatroz, Projeto Baleia Jubarte, Projeto Coral Vivo, Projeto Golfinho Rotador e Projeto Tamar.

Ao todo, são 8 capítulos que explicam de forma atraente assuntos como:

Capítulo 1. Educação Ambiental
Capítulo 2. Oceanos
Capítulo 3. Ambientes
Capítulo 4. Serviços ecossistêmicos
Capítulo 5. Desafios para conservação
Capítulo 6. Proteção e Gestão
Capítulo 7. Atividades educativas
Capítulo 8. Literatura Recomendada



Figura 1. Capa do Livro



Figura 2. Composição de um oceano
Fonte: Gerling et. al. (2016). Ed. Comunicar (2016)
Capítulo de José Martins da Silva (ICMBio)




Figura 3. Ciclo Tráfego de Manguezais e estuário

Fonte: Gerling et. al. (2016). Ed. Comunicar (2016)
Capítulo de Clovis Barreira e Castro




2. Consultoria em Geoprocessamento e Cartografia

Caso VOCÊ precise de mapas para artigos científicos, monografia, dissertação de mestrado ou tese de doutorado, basta entrar em contato para que possamos encontrar a melhor solução para a sua pesquisa.







terça-feira, 7 de agosto de 2018

Mapas Personalizados de Icoaraci (Belém/PA)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Mapas Personalizados de Icoaraci (Belém/PA)


Icoaraci é um ds oito distritos de Belém/PA. Está localizado no norte da cidade, a mais ou menos 30 km da cidade. O distrito conhecido como Daico, compreende os bairros de: Campina de Icoaraci, Cruzeiro, Paracuri, Maracacuera, Ponta Grossa, Agulha, Águas Negras, Tenoné e Parque Guajará, totalizando 9 (nove) bairros. 

Nessa postagem conheceremos alguns mapas personalizados que podem ser solicitados pelo número (91) 98306-5306


Todos os mapas podem ser adaptados de acordo com as suas necessidades. Podemos acrescentar informações como ruas, avenidas, estabelecimentos em geral, tudo o que for possível.

Entre as opções disponíveis destacam-se:

a) Mapas dos bairros de Icoaraci juntos (8 bairros)
b) Mapa individualizado de cada bairro de Icoaraci
c) Mapa Viário do distrito de Icoaraci (Ruas)
d) Mapa dos setores censitários de Icoaraci (Microzonas)
e) Mapa com dados populacionais de Icoaraci


Mapa 01. Distrito de Icoaraci (DAICO) simplificado - 2018
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Detalhes do mapa acima podem ser conferidos em algumas figuras abaixo:


Figura 2. Detalhe dos bairros do Cruzeiro, Campina de Icoaraci, Ponta Grossa e Agulha em Icoaraci - 2018
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Figura 3. Detalhe dos bairros de Paracuri e Parque Guajará em Icoaraci - 2018
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Comercializamos e criamos shapefiles referentes a Icoaraci conforme as suas necessidades. Vejamos alguns deles:


Figura 4. Shapefile dos bairros de Icoaraci com o limite territorial

Figura 5. Shapefile do arruamento dos bairros de Icoaraci (Belém/PA)


Com o mapa, você vai maximizar a eficiência e otimizar as suas operações logísticas. Se você está em busca de soluções inteligentes para o planejamento de rotas e entregas da sua empresa, nós temos a ferramenta perfeita para você.

Nosso mapa detalhado de Icoaraci foi cuidadosamente desenvolvido para fornecer informações geográficas precisas e atualizadas. Com ele em mãos, você terá uma visão completa do distrito, com todas as ruas, avenidas e pontos de referência claramente identificados. Nunca foi tão fácil traçar rotas eficientes e tomar decisões estratégicas para o seu negócio.

Se você precisa de informações específicas, como localização de depósitos, pontos de interesse comercial ou outras da área comercial, nós podemos fornecer mapas customizados que atendam às suas necessidades.

Não perca mais tempo e recursos sem um mapa nas mãos. Confie em nós para fornecer as soluções adequadas ao seu negócio.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mapa dos bairros de Belém




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Mapa dos bairros de Belém

Caso tenha necessidade de usar um mapa da cidade de Belém/PA em publicações como artigos, dissertações ou teses, você pode solicitar um mapa no formato A4 com os dados da sua pesquisa. 


Mapa 1. Bairros de Belém
Fonte dos dados: Prefeitura de Belém (2017)
Amostra de trabalho. Verificar o valor.


Além do produto acima, é possível encomendar mapas detalhados de bairros com ruas, estabelecimentos comerciais e outras informações do seu interesse. 

É possível encomendar mapas dos seguintes bairros:

01. Campina
02. Reduto
03. Batista Campos
04. Jurunas
05. Cidade Velha
06. Umarizal
07. Nazaré
08. São Brás
09. Fátima
10. Telégrafo
11. Sacramenta
12. Pedreira
13. Marco
14. Canudos
15. Guamá
16. Condor
17. Terra Firme
18. Cremação
19. Universitário
20. Souza
21. Barreiro
22. Miramar
23. Maracangalha
24. Val-de-Cans
25. Marambaia
26. Castanheira
27. Curió-Utinga 
28. Águas Lindas (Belém)
29. Guanabara (Belém)
30. Aurá (Belém)
31. Mangueirão
32. Cabanagem
33. Una
34. Parque Verde
35. Coqueiro
36. Pratinha
37. São Clemente
38. Bengui
39. Tenoné
40. Tapanã
41. Bairros do Distrito de Icoaraci
42. Bairros do Distrito de Outeiro
43. Bairros do Distrito de Mosqueiro
44. Ilhas de Belém

Descubra a cidade de Belém como nunca antes com nossos serviços de mapas exclusivos e personalizados! Se você está em busca de informações geográficas precisas e atualizadas sobre a cidade para projetos pessoais, profissionais ou acadêmicos, você veio ao lugar certo.

Nossos mapas detalhados da cidade de Belém são desenvolvidos com paixão e dedicação, visando fornecer uma experiência única de exploração e descoberta. Cada detalhe é cuidadosamente mapeado para oferecer uma representação precisa do território e garantir que você tenha acesso a informações valiosas.

Imagine-se explorando os bairros de Belém com facilidade, identificando os principais pontos de interesse, como ruas, bairros e muito mais. Com nossos mapas em mãos, você terá a confiança de encontrar o melhor caminho, otimizando seu tempo.

Além disso, nossos serviços não se limitam apenas a mapas convencionais. Se você precisa de informações específicas, como mapas temáticos para estudos acadêmicos, estamos prontos para atender às suas necessidades. O meu compromisso é fornecer soluções sob medida que se adequem perfeitamente aos seus objetivos.

Compreender a geografia de Belém é fundamental para planejamento urbano, gestão de recursos hídricos, turismo, desenvolvimento imobiliário e muito mais. Eu estou aqui para ajudá-lo a cidade de Belém. Entre em contato conosco hoje mesmo e descubra como nossos serviços.


sábado, 1 de julho de 2017

Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Áreas Urbanas mapeadas pela Embrapa - Campinas/SP

Atualmente, as cidades representam a forma de ocupação do território que concentra a moradia da maior parte da população humana em quase todos os países, responsáveis por reunir um conjunto significativo de serviços públicos e privados, de produção industrial e trocas comerciais, de intenso intercâmbio cultural, de aglomeração de pessoas e de capital (EMBRAPA, 2017). Recentemente, houve um esforço de pesquisadores e analistas da Embrapa com sede em Campinas/SP na localização, atualização, delimitação e quantificação das áreas urbanas do Brasil, sendo publicado na série documentos da instituição e em seguida compartilhado para a sociedade em geral. 

Conforme a Embrapa (2017), para a identificação e o mapeamento das áreas urbanas do país, foi utilizado a base de setores censitários do IBGE de 2010, em que tal base foi integrada a um SIG conjuntamente com imagens de satélites recentes e de alta resolução espacial disponibilizados por meio do map service World Imagery na plataforma ArcGis 10.3


Figura 1. Área Urbana
Fonte: geoensino



2. Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará em 2015

Conforme os dados da Embrapa (2017), a área urbana do Estado do Pará é de 1.612,8 Km² distribuídos pelos 144 municípios. Dos 1.247.954,6 Km² do Estado, apenas 0,13% é ocupado por áreas urbanas em 2015 (EMBRAPA, 2017) com uma população de 5.191.559 (IBGE, 2010), demonstrando que uma parte considerável do seu território é formado por florestas e rios. Dessa maneira, podemos afirmar que 99,87% do Pará é caracterizado como rural, onde vivem 2.389.492 de pessoas (IBGE, 2010). Dentre as maiores áreas urbanas, destacam-se aos dos municípios: Belém, Marabá, Santarém, Ananindeua, Parauapebas, Castanhal, Barcarena, Altamira, Redenção e Marituba (Mapa 1):

Mapa 01. Áreas Urbanas do Estado do Pará (2015) 
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Segundo o mapa acima, as maiores áreas urbanas do Estado do Pará estão relativamente dispersas pelo território, porém há uma aglomeração no entorno de Belém, correspondendo a sua região metropolitana com 2,4 milhões de habitantes (IBGE, estimativa de 2015) e uma área urbana de 407 Km². Os 10 municípios com as maiores áreas urbanas possuem 45,2% do total do Pará (Tabela 1) e os 134 municípios detêm 54,8%.


Tabela 1. As 10 maiores áreas urbanas do Estado do Pará (2015)
Fonte: Embrapa (2017)

Mediante os arquivos geoespaciais elaborados pela Embrapa (2017), nós realizamos o zoom em algumas regiões do Pará para enfatizar as áreas urbanas. O segundo mapa abaixo enfatiza as áreas urbanas no entorno da capital, em que é evidente a maior aglomeração das mesmas, destacando-se por exemplo as cidades de Barcarena, Abaetetuba, Salvaterra, Soure, Capanema, Bragança, Salinópolis, Cametá e Paragominas (Mapa 2)


Mapa 02. Áreas urbanas no entorno de Belém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)


No terceiro mapa, foram destacadas as principais cidades ao longo do Rio Amazonas e parte do Rio Tapajós. A ênfase do mapa abaixo centrou-se no entorno da cidade de Santarém (Mesorregião do Baixo Amazonas), onde podemos visualizar as cidades de Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Juruti e outras.



Mapa 03. Áreas urbanas no entorno de Santarém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

No quarto mapa, foram destacadas as áreas urbanas no entorno das cidades de Marabá, Parauapebas e Redenção, no Sudeste Paraense. Entre as cidades dessa região, merecem destaque as cidades de Canaã dos Carajás, São Domingos do Araguaia, Xinguara e Conceição do Araguaia (Mapa 3), a última já no limite com o Estado do Tocantins.



Mapa 04. Áreas urbanas no entorno de Marabá, Parauapebas e Redenção (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)



3. CONCLUSÕES

A área urbana do Estado do Pará ocupa menos de 1% do seu território e as principais aglomerações estão no entorno de Belém, enquanto as demais estão dispersas no território. O trabalho realizado pela Embrapa de Campinas/SP mostra a relevância do mapeamento das áreas urbanas do país inteiro, onde é possível ter acesso aos arquivos vetoriais e dados estatísticas sobre as mesmas.


4. REFERÊNCIAS


FARIAS, A. R.; MINGOT, R.; SPADOTTO, C. A.; LOVISI FILHO, E. Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil. Campinas: Embrapa Gestão Territorial, 2017. 5 p. (Embrapa Gestão Territorial. Comunicado Técnico, 05). Acesso em 27/06/2017. Disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/24117999/estudo-da-embrapa-gestao-territorial-mapeia-areas-urbanas-no-brasil


IBGE. Base de Informações do Censo Demográfico 2010: resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro: MPOG, 2011.


sábado, 10 de dezembro de 2016

Mapa Grande dos bairros de Belém/PA






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Mapa Grande dos bairros de Belém/PA


Está disponível para impressão um mapa de Belém com todos os bairros da cidade (71), incluindo aqueles do distrito de Icoaraci, de Outeiro e de Mosqueiro, assim como todas as ilhas. A dimensão do mapa é 120x100 cm e todos os bairros estão identificados pelo nome.










Esse produto pode ser reajustado em outro tamanho e ter mais informações acrescentadas. Trata-se de um mapa simples com o intuito de visualizar os bairros.




quarta-feira, 13 de julho de 2016

Arborização Viária de Belém - Mapeamento via Google Earth Pro



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Arborização Viária 

A arborização viária é uma importante ferramenta para o planejamento urbano por prover benefícios sociais, econômicos e ambientais que proporcionam uma melhor qualidade de vida, sendo imprescindível estar inserida em programas de gestão urbana (SANTOS, T, et. al. 2012), principalmente em cidades tropicais e equatoriais, onde a temperatura é bastante elevada. 

A implantação e manutenção de corredores urbanos verdes é necessária na atual conjuntura das cidades, uma vez que a intensificação do processo de urbanização tem contribuído para: o aumento da sensação térmica através do aquecimento dos gases emitidos pelos carburadores de veículos cada vez mais presentes nas ruas; a frequente pavimentação asfáltica sem o devido planejamento arbóreo; construção de edifícios comerciais e residenciais com alto poder de retenção de calor, entre outras ações que aumentam o calor.

É recomendável que a arborização esteja presente em grandes e movimentados corredores de pedestres e veículos (Figura 1), justamente para aliviar a a sensação de calor para um maior número de pessoas. As fotos abaixo ilustram os conhecidos corredores urbanos verdes ou "Urban Green Ways" em Belém/PA. 


Figura 1. Túnel de Mangueiras na Av. Presidente Vargas em Belém/PA (Brasil)
Fonte: Street View (Google Earth Pro)

Figura 2. Túnel de Mangueiras na Av. Generalíssimo Deodoro em Belém/PA (Brasil)
Fonte: Street View (Google Earth Pro)


A sociedade percebe imediatamente a importância das árvores nas vias, principalmente quando as pessoas estão fazendo o seu percurso a pé, diretamente expostas a radiação solar. Nesse contexto, a arborização é vital para o equilíbrio térmico das cidades, reduzindo significativamente a sensação de calor pela interceptação de até 98% da radiação solar (HEISLER, 1974 apud GREY e DENEKE, 1978). 

A arborização urbana tem inúmeros benefícios sociais, ambientais e econômicos (Figura 2), por isso sempre deve estar presente na pauta das políticas públicas das prefeituras.


Figura 2. Benefícios das árvores
Fonte: Adaptado de www.blogolista.com


No Brasil, assim como em grande parte dos países do mundo, o percentual de domicílios com arborização é bastante desigual. Entre as cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes; Goiânia (GO), Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) lideram a lista com mais de 83% dos seus domicílios com arborização no seu entorno, enquanto que Brasília (DF), São Luiz (MA), Manaus (AM) e Belém (PA) possuem as menores taxas, abaixo de 32,7%, apesar das duas últimas estarem localizadas na Amazônia, o que demostra o descaso e o fraco planejamento urbano sem levar em consideração à arborização.


Figura 3. Percentual da Arborização entre as maiores cidades do Brasil
Fonte: IBGE (2010); Gráfico salvadorhistoriacidadebaixa.blogspot.com



2. Mapeamento dos Corredores Verdes Urbanos no Google Earth Pro em Belém/PA

Os Corredores Verdes Urbanos (Urban Green Ways) são áreas urbanas que dispõem de árvores em formato linear (Figura 4) exercendo funções ecológicas (interligação com outras áreas verdes como praças e parques), estéticas (deixando o ambiente mais agradável) e culturais (tornando o ambiente propício para atividades recreativas), melhorando significativamente a qualidade de vida do cidadão, uma vez que diminui a incidência das ilhas de calor, amenina as inundações e problemas respiratórios, por exemplo.


Figura 4. Corredores Verdes em imagens de satélite de Belém/PA
Fonte: Google Earth Pro (16/07/2015)



O mapeamento dos Corredores Verdes na cidade de Belém contemplou a análise de imagens aéreas de 25 bairros da cidade através do software Google Earth Pro, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html pela disponibilidade de imagens de satélite recentes (16/07/2015) com boa resolução espacial. 

O mapeamento dos corredores verdes de Belém (Mapa 1) ficou restrito apenas para as vias com alto grau de sombreamento oferecido pelas árvores, como as imagens acima mostraram. O total da quilometragem de Corredores Verdes foi de 39,10 Km, em que destacaram-se a Av. Marquês de Herval (2,67 Km), Av. Nazaré/Av. Gov. Magalhães Barata (2,58 Km) e a Av. 25 de Setembro (2,40 Km), como mostra o mapa abaixo:



Mapa 01. Corredores Verdes/Arborizados de Belém/PA
Fonte: Autoria Própria (2016)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


Analisando a distribuição dos "Green Ways" no mapa, os bairros de Nazaré, Batista Campos e Umarizal concentram grande parte das vias arborizadas, em decorrência da presença de Mangueiras plantadas no período da Belle Epoque (Século XVIII), principalmente nas proximidades de praças e parques do centro da cidade. 

É visível que muitos bairros não possuem corredores arborizados ou possuem minúsculos trechos arborizados, essencialmente aqueles que tiveram uma ocupação espontânea acelerada como o bairro do Guamá, Jurunas, Condor, Terra Firme, Fátima, Sacramenta, entre outros. 

Algumas imagens dos bairros oriundas do Google Earth Pro estão expostas abaixo para mostrar a extensão desses corredores verdes, normalmente presentes em áreas valorizadas, cercadas de prédios de classe média e alta no centro de Belém.


Figura 5. Green Ways do bairro de Nazaré (Esquerdo) e de Batista Campos (Direito)
Fonte: Google Earth Pro (2016)


Figura 6. Green Ways do bairro do Umarizal
Fonte: Google Earth Pro (2016)

É necessário a implantação de vias arborizadas, notadamente em áreas com alta densidade demográfica (Guamá, Terra Firme, Marco, Jurunas, Batista Campos, Castanheira, Telégrafo, Sacramenta, Campina, etc) e circulação de pessoas (Próximo das principais avenidas, comércio, praças, etc). 

Os corredores verdes devem ser implantados nas elipses azuis, enquanto nas elipses vermelhas, deve haver uma ligação entre os corredores verdes já existentes, como podemos visualizar no mapa abaixo:


Mapa 02. Projeto de Corredores Verdes de Belém/PA
Fonte: Autoria Própria (2016)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


3. CONCLUSÃO

A arborização nos centros urbanos é uma prática indispensável na contemporaneidade, pois possui impacto direto no bem-estar da população e melhora a sensação térmica nas cidades, principalmente naquelas que possuem um ritmo de crescimento acelerado (Verticalização e Expansão Horizontal), em que o software Google Earth pode ser uma poderosa ferramenta para mapear vias arborizadas, devido a sua disponibilização de imagens aéreas recentes e de excelente qualidade. No caso particular da cidade de Belém (Pará - Amazônia) que é uma metrópole com mais de 1.400.000 habitantes de clima equatorial (Quente e úmido), percebe-se uma carência de corredores urbanos arborizados, principalmente na periferia, mas também em áreas consideráveis do centro da cidade. A arborização é concentrada nos bairros mais valorizados da cidade (Nazaré, Batista Campos e Umarizal), devido a implantação e conservação de mangueiras desde a Era Lemos (Século XIX). É recomendável ampliar as vias arborizadas em Belém, principalmente na periferia da cidade, visando aumentar a capacidade de retenção de calor pelas árvores e assim, melhorar o conforto térmico da população.


4. REFERÊNCIAS


GREY, G.M. & DENEKE, F.J. Urban Forestry. New York: John Wizey, 1978. 279p. 

HEISLER, G.M. Trees and human confort in urban areas. J.For., v. 72, n. 8, p. 462-469. 1974


MILLER, R.W. Urban forestry: planning and managing urban greenspaces. 2 ed. New Jersey, Prentice Hall, 1997. 502p.

SANTIAGO, A. de C. Arborização de cidades. Campinas: Secretaria da Agricultura, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, 1970. 49 p. (Boletim Técnico SCR, 64). 

PIVETTA, K; FILHO, D. Arborização Urbana. Boletim Acadêmico. Série Arborização Urbana. Jaboticabal, 2002.

5. SERVIÇOS DE GEOPROCESSAMENTO E CARTOGRAFIA