sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Transporte Hidroviário e Mobilidade Urbana em Belém




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Transporte Hidroviário e Mobilidade Urbana em Belém/PA

A mobilidade urbana está entre as principais pautas dos governos municipais do Brasil, pois toda a sociedade sente o reflexo negativo da ineficiência do planejamento urbano pelas prefeituras, principalmente nas grandes cidades, onde é mais evidente os conflitos gerados pelas políticas voltadas para área de transporte. A melhoria da renda da população de classe média e alta, os incentivos promovidos pelo Governo Federal, a baixa qualidade do transporte público, a carência de políticas que priorizem o transporte coletivo e o planejamento inadequado para o fluxo de pessoas nas cidades contribuíram para um ritmo crescente do número de veículos e congestionamentos.

Em Belém, as políticas de transporte coletivo, por meio terrestre e principalmente a fluvial, foram muito escassas durante décadas, o que gerou grandes prejuízos a população, tais como o agravamento da segregação socioespacial, a rotina de grandes congestionamentos, a deterioração da qualidade de vida da população que reside nas periferias, entre outros motivos. 


Belém, diferentemente de outras grandes capitais brasileiras, é bastante privilegiada pela sua localização geográfica, rodeada de rios e baías, porém pouco utilizada com fins de mobilidade urbana (Figura 1), sendo um verdadeiro descaso, pois não houve interesse por parte do poder público em ampliar as possibilidades de circulação dos habitantes pelos rios.  


Figura 01. Município de Belém/PA

Fonte: Google Earth Pro (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão

Na imagem de satélite acima, é possível ver que a cidade é banhada pelo Rio Guamá ao sul, pela Baía de Guajará a oeste e Baía de Santo Antônio ao norte, com saída para o Oceano Atlântico, em um total de 76 km de área litorânea. Isso quer dizer que é possível sair do sul da cidade, do bairro do Curió-Utinga ou da UFPA e ir para o norte, no bairro da Baía do Sol em Mosqueiro. Grandes cidades como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo buscam medidas alternativas para transportar passageiros na sua área urbana, principalmente de maneira subterrânea (metrôs), haja vista não possuírem grandes rios ou baías navegáveis como Belém (Figura 2, 3 e 4):

Figura 2. Município de Belo Horizonte/MG
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão 


Figura 3. Brasília/DF
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Figura 4. Município de São Paulo/SP
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão

Na Região Metropolitana de Belém, mais de 2 milhões de pessoas sentem diariamente as consequências da ineficiência das políticas de transporte coletivo, seja através dos congestionamentos ou da baixa qualidade do serviço prestado (Figura 5 e 6). A sensação de stress e ansiedade são as mais comuns nas pessoas que ficam muito tempo "presas" em congestionamentos na cidade. Se elas estiverem usando o transporte público, acrescente a fadiga muscular, o calor e o desconforto dentro dos ônibus.



Figura 5. Congestionamento próximo a entrada de Belém
Fonte: galerias.orm.com.br

Figura 6. Congestionamento na BR-316

Em Belém, o transporte fluvial ocorre espontaneamente com pouca participação do poder público, sendo operado principalmente pela iniciativa privada, ainda de maneira isolada do sistema de transporte urbano e tem pouco alcance. Os rios ao redor da capital paraense devem ser obrigatoriamente usados como vias de transporte, interligando pontos com concentração de empregos, áreas críticas de congestionamento a zonas com forte densidade demográfica (essencialmente as periferias urbanas). Áreas com alta demanda de transporte coletivo terrestre devem ser levadas em consideração também na implantação do sistema urbano fluvial.

Na cidade, lugares como a UFPA, o bairro do Guamá, a ilha do Combu, o Portal da Amazônia, a área adjacente ao Mercado do Ver-o-peso, o Complexo Ver-o-rio, o bairro do Telégrafo, o bairro do Tapanã, o bairro do Paracuri, o bairro do Cruzeiro, a ilha de Cotijuba, a ilha de Outeiro, o bairro da Vila (Mosqueiro) e o bairro da Farol (Mosqueiro) são excelentes pontos para terminais hidroviários de médio porte, sem luxo, mas que realmente podem complementar o sistema de transporte urbano caótico da cidade.  A sensibilização para o uso do transporte coletivo fluvial (Figura 6), medidas compensatórias para quem prioriza o transporte, preços atrativos e menores do que os das linhas de ônibus e o grande alcance dos barcos são pontos importantes para o sucesso da iniciativa.


Figura 6. Exemplo de barco que poderia ser implantado em Belém com finalidade de mobilidade urbana
Fonte: EmMovimentoSE


2. CONCLUSÃO

A rotina de congestionamento, a emissão de gases poluentes, o desconforto dos passageiros no transporte coletivo por ônibus, a precariedade do sistema de transporte público e a falta de opções de deslocamento na área urbana de Belém são mais do que motivos para se implantar o mais rapidamente possível, o transporte coletivo fluvial, pois grande parte da população da cidade está sendo prejudicada pelo sistema atual de transporte viário, fadado ao fracasso, sendo que há um enorme potencial natural para o transporte através de barcos. A busca por uma cidade mais sustentável, democrática e acessível, deve ser alcançada com a implantação de um transporte coletivo fluvial que deve beneficiar diretamente quase 1.000.000 de pessoas, principalmente as camadas menos favorecidas, mas que também surtirá efeito em todas as classes sociais da Região Metropolitana de Belém, já que o trânsito caótico está entre as grandes reclamações da sociedade. O uso das águas para mobilidade urbana seria um dos maiores presentes que a população de Belém e das cidades metropolitanas iriam ganhar, pois todos seriam beneficiados de maneira direta ou indireta.


3. REFLEXÃO

E você cidadão? O que você pensa a respeito? Está satisfeito com o deslocamento na sua cidade? Você trocaria o uso do automóvel ou moto por um barco confortável? Você não gostaria de contribuir para uma cidade mais sustentável? menos poluente? menos congestionada? mais organizada? Gostaria de contribuir para um mundo melhor? Ter outras formas de se deslocar na cidade? Ter mais tempo para o seu lazer? Mais tempo para fazer outras atividades? Verdadeiramente lutar para um meio ambiente mais equilibrado? Ou você apenas pensa em fazer, mas na prática, tem preguiça ou apenas sabe falar? Conte para nós o que pensa sobre o uso de barcos no deslocamento da sua cidade. Queremos ouvir a sua voz!


4. REFERÊNCIAS

Software Google Earth Pro (GOOGLE). Disponível em <https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html>


5. SERVIÇOS DE CARTOGRAFIA E GEOPROCESSAMENTO 








sábado, 15 de outubro de 2016

Cartografia dos Homicídios por Arma de Fogo no Brasil





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Homicídios por Arma de Fogo no Brasil


As crescentes taxas de homicídios através de armas de fogo no Brasil colocam a população exposta a constantes riscos à saúde, o que torna esse tema um dos prioritários na adoção de políticas públicas.  As lesões por Projétil de Arma de Fogo são as principais causas do aumento nas mortes por homicídio no Brasil (TRINDADE, et. al, 2015). Em 1980, o número de homicídio no Brasil foi de 6.104, passando para 16.588 em 1990, 30.865 em 2000 e em seguida, para 40.369 no ano de 2013, conforme podemos visualizar na figura 1 abaixo:


Figura 1. Quantidade de Homicídios por Arma de Fogo no Brasil

Fonte: WAISELFISZ, J. J. MAPA DA VIOLÊNCIA (2016) 

Podemos perceber que o número de homicídios tiveram um ritmo crescente nas últimas três décadas, variando 30,6% entre 2010 e 2013. Segundo ALMEIDA, M (2010), fatores como a ineficiência das instituições públicas, a corrupção, o roubo, os privilégios de uma minoria, a impunidade dos poderosos, os impostos abusivos e o mau uso do dinheiro público geram revolta e intensificam a agressividade da população. Algumas vezes, o comportamento agressivo, a sensação de impunidade, a dependência química, a busca pela vingança, o egoísmo exacerbado, a inveja alheia e a promiscuidade podem levar alguém a cometer um crime com uma arma de fogo e frequentemente tirar a vida de um ser humano. 

Em um levantamento realizado pela OMS com 90 países do mundo, o Brasil ocupava a 10ª colocação entre os países com maior taxa de homicídios do mundo e o 3ª da América do Sul (Figura 2). Nessa lista, muitos países africanos e outros em guerra foram desconsiderados pela dificuldade de obter os dados. 


Figura 2. Os 10 países com as maiores taxas de homicídios (100 mil hab) de uma lista de 90 países.
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte: OMS (2009 a 2012). Mapa da Violência 2016


A gravidade das mortes por arma de fogo no Brasil é mais alarmante quando comparada a outras taxas de países desenvolvidos ou da mesma grandeza (Figura 3). Infelizmente, o nosso país apresentou uma taxa 5,5 vezes maior do que dos Estados Unidos, 8 vezes da Argentina, 51 vezes do Canadá e 103 vezes da Áustria, o que revela a necessidade de efetivar políticas públicas mais eficazes e reduzir as desigualdades socioeconômicas gradativamente. O comparativo mostra o quão distante nós estamos da sensação de um país mais pacífico e o tamanho do desafio em atenuar a violência.


Figura 3. Taxa de Homicídio (100 mil/hab) por Arma de Fogo de países selecionados
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte: OMS (2009 a 2012). Mapa da Violência 2016

No Brasil, muitos têm a sensação de insegurança nas ruas, porém, como em qualquer lugar do mundo, existem lugares onde a violência se faz mais presente e nesse caso, estamos nos referindo especificamente aos homicídios por armas de fogo. 

Entre as unidades federativas do Brasil, no ano de 2012, o Estado de Alagoas possuía o maior índice do país com 55,0 mortes/100.000 habitantes, seguido pelo Espírito Santo (38,3), Ceará (36,7), Bahia (36,3) e Paraíba (33,0). Os estados com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo no país estavam concentrados na Região Nordeste do Brasil (5 dos 10) e de maneira dispersa pelo restante do território. Em relação aqueles que possuíam as menores taxas, sendo os mais pacíficos na realidade brasileira, estavam: Tocantins (13,4), Acre (12,0), Piauí (11,2), São Paulo (10,1), Santa Catarina (8,6) e Roraima (7,5), predominando na Região Norte (3 dos 6 estados), como podemos visualizar no mapa abaixo:


Mapa 01. Taxa de Óbitos por Armas de Fogo no Brasil (2012)
Fonte dos dados: WEISELF (2015, Mapa da Violência (2015)
Elaboração: Luiz Henrique Almeida Gusmão
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


Quando avaliamos a variação das taxas de óbito por arma de fogo nos últimos anos (2002-2012), percebemos que o Estado do Amazonas, Maranhão e do Ceará tiveram os maiores crescimentos, acima de 228,4%, ou seja, o número de mortes por arma de fogo nesses estados mais que duplicou. Em seguida, 5 estados do Nordeste (Piauí, Bahia, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte) e 1 do Norte (Pará) tiveram um crescimento entre 104,9% e 171,2%,. É visível que os homicídios por arma de fogo cresceram principalmente nos estados da Região Nordeste, com exceção de Pernambuco, assim como em parte da Região Norte, conforme o mapa 02 abaixo:




Mapa 02. Variação % das taxas de óbitos por armas de fogo nos estados brasileiros (2002-2012)
Fonte dos dados: WEISELF (2015, Mapa da Violência (2015)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


Ainda conforme o mapa, alguns estados tiveram uma redução na taxa de homicídios por arma de fogo, destacando-se o Estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Roraima, com valores entre -62,2% e -54,6%. A redução de mortes foi mais significativa na Região Sudeste, em parte da Região Norte e da Região Centro-Oeste.


2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A quantidade de homicídios e as taxas de óbito para 100 mil habitantes por arma de fogo no Brasil é elevada, principalmente quando comparamos com países da mesma grandeza ou países desenvolvidos, sendo reflexo da ineficiência das políticas públicas no combate a criminalidade. No Brasil, os estados com as maiores taxas de óbito por arma de fogo estavam concentrados na Região Nordeste, com destaque para Alagoas, Bahia e Ceará. 

O crescimento de óbitos por arma de fogo também foi mais forte na Região Nordeste, com destaque para o Maranhão e o Ceará, conjuntamente com o Estado do Amazonas na Região Norte. Por outro lado, das 27 unidades da federação, somente 9 estados (1/3) tiveram uma redução no número de homicídios por arma de fogo no intervalo, mostrando que ainda é preciso muito trabalho para reduzir a violência em grande parte dos estados. 

É necessário reduzir esse tipo de violência em todo o país através da atuação mais efetiva das esferas públicas; da maior cooperação e organização da sociedade civil na cobrança de medidas mais eficazes de segurança; criar novas propostas na prevenção de crimes por arma de fogo; adotar penas mais severas aos que cometem esse tipo de crime e repensar novar políticas públicas de maior impacto na área da educação, segurança pública, saúde e outros setores essenciais a população.




3. REFLEXÃO

Você acha a sua cidade segura? Anda com medo de andar nas ruas? Qual a sua opinião a respeito da onda de homicídios no Brasil e no seu estado? Será culpa do governo? Será a nossa própria culpa? Será a culpa da mídia? O que podemos fazer? O que nós deixamos de fazer? Sim, nós temos culpa também. O que fazer para reduzir o número de homicídios na nossa cidade? Até onde você está disposto para mudar essa realidade?




4. REFERÊNCIAS

A violência na sociedade contemporânea [recurso eletrônico] /organizadora Maria da Graça Blaya Almeida. – Dados eletrônicos. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2010. 161 f. Disponível em http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/violencia.pdf.

WAISELFISZ JJ. Mapa da Violência 2015: Mortes Matadas por Arma de Fogo. Brasília 2015. 112 p. [acesso 02 out 2016].| Disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/mapaViolencia2015.pdf

TRINDADE, R; COSTA, F; SILVA, P; CAMMINTI, G; SANTOS, C. Mapa dos Homicídios por arma de fogo: perfil das vítimas e das agressões, 2015. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v49n5/pt_0080-6234-reeusp-49-05-0748.pdf. Acesso em 08/09/2016.


5. SERVIÇOS DE GEOPROCESSAMENTO E CARTOGRAFIA







quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mapas das Cidades do Pará (Serviço de Cartografia/Geoprocessamento)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas Personalizados das Cidades do Pará (SERVIÇO)


Olá caros colegas que visitam o blog. Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês mais um tipo de serviço na área de Cartografia e Geoprocessamento. Trata-se na verdade, de Mapas Personalizados das cidades do Estado do Pará, qualquer uma das 144 cidades. Para outras cidades que não sejam do Pará, entrar em contato para verificar a viabilidade.

Listo abaixo, algumas das cidades que você pode solicitar mapas com finalidade Acadêmica (Artigo científico, TCC, Dissertação e Tese), Empresarial (Mapas para planejamento estratégico, visualização da área de vendas, entre outros) e outros objetivos. Lembro que é necessário no mínimo 2 dias para a confecção do mapa, já que normalmente presto esses serviços pela parte da noite. Vejamos algumas das cidades:


1. Ananindeua




2. Marituba



3. Castanhal



4. Marabá



5. Barcarena



6. Vigia


7. Benevides


8. Paragominas


9. Santarém



10. Bragança





Ligue e saiba quais são as possibilidades de mapeamento:

1. Meio Ambiente
2. Saúde Pública
3. Mineração
4. Uso e Cobertura da Terra
5. Transporte, Urbano
6. Saneamento Básico
7. Demografia



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Mapas Mega detalhados dos bairros de Belém





Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas Mega detalhados dos bairros de Belém/PA


Você pode solicitar mapa mega detalhados dos bairros de Belém/PA. São 71 possibilidades, que correspondem a quantidade de bairros da cidade. 

Nesse tipo de mapa é possível visualizar os limites dos bairros, ruas, avenidas, travessas, passagens e até estabelecimentos comerciais. O produto pode ser ajustado em qualquer tamanho. Outros dados também podem ser vistos como:


a) Passagens ou Vielas
b) Praças
c) Pontos Turísticos
d) Grandes Lojas


Abaixo estão alguns exemplos de mapas que já podem ser confeccionados. Todos os mapas são APENAS AMOSTRAS DE TRABALHO, não estando completos para evitar plágio.

Mapa Viário do bairro da Cremação - Belém/PA
*AMOSTRA DE TRABALHO - TRABALHO PARCIAL
 Consultar o valor


Mapa Viário do bairro do Umarizal - Belém/PA
*AMOSTRA DE TRABALHO - TRABALHO PARCIAL
Consultar o valor


Mapa Viário do bairro da Terra Firme - Belém/PA
*AMOSTRA DE TRABALHO - TRABALHO PARCIAL
Consultar o valor


Mapa Viário do bairro do Guamá - Belém/PA
*AMOSTRA DE TRABALHO - TRABALHO PARCIAL
Consultar o valor


Outra possibilidade é a Encomenda de mapas por bairros de quatro cidades do Pará: Belém, Ananindeua, Marituba e Benevides; com ou sem ruas.





domingo, 21 de agosto de 2016

Onde e quantos trabalhadores escravos foram libertos no Brasil entre 1995 e 2015?





Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Escravidão no Brasil no século XXI

Oficialmente, a abolição da escravatura no Brasil ocorreu em 13 de maio de 1888, mas em pleno século XXI ainda é recorrente diversas operações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Polícia Federal no combate ao trabalho análogo a escravidão em fazendas, carvoarias, indústrias têxteis, companhias siderúrgicas, mineradoras, madeireiras, empresas de café, celulose, estanho e outras (THERY, 2009). Conforme o aparato legal brasileiro, definida na Lei n°10.803 de 2003, a conceituação do trabalho escravo é:

"Reduzir alguém a condição análoga à de um escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção por razão de dívida contraída com o empregado ou preposto"

Segundo dados do Ministério do Trabalho, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre 1995 a 2015, cerca de 49.816 pessoas foram libertadas da condição análoga a de um escravo no país por meio de operações principalmente em propriedades remotas no interior do país (Figura 1 e 2): 

Figura 1. Operação da Polícia Federal no combate ao trabalho análogo a escravidão no Estado do Maranhão

Figura 2. Resgate de uma trabalhadora em condição análoga a escravidão em Goiás por agentes da Polícia Federal


A condição de vida dessas pessoas é desumana, pois constantemente sofrem ameaças como forma de opressão pelos "empregadores" que buscam extrair o máximo de lucro das mercadorias vendidas através da exploração humana. 

Muitas dessas pessoas trabalham mais de 12 horas por dia; não possuem água potável para consumir; manuseiam equipamentos elétricos sem treinamento técnico (serras elétricas e outros objetos); possuem dívidas impagáveis feitas quando são transportadas para os locais de trabalho e principalmente quando adquirem alimentos necessários a sua sobrevivência na propriedade (THERY, 2009), entre outras circunstâncias que violam os direitos humanos.

Conforme a entidade internacional Anti-Escravidão (Anti-Slavery), o trabalho escravo na contemporaneidade é caracterizado quando a pessoa é: 

1. Forçada a trabalhar por meio de opressão física e/ou psicológica 
2. Desumanizada, tratada como mercadoria a ser comprada ou vendida 
3. Fisicamente coagida ou submetida a restrições do seu direito de ir e vir
4. Controlada por um "empregador" através de abuso psicológico, tortura ou endividamento impagável.

O cerceamento da liberdade é um dos principais fatores que caracterizam a existência do trabalho escravo, conjuntamente com situações de ameaças pelos "proprietários". 

No Brasil, a libertação dessas pessoas está ocorrendo aos poucos, sendo notável uma concentração em 7 unidades da federação: Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Bahia, Tocantins e Rio de Janeiro, com 40.737 libertações (81,8%) do total do país (THERY, 2009), conforme o mapa abaixo:


Mapa 1. Quantidade de Libertações de Trabalhadores Escravos no Brasil (1995-2015)
Fonte dos dados: Ministério do Trabalho (1995-2015); Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*O mapa é uma amostra de trabalho. Entre em contato e verifique o valor deste mapa


Conforme o mapa, as maiores libertações de trabalhadores em situação análoga a escravidão ocorreram na parte central do Brasil, no sentido Rio de Janeiro-Pará e Mato Grosso do Sul-Bahia, com destaque para o Estado do Pará (12.799), Mato Grosso (5.997) e Minas Gerais (4.543). 


Essas pessoas são libertas principalmente em fazendas e carvoarias, áreas longínquas dos centros urbanos, e logo em seguida, o proprietário é obrigado a pagar todos os direitos trabalhistas e deve responder pelos crimes cometidos. 

Segundo THERY, H. et. al (2009), cerca de 19 microrregiões brasileiras foram responsáveis pelas maiores libertações de pessoas em situação de escravidão em 2009, destacando-se aquelas situadas no Pará (Paragominas, Marabá, Parauapebas, Redenção, São Félix do Xingu, Altamira e Conceição do Araguaia), no Mato Grosso (Norte AraguaiaParecis, Tesouro, Alta Floresta, Primavera do Leste e Jauru) e em Goiás (Vale do Rio dos Bois e Anicuns). Destacaram-se também: Colorado do Oeste (RO), Barreiras (BA), Bico do Papagaio (TO) e Chapada dos Mangabeiras (MA), como pode ser visualizado no mapa abaixo:


Mapa 2. Brasil - Microrregiões com as maiores libertações de escravos em 2009
Fonte dos dados: THERY, H (2009). 
*O mapa é uma amostra de trabalho. Entre em contato e verifique o valor deste mapa



Figura 3. Quantidade de Trabalhadores Libertos por Unidade da Federação entre 1995-2015 no Brasil
Fonte: Ministério do Trabalho; Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão



Em 20 anos, cerca de 1/4 das libertações no Brasil ocorreram no Pará (25,7% do total), que continua sendo o foco das fiscalizações, seguido por Mato Grosso (12%), Minas Gerais (9,1%), Goiás (7,8%) e Maranhão (6,5%).


É importante ressaltar a baixa quantidade de trabalhadores libertos na Região Nordeste, no oeste da Amazônia e na Região Sul, confirmando que nessas partes do território brasileiro, ou o emprego da mão-de-obra análoga a escravidão é incompatível com as atividades produtivas, ou a fiscalização e as denúncias contra o trabalho escravo não têm sido suficientes.


2. CONCLUSÕES

A escravidão ainda é uma realidade no Brasil, apesar da sua abolição ter acontecido há 128 anos. Algumas propriedades situadas no interior do país, distantes dos centros urbanos, usam a mão-de-obra análoga a escravidão em atividades produtivas como a produção de carvão vegetal e de carne bovina, principalmente no Sudeste do Pará, Oeste da Bahia, Leste e Norte do Mato Grosso, Centro de Goiás e parte de Minas Gerais. 

É necessário que as fiscalizações sejam intensificadas nos estados que já registraram muitas denúncias de trabalho escravo. O Estado deve agir para prevenir situações como esta, através de medidas eficazes na educação, saúde e na qualificação profissional, pois muitas vezes, os trabalhadores libertos não possuíam nenhuma perspectiva de trabalho na sua terra natal, ou tinham baixa instrução, alguns sendo até analfabetos. 

As regiões com os mais baixos índices de desenvolvimento humano - IDH devem ser os prioritários em medidas do governo que evitem o aliciamento de trabalhadores em direção aos "cantos de obra" deploráveis e desumanos.



3. REFERÊNCIAS

Anti Slavery. Disponível em http://www.antislavery.org/english

MARTINS, J. de S. A escravidão nos dias de hoje e as ciladas da interpretação. In: VVAA (org). Trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Goiânia/São Paulo.

THERY, H. et. al. Atlas do Trabalho Escravo no Brasil/Herve Thery. Neli Aparecida de Mello, Julio Hato, Eduardo Paulon Girardi. São Paulo: Amigos da Terra, 2008, 2009. 80p. 56 cartogramas, sete tabelas e dois gráficos. In: Disponível em Atlas do Trabalho Escravo






quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Freelancer em Cartografia e Geoprocessamento




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Olá, você precisa de mapas para sua pesquisa científica ou empresa? Nós somos especializados na confecção de mapas conforme a sua necessidade. Para qual finalidade e quais produtos podemos fazer?


# Mapas Acadêmicos

1. Artigo Científico
2. TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)
3. Dissertação (Mestrado)
4. Tese (Doutorado)
5. Congressos, Simpósios e Eventos científicos


# Mapas Empresariais? 

1. Mapa dos clientes e fornecedores da empresa
2. Mapa base de bairros ou cidades
3. Mapa com dados da própria empresa


Abaixo estão alguns exemplos de mapas que já foram elaborados para diferentes públicos.


Mapa 01. Comunidade Cubatão no bairro do Cruzeiro em Belém/PA


Mapa 02. Maiores exportadores de madeira da Amazônia Legal - 2015


Mapa 03. Principais cidades da Argentina


Mapa 04. Ocorrências de acidentes de trânsito na BR-316 na área metropolitana de Belém em 2010


Mapa 05. Índice de desenvolvimento humano municipal da Região Metropolitana de Belém - 2010


Mapa 06. Localização de escolas particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA


Mapa 07. Principais Destinos das Exportações do Estado do Pará (2015)


Mapa 08. Índice de Desenvolvimento Humano - América do Sul (2014)


Mapa 09. Mapa de Localização da Praia do Farol, Chapéu Virado e Paraíso em Belém/PA


Mapa 10. Percentual na produção de fumo nos estados brasileiros (2015)


Mapa 11. Modelo Digital de Elevação da Bacia Hidrográfica do Cabaçal - Mato Grosso


Mapa 12. Os municípios com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo no Estado do Pará - 2014


Dúvidas em relação aos mapas? Como posso ajudar você com o meu trabalho? Para mais detalhes, basta entrar em contato (91) 98306-5306.