sexta-feira, 2 de julho de 2021

Produção de Açaí no Brasil [Anamorfose]

 



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Msc. Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
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Email: luizgusmao.geo@gmail.com


#Produção de Açaí no Brasil [Anamorfose]


O açaí é uma das frutas brasileiras mais apreciadas e consumidas na atualidade. As atividades produtivas dessa fruta se iniciaram nas proximidades dos rios amazônicos (ROGEZ, 2000). Nessas regiões existem grandes populações de Euterpe Oleracea Mat, conhecida como a palmeira do açaí, que reúnem condições geográficas favoráveis (SILVA, 2007). 

No ano de 2018 a produção brasileira de açaí alcançou 280,3 mil toneladas (IBGE, 2017). A área colhida de açaí ocorreu em mais de 168 mil hectares e o número de estabelecimentos produtores era igual a 47.855 (IBGE, 2017). 

Ao analisar a produção no território nacional com os dados do Censo IBGE Agro de 2017, se percebe a concentração da produção do fruto no Estado do Pará com 241,8 mil toneladas ou 86,2% do total nacional. A Figura 1 abaixo evidencia através de uma anamorfose (técnica cartográfica de distorção da área com uso do dado quantitativo) a forte produção paraense em detrimento dos demais estados brasileiros.


Figura 1. Brasil - Produção de açaí em toneladas, 2017.

*Proibido o uso e a reprodução parcial ou total. Entrar em contato para esse produto

A partir da anamorfose é possível ver também a produção do Amazonas (próximo a 8%) e do Amapá (3%), porém são respectivamente, 10x e 28x inferiores a do Pará. Ou seja, quase todo açaí consumido no Brasil tem origem paraense.

"O comércio do fruto vem obtendo resultado positivo em seu rendimento da exploração até a exportação" (SILVA, 2017, p. 10). De fato, o consumo do fruto é muito alto no Estado do Pará, porém a cultura da alimentação é maior em Belém, a capital, e nas suas redondezas. 

O valor do fruto aumentou significativamente ao longo das décadas, assim como o número de postos de venda na capital, no interior do Pará, bem como em locais mais distantes, como o Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, por exemplo. A exportação para países como Estados Unidos, Alemanha e outros também cresceu bastante. 

Há empresas especializadas em Belém voltadas a exportação do fruto. Uma ressalva, porém é importante, a forma de consumo é bastante diferente. No Pará, o consumo está associado com outros pratos da culinária, como peixe, charque e outras iguarias. Já nos outros lugares, normalmente é misturado com granola e outros cerais, bem como em forma de energético.

Caso você tenha gostado do mapa/anamorfose acima, entre em contato para adquirir esse ou outros produtos. É possível fazer um produto semelhante para qualquer dado de produção, área colhida, área plantada, produtividade ou valor de produção de qualquer fruto ou variável agrícola.


Referências

CENSO IBGE AGRO 2017. Açaí Fruto. Disponível em: https://censoagro2017.ibge.gov.br/templates/censo_agro/resultadosagro/agricultura.html?localidade=0&tema=76212

SILVA, D. A. P. da. Açaí: expansão comercial e cadeia produtiva. Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental e Manejo de Paisagem, Belém, 2017. . Disponível em: https://bdm.ufpa.br:8443/jspui/bitstream/prefix/1399/1/Monografia_A%C3%A7aiExpansaoComercial.pdf.

ROGEZ, H. Açaí: preparo, composição e melhoramento da conservação. Belém: EDUFPA, 2000.


quinta-feira, 3 de junho de 2021

Mapa Interativo do Brasil sobre Pandemia de Covid-19

 



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Msc. Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
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#Mapa Interativo do Brasil sobre a Pandemia de Covid-19

O Portal "GeoCovid by MapBiomas" é uma iniciativa do Grupo MapBiomas para monitorar a pandemia de Covid-19 no Brasil. 

Na Plataforma GeoCovid do MapBiomas você tem acesso aos dados sobre o número de casos, óbitos e vacinação para municípios, estados e regiões. As informações presentes na plataforma são do Brasil i.o que coleta de várias fontes, como secretarias municipais, estaduais e do próprio Ministério da Saúde.

Você consegue comparar e analisar os dados; verificar projeções e muito mais. É possível também ver essas informações conforme o período de tempo. A plataforma é incrível e excelente guia para monitorar a pandemia no país. Com o uso da plataforma você consegue inclusive escrever artigos científicos.


Figura 1. Interface do Portal Geocovid do Mapbiomas

Fonte: GeoCovid by MapBiomas


Então, conhecia a plataforma? O que você achou? Comente conosco.



terça-feira, 1 de junho de 2021

Mato Grosso: Três décadas de mudanças ambientais

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Mato Grosso: Três décadas de mudanças ambientais

O estado do Mato Grosso está localizado na Região Centro-Oeste do Brasil. Faz fronteira com os estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Pará, Amazonas e Rondônia, assim como a Bolívia (país vizinho). 

Nas últimas décadas, a pecuária e a agricultura cresceram exponecialmente no seu território, convertendo ecossistemas naturais (florestas e vegetações não-florestais) em plantações de soja e pastagens. Hoje, o Mato Grosso é um dos principais exportadores de soja e de carne bovina do país.

Conforme a Figura 1, no ano de 1985, as áreas agropecuárias eram mais evidentes na porção oeste e sul do Mato Grosso. Esses usos do solo cobriam 11% do território mato-grossense, ao passo que as vegetações nativas se estendiam por quase 88% do espaço (MapBiomas, 2021). 

Após 34 anos de intensas mudanças na cobertura da terra, no ano de 2019, a agropecuária já ocupava 35,7% do território (207% de crescimento), enquanto as vegetações nativas reduziram para 63% (MapBiomas, 2021). A expansão do uso do solo se deu sobretudo no noroeste, nordeste e sudeste do estado. Em outras regiões (central, sobretudo) também se intensificaram, especialmente ao redor das cidades, como a capital Cuiabá.


Figura 1. Mato Grosso - Uso e Cobertura da Terra (1985 e 2019)
Organizador: Luiz Henrique Gusmão / Crédito: MapBiomas 


No período, as terras destinadas à agropecuária cresceram quase 3 vezes. A Floresta e as Formações Naturais não Florestais reduziram cerca de 28% em 34 anos, cuja área passou de 79,2 milhões de hectares para 57,1 milhões de hectares (MapBiomas, 2021).

O grau de antropismo do Mato Grosso pode ser classificado como "baixo" com crescimento de 207% da agropecuária nas últimas décadas, caso seja adotado a seguinte escala: muito alto (>80% de áreas antropizadas); alto (entre 79% e 60%); moderado (entre 59% e 40%); baixo (entre 39% e 20%) e muito baixo (<20%).

É interessante destacar a baixa representativa das áreas urbanizadas em todo o estado. Em 1985, abrangiam menos de 0,10%. Já em 2019, se estendiam por apenas 0,21% do território (MapBiomas, 2021).

O trabalho acima também pode ser desenvolvido para qualquer estado ou município brasileiro. Para saber mais, entre em contato conosco e ajudaremos da melhor forma. Caso queira a figura acima sem as marcas d' água, entre em contato.


Fonte dos dados: MapBiomas.



sábado, 29 de maio de 2021

Mapa da população de Belém com uso de pictogramas

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão

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#Mapa da população de Belém com uso de pictogramas

Quando representamos dados quantitativos em mapas, normalmente usamos figuras geométricas para representá-los. São círculos, triângulos e quadrados. As vezes usam as cores para expressar essa informação, erroneamento é claro.

Eu sempre digo sobre a necessidade de representar os dados de outra forma. Óbvio que depende do objetivo e do seu público. No exemplo abaixo resolvi realizar uma figura para ilustrar a população dos municípios da Região Metropolitana em Belém de modo pictórico. 

Para chegar na Figura 1, iniciei exportando um kml dos municípios da Região Metropolitana para o Google Earth. Depois coloquei em perspectiva e exportei em uma boa qualidade. Em seguida, inseri no Power Point e coloquei os ícones de uma pessoa conforme o tamanho da população. Por último, levei até o Inkscape e exportei em PNG.

Cada boneco representa um valor de população. A disposição é conforme a população aproximada de cada município. O resultado da Figura 1 mostra uma boa visualização com excelente contraste entre os dados. O ícone nos remete rapidamente a ideia de quantidade de moradores em cada lugar. A ideia é conseguir visualizar o adensamento populacional através de ícones. Informações adicionais como o tamanho da população em cada município também é bem vinda. 


Figura 1. População dos municípios da Região Metropolitana de Belém em 2010, com uso de pictogramas
*Proibido o uso e a reprodução parcial ou total. Entrar em contato para esse produto

A Figura 2, por outro lado, é comum de ver, mas os círculos são elementos muito abstratos para destacar o tema "população". Figuras geométricas como círculos ou triângulos se mostram menos didáticos ao revelar a informação. No entanto, é a forma mais usual de representação de dados em publicações científicas. Por isso é relevante observar qual público o seu mapa será direcionado.


Figura 2. População dos municípios da Região Metropolitana de Belém em 2010, com uso de círculos
*Proibido o uso e a reprodução parcial ou total. Entrar em contato para esse produto

O uso de pictogramas é mais recomendável quando o ícone não gera duplo sentido e facilita a compreensão. Não é interessante acrescentar vários ícones porque ficará demasiadamente poluído. É preciso ter bom senso para usá-lo. É ideal usar quando a área, onde o elemento ficará, é grande, senão fica difícil de visualizar a informação. A principal dificuldade está na escolha de um ícone para ressaltar o tema no mapa.

Então, vocês sugerem outro uso para esse tipo de figura? Compartilhe conosco, já que é importante pesquisar e buscar destacar os dados de forma mais clara.


Fonte dos dados nas figuras: IBGE Censo Demográfico (2010)



quinta-feira, 27 de maio de 2021

Interesse dos brasileiros em assuntos ligados à pandemia - 2020

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Interesse dos brasileiros em assuntos ligados a pandemia - 2020

A pandemia de Covid-19 através do vírus Sars-Cov-2 mudou radicalmente a forma como as pessoas vivem. No Brasil, mais especificamente em março de 2020 no estado do Pará, passamos a usar máscara, álcool em gel, reduzir ou evitar saídas para rua, manter o distanciamento social, entre outras medidas de prevenção ao vírus. 

Uma das formas de avaliar o que se pesquisa na internet sobre determinado assunto é usar o Google Trends, ferramenta que monitora a frequência de buscas no Google. 

A partir desse dispositivo verificamos como os brasileiros buscaram por assuntos específicos ligados a pandemia no ano de 2020.

No Brasil, o interesse pelo tópico "Coronavirus" foi mais buscado na Região Sul, no estado de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia e Paraíba. Por outro lado, na maior parte da Região Norte, no estado do Maranhão e em Alagoas houve menor procura.



Figura 1. Brasil - Interesse dos brasileiros pelo tópico sobre Coronavírus em 2020



O interesse no tópico "Pandemia de Covid-19" foi mais buscada em vários estados de todas as regiões, com exceção do Sul. De forma contrária, a menor busca ocorreu em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Pará, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e no Acre.



Figura 2. Brasil - Interesse dos brasileiros pelo tópico sobre Pandemia de Covid-19 em 2020



O termo "Quarentena" foi mais buscado no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, assim como em vários estados da Região Nordeste. Houve menor interesse na maior parte das Regiões Norte e Centro-Oeste.



Figura 3. Brasil - Interesse dos brasileiros pelo tópico sobre Quarentena em 2020



A palavra "Lockdown" foi bastante buscada na Região Norte, em alguns do Nordeste e no estado do Mato Grosso. A menor busca ocorreu na maior parte da Região Sul, em Roraima, Acre, Goiás, Minas Gerais e no Sergipe.



Figura 4. Brasil - Interesse dos brasileiros pelo tópico sobre Lockdown em 2020



De modo geral, a busca por termos específicos em cada unidade da federação do país mostra o interesse pela internet. Normalmente a procura está associada ao discurso político feito por autoridades estaduais, assim como a popularidade de termos no período. Os dados também revelam a curiosidade desses tópicos em 2020, ano totalmente peculiar para todos.



quinta-feira, 13 de maio de 2021

Mapa dos acidentes de trânsito em rodovias federais - Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Mapa dos acidentes de trânsito em rodovias federais - Brasil

O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mantém uma plataforma digital com o registro da localização dos acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras. 

Com o uso da Plataforma com os acidentes de trânsito você consegue ver a quantidade e onde aconteceram, por estado, rodovia e mês. No exemplo abaixo destacamos a distribuição geral desses acidentes no Brasil e para o Estado do Pará no ano de 2018.


Figura 1. Número de acidentes de trânsito em rodovias federais por região do Brasil (2018)


Figura 2. Número de acidentes de trânsito em rodovias federais no Estado do Pará (2018)


terça-feira, 11 de maio de 2021

Mapas e shapefiles de bairros de cidades do Paraná

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Mapas e shapefiles de bairros de cidades do Paraná

Está precisando de mapas ou arquivos (shapefiles) de cidades paranaenses? Dispomos das informações para as seguintes cidades:

a) Cascavel
b) Araucária
c) Campo Mourão
d) Francisco Beltrão
e) Ponta Grossa
f) Marechal Cândido Rondon
g) Colombo










A partir dos dados é possível fazer qualquer tipo de mapa temático para essas cidades e seus respectivos bairros. Com a informação em shapefile ou kml, você consegue realizar diversas análises espaciais em suas pesquisas científicas ou empresariais.

Também é possível obter dados em formato kml para ser lido no Google Maps ou no Google Earth. Além disso, é possível analisar dados como população, renda, saneamento básico, meio ambiente, entre outros.

Não encontrou a cidade do estado do Paraná que procurava? Entre em contato para avaliarmos a disponibilidade da informação para você.



segunda-feira, 3 de maio de 2021

Mapa da população mundial na plataforma da NASA




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Mapa da população mundial na plataforma da NASA

A partir de uma Plataforma Digital com dados de população da NASA (Agência Espacial Americana) é possível verificar o número de pessoas que vivem em espaços demarcados em um mapa. Lá você pode desenhar polígonos e círculos ao redor de cidades ou grandes áreas e saber o número de moradores.

Fonte: NASA (Agência Espacial Americana)


Os dados da plataforma são estimativas do ano de 2015. Em alguns casos, como o Brasil, já há dados para 2020. O mais interessante é conseguir comparar regiões específicas por meio de distâncias ou de polígonos bem definidos. 

Como forma de exemplificar o uso da ferramenta, selecionamos um raio de 100 quilômetros ao redor das cidades brasileiras: Belém/PA, Fortaleza/CE, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP. Assim, conseguimos saber o total de moradores dentro desse círculo.





Com o uso dessa ferramenta você pode selecionar e comparar várias áreas do mundo! E aí, o que achou? Que tal compartilhar algumas figuras que ilustram grandes diferenças entre cidades e regiões ao redor do mundo.

Quais aplicabilidades educacionais e de pesquisa você percebe com essa ferramenta? Compartilhe conosco.




sexta-feira, 19 de março de 2021

Recurso analítico de agenda em políticas públicas de turismo: uso de mapa temático

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Recurso analítico de agenda em políticas públicas de turismo: uso de mapa temático

O presente artigo foi publicado no XI CODS - Colóquio de Organizações, Desenvolvimento e Sustentabilidade: Reinvenções Organizacionais em Tempos de Transição. Evento promovido pela Universidade da Amazônia (UNAMA). Para ter acesso na íntegra, clique aqui Artigo completo publicado no XI CODS 2020. 

Caso tenha interesse em citar o artigo, por favor: 

GUSMÃO, L. H. A.; HAMAD, M. S. . Recurso analítico de agenda em políticas públicas de turismo: mapa temático. In: Colóquio de Organizações, Desenvolvimento e Sustentabilidade, 2021, Belém. Anais do XI Colóquio de Organizações, Desenvolvimento e Sustentabilidade, 2020. v. 11. p. 1.





1.      INTRODUÇÃO

Há diferentes formas dos problemas sociais serem percebidos pelos participantes do processo decisório e dessas pautas entrarem na agenda de políticas públicas. De forma semelhante, vários são os instrumentos de apreensão da realidade, dentre eles, destaca-se o mapa temático, por ser capaz de representar as informações de forma objetiva, articulada, cronológica e visual. Contudo, não é um meio convencional adotado na discussão e reflexão de problemas sociais na área política de turismo.

O mapa temático é um instrumento robusto e apropriado para representar informações de natureza física e humana. Além disso, consegue expressar mecanismos básicos que despertam a atenção dos membros dos processos decisórios, como indicadores; eventos e crises; e reação das ações governamentais (CAPELLA, 2018). No entanto, essas informações precisam ter atributo geográfico para serem ressaltadas no mapa e contribuírem decisivamente na agenda de políticas públicas setorial, como em turismo.

A agenda é compreendida como processo no qual diversos grupos realizam reivindicações e que os governos devem selecioná-las para a ação (XUN WU et al., 2015). Entende-se que as políticas públicas estão além da mera discussão de conceitos e da análise dos instrumentos de intervenção no espaço. O entendimento também perpassa pelas estratégias de criação de políticas públicas, assim como formas de implementação e avaliação dos seus resultados. Assim, apreender os instrumentos pelos quais as pautas são discutidas na agenda também se tornam relevantes na contemporaneidade.

Nesse contexto, a presente pesquisa trata da importância e da capacidade analítica de mapas temáticos para discussão da agenda em políticas públicas de turismo, a partir da representação de informações dessa temática. A justificativa dessa pesquisa está nas inúmeras vantagens do mapa como recurso analítico no setor turístico, haja vista sua capacidade de facilitar a comunicação sobre problemas que podem afetar a área.


1.      METODOLOGIA

Para a discussão teórica sobre o uso do mapa e agenda em política pública foi realizada revisão bibliográfica em livros e artigos especializados. Já as informações turísticas ou com suporte à atividade foram escolhidas a título de exemplo, com o propósito de representá-las em mapas temáticos. Todos os produtos cartográficos foram elaborados com o uso do software QGIS 2.18 – programa de geoprocessamento de livre acesso – e dos métodos de representação dos dados baseados em Martinelli (2011).

Para o primeiro mapa, referente à: categorização turística e quantidade de visitas internacionais por município da Região do Marajó (PA); as informações foram obtidas na secção “Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021” do Ministério do Turismo. Os dados referentes a quantidade de visitas internacionais e nacionais; de empregos gerados pela atividade e de estabelecimentos turísticos correspondem ao ano de 2012, conforme o ministério.

O segundo mapa, intitulado: potencial de atratividade dos lugares turísticos naturais do município de Salinópolis (PA); os dados foram adquiridos no “Inventário Turístico de Salinópolis” elaborado pela Secretaria de Turismo do Pará (SETUR/PA) no ano de 2012; e as praias ausentes no relatório foram buscadas no site do Tripadvisor – site de viagens com diversas informações e opiniões relacionados a lugares turísticos.

O último mapa – estado da balneabilidade de praias selecionadas da cidade do Rio de Janeiro e de Niterói – foi confeccionado com base nas informações do Instituto Estadual de Ambiente do Rio de Janeiro (INEA), compilados por JUNIOR PAULA (2018), para o período entre 2000 e 2017. Optou-se por selecionar a quantidade de vezes que uma praia foi avaliada como “péssima” ou “ruim” – conforme os resultados da pesquisa de JUNIOR PAULA (2018) - em relação aos dezessete anos. 


RESULTADOS E DISCUSSÕES

AGENDA EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO E MAPAS TEMÁTICOS: ALGUMAS REFLEXÕES

Segundo Capella (2018, p.13), “a agenda está relacionada ao conjunto de temas ou problemas considerados importantes em um determinado momento, como resultado da ação política de autores, movimentos sociais, partidos políticos, mídia, entre outros”. Ainda para Capella (2018), a formulação da agenda é uma etapa pré-decisória, na qual busca-se a identificação de problemas que exigem avaliação governamental e de soluções possíveis. Para Souza (2002), as principais questões que explicam o porquê de temas entrarem na agenda são: identificação de problemas e necessidade para resolvê-los; a política propriamente dita e a consciência coletiva sobre a necessidade de enfrentar os problemas; e, a escolha pelos participantes – políticos, mídias, partidos, acadêmicos, etc.

Entre as etapas de políticas públicas, a formação da agenda merece destaque, não somente por ser a primeira, mas também por determinar o que será definido como um “problema”. Para Xun Wu et al. (2015, p.29), “a agenda está relacionada ao processo pelo qual os governos decidem quais questões precisam de sua atenção”. As pautas na área turística dependem das principais dificuldades identificadas por agentes públicos ou pela sociedade em determinado espaço, que podem ser representadas em mapas temáticos.

“A agenda foca nos processos iniciais de identificação de problemas, na iniciação de políticas e no modo como esses processos afetam as atividades de criação de políticas públicas posteriores de responsabilidade dos governos” (XUN WU et al., 2015, p.30). De acordo com Capella (2018), a atividade governamental está relacionada com a escolha de problemáticas e essa, tem origem na percepção dos atores sociais em relação aos problemas públicos e nos interesses em jogo.

Ademais, as problemáticas que podem entrar na pauta da discussão política advêm do uso de diversos instrumentos de apreensão da realidade como: fotografias, entrevistas, documentos, vídeos de manifestações sociais, entre outros. Dentre os meios não convencionais de explorar temáticas nas políticas públicas - com capacidade de articulação de informações - destaca-se o mapa temático.

“A classificação mais frequente distingue os mapas e a Cartografia em dois, conforme o conteúdo dos mapas e as técnicas cartográficas empregadas” (GIRARDI, 2008, p.45). De um lado, existe a Cartográfica Temática, cuja finalidade principal é representar objetos, fatos e fenômenos - naturais ou humanos – que ocorrem no espaço (MARTINELLI, 2011) através do mapa temático. Do outro lado, existe a Cartografia Topográfica, cujo foco está na descrição do terreno de modo extremamente preciso (GIRARDI, 2008) por meio do mapa topográfico. Logo, o mapa temático é muito indicado para ser utilizado como recurso analítico na agenda em política pública de turismo, uma vez que é capaz de enfatizar aspectos socioeconômicos e ambientais, como o ramo do turismo.

Entende-se que o mapa não é apenas um recurso visual e que sua conclusão não é a finalidade principal. Esse produto deve ser utilizado com o propósito de fomentar discussões nos mais diversos campos do conhecimento, inclusive na área política. É possível utilizá-lo em todas as etapas que compõem o ciclo de políticas públicas – formulação da agenda, formulação da política, tomada de decisão, implementação e avaliação. Assim, todo o mapa apresenta um discurso (GIRARDI, 2008; MARTINELLI, 2011). O seu uso, no debate da agenda na área do turismo, vai depender das intencionalidades daqueles que o confeccionaram, assim como da escolha das variáveis.

Conforme Lima, Steffen e D’Ascenzi (2018), os três pressupostos da definição de problema social é a percepção da situação como indesejável; a decisão dos atores de que algo deve ser feito e o processo de visibilidade de um problema. Assim, os mapas são capazes de assegurar os propósitos destacados pelos autores, já que permitem a visualização de um ou mais problemas, auxiliam na discussão para tomada de decisões, e facilitam o processo de comunicação.

A identificação de problemas que afetam a atividade turística será percebida mais claramente, ou por aqueles atores que necessitam para o seu sustento da constante movimentação de pessoas e consumo por parte dos turistas e visitantes, ou por profissionais com expertise na área. Assim, o produto cartográfico é indispensável para aqueles que necessitam gerenciar os problemas do espaço, pois segundo Archela e Thery (2008) o mapa tem a capacidade de revelar o visível e o invisível na imagem.

Para Girardi (2008), o mapa é um instrumento de pesquisa que possibilita novas descobertas, sendo útil ao discurso e à ação. Desse modo, o seu uso é capaz de impulsionar pautas na área política através da construção de uma imagem que reflita determinada situação. Portanto, é um instrumento que serve de orientação e base para o planejamento e conhecimento do território (ARCHELA e THERY, 2008).

“O mapa permite verificar hipóteses, padrões, tendências e rupturas no espaço” (GIRARDI, 2008, p.42). Ou seja, com a posse de dados públicos e sua representação em um mapa temático; a mídia, os políticos ou os acadêmicos, por exemplo, podem visualizar e refletir sobre a disposição geográfica de determinado recurso ou conhecer características de uma pauta. A partir do uso de alguns dados públicos sobre a temática turística e sua representação em mapas, propõem-se destacar a importância desse recurso visual na discussão e reflexão da agenda em política pública. 


3.2 ELABORAÇÃO DE MAPAS TEMÁTICOS PARA SUPORTE A DISCUSSÃO DA AGENDA POLÍTICA

No primeiro exemplo (figura 1) está destacado a classificação turística e a quantidade de visitas – estimadas – internacionais para os municípios da região do Marajó no Estado do Pará. A partir do mapa temático, é possível compreender uma série de informações: visualizar a hierarquia turística; saber quais e quantos municípios estão fora ou dentro do circuito turístico; verificar a quantidade de visitas internacionais por município e visualizar a relação entre as informações.




O mapa temático do Marajó (figura 1) pode nos levar a uma série de reflexões que poderiam entrar na agenda de políticas públicas em turismo: Por que Soure está melhor posicionado na hierarquia turística?; O que fazer para os municípios marajoaras serem mais conhecidos no cenário turístico?; Por que cinco municípios da região não têm relevância turística?; Quais medidas a Prefeitura e a Secretaria de Turismo de Soure tomaram para melhorar o fluxo de visitantes que podem ser implementadas nos demais municípios?; O que é necessário para aumentar o número de visitas internacionais no Marajó?; O que Salvaterra e Soure fizeram para ter mais de mil visitas internacionais?, entre outros questionamentos.

Ademais, o mapa temático explora ao máximo as informações de modo visual e consequentemente nos auxilia a refletir criticamente a situação. O mapa da figura 1 expõe um exemplo de análise de problemas na área turística em escala regional. Assim, é possível avaliar pautas turísticas em uma perspectiva regional com o intuito de compararmos as informações no tempo e no espaço, avaliarmos os progressos ou retrocessos, entre outras formas de análise.

Já em relação aos questionamentos, isso dependerá do conhecimento dos atores envolvidos sobre o assunto. Capella (2018, p.40) afirma que: “[...] a atenção dos formuladores de políticas depende da forma como eles percebem e interpretam o volume de decisões”. Ou seja, a identificação dos problemas na área de turismo depende de escolhas diante da abundância de questões colocadas em discussão, como as selecionadas na figura 1.

Martinelli (2011) expõe a necessidade de não transmitir informações nos mapas de maneira mentirosa, ufanista e/ou compartimentada, pois contribuem para uma representação do espaço de forma contemplativa, isolada, estanque e ou com viés ideológico. Dessa forma, o uso de mapas deve ser de modo crítico, esclarecedor, sem ambiguidades, não ilustrativa e que incorpore as relações e contradições entre elementos do quadro físico, humano e econômico (CARVALHO, 1989; GIRARDI, 2008; MARTINELLI, 2011; MARTINELLI e MACHADO-HESS, 2014). No caso da figura 1, todas as informações são oficiais do Ministério do Turismo e capazes de serem discutidas na agenda de políticas públicas.

Independentemente da forma como os dados serão obtidos, é importante que sejam observados alguns aspectos, como precisão, atualidade, validade, confiabilidade, legibilidade, limitação, vantagens, desvantagens, procedência, entre outros elementos. Assim, entende-se que a escolha das informações que serão inseridas no mapa dependerá dos temas abordados na agenda de políticas públicas no turismo, assim como a disponibilidade do dado.

Conforme Souza (2002) é necessário que seja realizado um processo de filtragem entre os temas da agenda, cujas razões não dependem apenas dos valores, mas também do nível de capacidade de ação governamental em relação a essas questões. A partir disso, apenas um mapa não consegue fomentar discussões sobre distintos problemas concomitantemente, pois a mensagem do seu conteúdo cartográfico é monossêmica, ou seja, deve ter apenas um significado (MARTINELLI, 2011; SAMPAIO, 2018).

É necessário confeccionar uma quantidade de mapas correspondente ao número de temas a serem discutidos – caso as informações estejam disponíveis; ou realizar análises espaciais mais sofisticadas com uso da estatística e de técnicas de visualização cartográfica. Por outro lado, vários são os questionamentos que podem ser realizados a partir de um único mapa, que inclusive é capaz de suscitar novas discussões e produções cartográficas para avaliar alguma demanda pública.

O uso do mapa na política também pode ser direcionado ao reconhecimento de um problema como questão pública e contribuir não somente na representação de fatos ou fenômenos relevantes, mas suscitar a reflexão crítica do que está exposto. No entanto, isso só é possível caso os atores sociais envolvidos reconhecerem que o material é um meio de discussão de ideias e problemáticas. Caso contrário, o mapa será visto apenas como uma figura sem importância, cujas informações presentes não agregam no debate político e muito menos expressam indicadores ou crises. Martinelli (2014) reitera que o mapa é eficaz quando proporciona ao leitor uma visualização fácil e rápida de questões, em prol do conhecimento da realidade apresentada.

O exemplo a seguir, destaca o potencial de atratividade dos pontos turísticos naturais - do município de Salinópolis localizado no Estado do Pará -, baseado em um sistema de pontuação realizado pela Secretaria de Turismo que varia entre 0 e 6 (Figura 2). 


A partir da figura 2 é possível visualizar que as praias do Atalaia e da Corvina são os maiores atrativos naturais do município com seis pontos, seguido por outras praias, da Ilha de Itamarajá, da Ponta de Cocais e das Dunas do Atalaia. Por outro lado, outros lugares, como Praia do Farol Velho, Lago da Coca Cola, Lago do Pedalinho e o Igarapé do Tubão são os menos atrativos. Embora as seis praias com ponto de interrogação não estivessem no relatório emitido pela Secretaria de Turismo, todas foram acrescentadas como forma de discuti-las na agenda. Assim, o mapa também reflete a ideia de seletividade de pautas que podem ou não serem abordadas.

Os questionamentos que poderiam ser feitos com base na figura 2 são diversos, como: Quais projetos poderiam ser implementados para melhorar a atratividade desses lugares?; O que tem sido feito para os lugares menos atrativos?; O que tem sido feito para os lugares mais atrativos?; Por que há lugares sem nenhuma atratividade?; Por que não foram realizados estudos em seis praias do município?; Os turistas têm conhecimento de todos esses lugares?; De que forma a comunidade no entorno desses lugares poderia ser beneficiada caso a atratividade aumentasse?; Como a Prefeitura divulga os destinos turísticos?; entre outras perguntas.

A localização e a representação de lugares no mapa tornam-nos visíveis e conhecidos, o que pode favorecer a identificação de problemas. O documento cartográfico torna-se um recurso visual de comunicação que propicia o debate sobre as condições e desigualdades no espaço turístico. O seu uso é bastante favorável quando os atores sociais - envolvidos em políticas públicas - desconhecem as peculiaridades do espaço que entrará na pauta.

Embora o mapa represente a visão de mundo daquele que o produz (GIRARDI, 2008; MARTINELLI, 2011; SAMPAIO, 2018), recomenda-se que as informações presentes nesse recurso visual sejam de instituições de pesquisa especializadas – públicos ou privados - no setor turístico, cujo rigor metodológico é imprescindível. É possível também que o mapa seja confeccionado com o auxílio da comunidade, que as vezes possuem conhecimentos mais profundos sobre a situação de um lugar ou que são mais impactadas pela ausência de políticas públicas de turismo.

Para Archela e Thery (2008, p.2): “[...] o mapa como um meio de comunicação, por outro lado, requer do seu criador, usuário, leitor e consumidor, conhecimentos específicos de Cartografia”. Assim, é necessário que os atores sociais - envolvidos na formulação das pautas em turismo – tenham conhecimento básico na produção e análises de mapas, com o propósito de maximizar os seus usos. É possível inferir que a carência de conhecimentos na área de Cartografia e o desconhecimento de programas gratuitos na produção de mapas – por aqueles não profissionais – sejam comuns, o que explicaria a quase ausência desses recursos na discussão da agenda de políticas públicas em turismo.

O terceiro exemplo (figura 3) enfatiza a balneabilidade de todas as praias localizadas na Ilha do Governador – cidade do Rio de Janeiro - e de algumas entre os centros do Rio de Janeiro e de Niterói (RJ), no período entre 2000 e 2017. A partir da figura 3 percebe-se que todas as praias da Ilha do Governador, a de Ramos, do Botafogo, do Flamengo e da Urca – localizadas no Rio de Janeiro - foram classificadas mais de treze vezes como “péssimas” ou “ruins”, com exceção da praia Vermelha, intitulada menos de quatro vezes. Já no município de Niterói, duas praias foram classificadas menos de quatro vezes; três praias menos de sete vezes, e quatro praias mais de treze vezes.



A partir do estudo dessas 25 praias nas duas cidades do Estado do Rio de Janeiro, questiona-se: Por que as praias da Ilha do Governador sempre possuíram péssimas condições de balneabilidade?; Por que essas situações ainda persistem?; O que a Prefeitura de Niterói ou a comunidade ao redor faz para que a balneabilidade das praias – de Boa Viagem, Flechas, Icaraí, Adão e Eva - sejam melhores?; Quais praias analisadas são prioritárias para melhorar a condição de balneabilidade e por quê?; Quais ações foram realizadas nas praias e no entorno?; Há interesse e recurso para reverter a situação apresentada nas praias do Rio de Janeiro?; entre outras pautas.

O mapa da figura 3, diferente dos demais, resume a condição cronológica de uma informação específica de quase duas décadas de dados. Essa figura também retrata uma variável específica – balneabilidade – de forma que engloba mais de uma cidade. Portanto, é possível utilizar o mapa temático em uma visão gerencial de problemas sociais a nível metropolitano. Desse modo, o produto cartográfico nos auxilia a visualizar e discutir padrões espaciais, o que ajuda no debate de possíveis problemas na área do turismo.

É relevante ressaltar que problemas que afetam o turismo nem sempre são oriundos da própria atividade, mas frequentemente de outras esferas como: segurança pública, saneamento básico, engenharia de tráfego, jurídico, entre outros. Todavia, para que o mapa seja um instrumento de representação e discussão de problemas, é imprescindível que as variáveis em questão sejam georreferenciadas, ou seja, suas localizações sejam conhecidas. Caso contrário, o uso do mapa se torna ineficiente. Por fim, os responsáveis pela produção cartográfica na área política de turismo devem se apropriar, o que Girardi (2008) intitula de “Cartografia Geográfica Crítica”, ou seja, campo que reconhece o mapa como instrumento de análise crítica e reflexiva do espaço geográfico. Nesse caso, os atores devem identificar os empecilhos que dificultam o desenvolvimento do turismo e representá-los em produtos bem elaborados.

Assim, a Cartografia Geográfica Crítica (CGC) mostra-se presente nos mapas elaborados, analisados e questionados sobre a temática turística apresentados nessa pesquisa, cuja abordagem teórica-metodológica pode orientar o desenvolvimento de estudos nessa área.


CONCLUSÕES

O presente artigo buscou destacar a importância do mapa temático na discussão da agenda em política pública de turismo. A partir dos exemplos destacados no trabalho, ficou evidente a capacidade analítica desses recursos de comunicação para a discussão de possíveis agendas no ramo. O mapa, diferentemente dos demais recursos de apresentação de informações ou fatos, é um componente essencial na visualização de problemas sociais nas mais diversas escalas geográficas, como municipal, metropolitana, regional ou nacional.

Para que o uso do mapa se torne efetivo e recorrente na área política é necessário que os atores envolvidos tenham conhecimentos mínimos não somente da Cartografia enquanto campo científico, mas também dos procedimentos práticos de produção cartográfica. No entanto, diante da diversidade de programas gratuitos, de bases de informações públicas, investimento em aperfeiçoamento profissional e interesse político no uso do mapa, é plenamente possível estabelecer uma nova forma de compreender os problemas sociais com meios tecnológicos, como já ocorre em outras áreas.

Pelo turismo ser uma área multidisciplinar e uma atividade fomentada nos municípios brasileiros por causa da alta lucratividade, é indispensável o uso de mapas desde a discussão política de problemas que podem interferir no desenvolvimento do ramo.


REFERÊNCIAS

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