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sábado, 25 de setembro de 2021

5 Termos e expressões + detestados por Cartógrafos




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Msc. Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Email: luizgusmao.geo@gmail.com



#5 Termos e Expressões + detestados por Cartógrafos


1) "Mapinha"

É o termo mais comum de ouvir para quem é profissional da Cartografia. O seu uso está associado inicialmente a ignorância por aqueles que pedem um mapa, por imaginar um trabalho rápido ou automatizado. 

Em muitos casos, trata-se de uma estratégia consciente ou inconsciente de querer pagar um valor baixo ou desmoralizar a importância do profissional diante da urgência de quem solicita. 

Em ambientes de pesquisa como universidades e instituições, é relativamente comum ouvir essa palavra por PH.D, Doutores e outros profissionais com titulação acadêmica. Na maioria das vezes são pessoas de outras áreas fora da Geografia, Eng. Cartográfica e correlatas. Contudo, há casos de professores e pesquisadores dessas áreas sem conhecimento técnico e artístico na produção de mapas que também usam essa palavra. Deprimente e decadente!

Esse termo é usado para desmerecer a produção cartográfica em prol da escrita e pesquisa, no qual o mapa é usado para evidenciar registros fundamentais do estudo. Acontece que o mapa também é pesquisa! e ainda é ciência e técnica! ou seja, tem importância igual a escrita por outros pesquisadores. Sem ele, vários achados não seriam demonstrados ou encontrados. Portanto, mapa não é igual a uma tabela ou um gráfico.

Essa nefasta palavra é acompanhada da visão limitada de um mapa como figura qualquer. A popularização da informática, dos softwares GIS e do Youtube criaram a falsa ideia, por não profissionais, da simplicidade e rapidez de se fazer um mapa; puro engano. Essa ideia concebe a Cartografia apenas como técnica e ignora o rigor científico.

Nem todo o mapa é para ver, como dizem os professores Herve Thery, Nelli Thery, Marcelo Martinelli, Rosely Archela, Eduardo Girardi e Tony Sampaio. Há mapas para ler também! Ou seja, ele não é usado apenas como recurso visual, pois precisa ser lido quando há muitas informações. A partir dele é possível verificar tendências, rupturas, desigualdades e cenários no espaço, ou seja, é um poderoso documento na pesquisa. Não o desmereça!


2) "Um mapinha simples"

É a visão ultrapassada do mapa como um produto técnico feito em 5 passos, 10 minutos, usando 3 ferramentas e alinhada a ansiedade de quem solicita. Também busca desqualificar o trabalho dos outros. Quem solicita geralmente é exigente e o volume de dados para pôr no mapa é enorme; então não é simples ou simplesinho.

Não existe mapa simples! Existem mapas com poucas informações para destacar. Também é uma expressão usada para desvalorizar o profissional e pagar pouco pela sua mão-de-obra. Simples? Procure fazer um mapa de localização destacando todos os elementos cartográficos obrigatórios em harmonia com cores e outros dados. Só para lembrar, é preciso ter beleza nele também, porque é arte. E não pode esquecer de onde os dados foram retirados e quando.

Nem o melhor tutorial do Youtube vai te permitir fazer um documento cartográfico de qualidade e com rigor técnico, porque nem tudo está na internet. Há representações cartográficas que exigem pesquisa e habilidade para fazê-las. Nem todo o mapa é de localização, mas toda localização deve existir em um mapa.


3) "Faz um mapa para deixar o artigo mais bonito"

Convenhamos que não há maldade em usar um mapa para deixar o seu artigo mais agradável. Entretanto, o perigo dessa frase é ver o mapa apenas como arte, o que ele não é somente. 

Em alguns casos, a pessoa solicita e deixa o material de enfeite no estudo. Não pode fazer isso! É preciso discuti-lo, analisá-lo e fazer relações com as outras discussões presentes no seu texto. É necessário compreender o que "o mapa quer dizer"; sem isso, não há o porquê dele estar lá. O Prof. Martineli já dizia que todo mapa tem comentário, então, escreva a partir dele também.

O mapa é fonte de informações do qual é preciso analisar criticamente, sem vieses. Não é algo fácil, mas exige do nosso tempo entender o amaranhado de informações presentes nele. É possível extrair dele novas discussões e repensar metodologias do estudo por exemplo. Acredite, ele "fala".


4) "O mapa é um recurso para ver dados organizados"

Aqui também é uma visão limitada dele. O mapa não mostra dados da mesma forma que uma tabela ou gráfico. Ele é fonte de conhecimento para quem o percebe assim. Há possibilidade de analisar o espaço de modo crítico a partir daquelas informações. É preciso entendê-lo e articular com outros dados e discussões. 

A própria espacialização em um mapa nos dá uma visão diferenciada do fenômeno analisado, porque conseguimos calcular distância, ver o cruzamento de variáveis, avaliar diferenças latentes no espaço, entre outras possibilidades. Portanto, ele não mostra só dados. 

Normalmente quem pensa assim nunca leu um artigo no qual o mapa é visto dessa forma, porque poucos o enxergam dessa maneira, até mesmo entre alguns geógrafos e cartógrafos. Olha a tristeza! Contudo, é crescente o número de publicações no qual o mapa é analisado de verdade, em sua plenitude no discurso. Faça o esforço de ler e ver o mapa, com calma e reflexivo. Pode ter certeza de que existe essa relação. 

Leia a tese do Prof. Eduardo Girardi da UNESP e você verá o que estou reafirmando. A sua visão do mapa a partir da leitura da tese será outra, certeza!


5) "Mapa com cores mais alegres para temas não alegres"

Essa frase foi novidade para mim. A Cartografia é arte também. Então, devemos usar cores aderentes aos temas trabalhados. Já imaginou os oceanos e os rios na cor roxa? As florestas representadas de vermelho? Pois é, tema e cor estão associados.

Ao falar de suicídio, não espere que seja algo feliz. Portanto, deve-se usar roxo, lilás, vermelho e cores associadas. Nada de laranja, azul ou amarelo para passar uma imagem mais positiva. Isso não existe. Eu confesso que há um juízo de valor nesses casos. Mas, convenhamos, todo suicídio é ruim, assim como homicídio, guerras e outras mazelas da nossa sociedade. 

A teoria das cores já nos mostra o tipo de sentimento e emoção que cada uma passa. Então, as cores transmitem informações e sensações para os leitores. Se isso fosse mentira, tudo seria preto e branco. 

Além do mais, tudo fica mais fácil de entender quando a cor está aderente ao tema. Ao pensar em homicídio por exemplo, não espere vir a mente a cor azul ou verde, que nada lembram o sangue.


#Conclusões

Não existe mapinha, mas um produto cartográfico (ou mapa) com poucas informações que exige menos tempo para concluir, o que não significa pagamento irrisório. Por favor, ajude o profissional a continuar trabalhando na área. Não diga que é caro. Dê outra desculpa para ele/ela.

Se "mapinha" é péssimo, imagina "um mapinha simples". Por favor, não. É um mapa com poucas informações ou que para você é simples, mas o profissional precisar avaliar o tempo para concluí-lo.

Todo mapa deve ser bonito, mas por favor, não deixe ele de enfeite no seu artigo! Se está com dificuldade para argumentar, recorra ao profissional ou outros da área. Não é sua obrigação saber ler e extrair informações dos mapas, mas acredite, há muito para se comentar e discutir a partir dele.

O mapa não é igual uma tabela ou gráfico. Dê atenção ao profissional responsável pela sua confecção ou leitura do documento! Não fique restrito à sua área de atuação. O mapa não sai apenas apertando botões ou vendo vídeo no Youtube ou outra rede social.

O mapa é arte e as cores precisam conversar com o tema proposto. As cores precisam ser usadas adequadamente. O mar quase sempre será representado de azul; a floresta de verde e assim por diante. Por isso existem convenções cartográficas. Contudo, é sempre bom deixar o mapa harmônico, sem ambiguidades.

Por fim, mapa é poder, conhecimento e perspectiva diferenciada de ver a estruturação de fenômenos sociais, econômicos, ambientais e políticos. Esperamos que o veja sempre dessa forma. 

Várias outras palavras e expressões ficaram de fora, mas acredito que a lista contempla as principais. Quais outras causam revolta ou insatisfação?



domingo, 26 de janeiro de 2020

Mapas do Coronavírus no mundo




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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# Mapas do Coronavírus no mundo

No início de 2020, o mundo foi surpreendido pelo avanço de um tipo específico de Coronavírus, cujo epicentro do surto foi na cidade de Wuhan, na China. A partir de dados do Johns Hopkins CSSE University e da China Health Authorities compilados em plataforma digital, realizamos figuras temáticas para acompanhar a expansão de casos.




No dia 24/01/2020, o número de casos confirmados na China era de 835 e menos de 6 nos EUA, Japão, Coréia do Sul, Vietnã, Tailândia e Cingapura. Mais de 98% dos casos estavam restritos à Ásia.


 Fonte dos dados compilados: G1 notícias


No dia seguinte, o número de casos confirmados subiu para 1.372 na China, seguido por menos de 6 casos nos EUA, Canadá, França, Arábia Saudita, Tailândia, Malásia, Cingapura, Vietnã, Japão, Austrália e Malásia. 

O coronavírus disseminou-se e afetou um país da Europa, outro da Oceania e mais um das Américas. Na própria Ásia, expandiu-se e alcançou outros países ao sul da China e até a Arábia Saudita.


Fonte dos dados compilados: G1 notícias


No dia 31/01, o número de casos chegou a 9.773, dos quais 99% estavam na China (9.686). A Tailândia estava em 2° lugar com 14 casos, seguido por Japão (11) Cingapura (10), Austrália (9) e Malásia (8).




Até o dia 31/01, o coronavírus alcançou novos países: Itália, Índia e Filipinas. Por outro lado, mais de 99% das pessoas com a doença estavam restritas no continente asiático, apesar da preocupação de expansão do vírus pela comunidade internacional.

No dia 05/02, os casos de Coronavírus chegaram a mais de 24.000, cuja maioria dos pacientes e das vítimas estavam na China. Novos países foram registraram no Reino Unido, Espanha, Bélgica, Rússia e Suécia.

Houve crescimento de casos confirmados em vários países, especialmente na China, Cingapura, Tailândia, Japão, entre outros.




No dia 17/02, o número de casos de Coronavírus (COVID 19) alcançou 71.904, dos quais 98% estavam restritos à China, seguido por 77 em Cingapura, 66 no Japão, 35 na Tailândia, 30 na Coréia do Sul, 22 na Malásia, e os demais países tinham menos de 16 vítimas.




Os casos de Covid-19 cresceram em vários países, principalmente naqueles ao Sul da China. Ademais, o número de mortes já alcançou mais de 1.700 e de pessoas curadas igual a 11.396.



Atualmente, o coronavírus alcançou o status de pandemia e não é possível fazer mapas com frequência sobre o número de infectados. No entanto, estamos compartilhando o site com um mapa interativo que é atualizado diariamente.

Até hoje (27/03), são 558 mil infectados, dos quais 127 mil foram recuperados, 25 mil morreram e milhões estão em estado de quarentena.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Mapas sobre o vírus HIV no mundo



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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# Mapas sobre o vírus HIV no mundo

A partir de alguns dados sobre o vírus HIV no mundo do Global Burden of Disease Collaborative Network (2017) compilados no site do Our World in Data, realizamos três figuras temáticas para responder as seguintes perguntas:

a) Quais países têm os maiores percentuais de falecimento pelo vírus HIV no mundo? e como está o Brasil?

b) Quais países se destacam com mais novos casos do vírus HIV no mundo e como o Brasil está em relação a eles?


Para responder a primeira pergunta, selecionamos aqueles países cujo mortalidade foi superior a 20%. 

Todos os países são do continente africano, com destaque para a porção meridional. Países como Botsuana, África do Sul e Lesoto possuem as maiores mortalidades, acima de 25%. 

Ademais, outros países possuem índices elevados como Moçambique, Namíbia e Guiné Equatorial. Já o Brasil teve um percentual muito baixo, cerca de 1,1% (Global Burden of Disease Collaborative Network e Our World in Data, 2017).




Na avaliação geral da mortalidade pelo vírus HIV no ano de 2017, percebemos que grande parte dos países africanos têm as maiores taxas. Contudo, há grandes exceções, como os países da porção Norte com taxas equivalentes a de países europeus, americanos e asiáticos.

No restante do mundo, a maioria dos países possuem taxas modestas, abaixo de 10 mortes por 100 mil habitantes. No entanto, outros lugares possuem taxas maiores, como a Rússia, Bolívia, Paraguai, Guiana, alguns países da América Central e poucos da Ásia.




Já a resposta da segunda pergunta, em termos quantitativos, a África do Sul, Nigéria e Rússia são aqueles com mais novos casos, acima de 138.000. O mapa também destaca outros países africanos, com número de casos entre 27.000 e 99.000.

No mesmo ano, o Brasil registrou aproximadamente 83.000 novos casos, número superior a de países mais populosos como EUA e China.




É importante ressaltar que os países acima foram selecionados, cujo número de novos casos foi superior a 27.000 e com a finalidade de comparar com o Brasil. Como não há dados de taxa de infecção, selecionamos o de novos casos.

Ainda segundo o relatório, a maioria dos óbitos se dá em pessoas com idades entre 14 e 49 anos, seguido por aquelas com menos de 5 anos (Global Burden of Disease Collaborative Network e Our World in Data).

Então, o que você achou das figuras acima? Deixe um comentário!

Se você quiser saber mais informações sobre HIV, acesse o site do Our World in Data.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

MAGRIT: Aplicação Online de Mapas



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#MAGRIT: Aplicação Online de Mapas

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO MAGRIT? Acho difícil, primeiro porque não se trata de um software, mas de uma plataforma digital de fazer "mapas". Com o uso dele é possível gerar "mapas" simples, na verdade cartogramas ou figuras temáticas.

É uma aplicação muito semelhante ao Software Philcarto, no entanto é um dispositivo online que você pode fazer seus "mapas" e figuras sem realizar o download. Através do Magrit, você consegue importar shapefiles com os dados embutidos na tabela de atributos para confeccionar os seus produtos.

É um dispositivo de Cartografia Temática com os principais métodos: Coroplético, círculos proporcionais, círculos proporcionais com coroplético, isoplético, etc, inclusive anamorfose!



Figura 1. Interface do dispositivo online Magrit!
Fonte: MAGRIT (2019)


O dispositivo está em inglês, todavia é bastante intuitivo. Não é difícil compreender como funciona a sua interface, assim como carregar os dados para gerar os produtos. 

O dispositivo pode ser extensamente usado para o ensino de Cartografia Temática e para produção de figuras temáticas simples. Não espere realizar procedimentos refinados de geoprocessamento ou análises muito complexas, esse não é o objetivo dele!.

Contudo, o objetivo do dispositivo é trabalhar com estatísticas para gerar "mapas" e figuras temáticas. O mais interessante dele é o rápido processamento e a não necessidade de instalação. Se você tem interesse, veja o tutorial aqui: Magrit Tutorial.

Abaixo selecionamos alguns produtos que o Magrit é capaz de produzir.


Fonte: Magrit (2019)

Fonte: Magrit (2019)

E aí? o que você achou dessa aplicação online? Já conhecia? Fale a verdade! rsrs. Eu conheci há poucos dias também. Boa sorte na sua aprendizagem e use bastante, já que é gratuito.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Quantos anos os brasileiros viviam desde 1890?



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Quantos anos os brasileiros viviam desde 1890?

A expectativa de vida é uma das principais formas de avaliar a saúde de uma população a nível mundial. Essa métrica consegue capturar a mortalidade ao longo de toda uma vida. Dessa forma, a partir dos dados do World Bank e UN Population Division, compilados no site do Our World in Data, foi possível realizar uma breve análise no intervalo de 129 anos.

*Os dados apresentados aqui tratam-se de médias de todo o território.



Arte: Luiz Henrique Gusmão 


As chances do brasileiro viver mais aumentou conforme o tempo, devido ao avanço da medicina e a democratização do sistema de saúde. Em 1890, o brasileiro vivia em média até os 29 anos!, ou seja, não passava da juventude. Já em 2019, a expectativa brasileira atingiu os 76 anos. Hoje vivemos 47 anos a mais do que em 1890, visto na figura abaixo:




Quando realizamos comparações, percebemos o quanto a vida do brasileiro melhorou ao longo do tempo. A melhoria mais significativa ocorreu entre as décadas de 1940 e 1960, quando a expectativa cresceu 17 anos. Merece destaque também os períodos entre 1960 e 1980 com crescimento de 9 anos e entre 1980 e 2000, com melhoria de 7 anos. 

Por outro lado, na virada do século XIX para o XX, as melhorias foram muito fracas, com aumento de 5 anos entre 1920 e 1940, e de apenas 3 anos entre 1890 e 1920!, visto na figura abaixo:






Ao comparar como os brasileiros viviam em relação aos países vizinhos em 1950, percebe-se a condição de vida baixa (50 anos), atrás de vários países na época, com destaque para Uruguai (66 anos), Paraguai (63 anos) e Argentina (61 anos), visto na figura abaixo:


Fonte: World Bank e Our World in Data (1950-2019)
*PROIBIDO A CÓPIA PARCIAL OU TOTAL DO MAPA


No período analisado, é possível ver a melhoria na esperança de vida em todos os países. Hoje quem vive melhor são os chilenos (80 anos), uruguaios (78 anos), colombianos e equatorianos (77 anos) e, argentinos, peruanos e brasileiros (76 anos). Já os que vivem menos são: guianenses (70 anos), bolivianos e surinamenses (71 anos).

Entre 1950 e 2019, a expectativa brasileira aumentou 26 anos, igual a do Chile, mas o maior aumento foi na Bolívia (31 anos). Como os valores acima retratam as médias, ocultam-se as discrepâncias dentro dos países, então há brasileiros que vivem muito mais que 76 anos, assim como o inverso.

Então, você gostou do material? Tem interesse em infografia para seu trabalho acadêmico? Pode ser um mapa, uma figura ou gráfico. Estamos dispostos a ajudar você!


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Mapa da Aceitação de Vacinas em Crianças no Mundo



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapa da aceitação de vacinas em crianças no mundo

A vacinação é responsável por salvar a vida de milhões de crianças no mundo! É o método mais eficaz no combate a doenças infecciosas, como sarampo, rubéola, poliomelite, entre outras. Apesar de ser uma das responsáveis por elevar a expectativa de vida, algumas pessoas desacreditam no poder da vacina, por acreditarem em ideias falaciosas propagadas na internet. 

Dessa forma, resolvemos destacar como o mundo enxerga a vacinação em crianças, visto na figura 1, a partir de dados de 2018 do Wellcome Trust Global Monitor, compilado no site do Our World in Data.


Figura 1. Percentual de pessoas que concordam que as vacinas são importantes para as crianças - 2018
Fonte: Adaptado de Wellcome Trust Global Monitor (2019) - Our World in Data


Como podemos ver na figura acima, a maioria dos países do mundo concordam que as vacinas são importantes para as crianças, com percentual acima de 85%. A confiança nas vacinas é maior na América Latina, África, Ásia e Oceania, destacando-se países em desenvolvimento como: Brasil, Equador, Quênia, Etiópia, Índia, Iraque, Egito etc, todos em azul escuro.

A confiança é menor no continente europeu, na América do Norte e poucos países asiáticos (Japão, Coréia do Sul e Cazaquistão). Merece destaque negativo alguns países de alta e média renda como: França, Rússia, Suíça, Itália, Ucrânia, Sérvia, dentre outros. Apesar disso, a taxa ainda é relativamente alta, com valor médio superior a 70%.

Abaixo vemos algumas informações sobre a vacinação em crianças. Mais de 85% das crianças até 1 ano foram vacinadas no mundo em 2017. Grande parte dos países são pessimistas no que se refere a resposta sobre o percentual de crianças que foram vacinadas naquele ano, com destaque negativo para o Japão e França.



Figura 2. Informações sobre vacinação de crianças
Fonte: WHO e IPSOS (2017) - Our World in Data



2. Considerações finais


A vacinação é essencial para as crianças e anualmente salva milhões delas, aumentando a expectativa de vida significativamente, portanto não faz mal algum, nem facilita as crianças ficarem doentes no futuro. Apesar do grau de confiança nas vacinas ser discrepante entre os países, no geral, todos possuem grau de confiabilidade superior a 85%, considerado alto.



quarta-feira, 29 de maio de 2019

Banco de Dados Ambientais do IBGE - Plataforma




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Banco de dados ambientais do IBGE, você conhece?

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o maior provedor de dados do Brasil, pois suas pesquisas relatam a situação do país em diversos âmbitos. A questão ambiental também está inserida nesse contexto e ganhou uma Plataforma de Dados Ambientais com a divulgação de informações sobre Geomorfologia, Geologia, Pedologia, Vegetação e Uso e Cobertura da Terra.


Arte: Luiz Henrique A. Gusmão
Fonte: FreePhotos por Pixabay


O intuito do IBGE é facilitar o acesso de dados ambientais do país, permitindo visualizar, quantificar e baixar as informações em Jpeg e Shapefile. Para quem trabalha na área de geoprocessamento, a plataforma disponibiliza automaticamente os dados supracitados em formato shapefile para todos os estados, DF e municípios do Brasil. Veja o exemplo abaixo com a busca pelos solos do Brasil, com uma coluna ao lado contendo a legenda e a caixa de "exportar": 



Figura 1. Representação dos solos do Brasil na plataforma BDIA do IBGE
 Fonte: IBGE 


Além dos dados, há na plataforma um dicionário, que permite a você compreender melhor a origem dos dados, a metodologia usada para a confecção dos produtos e a explicação detalhada da legenda, inclusive com as referências!



Figura 2. Dados no campo "dicionário" da plataforma do IBGE
Fonte: IBGE


A partir da plataforma é possível ensinar sobre os conceitos apresentados pelo IBGE com a ajuda dos mapas hospedados no site. É uma forma rápida de ensinar e mostrar informações ambientais importantes aos estudantes de ensino fundamental ou médio e até universitários.


Então, você gostou da dica? Já conhecia essa plataforma do IBGE? Conte a sua experiência com a mesma. Ficaremos satisfeitos se conseguirmos ajudar você!

sábado, 1 de setembro de 2018

Atlas da Vulnerabilidade Social no Brasil (Download)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Atlas da Vulnerabilidade Social nos municípios brasileiros


Segundo o IPEA (2015), o Atlas da Vulnerabilidade Social nasceu e se desenvolveu de forma paralela à construção do ADH (Atlas do Desenvolvimento Humano). 

O atlas é um produto que visa debater o tema e ampliar as possibilidades de análise dos espaços metropolitanos brasileiros, de modo a dar suporte a tomada de decisão pelos gestores públicos.

Dessa forma, o IPEA e as instituições parceiras no projeto apresentam uma série de cartogramas que compõe o índice de vulnerabilidade social (IVS) para todos os municípios (IPEA, 2015).

O produto apresenta uma série de indicadores que informam sobre a exclusão social, a pobreza multidimensional e a própria vulnerabilidade social (IPEA, 2015).

Para você compreender melhor a metodologia para a construção do IVS e acessar a publicação completa, basta realizar o download abaixo:




Figura 1. Atlas da Vulnerabilidade Social do Brasil (IPEA)


Caso você queira acessar a plataforma interativa e até baixar arquivos vetoriais (shapefiles) ou estatísticas para as regiões metropolitanas brasileiras, o link que dá acesso está ao lado: Plataforma do IPEA sobre Vulnerabilidade Social.


A partir das variáveis analisadas pelo IPEA, é possível ler o Índice da Vulnerabilidade Social (IVS) de modo que quanto mais próximo do 1, maior é a vulnerabilidade, e quanto mais próximo do 0, menor a vulnerabilidade.



Fonte: IPEA (2015)


2. Mapas de Vulnerabilidade Social (MVS)

A partir dos dados disponibilizados pelo IPEA, é possível realizar uma série de análises para as regiões metropolitanas brasileiras ou pequenos recortes espaciais (bairros, área de pesquisa ou regiões, por exemplo. Vejamos os exemplos abaixo:


Caso 1: O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) foi representado para os bairros de Belém/PA e focamos naqueles ao longo de uma rodovia.




Mapa 01. Índice de Vulnerabilidade Social nos arredores da Rod. Augusto Montenegro, Belém/PA (2015)
É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor.
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: IPEA (2015)


Caso 2: O Índice de Vulnerabilidade Social foi analisado e representado para os bairros do Morumbi e do Itaim Bibi no município de São Paulo.



Mapa 02. Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) nos bairros do Morumbi e Itaim Bibi, São Paulo/SP (2015)
É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor.
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: IPEA (2015)


Caso 3: O Índice de Vulnerabilidade Social foi representado para os municípios da microrregião de São Paulo.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, consulta o valor.
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: IPEA (2015)



3. Referências

Atlas da vulnerabilidade social nos municípios brasileiros / editores: Marco Aurélio Costa, Bárbara Oliveira Marguti. – Brasília : IPEA, 2015. 77 p. : gráfs., mapas color. 



4. Serviços de Cartografia e Geoprocessamento







quarta-feira, 11 de julho de 2018

Incidência de Dengue nos estados brasileiros em anamorfose




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Incidência de Dengue nos estados brasileiros em anamorfose (2017)

Segundo o Ministério da Saúde (2017), a incidência da dengue em 2017 foi de 100 casos por 100 mil habitantes no Brasil, taxa bem inferior ao ano de 2016 e 2015. Lembrando que este número é uma estimativa conforme o próprio Ministério.

Nesse sentido, normalmente os dados de incidência de doenças (como a dengue) são representados nos tradicionais mapas coropléticos, o que as vezes não evidenciam a real dimensão do problema nos países, estados ou municípios, em que o método anamorfose pode ser utilizado para superar esse obstáculo.

Nesse caso, resolvemos criar uma anamorfose com os dados de dengue para as unidades da federação brasileira. O método cartográfico cria uma distorção nas unidades espaciais conforme os valores. Diante disso, com base nos dados de incidência de dengue disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o ano de 2017 (Link dos dados Dados de dengue por estado brasileiro (2017) realizamos a anamorfose abaixo:


Figura 1. Incidência de dengue nos estados brasileiros (2017)
Fonte dos dados: Ministério da Saúde (2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Analisando o cartograma acima, percebe-se que o Estado de Goiás possui a maior incidência de Dengue do Brasil com 685,9 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Tocantins e Ceará. Ainda com taxas superiores a 100 casos por 100 mil habitantes, destacam-se 9 estados brasileiros, todos bem distribuídos pelas regiões, com exceção do Sul. 

Entre aqueles que possuem baixas incidências, destacam-se os estados da região Sul, mais o Estado de São Paulo e  Sergipe, entre 1,2 a 22 casos por 100 mil habitantes. De modo geral, os estados com maiores incidência estão na parte centro-norte do Brasil e aqueles com as menores taxas, em parte do litoral brasileiro e no Sul do Brasil.

Sabemos que as taxas expressam o total para cada estado brasileiro, mas seria bastante interessante avaliar a distribuição a nível de município, a fim de ressaltar as porções dos estados com maior incidência. 

Lembrando que as taxas variam enormente conforme os anos, sendo portanto, interessante avaliar os dados em uma série histórica.


Embora esse tipo de representação não seja novidade, ainda é incomum profissionais da área utilizarem esse método, porém é relativamente fácil construí-lo. Tanto no software QGIS, quanto no ArcGis, há essa possibilidade. 

Então, gostou da anamorfose? Que tal explorar os seus dados nessa forma de representação? Já conhecia o método? Conte para nós, queremos saber.



2. Consultoria em Geoprocessamento e Cartografia