Mostrando postagens com marcador mapas acadêmicos belém. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mapas acadêmicos belém. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Cartografia e Dados sobre Atentados Terroristas no Mundo




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. Cartografia e Dados sobre atentados terroristas no Mundo


Olá leitores, tudo bem com vocês? Cada vez mais o tema terrorismo vem chamando atenção nas mídias eletrônicas e impressas, assim como nas discussões acadêmicas e entre amigos. O objetivo dessa postagem é compartilhar um site que congrega dados dos atentados terroristas ocorridos no mundo, desde 2016 até 2019, quase em tempo real. O link está ao lado Plataforma de Ataques Terroristas - Esri Maps.


A coleta dos dados é oriunda de uma parceria entre a "Esri Story Maps" e a "Peace Tech Lab", usando diversas fontes. Na plataforma é possível obter dados da localização desses eventos, assim como a quantidade de fatalidades.



Figura 1. Plataforma interativa sobre os atentados terroristas no mundo em 2017


A partir da plataforma, nós podemos selecionar os atentados realizados por apenas uma organização terrorista como o "Estado Islâmico", "Al Qaeda", "Al-Shabaab", "Boko Haram", "PK", "Taliban", entre outros (Figura 2).


Figura 2. Opção dos grupos terroristas
Fonte: Storymaps (ESRI, 2017)

É possível visualizar um histórico dos atentados terroristas nas cidades. No exemplo abaixo, selecionei a cidade de Mogadíscio, capital da Somália, onde podemos saber a quantidade de fatalidades, quantidade de atentados, a data dos atentados e o grupo responsável pela ação.


Figura 3. Série histórica sobre atentados terroristas na capital da Somália em 2017
Fonte: Storymaps (ESRI, 2017)


A partir dos dados disponíveis na plataforma, é possível realizar diversos mapas temáticos e análises geográficas sobre a distribuição desses atentados terroristas, seja por grupo de atuação, país, região ou cidade. 

Para aqueles que trabalham com geoprocessamento e cartografia, esta plataforma possui um acervo muito grande de dados que possibilita escrever diversos artigos científicos ou postagens em blog sobre terrorismo no mundo. Para quem trabalha em sala de aula, também é um excelente recurso de exposição e discussão.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Marajó/PA - Cartografia dos Indicadores Ambientais



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



O USO DE MAPAS TEMÁTICOS NA AVALIAÇÃO DE INDICADORES AMBIENTAIS DA MESORREGIÃO MARAJÓ, PARÁ/BRASIL

Luiz Henrique Almeida Gusmão1; João dos Santos Carvalho2; Tassio Koiti Igawa3 e Bianca Cristina Cirino4

1Geógrafo (UFPA) e Bolsista CNPq, Embrapa Amazônia Oriental.
Email: henrique.ufpa@hotmail.com
2Doutor em Ciências Agrárias; Docente na Universidade Federal do Pará.
Email: carvajo55@yahoo.com.br
3Acadêmico em Agronomia; Bolsista CNPq, Embrapa Amazônia Oriental.
Email: tassio.igawa@gmail.com
4Acadêmica em Eng. Ambiental e Energias Renováveis na Universidade Federal do Pará; Bolsista CNPq, Embrapa Amazônia Oriental.
Email: b.cristina57@yahoo.com


RESUMO

No presente trabalho foram utilizados alguns indicadores ambientais relativo aos municípios da Mesorregião Marajó no estado do Pará de 2010, tais como: a porcentagem de acesso à rede de água, a porcentagem de acesso ao sistema de esgoto e a porcentagem de acesso à coleta de lixo, com o sentido de visualizar as desigualdades socioespacial entre os municípios, a partir da associação desses indicadores com mapas temáticos através do método coroplético. Essa abordagem mostra-se importante ao permitir entender o direcionamento de políticas públicas nesses municípios e as situações mais problemáticas. Os resultados da pesquisa apontam que a maioria dos municípios marajoaras possuem baixos índices de acessibilidade a rede de abastecimento de água, a rede de esgotamento sanitário e de coleta de resíduos, culminando em vários problemas envolvendo-a saúde pública e o meio ambiente, tais como: proliferação de doenças através da água, contaminação do solo e dos corpos hídricos, entre outros. O destaque é a potencialidade dos mapas temáticos para a análise crítica dos indicadores construídos com dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e para o software Philcarto que foi utilizado para espacializar às informações pertinentes ao ambiente com o método de mapeamento coroplético.

Palavras-chave: Marajó. Indicadores Ambientais. Mapas Temáticos.

Área de Interesse do Simpósio: Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento



1.      INTRODUÇÃO

      O uso de indicadores sociais tem sido intrínseco na consolidação de atividades do planejamento no setor público ao longo do século XX, como sugere Jannuzzi (2015). A disseminação do seu uso decorre da necessidade de avaliar e acompanhar as políticas, assim como do critério de mensuração e comparação de informações demográficas, econômicas, ambientais, entre outras, contribuintes das muitas tomadas de decisões advindas do poder público.
          Os indicadores ambientais associados com mapas são imprescindíveis, ou mais eficientes para a visualização e compreensão de fenômenos do espaço geográfico, considerando que os mapas conseguem expressar de maneira instantânea e clara os espaços para os quais as políticas públicas devem ser direcionadas para amenizar ou solucionar problemas sociais.
  A mesorregião Marajó compreende 16 municípios no Estado do Pará, os quais compõe a área deste estudo devido ser uma região historicamente marginalizada no que tange a baixa capilaridade de políticas públicas, serviços infraestruturais e equipamentos coletivos de proteção e promoção social, voltados ao desenvolvimento sócio-territorial, acarretando problemas em diversos âmbitos, de onde se destacam as dimensões sociais e ambientais.
 Este artigo busca espacializar indicadores ambientais, tais como: acesso a rede de água, da rede de esgoto e a coleta de lixo, tomando como base os domicílios, abrangidos pelos municípios dessa mesorregião e como referência os dados de 2010 disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



2. METODOLOGIA
2.1 LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

    A área estudada está inserida na Região Amazônica, mais precisamente no Norte do Estado do Pará, no qual está localizada a Mesorregião do Marajó, abrangendo 16 municípios e possuindo 487.010 habitantes (IBGE, 2010).

Fonte: Autores (2015)
* É expressamente proibido o uso, compartilhamento, publicação e comercialização do mapa sem autorização prévia do autor


2.2 DEFINIÇÕES DE INDICADORES AMBIENTAIS

Os indicadores são utilizados para avaliar o desempenho de políticas ou processos, podendo ser aplicados às questões ambientais, proporcionando uma síntese das pressões sobre o meio ambiente e de possíveis respostas encontradas pela sociedade (FIRJAN, 2008). No entanto, o desafio é utilizar um instrumento de aferição capaz de prover informações e facilitar a validação de diferentes graus de ocorrência ou de intervenção necessária à realidade de um fenômeno, que contribua para a sociedade monitorar as tendências de seu desenvolvimento. Este trabalho selecionou três indicadores ambientais: o índice de acesso à rede água, o de acesso à rede de esgoto e a coleta de lixo dos 16 municípios que formam a mesorregião Marajó no Estado do Pará.


2.3 ELABORAÇÃO DE MAPAS TEMÁTICOS

            Os mapas temáticos sobre saneamento básico foram elaborados com o uso do software francês de Cartografia Temática, conhecido como “Philcarto”, disponível para download em http://philcarto.free.fr. Com ele, cruzaram-se informações estatísticas em formato *txt (texto separado por tabulações) oriundas do IBGE (2010) com uma base cartográfica no formato “Ai” (Adobe Illustrator) para confeccionar os recursos cartográficos sobre acessibilidade a rede água, esgoto e a coleta de lixo dos 16 municípios da Mesorregião Marajó do Estado do Pará.


2.4 ANÁLISE DOS DADOS

         A elaboração dos produtos cartográficos foi sustentada no método de mapeamento coroplético, por oferecer melhor compreensão da distribuição geográfica dos índices de infraestrutura na área de estudo (MARTINELLI, 2011). Para tratamento dos dados relativos à porcentagem dos domicílios com acesso aos serviços de saneamento básico, foi utilizado o método estatístico “Quebras Naturais”, conhecido também como “Jenks”. [...] este é capaz de minimizar a variância intraclasse e maximizar a variância extraclasse (GIRARDI, 2007). Esse recurso exalta a discrepância entre os valores e facilita a compreensão do fenômeno observado.
           
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

    O abastecimento de água é realizado através de um sistema constituído por um conjunto de equipamentos e fluxos hidráulicos, cujas instalações são responsáveis pelo suprimento de água para o atendimento das necessidades da população no âmbito local, devendo ser garantido pelo poder público estadual e/ou municipal, no qual é um componente essencial na avaliação ambiental.
Segundo o IBGE (2010), 82,8% da população brasileira tinha acesso à rede geral de distribuição de água. No estado do Pará, este índice alcançou 47,9% e no Marajó, apenas 35,6% da população tinha acesso ao serviço, o que revela um contraste social muito forte no acesso a este recurso indispensável à vida de qualquer ser humano.
A distribuição espacial desse recurso é mostrada pela figura 2, na qual se pode ver que os melhores índices de acesso à rede de água nos domicílios estão no leste do Marajó, principalmente nos municípios de Santa Cruz do Arari (81,8%), Salvaterra (79,4%) e Soure (75,8%). Por outro lado, são visíveis os piores desempenhos localizados no oeste e norte da região, compreendendo os municípios de Chaves (14,8%), Melgaço (11,1%) e Anajás (7,5%), portanto, é evidente que há um contraste muito grande no abastecimento de água potável aos habitantes marajoaras.

Figura 2. Acesso a rede de água nos municípios do Marajó (PA) - 2010
Fonte: Autores (2015)
*É expressamente proibido o uso, o compartilhamento, publicação e a comercialização do mapa sem autorização prévia do autor.

Essa condição é precária, considerando que essa baixa cobertura no acesso a rede de água canalizada, representa um grave problema social, pois contribui para a proliferação de doenças, principalmente as de veiculação hídrica, assim como o desconforto devido ao frequente deslocamento para a captação de água.
É possível notar, também, que dentre os 16 municípios do Marajó, apenas 4 deles (25%) apresentam índices acima da média paraense, restando aos outros 12 (75%) valores abaixo dessa média, denotando que a maior parte dos domicílios marajoaras tem o acesso a rede de água local em condições inferiores as dos demais municípios paraenses e que isso contribui para que esses residentes busquem alternativas para o provimento deste recurso a suas habitações.
Isto é preocupante porque, “No Marajó, o rio serve não apenas como fornecedor de água para as necessidades básicas, mas também como depósito de dejetos fecais, denotando precárias condições de saneamento ambiental” (BRASIL, 2007). A população de Soure, Salvaterra e Santa Cruz do Arari apresenta-se como em menor vulnerabilidade a contrair doenças relacionadas à água, porque esses municípios têm os melhores índices de acesso à rede de distribuição de água potável, acima de 75,8%, relativamente próximo à média brasileira de 82,5%.
Um dos significados dessa constatação é que população de Chaves, Melgaço, Anajás, Portel, Afuá, Curralinho, São Sebastião da Boa Vista e Cachoeira do Arari está mais vulnerável a contrair qualquer doença de veiculação hídrica como: giardíase, amebíase, ascaridíase, esquistossomose, dengue, febre amarela, e outras, uma vez que esses municípios possuem os piores índices de abastecimento de água nos domicílios, abaixo de 34,7%, o que desencadeia muitas vezes, o consumo de água retirada diretamente dos rios e igarapés.
Os dados do IBGE (2010) mostram que a maioria dos municípios do Marajó possuem baixos índices de acessibilidade à rede água nos domicílios, revelando graves problemas socioeconômicos para os residentes, mesmo que essa situação encontre contradições em função da heterogeneidade da distribuição desse serviço pelo território marajoara, uma vez que alguns municípios possuem índices considerados satisfatórios, enquanto outros apresentam estado de penúria.

3.2 COLETA DE LIXO

 Das preocupações envolvendo equipamentos de infraestrutura urbana, a limpeza vem assumindo um papel de destaque entre as demandas da sociedade brasileira e de comunidades locais, como as dos municípios do Marajó, pois está diretamente relacionada à saúde pública, aumentando as discussões em torno da veiculação de doenças, do aspecto ambiental, das condições sociais dos trabalhadores envolvidos na coleta e destinação do lixo, ou nas pressões advindas do setor turístico pela cobrança da regularidade do serviço.
       Conforme o IBGE (2010), 80,2% da população brasileira tinha acesso à coleta de lixo. No Estado do Pará, este índice alcançava 61,1% da população e no Marajó, somente 30,3% tinha acesso a este serviço, o que mostra claramente a condição precária da região de estudo em relação ao patamar estadual e nacional.
O mapa da figura 3 mostra a distribuição dos municípios marajoaras segundo os melhores índices de acesso a coleta de lixo nos seus domicílios. Percebe-se que ela é heterogênea e o destaque é para o município de Soure com 76,3% de acesso a esse serviço, seguido por Santa Cruz do Arari (64%) e Breves (53,8%), com situações opostas aos municípios de Melgaço (24%), Cachoeira do Arari (18,8%) e Chaves (13,5%), cujos desempenhos são os piores da região. Na verdade, essa situação tão desigual no Marajó enfatiza claramente que as prefeituras não têm seguido a mesma lógica quando presta esse serviço à população, o que suscita uma atitude de alerta, já que em muitos domicílios, esse direito não vem sendo garantido, contrariando a Constituição Federal Brasileira.

Figura 3. Porcentagem dos domicílios com acesso a coleta de lixo nos municípios da mesorregião Marajó em 2010.
Fonte: Autores (2015)
*É expressamente proibido o uso, o compartilhamento, a publicação e a comercialização do mapa sem autorização prévia do autor.

Ainda no exame dessa peça de análise (o mapa), é possível perceber claramente que apenas o município de Soure tem índice superior à média do Estado do Pará, constatando-se que os outros 15 municípios (94%) apresentam índices inferiores, ou seja, a maioria dos municípios marajoaras não estão no mesmo patamar de prestação desse serviço à população, e se comparados ao índice estadual, evidencia-se que é necessário um avanço significativo nesse aspecto com vistas à expansão do sistema de coleta.
Outra vez o significado disto é que “a baixa coleta de lixo em grande parte dos municípios do Marajó contribui para que suas populações busquem outras maneiras de eliminar seus resíduos, utilizando muitas vezes o uso do fogo e o descarte a céu aberto” (BRASIL, 2010). Até mesmo o lançamento nos cursos d’ água, o que é ainda mais grave. Este indicador mostra-se essencial quando se pretende avaliar a saúde da população e a proteção ao ambiente, tendo em vista que a irregularidade da coleta de resíduos sólidos está associada ao despejo inadequado e capaz de contaminar diretamente os corpos hídricos, assim como o solo e outros meios.
No Brasil, algumas prefeituras já implantaram sistemas específicos para a coleta de resíduos, mas mesmo no nível nacional, na maioria dos municípios essa destinação tem sido os lixões (MONTEIRO, J. et. al, 2001). É necessário que a coleta de lixo seja acompanhada de disposição adequada desses resíduos para evitar a proliferação de lixões urbanos, principalmente em cidades com alta densidade demográfica, pois os impactos danosos à população e ao meio ambiente são maiores e mais prováveis.

3.3 REDE DE ESGOTO

O acesso ao serviço de esgoto é condição necessária à saúde humana e particularmente, à dignidade das pessoas, mas a participação de homens e mulheres nas atividades econômicas e sociais depende de uma vida saudável, por isso a existência de um sistema de esgoto é imprescindível para o bem-estar de todos, evitando o lançamento indiscriminado de resíduos sólidos e líquidos in natura no meio ambiente, e, por conseguinte, o surgimento de doenças para a população, e poluição dos corpos hídricos e do solo.
Segundo o IBGE (2010), somente 55,4% da população brasileira era atendida pelo sistema de esgoto. No Estado do Pará, apenas 10,2% era beneficiada por esse serviço, e no Marajó não mais que 1,1% da sua população tinha acesso. São dados que refletem a situação da precariedade do esgotamento sanitário e ambiental, em todas as esferas de gestão, em particular, na área de estudo, onde transparece um maior descaso por parte do poder público na expansão desse recurso essencial à manutenção de boa qualidade de vida da população.
A figura 4 espacializa a situação do sistema de esgoto na região e mostra que ele é menos caótico no município de Ponta de Pedras onde o acesso é representado por 9,7% dos moradores, restando-aos demais municípios índices abaixo de 2,5%. Mas os piores desempenhos estão no oeste e norte da região, majoritariamente nos municípios de Salvaterra (0,28%), Portel (0,28%), Melgaço (0,27%) e Cachoeira do Arari (0,16%). Esta análise constata ainda que todos os municípios do Marajó apresentam índices abaixo da média brasileira e mesmo da paraense, reduzida inserção da população no sistema de esgoto permite dizer que grande parte dos marajoaras encontra-se em risco de adquirir doenças relacionadas à dificuldade de descartar o material inservível proveniente dos usos residenciais e/ou outros.

Figura 04. Porcentagem dos domicílios com acesso ao sistema de esgoto nos municípios da Mesorregião Marajó em 2010
Fonte: Autores (2015)
*É expressamente proibido o uso, o compartilhamento, a publicação e a comercialização do mapa sem autorização prévia do autor.

Junior, A (2009) lembra que o déficit dos serviços de água e esgoto “no Brasil é mais acentuado nas populações de baixa renda, nas quais se constatam os maiores problemas de saúde pública”. Ou seja, além da desigualdade existente entre os próprios municípios, ainda prevalece à importância da renda familiar para a acessibilidade a esses sistemas, de modo que aquelas famílias com maior poder aquisitivo buscam contornar esse problema.
O mesmo autor propõe que “o déficit de esgoto e de água no país pode ser explicado através da fragmentação das políticas públicas e da carência dos instrumentos de regularização”, apontando a extinção do Plano Nacional de Saneamento no final da década de 1980” como fator de alta relevância. Lembra também que isso dificulta a implantação de políticas setoriais de água e esgoto, destacando a abrangência do conjunto de leis, e os mecanismos de investimentos e políticas regulatórias, embora isso possa também dificultar a expansão desse sistema nos municípios, levando-os a baixos indicadores de acessibilidade como se pode constatar na mesorregião Marajó.

4. CONCLUSÕES

        O foco na análise dos mapas temáticos permitiu avaliar a acessibilidade de água, esgoto e coleta de lixo no Marajó, e revelou-os como peças úteis para o diagnóstico das disparidades sociais nos municípios ao tornar evidente a precariedade ambiental dos serviços de saneamento básico na maioria dos domicílios, com raras exceções, como a boa oferta de água no município de Soure, Santa Cruz do Arari e Salvaterra, além da satisfatória coleta de lixo em Soure. Sobretudo, tornou possível entender o processo de distribuição desses serviços, e as dificuldades de expansão e melhoria, assim como a condição atual que aparece como alarmante por prejudicar, significativamente, a qualidade de vida da população. 

REFERÊNCIAS
BRASIL. Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável para o Arquipélago do Marajó: resumo executivo da versão preliminar para discussão nas consultas públicas/Governo Federal, Grupo Executivo Interministerial. – Brasília: Ed. do Ministério da Saúde, 2007. Disponível: http://www.sudam.gov.br/Adagenor/PRDA/Plano-Marajo/07_0035_FL.pdf. Acesso em 02/05/2015.
Censo Demográfico 2010. In IBGE. Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA. http://www.sidra.ibge.gov.br/cd/cd2010rpu.asp?o=6&i=P. Acesso em 01/04/ 2015.
FIRJAN. Manual de Indicadores Ambientais: Instrumentos de Gestão Ambiental. Rio de Janeiro: DIM/GTM, 2008.
GIRARDI, E. Manual de utilização do programa Philcarto: versão 4x para Windows. Disponível em http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/girardi/Cartografia%20PPGG%202015/MANUAL%20ANTIGO%20PHILCARTO.pdf. 2007. Acesso em 02/04/2015.
JUNIOR, G. AC. Desafios para a universalização dos serviços de água e de esgoto no Brasil. Revis. Panam Salud Púbica. 2009, 25. (6): 548-56.
LEONETTI, et. al. Saneamento básico no Brasil: considerações sobre investimentos e sustentabilidade para o século XXI. Revista de Administração Pública (RPA). Rio de Janeiro 45 (2):331-48. MAR/ABR, 2011.
JANNUZZI, P. Indicadores para diagnóstico, monitoramento e avaliação de programas sociais no Brasil. Revista do Serviço Público. Brasília 56 (2): 137-160. Abr/Jun/2015.
MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática. 6° ed. ampl. E atual – São Paulo: Contexto, 2011.
MONTEIRO, J. et al. Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001. Disponível em http://www.resol.com.br/cartilha4/manual.pdf. Acesso em 02/08/2015.
PHILCARTO. Disponível em http://philcarto.free.fr. Acesso em 01/01/2015.







terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasil - Cartografia da População com o software Philcarto





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. RESUMO

O objetivo dessa postagem é mostrar a potencialidade dos mapas temáticos elaborados no software Philcarto, assim como as possíveis análise espaciais que podem ser realizadas através da interpretação correta. Nessa postagem, escolhi algumas variáveis sobre a população brasileira, tais como: População total; População Urbana; População Rural; População Urbana x População Rural e Densidade Demográfica. Esta postagem fará uma breve análise da distribuição populacional no Brasil tomando como base os estados e as regiões.  


2. METODOLOGIA

Para elaboração dos mapas temáticos foi usado o software Philcarto, disponível em http://philcarto.free.fr/. Todos os dados são oriundos do IBGE - 2010 (Sistema de Recuperação Automática IBGE), disponível em http://www.sidra.ibge.gov.br/. As bases cartográficas em formato (Ai.) foram cruzadas com planilhas advindas do Excel em formato (texto separado por tabulações - txt) no Philcarto para os mapas poderem ser gerados. As imagens de satélites foram extraídas do Google Earth Pro, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html. As bases cartográficas foram extraídas do próprio site do Philcarto http://philcarto.free.fr/FondsDeCartes.html. No site, ainda há bases de distritos e regiões de vários países do mundo.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 CARTOGRAFANDO A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Segundo o último censo em 2010, a população brasileira era de 195.200.000 habitantes, no qual a distribuição era e ainda continua sendo bastante desigual, com forte concentração populacional no litoral do país, especialmente na região Sudeste, Sul e Nordeste em contraposição a Região Norte e Centro-Oeste (Mapa 1), onde foi usado a técnica cartográfica símbolos proporcionais com o Philcarto para evidenciar a proporcionalidade da população dos estados brasileiros.


Mapa 1. Brasil - População absoluta dos estados em 2010

Conforme o mapa, o Estado de São Paulo continua sendo o mais populoso do Brasil com 41.262.199 habitantes, seguido por Minas Gerais (19.597.330 hab), Rio de Janeiro (15.989.000 hab), Bahia (14.016.906 hab) e Rio Grande do Sul (10.693.929). Os estados menos populosos estão sobretudo na Região Norte, destacando-se Roraima, Amapá, Acre e Rondônia, em razão da ocupação ter sido mais recente do que nos demais estados, além da forte presença de áreas de conservação e florestas em grande parte do seu território. A população brasileira concentra-se no litoral, principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste em detrimento do menor adensamento na Região Norte e Centro-Oeste.

A maioria da população brasileira já vive em cidades (84,3%), sendo uma realidade em todos os estados. Para a representação do mesmo foi utilizado a técnica cartográfica de símbolos proporcionais opostos com o software Philcarto para destacar a proporcionalidade e o contraste de duas informações. O forte processo de urbanização que se verifica a partir da 2° Guerra Mundial está diretamente relacionado aos progressos sanitários e a melhoria dos padrões de vida que ocasionou aumento da natalidade e redução das taxas de mortalidade no país. 


A partir da década de 80, as taxas de natalidade e mortalidade começam a reduzir significativamente, o que repercute no baixo crescimento vegetativo ao longo dos anos, assim como o crescente êxodo rural. Esses acontecimentos favoreceram a preponderância da população urbana em todas as unidades da federação (Mapa 2), sendo mais evidente na Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente no estado do Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal.




Mapa 2. Brasil - População Urbana x População Rural em 2010


Conforme o mapa, entre os estados com a menor proporção de pessoas morando nas cidades, destaca-se o Maranhão, Piauí, Pará e Bahia. É evidente que a Região Norte e Nordeste ainda é representativo o número de pessoas vivendo no campo e de atividades primárias, como agricultura, extrativismo e pecuária. Porém, essas regiões possuem grandes e médios centros urbanos e um sistema viário relativamente integrado com o restante do país, principalmente a Região Nordeste.

A urbanização brasileira foi bastante acelerada no período da década de 60-90, onde milhões de pessoas se dirigiram para as grandes e médias cidades, em um fenômeno conhecido como êxodo rural, motivada principalmente pela concentração de terras por grandes fazendeiros no interior do país que dificultou o acesso a terra. A mecanização agrícola vem contribuído para a substituição da mão-de-obra não-qualificada no campo em decorrência da substancial melhoria da produtividade por causa das máquinas e como forma e evitar problemas trabalhistas. Muitas famílias buscam melhorar a qualidade de vida, migrando para os centros urbanos com o intuito de fugir da fome, miséria e buscar melhores oportunidades de trabalho, porém nem sempre conseguem, pois a qualificação exigida nas cidades é mais elevada, o que contribui para que os migrantes busquem formas de se adaptar no mercado ou trabalharem informalmente.

No Brasil, esses fatores contribuíram para que o Estado de São Paulo e Rio de Janeiro alcançassem as maiores taxas de urbanização do país, acima de 96%, enquanto o DF, em razão da centralidade política, forte migração para a construção e fixação em Brasília. No geral, uma parcela significativa da população das regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste vive nos centros urbanos, em contraste com taxas mais discretas no restante do país (exceção do Amapá), porém predominantemente urbana, acima de 64% (Mapa 3). 

Mapa 3. Brasil - Urbanização em 2010

No Brasil, os estados que possuem os maiores índices de sua população morando nas zonas rurais são: Pará, Maranhão e Piauí, entre 31% a 36%, seguido por outros estados da Região Nordeste e Norte do país (Mapa 4), contrastando com índices menores dos estados da Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


Mapa 4. Brasil - População Rural em 2010

A distribuição espacial da população brasileira é bastante desigual (Mapa 5), resultado do início do povoamento no litoral do país e a ascensão dos primeiros centros urbanos próximo ao oceano atlântico, em que é evidente as altas densidades demográficas no litoral nordestino, principalmente do Ceará em direção a Bahia, onde estão localizadas as maiores cidades e suas respectivas regiões metropolitanas como a de Fortaleza, Recife e Salvador. 

É perceptível no mapa que a alta concentração de pessoas por Km² se estende por grande parte do Sudeste do Brasil, essencialmente no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Espírito Santo, onde estão grandes e médias cidades. Essa área também concentra grande parte do PIB brasileiro e é muito industrializada.


Mapa 5. Densidade Demográfica no Brasil em 2010
Fonte: Adaptado de HERVE THERY
Revista Confins


Ainda conforme o mapa, no sul do país, o número de pessoas por quilômetro quadrado é elevado, principalmente na porção leste do estado de Santa Catarina, no centro-sul do Rio Grande do Sul, no leste e norte do Paraná, enquanto na Região Norte e Centro-Oeste, a densidade é predominantemente muito baixa, variando entre 0,1 a 15 hab/km², em consequência da presença da floresta amazônica no Norte; pelo Pantanal e Cerrado no Centro-Oeste, com exceção dos arredores da cidade de Belém/PA (Norte) e Goiânia/GO (Centro-Oeste) que possuem regiões metropolitanas consolidadas, assim como algumas áreas como a RIDE de Brasília, a cidade de Manaus/AM (Norte), Cuiabá/MT e o Sul de Goiás.



4. CONCLUSÕES

O Philcarto mostrou ser um excelente recurso na elaboração de mapas temáticos a partir de dados estatísticos, onde é evidente a sua potencialidade para confeccionar produtos similares. Os mapas mostraram a desigual distribuição da população brasileira, onde a Região Sul e Sudeste possuem as mais altas taxas de urbanização, concentram os estados mais populosos e possuem as maiores densidades populacionais do país, principalmente no litoral, em contraposição a Região Norte e Nordeste, que possuem taxas mais discretas de urbanização e ocupação demográfica mais rarefeita. O software usado para elaborar os mapas é livre, gratuito e pode ser encontrado facilmente em http://philcarto.free.fr/



5. REFERÊNCIAS

IBGE, 2010. Sistema IBGE de Recuperação Automática. Disponível em http://www.sidra.ibge.gov.br/. Acesso em 27/12/2015

THERY, H. A população do Brasil em 2010. Revista Confins. Disponível em  https://confins.revues.org/7215?lang=pt. Acesso em 06/01/2016









segunda-feira, 13 de julho de 2015

Área de Influência dos Shoppings Centers em Belém usando Geotecnologias






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. INTRODUÇÃO


Shopping Center é um grande centro comercial, abrigando diversas lojas, lanchonetes, restaurantes, salas de cinema, playground, estacionamentos, entre outros, caracterizado pelo seu fechamento em relação à cidade. É um espaço planejado sob uma administração centralizada, composto de lojas destinadas à exploração comercial e a prestação de serviços, sujeitas a normas contratais padronizadas, para manter o equilíbrio da oferta e da funcionalidade, procurando assegurar convivência integrada. Atualmente, Belém conta com quatro shoppings centers: Shopping Pátio Belém, Shopping Boulevard, Shopping Castanheira e Parque Shopping, situados em pontos estratégicos da capital paraense, enquanto os outros devem ser construídos. Essa postagem baseia-se na análise da área de influência direta dos Shoppings Centers usando Geotecnologias.


2. ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DOS SHOPPINGS CENTERS

2.1. SHOPPING PÁTIO BELÉM

O Shopping Pátio Belém está localizado no centro da cidade, bairro de Batista Campos (Bairro de Classe média-alta), próximo dos bairros mais tradicionais, sendo extremamente estratégico do ponto de vista geográfico e funcional, haja vista, está ao redor de bairros de classe média-alta, tais como Campina, Nazaré e Cidade Velha. A fronteira do Jurunas com os demais bairros tem sido muito procurado por grandes construtoras de luxo, devido a forte atração do shopping center e tem alocado uma população de alta renda. 


Figura 01. Área de influência direta do shopping Pátio Belém
Autoria: Luiz Henrique Almeida Gusmão (Geógrafo/Geographer)
Fonte da imagem: Google Earth Pro

Conforme a figura, na área de influência direta (1 km) encontra-se a maior densidade de clientes assíduos e diretos do shopping center, já que o empreendimento consegue atrair com muita frequência esses habitantes. Destaca-se a proximidade com o centro comercial, o centro histórico, museus, praças com grande circulação de pessoas (Batista Campos e República), apartamentos de luxo e de classe média, principais pontos turísticos (Ver-o-Peso e Estação das Docas) e também de bairros muito populosos (Mais distantes) como: Jurunas, Condor, Cremação e Guamá.

Figura 1. Shopping Pátio Belém a noite
Fonte: belemmetropole.blogspot.com


2.2. SHOPPING BOULEVARD

O Shopping Boulevard está localizado no centro de Belém, bairro do Reduto, próximo de bairros de classe média-alta e alta (Umarizal, Nazaré e Campina) na área com a maior densidade de edifícios e moradores de classe média-alta e alta da cidade, tanto que grande parte de suas lojas são grifes e destinadas ao consumo destas classes, porém com presença de lojas mais populares. Este empreendimento está em uma área em "boom imobiliário", com lançamento constante de edifícios de alto padrão, assim como de serviços de alta renda (faculdades, restaurantes, boates, hospitais, escolas, bares, etc).


Figura 02. Área de Influência Direta do Shopping Boulevard
Autoria: Luiz Henrique Almeida Gusmão (Geógrafo/Geographer)
Fonte da imagem: Google Earth Pro

Conforme a figura, o shopping está em uma das áreas mais valorizadas de Belém, a chamada "Doca", ou melhor, a Av. Visconde de Souza Franco, onde o m² é um dos mais caros, em que apartamentos estão acima R$800.000,00. Normalmente, são empreendimentos entre 20 a 40 pavimentos em que seus residentes pertencem as classes mais abastadas. É uma área com grande circulação de pessoas a pé, carros, motos ou ônibus, sendo rota para o centro comercial da cidade.

Figura 2.  Shopping Boulevard a noite


2.3. SHOPPING CASTANHEIRA

O shopping Castanheira está localizado na Rodovia BR-316 em Belém, no bairro do Castanheira, na fronteira com o município de Ananindeua. Esta localização é estratégica, por ser a principal rota de entrada e saída de pessoas da capital paraense e Região Metropolitana (2.200.000 de pessoas).           

Figura 3.  Shopping Castanheira na entrada/saída de Belém
Fonte: Google Earth

Conforme a figura, a particularidade deste shopping é que a sua polarização é muito maior do que os demais shoppings, por conseguir atrair grande parte da população da Região Metropolitana de Belém e até de municípios a 30 Km de distância, através de uma única via de circulação. 


Figura 03. Área de Influência Direta e Indireta do Shopping Castanheira
Autoria: Luiz Henrique Almeida Gusmão (Geógrafo/Geographer)

Fonte da imagem: Google Earth Pro



Entre os municípios, atrai fortemente Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e com menor frequência: Santa Isabel do Pará, Inhamgapi e outros. A sua influência torna-se em escala micro-regional, por não haver por enquanto, nenhum shopping concorrente na rodovia.


         Figura 5. Shopping Castanheira durante o dia
     Fonte: www.skyscrapercity.com


2.4 PARQUE SHOPPING

O Parque Shopping está localizado na Av. Augusto Montenegro, bairro do Parque Verde, em uma das principais vias de expansão e valorização imobiliária da cidade, com crescente número de condomínios residenciais de baixo, médio e alto padrão, atraindo-os fortemente, por causa da proximidade com eles (Figura 04). Isto decorre também por ser o maior empreendimento do Norte de Belém.

Figura 04. Área de Influência Direta do Parque Shopping

Autoria: Luiz Henrique Almeida Gusmão (Geógrafo/Geographer)

Fonte da imagem: Google Earth Pro


Foi inaugurado em 2009 pelas mesmas construtoras do Boulevard Shopping, estando localizado chamada "Nova Belém" que engloba os bairros: Parque Verde e Coqueiro. Apesar do mapa acima, o shopping polariza indiretamente quase 400 mil pessoas dos bairros em um raio de 2 a 10 Km de distância, inclusive do município de Ananindeua.


Figura 05. Parque Shopping em um dia muito calmo
Fonte: www.somdiagnostico.com.br

A distribuição dos shoppings em Belém é extremamente estratégica, porque visa abranger uma área populosa e principalmente com alto poder de consumo. Tendo isso em vista, a espacialização desses empreendimentos está da seguinte maneira:


Mapa 01. Distribuição dos Shoppings Centers em Belém - 2015
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor, sob penalidade judicial por direitos autorais.
Fonte: Autoria própria (2015)


Segundo o mapa acima, a distribuição espacial dos shoppings centers está bem dispersa pela cidade, normalmente em pontos estratégicos com grande Poder de Paridade de Compra (PPC) como a presença do Shopping Boulevard e o Shopping Pátio Belém em destaque no centro. 

Por outro lado, há outros shoppings distantes do centro, mas em lugares com alto poder de consumo, como o Parque Shopping na Augusto Montenegro, área com "boom imobiliário"; o Castanheira Shopping Center na entrada/saída de Belém e recentemente, o Shopping Bosque Grão Pará em uma nova área com investimentos imobiliárioS. 

Em outra análise, é possível perceber no Mapa 06, os shoppings mais antigos e os mais recentes, assim como o fluxo de dispersão desses empreendimentos em direção a periferia da cidade com grande potencialidade de compra e crescente mercado consumidor. 


Mapa 02: Fluxo de Dispersão dos Shoppings Centers em Belém
É expressamente proibido o uso, publicação, cópia, comercialização ou o compartilhamento desse mapa ou figura sem autorização prévia do autor, sob penalidade judicial por direitos autorais.
Fonte: Autoria própria (2015)



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os shoppings centers, portanto, estão localizados em áreas supervalorizadas da cidade, em que há forte presença de famílias com alto e médio poder aquisitivo. Em Belém, muitos estão em bairros nobres com alto poder de consumo, enquanto outros estão mais afastados, porém em localidades com intenso fluxo de pessoas, ocasionando uma valorização constante dos imóveis nas suas proximidades. Os shoppings são
 espaços de convivência múltipla de classes sociais distintas, onde há desigualdade no acesso de bens, mas singular no intuito de consumir. A tendência atual desses empreendimentos segue a mesma lógica, serem construídos em locais com alto poder de consumo, boa acessibilidade e potencial de lucro. 


5. ALGUNS SERVIÇOS DE GEOPROCESSAMENTO