terça-feira, 2 de maio de 2017

Cidades mais violentas por arma de fogo no Pará






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Homicídios no Pará por arma de fogo

As crescentes taxas de homicídios através de armas de fogo no Brasil colocam a população exposta a constantes riscos à saúde, o que torna esse tema um dos prioritários na adoção de políticas públicas. As lesões por projétil de arma de fogo são as principais causas do aumento nas mortes por homicídio no Brasil (TRINDADE et al., 2015).

O Estado do Pará, localizado no Norte do Brasil (Mapa 1), foi o 10° em homicídios por arma de fogo com índice de 28,5 mortes por 100.000 habitantes no ano de 2015 (MAPA DA VIOLÊNCIA, 2016), acima da média brasileira de 21,2, e, portanto, sendo o mais violento da Amazônia e da Região Norte.


Figura 1. Mapa de localização do Estado do Pará (2018)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
*É proibido usar sem a autorização prévia do autor. Entrar em contato para adaptar a figura ou mapa para trabalho acadêmico.


Os estados brasileiros que se destacaram com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo são: Alagoas, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte e Espírito Santo (Gráfico 1). A maioria está na Região Nordeste e todos na costa atlântica.



Gráfico 1. Taxas de homicídio por arma de fogo (por 100 mil nas unidades da federação do Brasil, 2014.
Fonte: Mapa da Violência (2016)


Nos últimos 14 anos (2004-2014), o estado do Pará teve variação de 96,9% nas mortes por arma de fogo, muito acima da média brasileira (11,1%) e ocupava a 10° colocação no país.

O Rio Grande do Norte teve o maior aumento de homicídios por arma de fogo do país, seguido pelos estados do Maranhão, Ceará, Piauí e Amazonas.



Gráfico 2. Variação percentual das taxas de homicídio por armas de fogo nas unidades da federação do Brasil entre 2004-2014.

Fonte: Mapa da Violência (2016)


2. Análise da distribuição espacial dos municípios mais violentos por arma de fogo no Pará 


A violência no Brasil é particularmente ligada ao crime organizado (PENNA; FERREIRA, 2005) e ocasiona frequentemente homicídios, principalmente nas periferias urbanas no caso dos grandes centros urbanos ou em lugares onde os órgãos coercitivos são pouco atuantes, como áreas de fronteira agrícola. 

No Pará, conforme os dados do MAPA DA VIOLÊNCIA (2016), os municípios com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo estão destacados no mapa abaixo:


Figura 2. Mapa dos municípios com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo no Estado do Pará (2014) 
CLIQUE PARA AUMENTAR
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É proibido usar sem a autorização prévia do autor. Entrar em contato para adaptar a figura ou mapa para trabalho acadêmico.


Na análise do mapa temático, observa-se que os municípios com as maiores taxas de homicídio por arma de fogo estão aglutinados em regiões diferentes, onde o foco de violência por arma de fogo é maior na área metropolitana de Belém, com destaque para Ananindeua em 1° e Marituba em 2°. 

Marabá aparece em 3°, seguido por Moju (4°), Novo Progresso (5°), Tailândia (6°), Altamira (7°), Igarapé-Miri (8°), Parauapebas (9°) e Nova Ipixuna (10°).


As mortes por arma de fogo em Ananindeua e Marituba estão intimamente atreladas aos problemas de uso e consumo de droga, seguida por ocorrências de latrocínio, principalmente nas periferias dessas cidades. Em Ananindeua, a situação é a pior do Pará, com quase 91 vítimas para cada 100 mil habitantes, enquanto Marituba também possuía taxa alarmante de 58,9 mortes/mil hab. (MAPA DA VIOLÊNCIA, 2016). Conforme os dados do Mapa da Violência (2016), no ano de 2014, houve 401 vítimas em Ananindeua e 73 em Marituba.

No Nordeste Paraense, Moju esteve em 4°, seguido por Tailândia (6°) e Igarapé-Miri (8°). Essas cidades são dinâmicas com fluxo intenso de pessoas e mercadorias, onde as principais causas de homicídio também estão relacionadas a questão do tráfico e consumo de drogas. 

No Sudeste Paraense, Marabá o era o mais violento e o terceiro do Pará, seguido por Parauapebas (9°) e Nova Ipixuna (10°). Nessa parte do Estado, as causas estão mais vinculadas aos conflitos agrários por posse de terra, já que esses possuem grandes rebanhos bovinos e consequentemente surgem diversas irregularidades pelas condições de trabalho análogas à escravidão. 

Disputas por terras são comuns nessa região, onde é forte à atuação do MST e de outros movimentos pró-terra. Apesar da força agropecuária na região, particularmente em Marabá, há problemas ligados ao tráfico de drogas e violência urbana, que contribuem ainda mais para o aumento de homicídios.

No Sudoeste do Pará, o município de Novo Progresso é o quinto mais violento e, Altamira o. Problemas fundiários também são comuns na região, principalmente ao longo das rodovias (BR-163 e BR-202), onde os conflitos por posse de terra são as principais razões de tantos homicídios. 

Sobre os homicídios no campo, Santos (2000), nos diz que nas regiões Norte e Centro-Oeste, há forte concentração dos conflitos por terra no Brasil, o que ocasiona casos de homicídios pela posse da mesma.



2. CONCLUSÕES

Os dados do Mapa da Violência que ressaltam as mortes por arma de fogo no Pará mostram a gravidade da violência no Pará, colocando-o entre as unidades da federação mais violentas do Brasil. O olhar geográfico sobre a distribuição espacial dos municípios mais violentos do Estado revela à alta taxa de homicídios, principalmente onde os conflitos agrários e o tráfico de drogas fazem parte do cotidiano das cidades. O mapeamento da violência por meio de softwares, associado a mão-de-obra especializada, uso do GPS e outras tecnologias, pode trazer benefícios para administração pública e consequentemente para a sociedade, pois haverá maior monitoramento por parte das autoridades e melhor tomada de decisão pelos agentes envolvidos. Em suma, é necessário estimular e aplicar novas políticas públicas no combate a violência, principalmente para que não haja redutos do crime e homicídios.



3. REFERÊNCIAS


FERREIRA, I; PENNA, N. Território da violência: um olhar geográfico sobre a violência urbana. GEOUSP: Espaço e tempo, São Paulo, n°18, pp. 155-168, 2005. Disponível em http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp18/Artigo11_Ignez%20e%20Elba.pdf

SANTOS, J. Conflitos agrários e violência no Brasil: agentes sociais, lutas pela terra e reforma agrária. Pontificia Universidad Javeriana. Seminário Internacional , Bogotá, Colômbia, agosto de 2010. Disponível em http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/rjave/paneles/tavares.pdf

MAPA DA VIOLÊNCIA 2016, Homicídios por arma de fogo no Brasil. Disponível em http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2016/Mapa2016_armas_web.pdf


TRINDADE et al. Mapa dos Homicídios por arma de fogo : perfil das vítimas e das agressões. Revista da Escola de Enfermagem. USP. 2005. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v49n5/pt_0080-6234-reeusp-49-05-0748.pdf

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Impactos Socioambientais do Aterro Sanitário de Marituba/PA


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. O que é um aterro sanitário?

Conforme a NBR 8419/1992 da ABNT, o aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais (Figura 1). Tal método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho, ou intervalos menores, se necessário. 

De acordo com a NBR 13896/1997 da ABNT, recomenda-se a construção de aterros com vida útil mínima de 10 anos. O seu monitoramento deve prolongar-se, no mínimo, por mais 10 anos após o seu encerramento.



Figura 01. Corte da seção de um aterro sanitário

Dessa forma, o aterro sanitário deve ter barreiras de isolamento, capacidade de drenagem da água da chuva, um bom sistema de drenagem e tratamento de chorume, entre outras medidas efetivas de contenção do chorume na zona destinada ao tratamento e ausência ou baixo impacto no ambiente (Figura 2).



Figura 2. O que um aterro sanitário deve ter?


2. PROBLEMAS SOCIOAMBIENTAIS ORIUNDOS DO ATERRO SANITÁRIO DE MARITUBA/PA

Recentemente, todos os resíduos sólidos gerados na Região Metropolitana de Belém/PA (6 municípios e 2,2 milhões de pessoas), com exceção de Castanhal, deveriam ser tratados no aterro sanitário localizado em Marituba/PA, sem impactos ambientais diretos e indiretos (Mapa 1). 


Mapa 01. Municípios de origem dos resíduos sólidos para o aterro sanitário de Marituba/PA (2017)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É proibido usar sem a autorização prévia do autor. Entrar em contato para adaptar a figura ou mapa para trabalho acadêmico.



Por outro lado, a instalação do aterro sanitário em Marituba (município da Região Metropolitana de Belém) tem ocasionado diversos problemas de saúde e mau cheiro (Figura 3). 

Em decorrência da situação de emissão de metano, é evidente que o aterro sanitário possui problemas estruturais e não está adequado para receber todos os resíduos sólidos para iniciar o aproveitamento na sua plenitude.


Figura 3. Configuração do aterro sanitário de Marituba/PA
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017) com base nas imagens do Google Earth de 2016.
*É proibido usar sem a autorização prévia do autor. Entrar em contato para adaptar a figura ou mapa para trabalho acadêmico.


A partir da figura 3, podemos perceber que entre 4 e 6 depósitos de chorume oriundo da RMB estão sendo responsáveis pela forte emissão de metano para as comunidades próximas. A inadequabilidade da proteção dos depósitos é a principal razão do vazamento de gás nocivo a população, o que ainda está gerando problemas de saúde. 

Dentre os bairros mais afetados, destacam-se: Decouville, Santa Lúcia, Uriboca, Pato Macho, São João, Boa Vista e parte da zona rural do município (Figura 4). Muitos afirmam que o cheiro de metano foi sentido até mesmo no centro da cidade.


Figura 4. Bairros mais atingidos pela emissão de metano do aterro sanitário de Marituba/PA em 2017
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017) com base nas imagens do Google Earth de 2016.
*É proibido usar sem a autorização prévia do autor. Entrar em contato para adaptar a figura ou mapa para trabalho acadêmico.


Com base na figura 4, é possível perceber que vários bairros foram atingidos pela poluição através de metano do aterro sanitário em Marituba, o que revela o descumprimento da empresa na garantia de salubridade da atividade no local. Os moradores desses bairros estão mais vulneráveis aos impactos ambientais decorrentes da má administração do aterro sanitário que afetam diretamente a qualidade de vida da população. Há relatos de mau cheiro, de irritação dos olhos, mau-estar e náuseas

Em relação aos terrenos e aos comércios próximos do aterro, é provável que haja uma desvalorização do solo urbano pelas péssimas condições ambientais na atualidade, prejudicando moradores e comerciantes da área. 

O problema do aterro torna-se maior, pois nas redondezas, grande parte da população possui baixo poder aquisitivo, já sofre com a carência de saneamento básico, vivem normalmente em casas pequenas e desconfortáveis, além de morarem distante das unidades de saúde, com exceção dos bairros do centro, São João e Boa Vista.

Nessa situação de desconforto ambiental, os principais prejudicados são crianças, idosos, grávidas e famílias com poucos recursos financeiros. Até comerciantes já sentiram uma redução das vendas, pois o mau cheiro afasta possíveis fregueses, o que repercute no rendimento de dezenas de famílias. A insatisfação dos moradores tem contribuído para inúmeras manifestações contra a empresa e o aterro, inclusive com interdição da via que dá acesso ao local (Figura 5).



Figura 5. Policiais do Estado do Pará na via interditada por moradores próximo ao aterro sanitário de Marituba/PA
Fonte: Álvaro Ribeiro (Fotógrafo) G1/PA Notícias. 


A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS/PA) já multou a empresa responsável pelo gerenciamento do aterro e solicitou medidas emergenciais para atenuar os impactos ambientais. 

Normalmente as medidas de punição às empresas que transgridem as normas ambientais se dá através de multas, porém muitas vezes o problema inicia-se no planejamento e execução das obras, sem conhecimento total dos impactos diretos e indiretos que podem afetar as comunidades, a flora e a fauna ao redor.


5. CONCLUSÃO

As imagens de satélites fornecidas pelo Google Earth são excelentes recursos para ilustrar ocorrências de desequilíbrio ambiental e descumprimento de medidas de atenuação de impactos ambientais, principalmente em áreas urbanas,onde ficou evidente o grande problema ambiental oriundo da emissão de metano pelo aterro sanitário no município de Marituba. É necessário medidas emergenciais no combate a casos iguais a este, pois a comunidade, a fauna e a flora são extremamente prejudicados pela negligência de empresas que deveriam solucionar problemas oriundos dos resíduos sólidos. Apesar dos impactos ambientais diretos e indiretos que ocorreram em Marituba, acreditamos que as melhores soluções devem ser encontradas e executadas para que nunca mais ocorra situações como esta.





6. REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT.  NBR 8419: apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos: procedimento. Rio de Janeiro, 1992.

Fundação Estadual do Meio Ambiente. Orientações básicas para a operação de aterro sanitário/ Fundação Estadual do Meio Ambiente. —- Belo Horizonte: FEAM, 2006. 36p.: il.

G1-PA Notícias. http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2017/03/moradores-interditam-pela-segunda-vez-o-aterro-sanitario-de-marituba-pa.html

Portal dos Resíduos Sólidos. http://www.portalresiduossolidos.com/aterro-sanitario/. Acesso em 05/04/2017.

Resíduos sólidos: projeto, operação e monitoramento de aterros sanitários: guia do profissional em treinamento: nível 2/Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (org.). – Belo Horizonte : ReCESA, 2008. 120 p.

SEMAS/PA. https://www.semas.pa.gov.br/2017/03/22/semas-estabelece-prazos-para-regularizacao-do-aterro-sanitario-de-marituba/

sábado, 25 de março de 2017

31 Sites e Blogs para aprender Cartografia e Geoprocessamento (English)





Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. 31 Sites e Blogs para aprender sobre Cartografia e Geoprocessamento em inglês


Os sites/blogs são ótimas plataformas de aprendizagem em Cartografia e Geoprocessamento, sendo imprescindível para futuros geógrafos, cartógrafos e demais profissionais que buscam aprofundar os seus conhecimentos na área. Os livros continuam sendo bons recursos para aprender, mas os sites e blogs são plataformas interativas, de fácil comunicação, objetivos e mostram de maneira prática toda a teoria aprendida na universidade ou curso a distância. 



Nesse contexto, busquei selecionar alguns sites/blogs em inglês para você poder aprofundar os seus conhecimentos na área de Cartografia, Geoprocessamento e Programação em Phyton. Grande parte deles são administrados por profissionais da área, onde é possível extrair várias dicas a respeito do tratamento da informação geográfica nos SIGs, programação em HTML ou Phyton, entre outros. Sem estabelecer uma ordem de importância, apresento alguns deles:


2. Excelentes Blogs/Sites (Amazing Blog or Sites of Cartography and Geoprocessing)



1. Cartographer's Toolkit - Gretchen Peterson

2. The Blog of Andy Woodruff, a cartographer


3. Cartonerd
4. MapHugger


5. Blog Axismaps




7. David Rumsey Map Collection
http://www.davidrumsey.com/




9. Esri's Atlas
http://atlas.esri.com/?p=home


10. ArcGis' Blog
https://blogs.esri.com/esri/arcgis/2016/08/31/a-beginners-guide-to-parallel-processing-with-geoprocessing-analysis-tools/


11. ArcGis's Australian Blog
https://esriaustraliatechblog.wordpress.com/tag/geoprocessing/


12. Carto
https://carto.com/blog/geoprocessing-in-postgis


13. Another GIS Blog
http://anothergisblog.blogspot.com.br/2015/05/arcrest-new-geoprocessing-model.html


14. Think Geo Blog
http://blog.thinkgeo.com/tag/geoprocessing/


15. 52° north exploring horizons
http://52north.org/communities/geoprocessing/


16. Brad Husemann GIS Blog
http://bhusemann.blogspot.com.br/2016/06/module-5.html


17. Mapperz - The mapping news blog
http://mapperz.blogspot.com.br/2008/08/esri-geoprocessing-center-now-open.html


18. Between the Poles
http://geospatial.blogs.com/geospatial/2014/11/distributed-processing-with-nosql-databases-enables-fast-geoprocessing-of-big-spatial-data.html


19. Avenza System
http://www.avenza.com/resources/blog/2011/05/09/using-make-index-geoprocessing-mapublisher-842


20. Danryan.us
http://djjr-courses.wikidot.com/soc128:lab06-2013-qgis-4


21. Golden Software
http://www.goldensoftware.com/blog/surfer-13-new-feature-series-new-geoprocessing-commands


22. Maurice Vvan Keulen
http://wwwhome.cs.utwente.nl/~keulen/wordpress/2009/02/kagoyire/


23. Geospatial Solutions Experts
https://umar-yusuf.blogspot.com.br/2015/09/geo-processing-with-python-books-to-read.html


24. Canada's Esri
https://resources.esri.ca/arcgis-pro/top-10-geoprocessing-tools-you-ve-never-heard-of


25. Rebecca Zeckoski's Engineering Blog
http://rzeckoskiengineering.blogspot.com.br/2014/05/arcgis-101-geoprocessing-quirks-and.html


26. Thematic Cartography Guide
http://axismaps.github.io/thematic-cartography/


27. Rhumb Line Maps
http://www.rhumblinemaps.com/intro-to-cartography/


28. ArcGis' View Maps Galleries
http://www.esri.com/esri-news/maps


29. Google Earth Blog
https://www.gearthblog.com/


30. Google Earth Design

http://googleearthdesign.blogspot.com.br/




31. ArcGis 9.2 Help
http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Geoprocessing_tools


quarta-feira, 15 de março de 2017

As 10 maiores Baixadas de Belém/PA



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. As 10 maiores baixadas de Belém/PA

As favelas, denominadas em Belém de baixadas e reconhecidas pelo IBGE como aglomerados subnormais, são entendidas como um conjunto de unidades habitacionais carentes em sua maioria dos serviços públicos essenciais como abastecimento de água por rede geral de distribuição, coleta de lixo domiciliar, rede de coleta de esgoto (IBGE, 2010).

Além disso, é comum a precarização no fornecimento de energia elétrica, ocupando ou tendo ocupado, até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) e estando dispostas, em geral de forma desordenada e densa (IBGE, 2010).

Segundo o IBGE (2010), nos aglomerados subnormais predomina uma urbanização fora do padrão vigente, refletido em ruas estreitas e de alinhamento irregular, com lotes e formas desiguais e construções não regularizados por órgãos públicos. 

Em Belém, esses aglomerados subnormais ou "baixadas" ocupam uma área significativa da cidade e cerca de 52,4% da população vive nessa condição (IBGE, 2010).


2. As 10 maiores favelas de Belém 

10° - Baixada da Cremação 

A 10ª maior baixada de Belém fica no bairro da Cremação, onde residem 17.248 pessoas (IBGE, 2010).


Figura 1. Paisagem da baixada/favela da Cremação



9° Baixada da Cabanagem II 

A 9ª baixada mais populosa de Belém fica no bairro da Canabanagem, onde residem 19.069 pessoas (IBGE, 2010). Nesse mesmo bairro também há outra baixada, denominada pelo IBGE como Cabanagem I.



Figura 2. Paisagem da baixada/favela da Cabanagem II


8° Baixada da Bacia do Tucunduba-Guamá 

A 8ª baixada mais populosa fica na bacia do Tucunduba e compreende os bairros do Guamá e da Terra Firme, onde moram 21.656 pessoas (IBGE, 2010). 


Figura 3. Paisagem da baixada/favela do Tucunduba-Guamá


7° Baixada do Una-Barreiro 

A 7ª maior baixada de Belém compreende a bacia do Una e abrange os bairros do Telégrafo e todo o Barreiro. Lá, vivem 26.003 pessoas (IBGE, 2010).

Figura 4. Paisagem da baixada/favela do Una-Barreiro


6° Baixada do Guamá

A 6ª mais populosa baixada de Belém fica no bairro do Guamá, ao longo da Avenida Bernardo Sayão, onde residem 29.069 pessoas (IBGE, 2010).


Figura 5. Paisagem da baixada/favela do Guamá


5° Baixada do Una-Telégrafo

A 5ª maior baixada de Belém cobre o bairro do Telégrafo e se estende ao longo do Canal do Galo e da Av. Arthur Bernardes, onde residem 30.094 pessoas (IBGE, 2010).

Figura 6. Paisagem da baixada/favela do Una-Telégrafo


4° Baixada do Tucunduba-Terra Firme


A 4ª maior baixada de Belém fica na bacia do Tucunduba e abrange o bairro da Terra Firme, onde vivem 35.111 pessoas (IBGE, 2010).


Figura 7. Paisagem da baixada/favela do Tucunduba-Terra Firme



3° Baixadas da Condor

A 3ª mais populosa  abrange o bairro do Condor, local de moradia de 38.873 pessoas (IBGE, 2010).


Figura 8. Paisagem da baixada/favela da Condor


2° Baixada Assentamento Sideral

A 2ª mais populosa baixada da cidade cobre parte do bairro do Parque Verde, onde vivem 39.706 pessoas (IBGE, 2010).


 Figura 9. Paisagem da baixada/favela do Sideral


1° Baixadas da Estrada Nova-Jurunas

A mais populosa baixada de Belém e a 5° maior do Brasil (IBGE, 2010) abrange grande parte do bairro do Jurunas, muito próximo ao Portal da Amazônia. Se estende ao longo da Av. Bernardo Sayão, no início das ruas: Mundurucus, Pariquis e Timbiras. Na maior baixada de Belém vivem 53.129 pessoas (IBGE, 2010).

 Figura 10. Paisagem da baixada/favela da Estrada Nova-Jurunas



3. As 10 maiores Favelas ou Baixadas de Belém

Segundo o mapa, as baixadas mais populosas de Belém se concentram na região sul da cidade, muito próximo do centro. Estão localizadas ao longo do Rio Guamá e da avenida Bernardo Sayão, iniciando no Jurunas e passando por vários bairros como Condor, Cremação, Guamá e Terra Firme. 


Figura 1. Belém/PA - As dez baixadas mais populosas (2010)

A característica predominante é a presença de moradias humildes, normalmente feitas com materiais frágeis e de fácil deterioração pela ação da chuva e do Sol. Estão localizadas as margens dos igarapés ou córregos que servem como despejo de resíduos domésticos (carência de saneamento básico). 

São lugares com ruas estreitas, carentes dos serviços de saneamento básico como coleta de lixo e água encanada, onde vive uma população predominante com baixo poder aquisitivo, marginalizada das grandes benfeitorias da Prefeitura.

No sul de Belém há 6 grandes áreas de baixada, destacando-se a Estrada Nova-Jurunas como a maior e mais populosa com 53.000 habitantes, seguida pela do Condor com cerca 38.000 habitantes e o Tucunduba-Terra Firme com 35.000 pessoas. 

Na porção oeste da cidade, duas grandes baixadas se destacam: Una-Telégrafo e Una-Barreiro, que cobrem parte significativa do bairro do Telégrafo e a totalidade do bairro do Barreiro, margeando o Canal do Galo e do São Joaquim.

Na zona norte, destacam-se a baixada do Sideral no bairro do Parque Verde, próxima a Av. Augusto Montenegro, e a baixada da Cabanagem no bairro de mesmo nome. Em Belém, a maioria das baixadas/favelas estão em um terreno plano altamente susceptível aos alagamentos, principalmente no período do "Inverno Amazônico".



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


As baixadas mais populosas de Belém localizam-se no sul de Belém. São áreas desvalorizadas da cidade, mas de grande interesse imobiliário, por estarem situadas a poucos quilômetros do centro da cidade. Esses lugares surgiram em sua grande maioria nas décadas de 70 e 80, principalmente após a chegada e apropriação do espaço por pessoas oriundas do interior do estado do Pará e de outros estados brasileiros, assim como por famílias empobrecidas que já moravam na cidade. 

Esses lugares sofrem por inundações periódicas pela combinação de terreno baixo (cota de 6 m acima do nível do mar), má administração pública ao longo de décadas, poucos programas de sensibilização ambiental por parte da Prefeitura e acúmulo de lixo regular. As grandes baixadas se configuram como territórios de resistência, formadas por pessoas trabalhadoras, em grande parte formada por autônomos, ambulantes e profissionais de baixa qualificação profissional.



5. REFERÊNCIAS

IBGE. Aglomerados Subnormais, 2010. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000006923512112011355415675088.pdf.

IBGE. Aglomerados Subnormais - Informações Territoriais, 2010. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015164811202013480105748802.pdf


IBGE. Censo Demográfico - Aglomerados Subnormais, 2010. Disponível em http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/552/cd_2010_agsn_if.pdf







quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Inspirações para Cartografia/ Inspirations for Cartography






Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. INSPIRAÇÕES PARA CARTOGRAFIA / INSPIRATIONS FOR CARTOGRAPHY

Três semanas atrás, eu estava pensando nas inúmeras possibilidades de confeccionar um mapa, seja este de qualquer tema: população, geologia, água, uso da terra, poluição, desflorestamento, entre outros. Como já dissemos em outra postagem, criar um mapa não é uma das tarefas mais fáceis que existem, pois além do conhecimento técnico, da qualidade da informação, na habilidade em trabalhar com escalas, no manuseio na combinação de textos e cores, é necessário trabalhar com arte e ser criativo para confeccionar produtos cartográficos de qualidade. Nós não podemos desvincular um dos preceitos da Cartografia, que assim como ciência e técnica, esta também é considerada arte. Nesse caso, busquei alguns mapas que elaborei para inspirá-los, despertar criatividade ou mesmo, servir de base para a elaboração dos seus projetos cartográficos. Então, vamos aos meus mapas!

Three weeks ago, I was thinking about plenty of possibilities in creating of maps as for example map of geology, maps of population, water, land use and land cover, pollution, deforestation, etc. One day I have written in another post that to create a map is not easy because you need to have some skills and characteristics as for example technical knowledge of GIS software, patient to search and create good data, awesome ability to work with scales and colours, etc. So, it is necessary to work with art and creativity for you're able to create a lot of maps of quality. We cannot forget one of cartography rules that it is not only science and technique, but it is art too. In this case, I have searched some maps made myself in order to inspire your creativity when you will make maps or as support to make of them. Let's go to my maps!



2. MAPAS PARA INSPIRAR-SE / MAPS FOR INSPIRE YOURSELF

Os mapas abaixo podem servir de inspiração para cartógrafos e geógrafos, principalmente no que se refere ao uso de cores, texturas, textos, legenda, título, grid, localização, posicionamento dos demais elementos dos produtos cartográficos e layout.


Mapa 01. Maiores exportadores de madeira da Amazônia Legal - 2015 (Brazilian Legal Amazon)

Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)


Nos mapas que representam superfícies grandes como a Amazônia, sempre é importante pôr o nome dos estados e dos países limítrofes, por mais que seja de forma discreta. Isso auxilia consideravelmente o entendimento do mapa e ajuda na formulação de questões acerca da problemática evidenciada pelo mapa. O uso de cores discretas mostra-se necessária, pois o objetivo é que o público-alvo "leia" e analise o mapa, sem cansar a vista, assim como fazer com que eles comparem com outros mapas. Prefira usar cores em tons de "pastel" do que as mais fortes.


Mapa 02. Principais cidades da Argentina 

 Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)


Nos mapas que destacam países, é importante que você coloque o nome de todos os países fronteiriços, assim como a localização das capitais e das principais cidades. Os nomes dos rios principais e dos oceanos são importantes, já que normalmente o uso desses mapas destacam visões geopolíticas, em que discute-se sobre poder, território, entre outros. Localizar o país no continente e no mundo também é importante, pois parte-se da premissa que os espectadores não sabem a localização exata da área de estudo.



Carta-imagem 01. Comunidade Cubatão no bairro do Cruzeiro em Belém/PA (Brasil)
 Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)


Nos mapas que evidenciam bairros, comunidades ou áreas geográficas muito pequenas, é importante que você destaque o nome das ruas, pelo menos as principais. Nesse mapa, destaquei também as áreas verdes e o igarapé que existe dentro da comunidade. Se você for usar imagens de satélite, preocupe-se sempre com o contraste do texto e escolha muito bem as cores, para que o seu produto não perca o foco. Não esqueça de localizar no bairro, distrito ou cidade, por ser útil para o esclarecimento do problema a todos. Use o recurso da transparência para que o seu mapa fique mais limpo.


Carta-imagem 02. Localização da praia do Farol, Chapéu Virado e Paraíso em Belém/PA (Brasil)
 Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)


Novamente, em mapas que usam imagens de satélite, sempre dedique bastante tempo para contrastar as cores e os textos, fazendo com que nenhuma informação seja perdida. Quando for destacar duas áreas, trabalhe bem o layout para que o "leitor" do mapa possa ver  e analisar toda a paisagem. Nesse caso, faça muitas localizações, todas elas são importantes para a compreensão do mapa. Você pode obter as imagens de satélite no software do Google Earth, ou do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) ou da plataforma do Earth Explorer. O importante é que não haja muitas nuvens ou que a imagem seja compatível com a escala do seu mapa.



Mapa 03. Modelo Digital de Elevação da Bacia Hidrográfica do Cabaçal/MT
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)

Nos mapas que evidenciam altitude, declividade ou elementos geológicos ou geomorfológicos, abuse do contrate das cores para que os "leitores" do mapa possam ver com clareza todas as classes propostas pelo produto. Nesse caso, utilizei a cor verde para os terrenos mais baixos, amarelo para terrenos com elevação moderada, até chegar no laranja para os mais altos e o marrom para destacar os "picos". Evite colocar várias classes com a mesma cor e use a textura para impactar o seu leitor.


 Carta-imagem 03. Deposição de resíduos sólidos em 2005, 2008, 2010 e 2015 na comunidade Murucupi em Barcarena/PA
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)


Nos mapas que buscam evidenciar dois ou mais períodos, sempre utilize a mesma escala em todos os frames, sempre buscando preservar as mesmas cores, texturas, tamanhos dos textos e demais recursos no mapa. No caso das imagens de satélite, o uso da transparência é essencial para ressaltar a informação e deixar o mapa esteticamente mais atraente.


2. Conclusões

Para confeccionar um mapa, você precisa ser criativo, sempre estar estudando, buscando novas formas de representar a informação geográfica e se inspirando em diversos mapas que são elaborados todos os dias. O melhor conselho para criar mapas esteticamente mais bonitos, com grande capacidade para reflexão e de maior qualidade é pesquisar outros mapas já feitos por bons profissionais, seja em artigos ou atlas geográficos. Nunca esqueça de trabalhar com o contraste de cores e sempre tente perceber se é possível enxergar a informação com clareza. No fim, o importante é que os leitores possam discutir de maneira crítica sobre os produtos cartográficos e ao mesmo tempo, admirarem a qualidade do seu trabalho.


3. Serviços de Geoprocessamento e Cartografia