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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Rio de Janeiro: quais bairros os mais ricos moravam?


Luiz Henrique Almeida Gusmão
Msc. Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Email: luizgusmao.geo@gmail.com



#Rio de Janeiro: quais bairros os mais ricos moravam?

O Rio de Janeiro é uma cidade de grandes contrastes. Na sua configuração territorial há muitos bairros de baixa renda, bem como de classe média e alta. Além disso, quais bairros os mais ricos moravam? Para responder essa pergunta, realizamos um levantamento de dados do último censo demográfico do IBGE, feito em 2010.   

Selecionamos a categoria mais elevada de renda, aquela com rendimento mensal médio superior a 30 salários-mínimos. Naquele ano, o valor do salário-mínimo era de R$510,00. A soma era equivalente a R$15.300 no ano de 2010, aproximadamente. Fazendo uma analogia ao valor do salário-mínimo até o ano de 2022, é como se uma pessoa ganhasse R$39.060,00.

Na cidade do Rio de Janeiro cerca de 27,7 mil pessoas tinham esse ganho salarial. A maior parte delas morava na Zona Sul, em poucos bairros da Zona Oeste e do centro. Uma característica interessante é a localização da maioria junto ao mar.

A Barra da Tijuca concentrava o maior número de pessoas com ganho superior a 30 salários-mínimos, cerca de 6,1 mil, o equivalente a 22,1% dessa população de toda a cidade. Em seguida vinham os bairros: Copacabana (2,7 mil), Leblon (2,2 mil) Ipanema (2 mil), Lagoa (1,6 mil), Botafogo (1,3 mil), Tijuca (1,3 mil) e Flamengo (1,1 mil), visto no mapa abaixo:


Mapa 1. Rio de Janeiro: população com renda acima de 30 salários-mínimos, em 2010


Na lista ainda aparecem: Recreio dos Bandeirantes (1 mil), Laranjeiras (834), Jardim Botânico (701), São Conrado (627), Gávea (425), Leme (353), Vila Isabel (313) e Humaitá (313). Pode-se dizer que esses bairros eram aqueles com a maior quantidade de pessoas consideradas ricas e não os bairros mais ricos do Rio. Ou seja, eles eram moradia de um grande número de pessoas com ganhos financeiros muito elevados, ou de ricos, dentro da realidade brasileira.

Todos os bairros presentes no mapa concentravam 85,4% das pessoas de toda a cidade do Rio de Janeiro com ganho salarial superior a 30 salários-mínimos. Os demais bairros da cidade possuíam números inferiores a 300 pessoas com esse ganho salarial e correspondiam a menos de 1%, por isso não apareceram no mapa.


Fonte: IBGE - Censo Demográfico de 2010.


domingo, 20 de outubro de 2019

A Esperança de vida é igual para todos em Belém/PA?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. A Esperança de vida é igual para todos em Belém?


Ter uma vida longa e saudável é fundamental para a vida plena (PNUD, 2010). Todos, sem exceção, querem ter uma vida duradoura com o máximo de qualidade de vida possível. 

Ter vida longa não é sinônimo de ter muito dinheiro no bolso, mas conseguir usufruir de modo digno todos os aspectos que rodeiam a vida, como condições adequadas de saúde, educação, lazer, emprego, mobilidade, dentre outros. 

A promoção do desenvolvimento humano requer que sejam ampliadas as oportunidades que as pessoas têm de evitar a morte prematura, e que seja garantido a elas um ambiente saudável, com acesso à saúde de qualidade, para que possam atingir o padrão mais elevado possível de saúde física e mental (PNUD, 2010). 

No entanto, vivemos em um mundo desigual, onde as oportunidades não são iguais. Nesse sentido, essa postagem destaca onde estão as áreas com as maiores expectativas de vida no município de Belém/PA.

A expectativa de vida média em Belém era de 76 anos, cujo valor máximo é de 81 anos e o mínimo de 68 anos, ou seja, a diferença na cidade pode chegar até 13 anos! (Figura 1). Essa discrepância está muito relacionado as condições de vida em que as pessoas estão submetidas, desde o aspecto da violência urbana, passando pelas condições de saneamento básico até o acesso ao tratamento de saúde.

Visualmente, conseguimos diferenciar melhor a média de alguns bairros de Belém na figura abaixo. Entre aqueles com as médias mais altas estão: Umarizal, Nazaré e Reduto, com expectativa igual a 80 anos. De modo contrário, alguns com os valores mais baixos são: Aurá, Águas Lindas e Paracuri, com expectativa inferior a 70 anos.


Figura 1. Expectativa de vida em anos (média) em bairros selecionados de Belém
Fonte: PNUD (2010)


Como podemos ver na Figura 2, os locais onde as pessoas vivem mais (81 anos em média) estão localizados no centro de Belém e seus arredores, com exceção dos condomínios Cristalville, Greenville e Boulevard Montenegro, mais distantes. Em ordem, se vive mais em:

1° Batista Campos : Tv. Padre Eutíquio (Praça Batista Campos) - 81 anos
2° Marco : Edifício Torre de Arua/Edifício San Diego/ v. Timbó - 81 anos
3° Nazaré : Av. Governador Magalhães Barata - 81 anos
4° Parque Verde: Condomínio Greenville II/Condomínio Boulevard Montenegro - 81 anos
5° Reduto : Rua Tiradentes/Tv. Benjamim Constant - 81 anos
6° Batista Campos: Tv. São Francisco - 80 anos
7° Campina: Av. Presidente Vargas - 80 anos
8° Parque Verde: Condomínio Cidade Jardim I - 80 anos
9° Parque Verde: Condomínio Greenville I - 80 anos
10° Pratinha: Alto Pinheiros - 80 anos

Por outro lado, os locais onde as pessoas vivem menos (68 anos em média) estão muito distantes do centro da cidade. Elas residem em ilhas e bairros periféricos, a dezenas de quilômetros das áreas mais ricas. Vivem geralmente em áreas de ocupação mais recente e onde a infraestrutura urbana é precária. Em ordem, se vive menos em: 

160° Águas Lindas: Jardim Nova Vida - 68 anos
159° Outeiro: Brasília - 68 anos
158° Condor: (Canal da 3 de Maio) - 68 anos
157° Cotijuba: Vila - 68 anos
156° Mosqueiro: Área Rural - 68 anos
155° Outeiro: Área Rural - 68 anos
154° Águas Lindas: Olga Benário - 69 anos
153° Aurá: 69 anos
152° Mosqueiro: Natal do Murubira - 69 anos
151° Paracuri: 69 anos



Figura 2. Melhores e piores IDHMs Longevidade de Belém/PA (2010)



2. Referências

Atlas do Desenvolvimento Humano. PNUD. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/


terça-feira, 5 de junho de 2018

Mapeamento de Riscos Ambientais (Serviço)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
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1. Mapeamento de Riscos Ambientais, estudo de caso (Serviço)

A expansão demográfica nos centros urbanos tem ocasionado grande pressão junto ao meio em que vivemos, na forma de processos constantes de emissão de poluentes líquidos, sólidos e gasosos nos meios receptores, tais como no ar, no solo e na água, assim como a ocorrência de erosão, inundação e outros processos que impactam diretamente o meio. 

Deste modo, o processo de urbanização tem contribuído para que vários riscos ambientais apareçam ou sejam potencializados. No entanto, existem diversas formas para solucionar esses problemas, em que o mapeamento participativo pode ser um grande aliado na identificação desses problemas, assim como na compreensão da distribuição dos mesmos. Nesse sentido, o mapeamento é uma das etapas mais importantes para resolver esta situação das cidades, especialmente as metrópoles, onde a demanda é alta.


Este mapeamento deve ser realizado junto à comunidade local, uma vez que moradores e trabalhadores da área são os principais prejudicados e por conhecerem melhor os problemas ambientais do local. Esse tipo de trabalho é essencial e pode ser aplicado com ajuda de uma equipe multiprofissional em campo.

Com base no estudo de caso do conjunto Bela Vista em Belém, ofereço o serviço de mapeamento de riscos ambientais para pesquisas científicas com o uso de GPS em campo, análise dos dados e elaboração de mapas temáticos exclusivos.



2. Mapeamento de Riscos Ambientais, estudo de caso no conjunto Bela Vista (Belém/PA)

O Bela Vista é um conjunto de classe média localizado no bairro de Val-de-Cans em Belém, em que o seu uso é predominantemente residencial com muitas áreas de lazer, poucos estabelecimentos comerciais e nenhum industrial (Figura 1). Embora o padrão socioeconômico do mesmo seja elevado, isto não impede que não haja problemas ambientais em sua área. 



Figura 01. Carta-imagem do conjunto Bela Vista com sua infraestrutura urbana, Belém/PA
Fonte: Trabalho de Campo (2018)
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Nesse cenário, usamos um GPS Etrex para o mapeamento em campo e dois softwares livres (QGIS e Google Earth Pro) para a confecção de mapas temáticos dos riscos ambientais encontrados no conjunto Bela Vista.

Neste sentido, este mapeamento foi realizado de forma experimental no período entre 25/05 e 02/06 com a contribuição de poucos moradores, entre eles: advogados, corretores de imóveis, aposentados, universitários, um agente comunitário e um geógrafo. 

Este mapeamento enquadrou os riscos ambientais em cinco das seis categorias propostas por Dagnino, R; Carpi Jr, S. (2006), sem levar em consideração a "Vulnerabilidade Social". A simbologia gráfica foi adaptada para este projeto.

a) Água 
b) Solo
c) Ar
d) Resíduos 
e) Animais e Vegetação
f) Vulnerabilidade Social



Ao todo foram mapeados 26 riscos ambientais no conjunto Bela Vista, dos quais 42% estão relacionados aos resíduos; 34,6% à água; 11,5% aos animais e vegetação; 7,7% aos solos e 4,2% ao ar, conforme a figura abaixo, ou seja, prevalecem problemas relacionados ao saneamento básico no que se refere ao esgoto a céu aberto e a deposição indiscriminada de lixo, seguido por empecilhos ligados a alagamentos.



Gráfico 01. Riscos Ambientais mapeados no Conjunto Bela Vista em Val-de-Cans (Belém/PA)
Fonte: Trabalho de campo (Entre 25/05 e 02/06 de 2018)


No que se refere ao item "Água" foram mapeados nove (9) riscos ambientais relacionados à alagamento, especialmente nas partes mais baixas das ruas: Natal, São Luís, João Pessoa, Altamira, Aracaju, Guajará, parte da Florianópolis e em um trecho da Júlio César (Figura 2), onde a capacidade de escoamento da água da chuva é mínima.



Figura 02. Mapa dos riscos ambientais relacionados à água no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Em relação ao item "Solos" foram identificados dois (2) riscos ambientais associados a erosão, um por causa de um lava jato (Rua Cuiabá) e outro devido a retirada de cobertura vegetal (Travessa Guajará), conforme podemos ver abaixo:



Figura 03. Mapa dos riscos ambientais relacionados aos solos no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)

*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Na avaliação do item "Ar" foi identificado um (1) risco ambiental, associado a forte emissão de gases poluentes nos primeiros metros da avenida principal do conjunto (Rua Florianópolis), muitas das vezes também com poeira em suspensão, como podemos visualizar abaixo:



Figura 04. Mapa dos riscos ambientais relacionados ao ar no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)

*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


No item "Resíduos" foram mapeados onze (11) riscos ambientais, dos quais sete (7) estão relacionados ao esgoto a céu aberto de forma grave, conhecido como "vala negra", em que os resíduos estão em decomposição a bastante tempo. A maioria deles está associado ao descarte irregular e constante de resíduos sólidos, especialmente o orgânico. Ainda foram mapeados três (3) riscos relacionados ao acúmulo de lixo em proporção moderada com mau cheiro. Por último, um (1) risco foi mapeado referente a entulho, onde o acúmulo de resíduos é oriundo de construção civil.



Figura 05. Mapa dos riscos ambientais relacionados a resíduos no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


No item "Animais e Vegetação" foram mapeados três (3) riscos ambientais, em que um (1) é referente ao desmatamento causado pela construção de uma casa e os outros dois (2) associados a constante presença de vetores de doenças (roedores, baratas, moscas, etc) por causa da deposição indiscriminada de lixo orgânico, como podemos visualizar abaixo:



Figura 06. Mapa dos riscos ambientais relacionados a animais e vegetação no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Quando avaliamos a distribuição geral dos riscos ambientais, conseguimos perceber que muitos deles estão associados, como a presença de acúmulo lixo e a circulação de roedores e insetos por exemplo, ou problemas de alagamento com a presença de "vala negra" em alguns pontos, o que eleva significativamente o risco ambiental daquela área, como podemos ver abaixo:


Figura 07. Quantidade de riscos ambientais no conjunto Bela Vista (2018)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)
Fonte dos dados: Trabalho de Campo (25/05 - 02/06)
*É expressamente proibido o uso, aproveitamento e compartilhamento do mapa sem autorização prévia do autor.


Nota-se que o trecho entre a Av. Júlio César e a R. Florianópolis possui a maior quantidade de riscos ambientais, seguidos também no cruzamento da R. Florianópolis com a Av. Transamazônica, Altamira, Cuiabá e com a Rio Branco. Merecem destaque também as ruas Altamira, Guajará e o bosque no final do conjunto. Sob outra perspectiva, os riscos ambientais são maiores nos primeiros metros do conjunto Bela Vista do que nos últimos, justamente por causa da maior circulação de pessoas e da concentração de estabelecimentos comerciais.


2. Conclusões

A partir do mapeamento dos riscos ambientais no conjunto Bela Vista, constata-se que no mesmo há 26 ameaças a população, como a chance de contrair doenças por causa de locais com concentração de insetos e roedores (vetores) ou lixo; a possibilidade de entrar em contato com água parada através de alagamentos ou esgoto a céu aberto (vala negra); a probabilidade de haver feridos por causa da erosão; a chance de inalar substâncias tóxicas como monóxido de carboro ou poeira, ou parte da vegetação natural do conjunto ser destruída. 
Nesse cenário do avanço da urbanização e do melhor gerenciamento de recursos naturais, o mapeamento participativo é uma etapa essencial na identificação dos riscos ambientais da comunidade, nos ajudando a localizar onde tais problemáticas são mais frequentes, assim como auxiliar na discussão de quais as melhores soluções diante desses impasses.


3. Referências

Capri, S. et al. Levantamento de riscos ambientais na bacia do ribeirão de Anhumas. Disponível em http://www.iac.sp.gov.br/projetoanhumas/pdf/riscos_ambientais_bacia_ribeirao_anhumas.pdf.pdf. Acesso em 01/06/2018.

Dagnino, R; CAPRI, S. Mapeamento participativo de riscos ambientais na bacia hidrográfica do Ribeirão das Anhumas, 2006. Disponível em http://www.anppas.org.br/encontro_anual/encontro3/arquivos/TA157-06032006-105325.PDF. Acesso em 28/05/2018.



ANEXO

Figura 8. Área com "vala negra" e com ocorrência de alagamento na Tv. João Pessoa


Figura 9. Área com ocorrência de alagamento, presença de "vala negra" e acúmulo de lixo na Rua Florianópolis


Figura 10. Área com ocorrência de alagamento na Tv. Guajará


Figura 11. Área com forte tráfego de veículos e com poeira em suspensão na Rua Florianópolis














sábado, 25 de março de 2017

31 Sites e Blogs para aprender Cartografia e Geoprocessamento (English)





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. 31 Sites e Blogs para aprender sobre Cartografia e Geoprocessamento em inglês


Os sites/blogs são ótimas plataformas de aprendizagem em Cartografia e Geoprocessamento, sendo imprescindível para futuros geógrafos, cartógrafos e demais profissionais que buscam aprofundar os seus conhecimentos na área. Os livros continuam sendo bons recursos para aprender, mas os sites e blogs são plataformas interativas, de fácil comunicação, objetivos e mostram de maneira prática toda a teoria aprendida na universidade ou curso a distância. 



Nesse contexto, busquei selecionar alguns sites/blogs em inglês para você poder aprofundar os seus conhecimentos na área de Cartografia, Geoprocessamento e Programação em Phyton. Grande parte deles são administrados por profissionais da área, onde é possível extrair várias dicas a respeito do tratamento da informação geográfica nos SIGs, programação em HTML ou Phyton, entre outros. Sem estabelecer uma ordem de importância, apresento alguns deles:


2. Excelentes Blogs/Sites (Amazing Blog or Sites of Cartography and Geoprocessing)



1. Cartographer's Toolkit - Gretchen Peterson

2. The Blog of Andy Woodruff, a cartographer


3. Cartonerd
4. MapHugger


5. Blog Axismaps




7. David Rumsey Map Collection
http://www.davidrumsey.com/




9. Esri's Atlas
http://atlas.esri.com/?p=home


10. ArcGis' Blog
https://blogs.esri.com/esri/arcgis/2016/08/31/a-beginners-guide-to-parallel-processing-with-geoprocessing-analysis-tools/


11. ArcGis's Australian Blog
https://esriaustraliatechblog.wordpress.com/tag/geoprocessing/


12. Carto
https://carto.com/blog/geoprocessing-in-postgis


13. Another GIS Blog
http://anothergisblog.blogspot.com.br/2015/05/arcrest-new-geoprocessing-model.html


14. Think Geo Blog
http://blog.thinkgeo.com/tag/geoprocessing/


15. 52° north exploring horizons
http://52north.org/communities/geoprocessing/


16. Brad Husemann GIS Blog
http://bhusemann.blogspot.com.br/2016/06/module-5.html


17. Mapperz - The mapping news blog
http://mapperz.blogspot.com.br/2008/08/esri-geoprocessing-center-now-open.html


18. Between the Poles
http://geospatial.blogs.com/geospatial/2014/11/distributed-processing-with-nosql-databases-enables-fast-geoprocessing-of-big-spatial-data.html


19. Avenza System
http://www.avenza.com/resources/blog/2011/05/09/using-make-index-geoprocessing-mapublisher-842


20. Danryan.us
http://djjr-courses.wikidot.com/soc128:lab06-2013-qgis-4


21. Golden Software
http://www.goldensoftware.com/blog/surfer-13-new-feature-series-new-geoprocessing-commands


22. Maurice Vvan Keulen
http://wwwhome.cs.utwente.nl/~keulen/wordpress/2009/02/kagoyire/


23. Geospatial Solutions Experts
https://umar-yusuf.blogspot.com.br/2015/09/geo-processing-with-python-books-to-read.html


24. Canada's Esri
https://resources.esri.ca/arcgis-pro/top-10-geoprocessing-tools-you-ve-never-heard-of


25. Rebecca Zeckoski's Engineering Blog
http://rzeckoskiengineering.blogspot.com.br/2014/05/arcgis-101-geoprocessing-quirks-and.html


26. Thematic Cartography Guide
http://axismaps.github.io/thematic-cartography/


27. Rhumb Line Maps
http://www.rhumblinemaps.com/intro-to-cartography/


28. ArcGis' View Maps Galleries
http://www.esri.com/esri-news/maps


29. Google Earth Blog
https://www.gearthblog.com/


30. Google Earth Design

http://googleearthdesign.blogspot.com.br/




31. ArcGis 9.2 Help
http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Geoprocessing_tools


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Amazônia - Patrimônio Biológico Ameaçado




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. INTRODUÇÃO


O bioma Amazônia possui um território de 4.196.943 Km² - 49,2% do Brasil (IBGE, 2014), enquanto a Amazônia Legal compreende uma área de 5,2 milhões de Km² que representa 61% do território brasileiro, onde está localizado a maior floresta tropical do planeta, com quase toda área de floresta nativa presente no Brasil. Essa área está constantemente ameaçada, sendo desflorestada a um ritmo intenso, principalmente na Amazônia Meridional que abrange o Sul do Amapá; Sudeste e Nordeste do Pará; Oeste do Maranhão; Centro e Norte do Mato Grosso; o estado do Tocantins; Rondônia e o Sudeste do Acre, conhecido como o "Arco do Povoamento Adensado", em que as principais causas desse desflorestamento são: pecuária extensiva, agricultura em larga escala e a atividade mineralógica. O objetivo dessa postagem é destacar a importância dos patrimônio biológico da Amazônia utilizando mapas temáticos, imagens de satélite, fotos e gráficos para destacar a importância dessa região não somente para o Brasil, mas principalmente para o mundo.  


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Na elaboração dessa postagem foram usados materiais do Ministério do Meio Ambiente (MMA); Livros e artigos especializados sobre a Amazônia; Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Imagens de satélite adquiridas no Google Earth Pro; O software Excel para confecção dos gráficos e o software ArcGis para elaboração cartográfica.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 O PATRIMÔNIO NATURAL DA AMAZÔNIA

A Amazônia conserva ainda hoje as principais características de seu patrimônio natural, social e cultural, que lhe confere singularidade no Brasil e no mundo. Conforme o (MMA, 2012), o complexo ecológico transnacional é caracterizado pela contiguidade da floresta que conjuntamente com o amplo sistema fluvial amazônico, unifica vários subsistemas ecológicos distribuídos pelo Brasil e países vizinhos: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. 


Figura 1. Extensão da Amazônia na América do Sul

Fonte: Adaptado da NASA (2015)


3.1.1 PATRIMÔNIO BIOLÓGICO

Conforme o (MMA, 2012), a Amazônia detém 1/3 das florestas tropicais úmidas do mundo que abrangem 30% da diversidade biológica mundial e apresentam imenso potencial genético com inestimável interesse econômico e oferta de produtos florestais com alto valor no mercado. As questões envolvendo Biopirataria e o Marco da Biodiversidade estão entre os assuntos mais comentados nos últimos anos sobre o potencial genético na Amazônia, pois envolvem diretamente a futuro das florestas tropicais amazônicas (Figura 2 e 3). 


Figura 2. Floresta Amazônica
Fonte: Street View - Google Earth Pro (2015)

Figura 3. Floresta Amazônica
Fonte: photonatural.photoshelter.com


A floresta amazônica apresenta-se como exuberante, sendo formada predominantemente por copas de árvores acima de 50 metros do solo, porém existem três de floresta: Terra Firme, igapó e várzea, ou seja, é constituída por um mosaico de paisagens. A representatividade e abundância das florestas é imensa que cerca de 33% do total do mundo está localizada na Amazônia, ao passo que estima-se que 30% de toda a biodiversidade biológica encontra-se também situada na região (MMA, 2012).



Gráfico 1. Distribuição das Florestas Tropicais no mundo
Fonte dos dados: Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2015)


Gráfico 2. Diversidade Biológica no mundo
Fonte dos dados: Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2015)



O desflorestamento (Mapa 1) e as queimadas (Figura 4 e Figura 5) causadas pelas atividades antrópicas são as principais ameaças de todo esse riquíssimo acervo biológico que também engloba espécies da fauna e da flora, muitas endêmicas e desconhecidas por grande parte de pesquisadores brasileiros.


Mapa 1. Desflorestamento na Amazônia Legal (2012)
Fonte: IPAM (2012)


O mapa 1 mostra o desflorestamento acumulado até 2012 na Amazônia Legal (Brasil), sendo mais forte no Sudeste do Acre, Rondônia; Norte do Mato Grosso; Sudeste e Nordeste do Pará; além do Centro-Sul do Maranhão, onde a floresta sucumbiu a ação do homem de maneira mais rápida, convertendo-a em áreas urbanas, agrícolas e principalmente pecuárias. 

O governo brasileiro tem investido em projetos que possam estimar e mapear as queimadas na Amazônia Brasileira, dentre eles está o Projeto Queimadas http://www.inpe.br/queimadas/. Em 2005, foi elaborado um mapa para mostrar aonde as queimadas aconteceram, como podemos visualizar abaixo:


Figura 4. Focos de queimadas na Amazônia Legal em 2005
Fonte: Adaptado de MAPA; EMBRAPA (2005)


Figura 5. Queimada na Floresta Amazônica
Fonte: fapeam.am.gov.br

A figura 4 torna visível os focos de incêndio na Amazônia, em que ocorrem justamente nas áreas mais urbanizadas, onde o processo de ocupação já está consolidado e que orienta-se conforme as rodovias, como a BR-010, BR-163 e BR-234. Normalmente, as áreas de conservação ambiental freiam o avanço do desflorestamento, por isso a constante iniciativa de aumentar o número delas no território brasileiro, apesar da extração ilegal de madeira em algumas ser rotineira. 

O avanço das queimadas ameaçam 1/3 das florestas tropicais do mundo e 30% da sua diversidade biológica. Como dissemos anteriormente, a pecuária extensiva e a agricultura mecanizada são as principais causas do desflorestamento, no qual o Projeto TerraClass (Parceira EMBRAPA/INPE) mapearam o uso da terra das áreas desflorestadas e comprovaram o avanço dessas atividades (Figura 6).


Figura 6. Principais condutores do desflorestamento na Amazônia Legal

Fonte: Adaptado do IMAZON (2015)


Figura 7. Rebanho Bovino na Amazônia
 Fonte: planetasustentável.abril.com.br (2015)

Figura 8. Plantação de Soja na Amazônia
Fonte: planetasustentável.abril.com.br

Figura 9. Mapeamento do uso da terra na Amazônia Brasileira em 2008 e 2010
Fonte: INPE/EMBRAPA (TerraClass)


Conforme a figura acima, é visível o avanço da agricultura mecanizada no total da área antropizada (4,92% em 2008 para 5,39% em 2012), enquanto as áreas de pastagem tiveram uma leve redução de 56,15% em 2008 para 53,41%). É necessário intensificar as operações ambientais na Amazônia, como investir nos equipamentos indispensáveis para a execução do trabalho; aumentar o efetivo de equipes responsáveis por essas operações e principalmente erradicar a corrupção em órgãos de monitoramento ambiental.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O patrimônio biológico da Amazônia é um dos mais ricos da Terra, tendo uma diversidade incrível da fauna e flora, assim como a abundância de água. Atualmente, toda essa riqueza está ameaçada, principalmente pelas ações antropogênicas, como a atividade pecuária, a agricultura de grãos (soja, milho, etc), a extração ilegal da madeira, mineração e a própria urbanização, em que é necessário planejar com bastante cautela para não impactar significativamente a região.




5. REFERÊNCIAS


MMA (2003 e 2006). Disponível em http://www.mma.gov.br/estruturas/sca/_arquivos/pas_versao_consulta_com_os_mapas.pdf


MMA (Ministério do Meio Ambiente). Disponível em http://www.mma.gov.br/biomas/amaz%C3%B4nia.

IMAZON. Disponível em http://imazon.org.br/.