terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Google Earth Aplicado a Análise Temporal da Paisagem





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Imagens Históricas no Google Earth

A ferramenta "Imagens Históricas" no software Google Earth Pro, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html tem um acervo enorme de imagens aéreas em diferentes anos, principalmente entre 2000 a 2016. Esse recurso é bastante útil quando você pretende mostrar a dinâmica ocorrida no espaço, principalmente em grandes e médias cidades, assim como em locais com mudanças radicais na paisagem. O uso da ferramenta é fácil, como pretendo ensinar:

1) Acesse o Software Google Earth.
2) Pesquise alguma cidade, a sua área de estudo ou qualquer outra parte do planeta.
2) Procure o ícone que parece um relógio em verde na barra superior.
3) Clique no ícone e aparecerá várias opções de imagens por mês e ano.



Figura 01. Ferramenta Imagens Históricas em destaque
Fonte: Google Earth



Figura 02. Zoom no ícone de Imagens Históricas em destaque
Fonte: Google Earth


Figura 03. Barra com a disposição de imagens históricas
Fonte: Google Earth



2. Exemplos do uso de imagens históricas do Google Earth

O espaço geográfico é bastante dinâmico, pois as relações entre o homem e o meio mudam constantemente, principalmente nas cidades, onde a paisagem é constante alterada para dá suporte as necessidades humanas. 

Para destacar como as imagens do Google Earth podem ser usadas em palestras, artigos, apresentações ou seminários, resolvi ilustrar a mudança substancial da paisagem urbana em alguns pontos da cidade de Belém/PA (Brasil), conforme as figuras abaixo:


Figura 04. Dinâmica espacial ao redor de um shopping center na cidade de Belém/PA (Brasil)
Fonte: Imagens Digital Globe 2006, 2009, 2011 e 2015 (Google Earth)

Conforme a figura 04, em 2006, a paisagem ao redor do atual shopping center era totalmente coberta de áreas verdes, inexistindo qualquer sinal de intervenção urbanística. 

Em 2009, é perceptível a abertura de uma futura avenida através dos rastros de lama e areia ao longo do caminho. Em 2011, a avenida já está completamente asfaltada e sinalizada; uma parcela significativa das áreas verdes do local foram suplantadas para dá lugar a construção do que seria um shopping center, um condomínio horizontal e as casas, visto principalmente através dos contornos demarcados no espaço. 

Já em 2015, a paisagem está completamente alterada através da implantação do shopping center, do início das obras de um condomínio horizontal ao lado, da redução de áreas verdes ao redor das casas e da expansão viária.




Figura 05. Imagem Histórica de 2009 e 2015 de uma avenida em Belém/PA (Brasil)
Fonte: Imagens Digital Globe 2009 e 2015 (Google Earth)


Conforme a figura 05, em 2009, a Avenida João Paulo II terminava próximo a uma grande área verde, mas em 2015 já é possível vê a expansão da mesma avenida, onde a vegetação urbana foi suplantada para dá prosseguimento a via. 

O uso da ferramenta pode destacar o impacto das atividades humanas sobre os elementos naturais, como as consequências do desvio de parte da água do Mar de Aral para a irrigação na Ásia Central, visto abaixo:





Figura 06. Mar de Aral em 1986, 2006, 2011 e 2013
Fonte: Imagens NASA (1986), Digital Globe (2006, 2011 e 2013) Google Earth


É visível na imagem que ao longo dos anos, a quantidade de água presente no Mar de Aral vai reduzindo significativamente, alcançando um estado crítico em 2013, onde o mar quase some em meio ao deserto.

Lembramos que para elaborar uma composição das imagens de forma sequencial como mostra na postagem, é necessário usar outros softwares como o Paint ou o Power Point para deslocar e ajustar as figuras. O exercício de compor uma figura comparativa da paisagem é fácil. Faça você mesmo! 



3. Conclusões


O uso da ferramenta "Imagens Históricas" presente no Google Earth é excelente, válida e de fácil utilização na área de pesquisa e ensino, pois consegue destacar a mudança na paisagem, principalmente se for ativada no meio urbano ou em áreas que tiveram substancial alteração paisagística.



4. Referências

LIMA, R. Google Earth aplicado a ensino e pesquisa da Geomorfologia. http://www.revistaensinogeografia.ig.ufu.br/N.5/Art2v3n5final.pdf.

GOOGLE EARTH, 2016. Como visualizar imagens históricashttps://support.google.com/earth/answer/148094?hl=pt-BR.

GOOGLE EARTH, 2016. Imagens Históricashttps://www.google.com.br/earth/explore/showcase/historical.html.










terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasil - Cartografia da População com o software Philcarto





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
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1. RESUMO

O objetivo dessa postagem é mostrar a potencialidade dos mapas temáticos elaborados no software Philcarto, assim como as possíveis análise espaciais que podem ser realizadas através da interpretação correta. Nessa postagem, escolhi algumas variáveis sobre a população brasileira, tais como: População total; População Urbana; População Rural; População Urbana x População Rural e Densidade Demográfica. Esta postagem fará uma breve análise da distribuição populacional no Brasil tomando como base os estados e as regiões.  


2. METODOLOGIA

Para elaboração dos mapas temáticos foi usado o software Philcarto, disponível em http://philcarto.free.fr/. Todos os dados são oriundos do IBGE - 2010 (Sistema de Recuperação Automática IBGE), disponível em http://www.sidra.ibge.gov.br/. As bases cartográficas em formato (Ai.) foram cruzadas com planilhas advindas do Excel em formato (texto separado por tabulações - txt) no Philcarto para os mapas poderem ser gerados. As imagens de satélites foram extraídas do Google Earth Pro, disponível em https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html. As bases cartográficas foram extraídas do próprio site do Philcarto http://philcarto.free.fr/FondsDeCartes.html. No site, ainda há bases de distritos e regiões de vários países do mundo.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 CARTOGRAFANDO A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Segundo o último censo em 2010, a população brasileira era de 195.200.000 habitantes, no qual a distribuição era e ainda continua sendo bastante desigual, com forte concentração populacional no litoral do país, especialmente na região Sudeste, Sul e Nordeste em contraposição a Região Norte e Centro-Oeste (Mapa 1), onde foi usado a técnica cartográfica símbolos proporcionais com o Philcarto para evidenciar a proporcionalidade da população dos estados brasileiros.


Mapa 1. Brasil - População absoluta dos estados em 2010

Conforme o mapa, o Estado de São Paulo continua sendo o mais populoso do Brasil com 41.262.199 habitantes, seguido por Minas Gerais (19.597.330 hab), Rio de Janeiro (15.989.000 hab), Bahia (14.016.906 hab) e Rio Grande do Sul (10.693.929). Os estados menos populosos estão sobretudo na Região Norte, destacando-se Roraima, Amapá, Acre e Rondônia, em razão da ocupação ter sido mais recente do que nos demais estados, além da forte presença de áreas de conservação e florestas em grande parte do seu território. A população brasileira concentra-se no litoral, principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste em detrimento do menor adensamento na Região Norte e Centro-Oeste.

A maioria da população brasileira já vive em cidades (84,3%), sendo uma realidade em todos os estados. Para a representação do mesmo foi utilizado a técnica cartográfica de símbolos proporcionais opostos com o software Philcarto para destacar a proporcionalidade e o contraste de duas informações. O forte processo de urbanização que se verifica a partir da 2° Guerra Mundial está diretamente relacionado aos progressos sanitários e a melhoria dos padrões de vida que ocasionou aumento da natalidade e redução das taxas de mortalidade no país. 


A partir da década de 80, as taxas de natalidade e mortalidade começam a reduzir significativamente, o que repercute no baixo crescimento vegetativo ao longo dos anos, assim como o crescente êxodo rural. Esses acontecimentos favoreceram a preponderância da população urbana em todas as unidades da federação (Mapa 2), sendo mais evidente na Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente no estado do Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal.




Mapa 2. Brasil - População Urbana x População Rural em 2010


Conforme o mapa, entre os estados com a menor proporção de pessoas morando nas cidades, destaca-se o Maranhão, Piauí, Pará e Bahia. É evidente que a Região Norte e Nordeste ainda é representativo o número de pessoas vivendo no campo e de atividades primárias, como agricultura, extrativismo e pecuária. Porém, essas regiões possuem grandes e médios centros urbanos e um sistema viário relativamente integrado com o restante do país, principalmente a Região Nordeste.

A urbanização brasileira foi bastante acelerada no período da década de 60-90, onde milhões de pessoas se dirigiram para as grandes e médias cidades, em um fenômeno conhecido como êxodo rural, motivada principalmente pela concentração de terras por grandes fazendeiros no interior do país que dificultou o acesso a terra. A mecanização agrícola vem contribuído para a substituição da mão-de-obra não-qualificada no campo em decorrência da substancial melhoria da produtividade por causa das máquinas e como forma e evitar problemas trabalhistas. Muitas famílias buscam melhorar a qualidade de vida, migrando para os centros urbanos com o intuito de fugir da fome, miséria e buscar melhores oportunidades de trabalho, porém nem sempre conseguem, pois a qualificação exigida nas cidades é mais elevada, o que contribui para que os migrantes busquem formas de se adaptar no mercado ou trabalharem informalmente.

No Brasil, esses fatores contribuíram para que o Estado de São Paulo e Rio de Janeiro alcançassem as maiores taxas de urbanização do país, acima de 96%, enquanto o DF, em razão da centralidade política, forte migração para a construção e fixação em Brasília. No geral, uma parcela significativa da população das regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste vive nos centros urbanos, em contraste com taxas mais discretas no restante do país (exceção do Amapá), porém predominantemente urbana, acima de 64% (Mapa 3). 

Mapa 3. Brasil - Urbanização em 2010

No Brasil, os estados que possuem os maiores índices de sua população morando nas zonas rurais são: Pará, Maranhão e Piauí, entre 31% a 36%, seguido por outros estados da Região Nordeste e Norte do país (Mapa 4), contrastando com índices menores dos estados da Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


Mapa 4. Brasil - População Rural em 2010

A distribuição espacial da população brasileira é bastante desigual (Mapa 5), resultado do início do povoamento no litoral do país e a ascensão dos primeiros centros urbanos próximo ao oceano atlântico, em que é evidente as altas densidades demográficas no litoral nordestino, principalmente do Ceará em direção a Bahia, onde estão localizadas as maiores cidades e suas respectivas regiões metropolitanas como a de Fortaleza, Recife e Salvador. 

É perceptível no mapa que a alta concentração de pessoas por Km² se estende por grande parte do Sudeste do Brasil, essencialmente no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Espírito Santo, onde estão grandes e médias cidades. Essa área também concentra grande parte do PIB brasileiro e é muito industrializada.


Mapa 5. Densidade Demográfica no Brasil em 2010
Fonte: Adaptado de HERVE THERY
Revista Confins


Ainda conforme o mapa, no sul do país, o número de pessoas por quilômetro quadrado é elevado, principalmente na porção leste do estado de Santa Catarina, no centro-sul do Rio Grande do Sul, no leste e norte do Paraná, enquanto na Região Norte e Centro-Oeste, a densidade é predominantemente muito baixa, variando entre 0,1 a 15 hab/km², em consequência da presença da floresta amazônica no Norte; pelo Pantanal e Cerrado no Centro-Oeste, com exceção dos arredores da cidade de Belém/PA (Norte) e Goiânia/GO (Centro-Oeste) que possuem regiões metropolitanas consolidadas, assim como algumas áreas como a RIDE de Brasília, a cidade de Manaus/AM (Norte), Cuiabá/MT e o Sul de Goiás.



4. CONCLUSÕES

O Philcarto mostrou ser um excelente recurso na elaboração de mapas temáticos a partir de dados estatísticos, onde é evidente a sua potencialidade para confeccionar produtos similares. Os mapas mostraram a desigual distribuição da população brasileira, onde a Região Sul e Sudeste possuem as mais altas taxas de urbanização, concentram os estados mais populosos e possuem as maiores densidades populacionais do país, principalmente no litoral, em contraposição a Região Norte e Nordeste, que possuem taxas mais discretas de urbanização e ocupação demográfica mais rarefeita. O software usado para elaborar os mapas é livre, gratuito e pode ser encontrado facilmente em http://philcarto.free.fr/



5. REFERÊNCIAS

IBGE, 2010. Sistema IBGE de Recuperação Automática. Disponível em http://www.sidra.ibge.gov.br/. Acesso em 27/12/2015

THERY, H. A população do Brasil em 2010. Revista Confins. Disponível em  https://confins.revues.org/7215?lang=pt. Acesso em 06/01/2016









terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Belém, 400 anos de conquistas e de muitas lutas!





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
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A cidade de Belém é a capital do Pará e o principal portão da Amazônia Brasileira que no dia 12/01/2016 completou 400 anos de fundação. Desde a construção do Forte do Castelo em 1616 nas margens da Baía de Guajará, a cidade cresce vertiginosamente, principalmente durante o período áureo da comercialização da borracha para os principais centros europeus, o que contribuiu para diversas construções imponentes como: Casarões, Mercados, Lojas no estilo europeu, grandes e arborizadas avenidas, entre outros. 

Hoje, com 1.439.000 habitantes, a cidade celebra seus 400 anos, apesar de grandes dificuldades na área do saneamento básico, da saúde, da mobilidade urbana, entre outros, o que causa extrema aflição daqueles que vivem e esperam morar em uma cidade mais segura, menos corrupta, mais arborizada, com um trânsito menos caótico, menor desigualdade social, entre outros.  

A cidade carinhosamente chamada de "Cidade das Mangueiras", "Cidade Morena" e "Metrópole da Amazônia" busca dias melhores para que a sua população possa usufruir de todas as suas belezas naturais, sem grandes degradações ambientais. O anseio dessa população é viver em uma cidade mais digna!

Figura 1. Parte central de Belém
Fonte: skyscrapercity (Eloi Raiol)



Figura 2. Mercado do Ver-o-peso
Fonte: blog do Gerson Nogueira


Figura 3. Frutas amazônicas no Ver-o-peso (Belém dos sabores)

Figura 4. Vista da Praça da República no centro de Belém


Figura 5. Milhões de pessoas no Círio de Nazaré em Belém (Maior procissão religiosa católica do Brasil)


Figura 6. Vista do Teatro da Paz em Belém


Figura 7. Estação das Docas em Belém


Figura 8. Mangal das Garças em Belém


Figura 9. Comidas típicas do Pará (Tacacá, Maniçoba, Vatapá e Pato no tucupi)








quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

4 Softwares livres para fazer mapas e figuras temáticas



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. O uso de softwares livres em Geoprocessamento

Os softwares livres de Geoprocessamento são sistemas que nos permitem obter, processar, cruzar e analisar informações geográficas através de dados vetoriais ou matriciais cujo resultado é expresso principalmente através de mapas temáticosTais mapas podem ser de continentes, países, regiões, estados, municípios, bairros e até de quarteirões, sobre diversos temas.

Dentre os softwares disponíveis no mercado, listo alguns dos mais usados no mundo por profissionais que trabalham com GIS (Geographic Information System). Contudo, é importante ressaltar que os programas não conseguem trazer a solução de um problema ou analisar automaticamente questões complexas sem profissionais qualificados com excelente banco de dados e metodologias adequadas para cada projeto. 

Nesse caso, apresento 4 softwares livres para que você possa construir os seus próprios mapas ou figuras temáticas. 


Figura 1. O uso e a importância do GIS nos municípios
Fonte: mundogeo.com



2. Os softwares Livres
2.1 Google Earth Pro



Um dos softwares mais famosos do mundo que possui ampla capacidade de armazenamento, compartilhamento e elaboração de dados geográficos, assim como a espacialização de figuras temáticas, porém sem georreferenciamento. 

O software é gratuito e as imagens de satélite contidas nele sempre estão atualizando. Tem infinitas aplicabilidades, do ensino a pesquisa. Ele pode ser usado para temas como Geomarketing, Meio ambiente, Saúde Pública, Segurança Pública, Educação, entre outros, disponível em: Download do software Google EarthÓtimos manuais que você pode usar para aprender é o do próprio Google, disponível em Tutoriais do software Google Earth Pro.


Figura 2. O software Google Earth Pro
Fonte: Autoria própria no Google Earth Pro

Figura 3. Mar Adriático na Europa em destaque
Fonte: Autoria própria no Google Earth Pro


Figura 4. Região Norte do Brasil
Fonte: Autoria própria no Google Earth Pro

Figura 5. Principais Praias da Ilha de Cotijuba - Belém/PA
Fonte: Autoria própria (2014)


Figura 6. PIB dos municípios da microrregião de Belém - Belém/PA
Fonte: Autoria própria (2015)


2.2 Spring



O SPRING é um SIG com funções de processamento de imagens, análise espacial, modelagem numérica de terreno e consulta a banco de dados espaciais (INPE, 2015). O software, disponível em Download do software Spring, tem vários manuais para aprimorar o seu conhecimento no software Manual do software Spring. Conforme o (INPE, 2015) os principais objetivos do SPRING:

1. Construir um sistema de informações geográficas para aplicações em Agricultura, Floresta, Gestão Ambiental, Geografia, Geologia, Planejamento Urbano e Regional.
2. Tornar amplamente acessível para a comunidade brasileira um SIG de rápido aprendizado.
3. Fornecer um mecanismo unificado de Geoprocessamento e Sensoriamento para aplicações urbanas e ambientais
4. Ser um mecanismo de difusão do conhecimento desenvolvido pelo INPE e seus parceiros, sob forma de novos algoritmos e metodologias.



Figura 7. Interface do software Spring
Fonte: INPE

Figura 8. Análise no software Spring
Fonte: INPE

2.3 Philcarto


O Philcarto é um software francês de Cartomática e Cartografia Temática de autoria do Geógrafo Philippe Waniez disponível em Download do software Philcarto. Está em mais de 6 idiomas, como português, inglês, francês, espanhol, romeno, vietnamita e outros.

Este software não é um SIG como os demais, porém tem ampla capacidade de armazenamento e cruzamento de dados estatísticos, e consequente elaboração de diferentes mapas temáticos. Saiba mais em: Conhecendo o software Philcarto.

Os mapas feitos no software podem contemplar assuntos como: Demografia, Economia, Meio Ambiente, Saneamento Básico, Saúde, Segurança Pública, etc. É necessário que os dados sejam confiáveis e estatísticos, em que no Brasil, a principal fonte de dados é o IBGE, disponível em Dados geográficos do IBGE. 

O manual do software está disponível ao lado Manual do software Philcarto. O software surpreende com variadas possibilidades de mapeamento de pontos, linhas e polígonos. É ideal que você crie suas bases cartográficas em um SIG e converta para o tipo (.Ai) no Phildigit (Software complementar ao Philcarto) ou baixe as bases disponíveis no próprio site do software. 

Você pode acelerar seu conhecimento lendo esse excepcional artigo do Dr. Herve Thery e da Dra. Rosely Sampaio Archela ao lado: Como fazer mapas temáticos?. Lembre-se que é necessário ter o Excel ou o LibreOffice para poder gerar a base estatística em ".txt" (Texto separado por tabulações) e inserir os dados no Philcarto para em seguida ser cruzado com a base cartográfica no software.

Figura 9. Mapa dos Homicídios em Belém - 2009 feito no Philcarto
Fonte: Autoria própria no Philcarto

Figura 10. Mapa da densidade demográfico no Pará feito no Philcarto
Fonte: Autoria própria no Philcarto


Figura 11. Nível de prioridade ao combate a Leptspirose
Fonte: Autoria própria no Philcarto (2015)


2.4 QGIS



É o software livre de SIG mais difundido e com mais tutoriais sobre as funcionalidades disponíveis na internet, disponível em http://www.qgis.org/en/site/. Há uma tendência de cada vez mais os usuários de SIG migrarem para o QGIS ou de utilizarem esse software como o principal instrumento de trabalho em detrimento de outros programas. 

Está disponível em vários idiomas: português, espanhol e inglês, tendo uma variedade de tutoriais no Youtube, Facebook, Blogs e outras redes sociais. Basta pesquisar: "QGIS Tutoriais" em qualquer uma dessas redes que vai aparecer vários recursos. Tutorial em inglês http://www.qgistutorials.com/en/ e em português no Site do Anderson Medeiros http://andersonmedeiros.com/elaboracao-de-mapas-tematicos-quantum-gis/.

O uso desse software se destina a diferentes aplicabilidades, desde mapas de Uso e Cobertura da Terra até Geologia, Saúde Pública, Meio Ambiente e outros, o que vai depender dos dados e das análises espaciais que serão realizadas.




Figura 12. Concentração de bares e restaurante com análise de Kernel em Olinda/PE
Fonte: testesaude.shervidores04.com.br


Figura 13. Delimitação de Bacia Hidrográfica em Rio Branco/AC
Fonte: qgisbrasil.org



3. Conclusões

Hoje eu apresentei 4 excelentes softwares livres de Geoprocessamento, assim como links de manuais em blogs, artigos e vídeos. Para quem tem interesse na área de Geoprocessamento, esses programas podem servir para a elaboração e análise de mapas temáticos, assim como auxiliar significativamente o planejamento urbano.