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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Mapa da Morte: os 21 municípios mais violentos do Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Mapa da Morte: Origem dos dados

Na publicação do Atlas da Violência de 2018, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizou o mapeamento das mortes violentas nos municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes com dados de 2016.

Para essa publicação, selecionamos os 21 municípios mais violentos do Brasil, aqueles com os maiores índices de mortes violentas por 100 mil habitantes.



Arte: Pixabay / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão




2. Os municípios mais violentos do Brasil

Segundo os dados do IPEA, dentre os 21 municípios mais violentos do Brasil, a maioria (11) está localizado no Nordeste (52,3%), sobretudo na Bahia com 8. 

Na região Norte, todos são do Pará (5). No Sudeste, os dois são do Estado do Rio de Janeiro. A região Sul tem 2 na lista e o Estado de Goiás tem 1. A lista geral está abaixo:





Chama atenção que entre os 5 mais violentos do país, 4 são da Bahia, todos com taxa de homicídio acima de 100. É chocante que duas cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro também se destaquem, assim como 5 do Estado do Pará - 3 da região metropolitana de Belém - entre as mais violentas.

O mapa abaixo mostra a distribuição espacial dos municípios mais violentos do Brasil, com forte concentração no litoral nordestino, nos arredores de Belém/PA e no litoral fluminense.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Conforme o mapa, os municípios mais violentos da Região Norte são: Altamira e Marabá. Na Região Nordeste são: Eunápolis e Simões Filho. Já na Região Centro-Oeste é Luziânia. No Sudeste são: Queimados e Japeri. Já no Sul são: Almirante Tamandaré e Viamão.

No estudo do IPEA, o órgão faz várias correlações com outros dados como: educação, pobreza, trabalho, habitação, gravidez na adolescência e vulnerabilidade juvenil.

Os municípios mais violentos do Brasil normalmente possuem indicadores sociais inferiores se compararmos com os mais pacíficos. Por exemplo, enquanto 21,1% das crianças do município de Queimados/RJ são pobres, em Brusque/SC apenas 1,8% delas estão na mesma situação (Mapa da Violência, 2018).

A taxa de desocupação de jovens - entre 15 e 17 anos - em Queimados é de 41,3%, já em Brusque/SC é de apenas 8,7% (Mapa da Violência, 2018), o que mostra a grande discrepância entre os mesmos. Condições socioeconômicas desfavoráveis atreladas a fatores externos influenciam diretamente altos índices de violência.


3. Conclusões

Os dados do Mapa da Violência nos mostram que as cidades mais violentas do Brasil com - população acima de 100 mil habitantes - estão concentradas na Região Nordeste e Norte, especialmente nos Estados da Bahia e do Pará. No entanto, algumas cidades do Rio de Janeiro estão entre as dez mais violentas do país. 

Então, gostou do conteúdo? Tem interesse em representar dados de violência em mapas? Você os tem? Quer que eu pesquise? Entre em contato para mais detalhes (91) 98306-5306 ou acesse Mapas Acadêmicos para saber mais.


4. Serviços de Cartografia e Geoprocessamento





quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

EM MAPAS: os homicídios contra as mulheres brasileiras



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Onde e quais mulheres foram vítimas de homicídio no Brasil?


A partir dos dados do Mapa da Violência - 2018, produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) foi possível identificar como está a violência contra as mulheres no Brasil.

Para a construção dos mapas foram utilizados os seguintes dados do Mapa da Violência de 2018.

01. Tx. de homicídios de mulheres para cada 100 mil hab. por UF - 2016
02. Tx. de homicídios de mulheres negras para cada 100 mil hab. por UF - 2016
03. Tx. de homicídios de mulheres não negras para cada 100 mil hab. por UF - 2016
04. Predominância do homicídio de mulher por cor de pele por UF - 2016.
05. Tx. de variação de homicídios de mulheres entre 2015 e 2016 por UF.




Arte: Luiz Henrique A. Gusmão


1.1. Homicídios de mulheres

Segundo o Mapa da violência de 2018, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que coloca o Brasil com uma taxa de 4,5 para cada 100 mil habitantes. Entre 2006 e 2016, a taxa de homicídio de mulheres aumentou 6,4%. Já entre 2015 e 2016, cerca de 1,6%, o que significa dizer que a pior violência contra o gênero só expandiu nos últimos anos.

No entanto, é preciso compreender como está essa taxa de homicídios de mulheres no país, não é verdade?!, pois o Brasil é grande e a situação não é igual em todo o país.

Para isso, usamos as taxas de homicídios de mulheres por unidade da federação para confeccionar um mapa e mostrar onde a situação é pior, veja:



É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Segundo o mapa acima, a taxa de homicídios de mulheres foi maior no Estado de Roraima, onde 10 mulheres a cada 100 mil hab. são mortas, ou seja, mais mulheres são assassinadas lá do que qualquer estado brasileiro.

A taxa também é elevada no Mato Grosso, Pará, Goiás e em Rondônia, onde entre 6,1 e 8 mulheres são assassinada para cada 100 mil hab.

As taxas são moderadas na maioria dos estados nordestinos - sendo mais baixa no Piauí - parte da região Sudeste, do Norte e do Centro-Oeste. 

As taxas de homicídios de mulheres são mais baixas no Piauí, Minas Gerais, Santa Catarina e em São Paulo, abaixo de 4,0.


1.2 Homicídios de mulheres negras

Nesse estudo, o IPEA calculou as taxas para as mulheres negras, que ficou em 5,3 para o Brasil, valor bem superior à média que é de 4,5, ou seja, essas mulheres geralmente são as principais vítimas.

Em relação aos estados, Goiás tem a pior condição com 8,5, seguido pelo Pará com 8,3, sendo os mais violentos para as mulheres negras.

Ainda entre os mais violentos, os estados vizinhos nordestinos: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; mais parte da Região Norte, do Centro-Oeste e do Sudeste também se destacam negativamente, com taxa entre 6,1 e 8,0.

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Já aqueles menos violentos, destacam-se: Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Piauí, onde o índice é inferior a 4,0.


1.3 Homicídios de mulheres não negras

Para as mulheres não negras, a taxa de homicídios foi igual a 3,1, bem inferior ao que vimos para as negras. Podemos deduzir que essa categoria inclui as brancas e pardas.

Em relação aos estados, Roraima possui o maior índice do Brasil - 21,1 - número extremamente elevado, que merece ser melhor compreendido.

Em segundo lugar, Rondônia registrou 6,6. As taxas mais altas estão presentes na maior parte da região Centro-Oeste, do Sul e do Norte, enquanto a maior parte do Nordeste e do Sudeste registrou índices moderados.

É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Já aqueles menos violentos, destacam-se: Pará, Piauí, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e São Paulo, todos com valor inferior a 2,2 mortes de mulheres para cada 100 mil hab.


1.4 Predominância de homicídios por cor de pele

O mapa abaixo corrobora com o que dissemos acima, as mulheres negras são as principais vítimas de homicídios do país em 22 UFs do Brasil, com exceção do Paraná e de 4 estados da Região Norte.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Basta comparar os tons de roxo entre os dois mapas acima para verificar a discrepância da violência.


1.5 Variação das taxas de homicídios de mulheres


Novamente, o comportamento é bastante diferente, em que o Mato Grosso do Sul teve o maior aumento da taxa de mulheres assassinadas (38,8%), seguido por Pernambuco (21,8%) e do Acre (20%), ou seja, são os estados com os piores desempenhos na redução da violência.

Por outro lado, o combate ao homicídio foi mais visível no Piauí com redução de 25,8% e no Espírito Santo com 24,1%, visto no mapa abaixo:


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Das 27 UFs, em 15 houve redução e em 12 aumentou, o que seria interessante compartilhar as políticas públicas mais bem-sucedidas no combate a morte de mulheres. Geograficamente, a situação é discrepante em estados vizinhos, visto por exemplo entre MS e SP, PE e PI ou AC e RO.


***Então, gostou do conteúdo? Continue nos acompanhando. Gostou de algum mapa e gostaria de usar? ou quer um sobre o assunto? entre em contato (91) 98306-5306 e teremos o prazer em ajudar você!


2. Conclusões

Por meio dos mapas, vimos que os homicídios de mulheres negras são maiores do que com mulheres não negras, mostrando que a violência tem uma cor predominante. A pior violência contra a mulher no Brasil é difusa, onde há estados em situação pior do que outros, especialmente no Pará e Goiás referentes as negras, Roraima e Rondônia em relação as não negras. É possível dizer que os homicídios de mulheres cresceram no país, especialmente em doze estados brasileiros, enquanto outros quinze houve redução, o que evidencia políticas públicas diferentes no combate a violência.



3. Serviços de Geoprocessamento e Cartografia