quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Mapa dos bairros mais violentos (homicídio) de Belém/PA



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
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#Mapa dos bairros mais violentos (homicídio) de Belém/PA

No ano de 2019, os professores universitários (Profª Dra. Rosália do Socorro e Prof° Dr. Marco Aurélio Lobo) do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente Urbano (PPDMU) da Universidade da Amazônia (UNAMA) publicaram um estudo sobre a violência em Belém/PA, mais precisamente o homicídio. Para ter acesso ao estudo completo, acesse aqui: Distribuição espacial dos homicídios na cidade de Belém (PA): entre a pobreza/vulnerabilidade social e o tráfico de drogas.

Os autores publicaram o estudo na Revista Brasileira de Gestão Urbana após a coleta, o processamento e análise de dados de homicídios dos bairros da capital paraense. A partir dos dados de homicídio da SEGUP (Secretaria de Segurança Pública) para o ano de 2016 e de população do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, eles analisaram esse fenômeno criminal.

Foram analisados dados de 36 bairros da cidade, com exceção daqueles do distrito de Mosqueiro, de Outeiro e outros 11, inclusive Cidade Velha e Campina. No entanto, essas informações são as mais atuais e completas sobre o panorama do homicídio em Belém.

Para nós do blog, interessa saber onde as taxas de homicídios (por 100 mil habitantes) foram maiores e menores em Belém, haja vista os números não serem divulgados em nenhum portal. É possível supor que a lista também contemple onde o uso de arma de fogo é mais comum para essa prática, por ser o principalmente instrumento para esse delito ao invés de armas brancas.

Conforme o estudo, os bairros mais violentos em 2016 de Belém e onde mais teve homicídio (CORRÊA e LOBO, 2019) foram: Cabanagem, Bengui e Sacramenta, com mais de 96,7 mortes por 100 mil habitantes. A lista final finaliza com: Maracacuera, Pratinha, Agulha, Cruzeiro e Tapanã. A maioria está localizada ao longo da avenida Augusto Montenegro, com exceção do bairro da Sacramenta que é o mais violento da 1ª Légua Patrimonial de Belém. Todos foram classificados como vulnerabilidade social moderada ou alta de acordo com os dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para o ano de 2010.




A taxa de homicídio dos oito mais altos superou os 80 por 100 mil habitantes. Alguns são conhecidos no senso comum como muito violentos, mas que não apareceram entre os maiores, como: Barreiro (77), Guamá (71,1) e Jurunas (65,2) conforme os dados de 2016 (CORRÊA e LOBO, 2019). Ainda assim, os indicadores são considerados elevados. 

Em contrapartida, os menos violentos e com menor taxa foram: Souza (5,6), Umarizal (11,7), Batista Campos (12,9) e Nazaré (13,5). A maioria dos bairros com as menores taxas são nobres e se concentram próximo ao centro da cidade. São locais cuja vulnerabilidade social é muito baixa ou baixa conforme os dados de 2010 do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).





A partir dos mapas podemos ver onde a violência do tipo homicídio é maior ou menor em Belém. Contudo, é difícil acompanhar as mudanças que ocorrem anualmente, pois os dados das Polícias Civil e Militar não são acessíveis e transparentes! Os moradores de Belém não têm acesso a essas informações há décadas. Seria interessante disponibilizar os dados em um Portal ou Plataforma para que pudéssemos analisar anualmente, assim como exigir maior ação policial ou outras medidas.



sábado, 13 de fevereiro de 2021

Atlas da Expansão Urbana no mundo

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Atlas da Expansão Urbana no mundo

Existe uma plataforma digital que você consegue visualizar e analisar a expansão de 200 cidades do mundo, trata-se do Atlas of Urban Expansion - Cities. A iniciativa faz parte do esforço de pesquisadores da Universidade de Nova Iorque com UN Habitat e do Instituto Licoln para Políticas das Terras. 


Figura 1. Crescimento Urbano de Londres (Reino Unido)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Você consegue obter dados das maiores cidades dos cinco continentes. Ver o crescimento das cidades ao longo das décadas; baixar informações referentes ao assunto, tal como vídeos com mapas em time lapses.

Vídeo 1. Crescimento Urbano de Chicago (EUA)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Vídeo 2. Crescimento Urbano de São Paulo (Brasil)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


Vídeo 3. Crescimento Urbano de Shangai (China)
Fonte: Atlas of Urban Expansion - Cities


E aí? O que achou da plataforma? Não é incrível?! A partir dos dados de lá é possível fazer mapas e até usá-los em trabalhos científicos. Compartilhe com outras pessoas! :)







segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Nova Malha de Setores Censitários do IBGE



Luiz Henrique Almeida Gusmão

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# Nova Malha de Setores Censitários do IBGE (2020)

A Malha de Setores Censitários é um conjunto de dados organizados em formato digital referente a menor porção territorial de coleta de dados pelo IBGE. No ano de 2020, o IBGE realizou uma atualização nos limites dos setores censitários da época do Censo (2010), porém sem informações estatísticas em decorrência da pandemia da Covid-19.

Contudo, para quem trabalha na área da Geoprocessamento, é interessante baixar as informações para atualizar a base anterior. A partir deles já é possível realizar novas análises espaciais (Geomarketing, Área Ambiental e de outros temas do seu interesse) e conhecer melhor a organização territorial dos municípios.

O IBGE resolveu facilitar muito o download, ao disponibilizar os arquivos separados por municípios e disponíveis em kml (formato do Google Earth).

Os Limites dos setores censitários 2020 foram classificados da seguinte forma: 

a) Área Urbana com alta densidade de edificações 
b) Área Urbana com baixa densidade de edificações
c) Núcleo Urbano
d) Aglomerado Rural (Povoado) 
e) Aglomerado Rural (Núcleo)
f) Aglomerado Rural (Lugarejo)
g) Área Rural
h) Massa d' água

Como forma de ilustrar, vamos mostrar a malha de setores de Florianópolis (SC). Os setores em vermelho são aqueles com maior adensamento de edificações; os roxos com baixa densidade; os verdes são as áreas rurais ou aglomerados rurais classificadas.








terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

A partir dos dados do MAPBIOMAS dos anos de 1985 e 2019 realizamos uma figura para comparar a situação das florestas do município de Belém/PA.

Em 1985, Belém tinha 364,48 km² de florestas, passando para 307,1 km² no ano de 2019. Em pouco mais de três décadas, cerca de 15,7% da vegetação foi removida.

A área parece pequena, mas comparando com o maior estádio de futebol de Belém, o Mangueirão, a área desmatada foi igual a 980 vezes o tamanho dele, veja:




As figuras revelam que os desmatamentos foram mais fortes no norte de Belém, com destaque para a ilha de Mosqueiro, do Outeiro, no Distrito de Icoaraci, bem como no extremo leste da cidade, já na divisa com Ananindeua. As ilhas ao sul (Combu e Murutucu), por sua vez, pouco mudaram, já que a ocupação permanece predominantemente ribeirinha sem avanço de áreas urbanizadas ou outro uso antrópico.



Em 33 anos (entre 1985 e 2019), cerca de 15,7% da vegetação nativa de Belém foi convertida em área urbana (formada por casas, ruas e construções em geral de comércio, serviços e indústrias leves).





segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Novo Projeto: @BELÉM.MAPAS:

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão

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# Novo Projeto: BELÉM MAPAS

Caros leitores, semana passada eu criei um perfil exclusivo no instagram sobre Belém e região metropolitana. Trata-se do @belem.mapas. A arte contempla os limites dos municípios agrupados, mais a cor vermelho do sangue cabano.



É um perfil que contará com mapas, informações, atualidades e pesquisas. Para quem não sabe, a Região Metropolitana é formada por 7 municípios:

a) Belém  
b) Ananindeua
c) Marituba
d) Benevides
e) Santa Bárbara do Pará
f) Santa Izabel do Pará
g) Castanhal

As informações estarão dispostas em mapas e gráficos, tal como fotos comentadas. Será mais uma fonte de compartilhamento de conhecimento e de informações. Siga lá!



segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Há florestas na Europa! Quem duvidou disso?

 

Luiz Henrique Almeida Gusmão

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# Há florestas na Europa! Quem duvidou disso?

Anos atrás, um presidente do Brasil afirmou em coletiva de imprensa que na Europa não há florestas! especialmente nos países mais ricos como França, Alemanha, Reino Unido e outros.

A afirmação acima é muito leviana, pois não foi citado qualquer fonte para isso. Desde então, é relativamente comum algumas pessoas reproduzirem o mesmo discurso sem qualquer base. Em plena era da informação é importante realizar pesquisas antes de fazer declarações como essa, ainda mais de uma autoridade.

A partir disso recorremos ao site da Agência Espacial Europeia - Copernicus -  para destacarmos como está o uso e a cobertura da terra de países europeus. Mas por que essa fonte?. Porque a agência realiza o mapeamento desse tipo de informação do mundo desde 2015.  Portanto, é possível comparar áreas florestais, de vegetação nativa, áreas agrícolas, etc, entre os países.

Dessa forma, nosso compromisso é com a verdade através da comprovação de fatos. Não se trata de opinião, mas de dados dispostos em mapas. No site conseguimos compreender toda a metodologia de trabalho. Dessa forma, todas as informações postadas se referem ao ano de 2019.

O primeiro país é a França. Cerca de 43% do seu território é formado por florestas, sobretudo no Centro e no Sul do país. Além disso, 10% é constituído por vegetação herbácea. A maioria dos turistas vão à Paris e arredores, talvez por isso muitos não conseguem ver as "florestas e a vegetação da França". Já a área construída ocupa apenas 4,9% do país.

Figura 1. França - Uso e cobertura da terra (2019)
Fonte: Copernius (2019)


Já a Alemanha, 43% do seu território é formado por florestas, principalmente no sul e oeste. Além disso, a área construída é de apenas 8,1% do total e as áreas agrícolas quase metade (45,1%). Os arredores da capital - Berlim - são mais verdes do que os de Paris.


Figura 2. Alemanha - Uso e cobertura da terra (2019)
Fonte: Copernius (2019)


O Reino Unido é constituído de 46,8% por vegetação herbácea, seguido por 29% de áreas agrícolas, 16% por florestas e apenas 5,7% de área construída. A capital - Londres - também é cercada por extensas florestas. 


Figura 3. Reino Unido - Uso e cobertura da terra (2019)
Fonte: Copernius (2019)


A Espanha é outro país europeu com grande extensão de florestas. Elas ocupam 43% do território, sobretudo no norte. Além disso, 10% do país é formado por vegetação herbácea e 13% por outras áreas vegetais. Por outro lado, quase 1/3 dele é coberto por agricultura e apenas 2,5% por área construída. A capital Madri é cercada por áreas vegetais também.


Figura 4. Espanha - Uso e cobertura da terra (2019)
Fonte: Copernius (2019)


A Itália é outro grande país europeu. Cerca de 45% do seu território também é coberto por florestas. Com mais 9,5% de vegetação herbácea, a extensão ultrapassa 50% do país. Por outro lado, cerca de 27% é constituído por áreas agrícolas e apenas 6,7% por área construída. A capital Roma, assim como outras europeias, também é rodeada por florestas.


Figura 5. Itália - Uso e cobertura da terra (2019)
Fonte: Copernius (2019)


Como nós conseguimos visualizar nos mapas, os grandes países europeus - em números relativos - têm grandes áreas florestais e de vegetações nativas. Em alguns casos, a área ultrapassa 50% do país. Óbvio que o Brasil possui maior quantidade em termos absolutos, mas a comparação entre os países só é possível em números relativos. 

Em termos comparativos, cerca de 60,4% do território brasileiro é formado por florestas, segundo a agência espacial europeia. O percentual de alguns países europeus são próximos, como na Áustria (56,5%) e Portugal (49,4%). Em outros, é superior, como na Suécia (71,3%) e Finlândia (76,6%), sem considerar outras vegetações nativas. Portanto, é imprescindível recorrer a fontes de sites confiáveis, para não reproduzir discursos falaciosos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Viajando de bicicleta pelo Brasil [Mapas]

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão

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# Viajando de bicicleta pelo Brasil [Mapas]

O Brasil é o quinto maior país em extensão territorial do mundo. As viagens mais frequentes ocorrem por aviões, ônibus e automóveis, mas já imaginou fazer isso de bicicleta? Com base nessa curiosidade resolvemos calcular o tempo e a distância entre várias capitais estaduais brasileiras por esse meio de transporte.

O tempo foi calculado com uso do Google Maps e levando em consideração 8 horas para dormir, 2h para fazer todas as refeições e 14 horas pedalando direto, por dia. 

Óbvio que os contratempos não estão inclusos. Então se refere a uma viagem ideal. Além do mais, as rotas são feitas pelas rodovias. As distâncias e o tempo percorrido nos dão uma base da realidade.

a) Rio-São Paulo: 452 km / 1 dia e 10 horas



b) Goiânia-Brasília: 202 km / 21 horas e 14 minutos




c) Curitiba-Porto Alegre: 751 km / 2 dias e 1 hora



d) Belém-Manaus: 3.048 km / 9 dias e 6 horas


e) Salvador-Fortaleza: 1.173 km / 3 dias e 7 horas



Então, o que você achou do post? Qual das figuras acima mais te surpreendeu? Conte aqui para nós!


domingo, 25 de outubro de 2020

Mapeando linhas de ônibus para estudo de Geomarketing



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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#Mapeando linhas de ônibus para estudo de Geomarketing: o caso do bairro da Cidade Nova (Ananindeua, PA)

Você quer abrir ou mudar de endereço a sua empresa, mas não sabe onde? Para o seu negócio prosperar depende da circulação intensa de pessoas? 

As perguntas acima são frequentes para quem trabalha com varejo ou com algum negócio cuja movimentação de pessoas é indispensável. 

Hoje não temos como saber quantas pessoas circulam por uma rua, mas conseguimos especular quais são as mais movimentadas. Uma das formas de saber isso é identificar aquelas onde mais passam ônibus!

Sim, os ônibus. Além de transportarem centenas de pessoas por dia, eles também podem indicar onde há concentração de comércio, oferta variada de serviços e grande circulação de pessoas. Óbvio que algumas não passam ônibus, mas podem estar próximas desses locais.

Foto: Trânsito no município de Ananindeua / Crédito: Diário do Pará 

Com base nos dados dos itinerários dos ônibus presentes na plataforma Moovit - Mobilidade Urbana é possível realizar várias análises espaciais. Algumas delas são:

a) Ruas com concentração de itinerários
b) Zonas ou bairros com concentração de itinerários
c) Identificação de linhas por ruas ou trechos
d) Identificação de zonas ou trechos carentes de ônibus
e) Cálculo de distância de pontos específicos com as ruas onde passam ônibus etc. 

Como teste, vamos avaliar os itinerários de cinco linhas dentro do bairro da Cidade Nova - município de Ananindeua/PA. Nas figuras abaixo estão destacadas os trechos onde eles passam.

Figura 1. Trecho do Cidade Nova 4 Ver-o-peso

Figura 2. Trecho do Cidade Nova 5 Ver-o-peso

Figura 3. Trecho do Cidade Nova 6 P. Vargas

Figura 4. Trecho do Cidade Nova 8 P. Vargas

Figura 5. Trecho do Guajará-São Brás

Agora queremos saber quais os trechos onde mais passam ônibus. Após análise espacial dividimos o bairro em 4 áreas.

a) Vermelho (Grande circulação)
b) Laranja (Moderada circulação)
c) Amarela (Baixa circulação) 
d) Verde (Sem circulação)

O resultado nós vemos abaixo:

Figura 6. Zonas de circulação de ônibus na Cidade Nova [Amostra 5 linhas]


A figura acima destaca a parte sul do bairro como aquela de maior movimentação de ônibus e pode indicar concentração de comércio e de oferta de serviços variados. Outro trecho importante é de uma avenida central do bairro (destacado em laranja), enquanto as demais partes circulam menos ônibus.

As figuras acima são simples e servem apenas de ilustração para análises realizadas nesse projeto. Em um estudo mais completo é importante aparecer o nome das ruas, a identificação dos trechos e uma série de fotos para compreendermos melhor as informações. O que você acha de um estudo semelhante a esse para o seu negócio?

Então, gostou da análise? Imagina realizá-la para uma região ou até cidades? Há várias possibilidades de avaliar de acordo com os interesses do seu negócio.


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Mapa da Felicidade: os países mais e menos felizes do mundo

 

Luiz Henrique Almeida Gusmão

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#Mapa da Felicidade: os países mais e menos felizes do mundo

O que é felicidade para você? Como podemos medir a felicidade de uma nação? Os habitantes de países ricos são mais felizes? 

Um estudo World Happiness Report 2020 sobre a felicidade dirigido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (SDSN em inglês) avaliou por uma plataforma digital, a felicidade dos residentes de 153 países. Os critérios escolhidos foram baseados na percepção dos itens:

1) Renda
2) Assistência Social
3) Longevidade
4) Liberdade para fazer escolhas
5) Generosidade
6) Corrupção
7) Distopia


A partir dos dados realizamos três mapas que destacam os países mais felizes, os menos felizes e um comparativo com o Brasil.

No primeiro mapa estão as 14 nações cujos habitantes declararam serem mais felizes. A maioria deles está no continente europeu e sobretudo, na Escandinávia. Os outros países fora da Europa são: Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Israel. É interessente observar a ausência de grandes potências econômicas entre as mais felizes como: EUA, Japão e China.

A Finlândia era a nação mais feliz do mundo no ano de 2019, seguido pela Dinamarca, Suíça, Islândia e Noruega. É a terceira vez que a Finlândia está no top da lista. A longa expectativa de vida associada com estabilidade econômica e estado de paz deles justificam essas colocações. Contudo, variáveis como generosidade, alta renda, baixa percepção de corrupção e outros critérios contribuíram para maior felicidade.




Entre aqueles cujos habitantes disseram serem menos felizes, a maioria é do continente africano, sobretudo da região Subsaariana. Na lista também temos três países da Ásia e um da América. 

As nações menos felizes são: Afeganistão, Sudão do Sul, Zimbábue, Ruanda, República Centro-Africana e Tanzânia. As razões estão atribuídas à instabilidade econômica e política, à pobreza, à baixa liberdade e à alta percepção de corrupção no país. Outros critérios também foram avaliados negativamente. Alguns deles estão em estado de guerra e grave insegurança alimentar.




No último mapa ressaltamos o Brasil em relação a vários países selecionados. Entre os seus vizinhos, Argentina, Chile e Venezuela são menos felizes. Os EUA, a Alemanha e a França são mais felizes. 

Surpresa ou não, países asiáticos como China e Japão são menos felizes. Portugal e Rússia também são menos. O fato é que a renda não é suficiente para ser feliz, apesar de ser relevante.




Na análise dos mapas e dados, algumas constatações:

a) Os canadenses (10°) são mais felizes que os estadunidenses (18°).

b) Os EUA (18°) e Haiti (142°) são países próximos, mas com diferença exorbitante no quesito felicidade.

c) Brasil (32°) e Moçambique (120°) têm idioma oficial em comum, porém a felicidade é muito díspar. 

d) Entre os BRICs, os brasileiros (32°) se declararam mais felizes que russos (73°), indianos (144°), chineses (94°) e sul-africanos (109°). A diferença por sinal aqui é enorme.

e) Entre as nações mais industrializadas (G8), o Canadá (11°) é o mais feliz, seguido por Reino Unido (13°), Alemanha (17°), Estados Unidos (18°), França (23°) e Itália (30°). Os menos felizes do grupo são: Japão (62°) e Rússia (73°).

A lista completa está expressa aqui:



Então, o que você achou da postagem? Alguma surpresa? Acesse o material original para compreender a metodologia e checar outras listas do estudo.



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

[MapBiomas] - Dados de Uso e Cobertura da Terra

 


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[MapBiomas]Dados de Uso e Cobertura da Terra

Você conhece o MapBiomas? É um projeto que mapeia de modo anual o uso e a cobertura da terra do Brasil. Ou seja, nós conseguimos acessar e baixar dados para todos os municípios, regiões, biomas e outras áreas do país, de modo gratuito!

Para entender melhor como funciona a rede, acesse: MapBiomas - Projeto. O mais interessante da plataforma é que eles usam imagens Landsat de 1985 até 2019 (com 30 metros de resolução espacial) e técnicas de Machine Learning para obter essas informações.

Com a Plataforma de dados de uso e cobertura, você consegue baixar dados em formato raster e estatísticas para qualquer área do país! É interessante para quem precisa analisar algum lugar em longa série temporal.


Figura 1. Uso e cobertura da terra do Brasil (2019)
Fonte: MapBiomas (2020)


Há diferentes classificações do Uso e da Cobertura da Terra com níveis específicos de análise. A principal divisão proposta pelo Mapbiomas é: 

a) Floresta
b) Formação Natural não Florestal
c) Agropecuária
d) Área não Vegetadas
e) Corpos D'Água
e) Áreas Não Observadas.

Com a estratificação desses grupos de classes, podemos encontrar outras como: área urbana, pastagens, agricultura perene, lavoura temporária, praias e dunas etc.


Fonte: Mapbiomas


Nas figuras abaixo nós selecionamos dois municípios brasileiros (Altamira/PA e São Bernardo do Campo/SP) para ilustrar as classes no ano de 2019.

Na primeira figura conseguimos visualizar a distribuição das florestas e de áreas agropecuárias para Altamira no ano de 2019. Já a segunda figura, vemos as florestas, os corpos d' água e as áreas urbanizadas para São Bernardo do Campo.







Então, já conhecia o MapBiomas? Como os dados e a metodologia podem contribuir com o seu trabalho? Já escreveu algum artigo com os dados de lá? Compartilhe a sua experiência conosco.