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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Belém/PA - Breve História


Luiz Henrique Almeida Gusmão
Msc. Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano (UNAMA)
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Email: luizgusmao.geo@gmail.com



#Breve História de Belém

No Instagram do Belém Mapas foi compartilhado o primeiro capítulo da série: Breve História. Trata-se de um material cujo objetivo é contar a história ilustrada de uma cidade.

A primeira cidade foi Belém, capital do estado do Pará. A partir do material histórico do IBGE sobre a cidade, um pequeno ebook ilustrado foi criado para dar suporte a leitura. 

Da nossa parte está a diagramação do conteúdo, a adaptação e criação do material gráfico. O pequeno livreto digital tem 10 páginas.

Caso queira o material completo em PDF, entre em contato conosco. 










terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

 


Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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Perda florestal de Belém/PA em 34 anos

A partir dos dados do MAPBIOMAS dos anos de 1985 e 2019 realizamos uma figura para comparar a situação das florestas do município de Belém/PA.

Em 1985, Belém tinha 364,48 km² de florestas, passando para 307,1 km² no ano de 2019. Em pouco mais de três décadas, cerca de 15,7% da vegetação foi removida.

A área parece pequena, mas comparando com o maior estádio de futebol de Belém, o Mangueirão, a área desmatada foi igual a 980 vezes o tamanho dele, veja:




As figuras revelam que os desmatamentos foram mais fortes no norte de Belém, com destaque para a ilha de Mosqueiro, do Outeiro, no Distrito de Icoaraci, bem como no extremo leste da cidade, já na divisa com Ananindeua. As ilhas ao sul (Combu e Murutucu), por sua vez, pouco mudaram, já que a ocupação permanece predominantemente ribeirinha sem avanço de áreas urbanizadas ou outro uso antrópico.



Em 33 anos (entre 1985 e 2019), cerca de 15,7% da vegetação nativa de Belém foi convertida em área urbana (formada por casas, ruas e construções em geral de comércio, serviços e indústrias leves).





sábado, 1 de fevereiro de 2020

Bairros de Belém e Ananideua em KML (Google Earth)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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# KML dos bairros de Belém e Ananindeua

Você ou sua empresa precisa de arquivos KML (Google Earth) dos bairros de Belém e de Ananindeua? Nós temos a solução!










- Os arquivos são próprios para serem abertos no Google Earth. 

- É possível planejar as atividades de sua empresa através do arquivo e com o software Google Earth.

- O limite de Belém é oficial do IBGE e de Ananindeua é adaptado.

- Ao clicar em cada bairro, aparecerá o nome de cada um deles.


domingo, 20 de outubro de 2019

A Esperança de vida é igual para todos em Belém/PA?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. A Esperança de vida é igual para todos em Belém?


Ter uma vida longa e saudável é fundamental para a vida plena (PNUD, 2010). Todos, sem exceção, querem ter uma vida duradoura com o máximo de qualidade de vida possível. 

Ter vida longa não é sinônimo de ter muito dinheiro no bolso, mas conseguir usufruir de modo digno todos os aspectos que rodeiam a vida, como condições adequadas de saúde, educação, lazer, emprego, mobilidade, dentre outros. 

A promoção do desenvolvimento humano requer que sejam ampliadas as oportunidades que as pessoas têm de evitar a morte prematura, e que seja garantido a elas um ambiente saudável, com acesso à saúde de qualidade, para que possam atingir o padrão mais elevado possível de saúde física e mental (PNUD, 2010). 

No entanto, vivemos em um mundo desigual, onde as oportunidades não são iguais. Nesse sentido, essa postagem destaca onde estão as áreas com as maiores expectativas de vida no município de Belém/PA.

A expectativa de vida média em Belém era de 76 anos, cujo valor máximo é de 81 anos e o mínimo de 68 anos, ou seja, a diferença na cidade pode chegar até 13 anos! (Figura 1). Essa discrepância está muito relacionado as condições de vida em que as pessoas estão submetidas, desde o aspecto da violência urbana, passando pelas condições de saneamento básico até o acesso ao tratamento de saúde.

Visualmente, conseguimos diferenciar melhor a média de alguns bairros de Belém na figura abaixo. Entre aqueles com as médias mais altas estão: Umarizal, Nazaré e Reduto, com expectativa igual a 80 anos. De modo contrário, alguns com os valores mais baixos são: Aurá, Águas Lindas e Paracuri, com expectativa inferior a 70 anos.


Figura 1. Expectativa de vida em anos (média) em bairros selecionados de Belém
Fonte: PNUD (2010)


Como podemos ver na Figura 2, os locais onde as pessoas vivem mais (81 anos em média) estão localizados no centro de Belém e seus arredores, com exceção dos condomínios Cristalville, Greenville e Boulevard Montenegro, mais distantes. Em ordem, se vive mais em:

1° Batista Campos : Tv. Padre Eutíquio (Praça Batista Campos) - 81 anos
2° Marco : Edifício Torre de Arua/Edifício San Diego/ v. Timbó - 81 anos
3° Nazaré : Av. Governador Magalhães Barata - 81 anos
4° Parque Verde: Condomínio Greenville II/Condomínio Boulevard Montenegro - 81 anos
5° Reduto : Rua Tiradentes/Tv. Benjamim Constant - 81 anos
6° Batista Campos: Tv. São Francisco - 80 anos
7° Campina: Av. Presidente Vargas - 80 anos
8° Parque Verde: Condomínio Cidade Jardim I - 80 anos
9° Parque Verde: Condomínio Greenville I - 80 anos
10° Pratinha: Alto Pinheiros - 80 anos

Por outro lado, os locais onde as pessoas vivem menos (68 anos em média) estão muito distantes do centro da cidade. Elas residem em ilhas e bairros periféricos, a dezenas de quilômetros das áreas mais ricas. Vivem geralmente em áreas de ocupação mais recente e onde a infraestrutura urbana é precária. Em ordem, se vive menos em: 

160° Águas Lindas: Jardim Nova Vida - 68 anos
159° Outeiro: Brasília - 68 anos
158° Condor: (Canal da 3 de Maio) - 68 anos
157° Cotijuba: Vila - 68 anos
156° Mosqueiro: Área Rural - 68 anos
155° Outeiro: Área Rural - 68 anos
154° Águas Lindas: Olga Benário - 69 anos
153° Aurá: 69 anos
152° Mosqueiro: Natal do Murubira - 69 anos
151° Paracuri: 69 anos



Figura 2. Melhores e piores IDHMs Longevidade de Belém/PA (2010)



2. Referências

Atlas do Desenvolvimento Humano. PNUD. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/


terça-feira, 21 de junho de 2016

Cartografia e IDH da Região Metropolitana de Belém





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Conforme o PNUD (2016), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um meio de mensurar e comparar as condições de vida de um país, unidade da federação ou de regiões metropolitanas. 

O IDH reúne três variáveis: a oportunidade de se levar uma vida longa (Saúde); o acesso ao conhecimento (Educação) e a capacidade de desfrutar de um padrão de vida digno (Renda), conforme o relatório do PNUD e visto na figura abaixo:


Figura 1. As três dimensões avaliadas pelo IDH
Fonte: PNUD/ONU (2010)


Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), os três aspectos são medidos da seguinte maneira:

- SAÚDE (Medida pela Expectativa de Vida)

- EDUCAÇÃO (Média dos anos de educação de dultos durante a vida por pessoas a partir dos 25 anos; Expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar; Número total de anos que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idades permanecerem os mesmos durante a vida da criança).


- PADRÃO DE VIDA/RENDA (Medida pela Renda Nacional Bruta per capita expressa em poder de paridade de compra - PPP constante, em dólar, tendo 2005 como referência).

A partir do cálculo do IDH, a agência divide os resultados em cinco faixas de desenvolvimento humano:
a) Muito Baixo (0 - 0,499)
b) Baixo (0,500 - 0,599)
c) Médio (0,600 - 0,699)
d) Alto (0,700 - 0,799)
e) Muito Alto (0,800 - 1)


Figura 2. Como entender o IDH
Fonte: PNUD/ONU (2010)



2. Índice de Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Belém (IDH)

A partir das variáveis: saúde, educação e renda, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) avaliou com base nos dados do IBGE (2000; 2010) todas as Regiões Metropolitanas Brasileiras, porém vamos considerar apenas a de Belém/PA.

A Região Metropolitana de Belém no Estado do Pará é constituída por 7 municípios (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará e Castanhal) que juntos possuem uma população de 2.402.438 habitantes (IBGE, 2014).



Na Região Metropolitana de Belém, as desigualdades sociais são latentes assim como em grande parte das demais áreas metropolitanas brasileiras, principalmente quando avaliamos aspectos como o acesso a educação, a expectativa de vida e a renda. 

Nos mapas elaborados pela ONU fica evidente que a RMB é um espaço multifacetado, pois é constituído por vários fragmentos territoriais heterogêneos. Na Figura 1, com dados do ano 2000, era visível as condições de vida discrepantes, que variava de "Muito Baixo" na maior parte da periferia e "Muito Alto" no centro da metrópole.


Figura 1. IDHM da Região Metropolitana de Belém (2000)



Figura 2. IDHM da Região Metropolitana de Belém - Zoom (2000)


Fonte: PNUD/ONU (2015)

As figuras evidenciavam a forte segregação socio-espacial na RMB, mostrando que as áreas com os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2000 estavam situados no centro de Belém e arredores (Nazaré, Reduto, Batista Campos, Umarizal, Cidade Velha, Marco, São Bráz, Val-de-Cans, Souza, Fátima, parte da Cremação e Miramar); nos arredores do bairro Coqueiro, na Cidade Nova e no Coqueiro em Ananindeua; e no centro de Castanhal.

Por outro lado, as áreas mais desfavorecidas estavam no Norte e no Extremo Sul de Belém e Ananindeua; Grande parte de Marituba, Benevides, Santa Isabel do Pará e de Castanhal. 

Quando comparamos com a realidade encontrada em 2010, podemos perceber nitidamente uma melhoria do desenvolvimento humano na periferia da RMB. O Programa Bolsa Famíia foi um dos itens que melhorou a capacidade de compra da população mais pobres e também refletiu no acesso à educação e à saúde. A maior oferta de vagas nas escolas e descentralização de serviços de saúde do centro da cidade também repercutiram em melhorias. No entanto, apontar alguns critérios isolados não são suficientes para explicar todo o progresso entre 2000 e 2010.

As condições de vida, por outro lado, ainda permaneceram desiguais (Figura 3), já que a alta escolaridade, as melhores expectativas de vida e condições de acesso a uma renda satisfatória ainda eram mais elevadas no centro de Belém. 


Vale ressaltar a melhor condição verificada em alguns condomínios horizontais mais afastados do centro, como aqueles encontrados na Av. Augusto Montenegro, Rod. Mário Covas (Norte de Belém) e Rodovia BR-316; em alguns bairros de Ananindeua (Coqueiro e Levilândia) e no centro de Castanhal.



Figura 3. IDHM da Região Metropolitana de Belém (2010)
Fonte: PNUD/ONU (2015)


Com base na figura 3, percebe-se claramente a constituição de verdadeiros enclaves na periferia da Região Metropolitana de Belém, essencialmente na metrópole, onde coexistem até hoje, unidades com IDH Muito Alto e IDH Médio. Algo comum ao longo da Avenida Augusto Montenegro e da BR-316.


Isso é resultado da instalação de diversos condomínios de luxo e de classe média, contrastando significativamente com o seu entorno, onde há famílias com condições de vida inferiores no que se refere aos critérios apontados pela ONU: Educação, Renda e Saúde, como podemos visualizar um exemplo espacial no bairro da Pratinha (Figura 4) em Belém. 


Figura 4. Contraste social em parte do bairro da Pratinha em Belém/PA
Fonte: Google Earth (2015)

O padrão entre as duas unidades são completamente diferentes, apesar de estarem próximas. A unidade em amarelo (IDHM Médio - Área de Ocupação Espontânea) é ocupada por uma população mais carente, com recursos financeiros limitados e baixos níveis de escolaridade em comparação com a área em azul (IDHM Muito Alto - Condomínio de Classe Alta), onde a renda e o nível de escolaridade são mais altos. 

Normalmente esses enclaves estão situados ao longo de avenidas arteriais que ligam partes importantes da cidade e mostram que cada vez mais, pessoas com alto poder aquisitivo têm se distanciado do centro da cidade, com o intuito de residir em imóveis exclusivos, amplos, seguros e com uma infraestrutura de lazer completa. Esses indicadores são reflexos da paisagem urbana de Belém e da sua organização espacial, como podemos ver em fotos da cidade abaixo:



Figura 5. Área com IDH Médio em relação a outra com IDH Alto - Contraste social a partir do bairro da Terra Firme em Belém/PA



Figura 6. Área com IDH Muito Elevado - Avenida Visconde de Souza Franco (Divisa entre o bairro do Umarizal e Reduto)



Figura 7. Área com IDH baixo - Canal do Tucunduba no Guamá em Belém/PA




Figura 8 - Área com IDH Muito Alto e Alto



2. CONCLUSÕES



Os mapas e os conteúdos disponibilizados no Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas são ótimos materiais para analisar e compreender a configuração dos principais aglomerados urbanos do Brasil. Em relação a organização espacial da Região Metropolitana de Belém a partir dos critérios da ONU, foi possível visualizar as desigualdades sociais latentes entre as unidades mapeadas, principalmente entre os bairros centrais de Belém e Ananindeua em comparação a periferia e aos demais municípios. 






3. REFERÊNCIAS

Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras - Brasília: PNUD, Ipea, FJP, 2014. 120 p. - (Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil). Disponível em http://www.pnud.org.br/arquivos/AtlasdoDesenvolvimentoHumanonasRegi%C3%B5esMetropolitanas.pdf. Acesso em 10/05/2016.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Belém (PA) - Áreas verdes no bairro do Jurunas, Condor e Guamá.

Luiz Henrique Almeida Gusmão
Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Pará
Instrutor/Monitor dos softwares: ArcGis, QGIS e  Google Earth
Mapas, Palestras e COnsultoria em Geoprocessamento e Cartografia (91) 98306-5306



1. INTRODUÇÃO

A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros do Jurunas, Guamá e Condor de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Jurunas. Condor. Guamá.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro do Jurunas, Condor e Guamá com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos"
Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:
                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.


Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 

Abaixo será apresentado a situação das áreas verdes e áreas livres dos bairros listados:


Figura 1. Áreas verdes no bairro do Jurunas.
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L.H (2013)


O bairro do Jurunas, segundo o Anuário Estatístico de Belém (PREFEITURA DE BELÉM, 2010), tem 62.740 habitantes e 265,85 hab/ha, configurando-o como populoso e com alta densidade demográfica, no qual uma parcela significativa de sua população é de classe baixa. 

Na imagem acima, percebemos a existência da Praça Amazonas (noroeste) e poucas vias arborizadas, especialmente no Noroeste do bairro, já na proximidade com o bairro da Batista Campos.  Os locais com menos áreas verdes são aqueles ao longo da Bernardo Sayão e na fronteira com o bairro do Condor.

Há muitas áreas verdes privadas (quintais de casas) e poucas públicas (praça Veiga Cabral e praça Amazonas), ou seja, há pouca áreas verdes. Como a área da praça Amazonas é insuficiente para a demanda do bairro, muitos jurunenses vão em direção a Praça Batista Campos e a Praça da República, em bairros próximos, mas que exige a condução por linhas de ônibus, táxis e automóveis.


Figura 2. Áreas verdes no bairro do Condor
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L. H (2013)


O bairro do Condor, segundo o AEB (PREFEITURA DE BELÉM, 2010) tem cerca de 42.038 habitantes e 245,84 hab/ha, também sendo um bairro populoso com alta densidade demográfica, com predominância de moradores de classe baixa. 

A imagem acima, nos dá uma dimensão do bairro, no qual há apenas uma praça pequena e com pouca vegetação, a Praça Princesa Isabel ao sul, além da existência de muitas áreas verdes privadas. No bairro há poucas casas com quintais e quando há, a maioria das residências localiza-se em ruas principais.

A maioria dos moradores se direcionam com frequência para bairros com maior oferta de praças e áreas verdes como Batista Campos e Campina, por causa da quase inexistência de espaços públicos verdes.


Figura 3. Áreas verdes no bairro do Guamá
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L. H (2013)

O bairro do Guamá é o mais populoso de Belém e também um dos mais pobres da cidade, com diversos problemas socioambientais, tais como carência de saneamento básico, segurança pública, entre outros, assim como de áreas verdes. Segundo a AEB (PREFEITURA DE BELÉM, 2010), moram 102.124 pessoas, nas quais uma parcela significativa é de classe baixa. 

A imagem acima nos revela uma situação extremamente preocupante, pois há apenas a Praça Benedito Nunes, sendo muito pequena e com baixíssima área verde em sua volta. Outros espaços são de instituições privadas e públicas, como a do Hospital Barros Barreto, assim como de quintais particulares, ou seja, para uma população de mais de 100.000 habitantes, os espaços de recreação e lazer com áreas verdes é quase nula.

As demais áreas verdes que se destacam no Guamá estão dentro do Cemitério Santa Izabel, sendo portanto, inacessível a toda a população. As áreas mais carentes estão no nordeste e sul do Guamá, próximo ao bairro da Terra Firme e do Campus da UFPA.


2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bairro do Jurunas, Condor e Guamá são populosos, no qual juntos têm aproximadamente 206.902 habitantes (AEB, 2010), com elevada densidade demográfica, no qual grande parte de sua população é de classe baixa, estando disponíveis aos mesmos, minúsculos espaços de recreação e lazer, ocasionando deslocamento para bairros mais bem estruturados e com áreas verdes. O contingente populacional nos bairros exige maiores investimentos por parte da Prefeitura de Belém em áreas livres e verdes, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida dessa população. Peço para a atual gestão de Belém, a construção de uma praça maior no bairro do Jurunas e do Guamá, a melhoria e ampliação da Pça. Princesa Isabel no Condor e uma arborização compatível com a realidade das vias desses bairros.


3. REFERÊNCIAS

CAVALHEIRO, F.; DEL PICCHIA, P. C. D. Áreas verdes: conceitos, objetivos e diretrizes para o planejamento. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, 4. 1992, Vitória . ES. Anais... v. 1. Vitória, 1992. p. 29 . 38.

MOREIRO, A.M.; SANTOS, R.F.; FIDALGO, E.C.C. Planejamento ambiental de áreas verdes: estudo de caso de Campinas-SP. Revista do Instituto Florestal, v. 19, n. 1, p. 19-30, jun. 2007.

NUCCI, J.C. Qualidade ambiental e adensamento urbano. São Paulo, SP: Humanitas, 2001.