terça-feira, 21 de junho de 2016

Cartografia e IDH da Região Metropolitana de Belém





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Conforme o PNUD (2016), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um meio de mensurar e comparar as condições de vida de um país, unidade da federação ou de regiões metropolitanas. 

O IDH reúne três variáveis: a oportunidade de se levar uma vida longa (Saúde); o acesso ao conhecimento (Educação) e a capacidade de desfrutar de um padrão de vida digno (Renda), conforme o relatório do PNUD e visto na figura abaixo:


Figura 1. As três dimensões avaliadas pelo IDH
Fonte: PNUD/ONU (2010)


Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), os três aspectos são medidos da seguinte maneira:

- SAÚDE (Medida pela Expectativa de Vida)

- EDUCAÇÃO (Média dos anos de educação de dultos durante a vida por pessoas a partir dos 25 anos; Expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar; Número total de anos que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idades permanecerem os mesmos durante a vida da criança).


- PADRÃO DE VIDA/RENDA (Medida pela Renda Nacional Bruta per capita expressa em poder de paridade de compra - PPP constante, em dólar, tendo 2005 como referência).

A partir do cálculo do IDH, a agência divide os resultados em cinco faixas de desenvolvimento humano:
a) Muito Baixo (0 - 0,499)
b) Baixo (0,500 - 0,599)
c) Médio (0,600 - 0,699)
d) Alto (0,700 - 0,799)
e) Muito Alto (0,800 - 1)


Figura 2. Como entender o IDH
Fonte: PNUD/ONU (2010)



2. Índice de Desenvolvimento Humano da Região Metropolitana de Belém (IDH)

A partir das variáveis: saúde, educação e renda, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) avaliou com base nos dados do IBGE (2000; 2010) todas as Regiões Metropolitanas Brasileiras, porém vamos considerar apenas a de Belém/PA.

A Região Metropolitana de Belém no Estado do Pará é constituída por 7 municípios (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará e Castanhal) que juntos possuem uma população de 2.402.438 habitantes (IBGE, 2014).



Na Região Metropolitana de Belém, as desigualdades sociais são latentes assim como em grande parte das demais áreas metropolitanas brasileiras, principalmente quando avaliamos aspectos como o acesso a educação, a expectativa de vida e a renda. 

Nos mapas elaborados pela ONU fica evidente que a RMB é um espaço multifacetado, pois é constituído por vários fragmentos territoriais heterogêneos. Na Figura 1, com dados do ano 2000, era visível as condições de vida discrepantes, que variava de "Muito Baixo" na maior parte da periferia e "Muito Alto" no centro da metrópole.


Figura 1. IDHM da Região Metropolitana de Belém (2000)



Figura 2. IDHM da Região Metropolitana de Belém - Zoom (2000)


Fonte: PNUD/ONU (2015)

As figuras evidenciavam a forte segregação socio-espacial na RMB, mostrando que as áreas com os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2000 estavam situados no centro de Belém e arredores (Nazaré, Reduto, Batista Campos, Umarizal, Cidade Velha, Marco, São Bráz, Val-de-Cans, Souza, Fátima, parte da Cremação e Miramar); nos arredores do bairro Coqueiro, na Cidade Nova e no Coqueiro em Ananindeua; e no centro de Castanhal.

Por outro lado, as áreas mais desfavorecidas estavam no Norte e no Extremo Sul de Belém e Ananindeua; Grande parte de Marituba, Benevides, Santa Isabel do Pará e de Castanhal. 

Quando comparamos com a realidade encontrada em 2010, podemos perceber nitidamente uma melhoria do desenvolvimento humano na periferia da RMB. O Programa Bolsa Famíia foi um dos itens que melhorou a capacidade de compra da população mais pobres e também refletiu no acesso à educação e à saúde. A maior oferta de vagas nas escolas e descentralização de serviços de saúde do centro da cidade também repercutiram em melhorias. No entanto, apontar alguns critérios isolados não são suficientes para explicar todo o progresso entre 2000 e 2010.

As condições de vida, por outro lado, ainda permaneceram desiguais (Figura 3), já que a alta escolaridade, as melhores expectativas de vida e condições de acesso a uma renda satisfatória ainda eram mais elevadas no centro de Belém. 


Vale ressaltar a melhor condição verificada em alguns condomínios horizontais mais afastados do centro, como aqueles encontrados na Av. Augusto Montenegro, Rod. Mário Covas (Norte de Belém) e Rodovia BR-316; em alguns bairros de Ananindeua (Coqueiro e Levilândia) e no centro de Castanhal.



Figura 3. IDHM da Região Metropolitana de Belém (2010)
Fonte: PNUD/ONU (2015)


Com base na figura 3, percebe-se claramente a constituição de verdadeiros enclaves na periferia da Região Metropolitana de Belém, essencialmente na metrópole, onde coexistem até hoje, unidades com IDH Muito Alto e IDH Médio. Algo comum ao longo da Avenida Augusto Montenegro e da BR-316.


Isso é resultado da instalação de diversos condomínios de luxo e de classe média, contrastando significativamente com o seu entorno, onde há famílias com condições de vida inferiores no que se refere aos critérios apontados pela ONU: Educação, Renda e Saúde, como podemos visualizar um exemplo espacial no bairro da Pratinha (Figura 4) em Belém. 


Figura 4. Contraste social em parte do bairro da Pratinha em Belém/PA
Fonte: Google Earth (2015)

O padrão entre as duas unidades são completamente diferentes, apesar de estarem próximas. A unidade em amarelo (IDHM Médio - Área de Ocupação Espontânea) é ocupada por uma população mais carente, com recursos financeiros limitados e baixos níveis de escolaridade em comparação com a área em azul (IDHM Muito Alto - Condomínio de Classe Alta), onde a renda e o nível de escolaridade são mais altos. 

Normalmente esses enclaves estão situados ao longo de avenidas arteriais que ligam partes importantes da cidade e mostram que cada vez mais, pessoas com alto poder aquisitivo têm se distanciado do centro da cidade, com o intuito de residir em imóveis exclusivos, amplos, seguros e com uma infraestrutura de lazer completa. Esses indicadores são reflexos da paisagem urbana de Belém e da sua organização espacial, como podemos ver em fotos da cidade abaixo:



Figura 5. Área com IDH Médio em relação a outra com IDH Alto - Contraste social a partir do bairro da Terra Firme em Belém/PA



Figura 6. Área com IDH Muito Elevado - Avenida Visconde de Souza Franco (Divisa entre o bairro do Umarizal e Reduto)



Figura 7. Área com IDH baixo - Canal do Tucunduba no Guamá em Belém/PA




Figura 8 - Área com IDH Muito Alto e Alto



2. CONCLUSÕES



Os mapas e os conteúdos disponibilizados no Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas são ótimos materiais para analisar e compreender a configuração dos principais aglomerados urbanos do Brasil. Em relação a organização espacial da Região Metropolitana de Belém a partir dos critérios da ONU, foi possível visualizar as desigualdades sociais latentes entre as unidades mapeadas, principalmente entre os bairros centrais de Belém e Ananindeua em comparação a periferia e aos demais municípios. 






3. REFERÊNCIAS

Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras - Brasília: PNUD, Ipea, FJP, 2014. 120 p. - (Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil). Disponível em http://www.pnud.org.br/arquivos/AtlasdoDesenvolvimentoHumanonasRegi%C3%B5esMetropolitanas.pdf. Acesso em 10/05/2016.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Mapas Acadêmicos e Empresariais I (Personalizados)






Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas Acadêmicos e Empresariais


Caros, o Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém através do "Gusmão Geotecnologias" irá oferecer um novo serviço na área de Geotecnologias conhecido como "Mapas Acadêmicos e Empresariais dos Estados Brasileiros".




O objetivo é simples. A partir desse momento, será prestado serviços de Mapas Personalizados de qualquer Estado Brasileiro, podendo ser de duas modalidades: Acadêmicos ou Empresariais. 

# A demanda por mapas para Pesquisa & Desenvolvimento
# Acadêmicos (TCC, Artigo Científico, Dissertação e Tese) e Empresariais 

A visualização de dados em mapas possui inúmeras vantagens em relação aqueles que são vistos em gráficos e tabelas, como por exemplo: facilitam a interpretação da informação, associam cores com valores, permitem visualizar padrões espaciais, ajudam na identificação visual por parte de todos, entre outros. Por esse motivos, nós percebemos a necessidade de oferecer soluções eficazes para a VISUALIZAÇÃO DE DADOS de forma mais clareza e objetiva, principalmente quando nos referimos a PRODUÇÃO CIENTÍFICA e AÇÕES DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICA. Outros estados brasileiros?, entrar em contato.

Mapa 01. Mapas Personalizados do Brasil ou Regiões

Mapa 02. Mapas Personalizados do Pará e Regiões


Mapa 03. Mapas Personalizados do Amapá e Regiões


Mapa 04. Mapas Personalizados do Maranhão e Regiões


Mapa 05. Mapas Personalizados de Rondônia e Regiões


Mapa 06. Mapas Personalizados do Acre e Regiões


Mapa 07. Mapas Personalizados de Roraima e Regiões

Mapa 08. Mapas Personalizados do Amazonas e Regiões 

Mapa 08. Mapas Personalizados do Tocantins e Regiões













Wallpapers de Mapas e Imagens de Satélite



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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Resumo: Essa postagem é bem diferenciada das demais que normalmente eu faço sobre Belém, Mapas, Geoprocessamento, Análises Espaciais ou SIG. O objetivo desse artigo é compartilhar alguns Wallpapers de Mapas e outros com Imagens de Satélite do mundo para você usar na área de trabalho do seu computador. Alguns são bem divertidos e criativos. Lembrando que nenhum deles é de minha autoria!

*Nenhum mapa ou figura é de minha autoria


1. Wallpapers de Imagens (Downloads)


Figura 1. Mapa-Mundi com o nome dos países


Figura 2. Mapa-Mundi com arte

Figura 3. Mapa-Mundi no formato do Mario World

Figura 4. Mapa-Mundi com as bandeiras dos países.

Figura 5. Mapa-Mundi em imagem de satélite

Figura 6. Mapa-Mundi em imagem de satélite 2

Figura 7. Mapa-Mundi com os feixes luminosos


Figura 8. Mapa-Mundi antigo



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Shapefiles de Belém, municípios, do Brasil e Personalizados




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Shapefile

O shapefile (.shp) é um formato vetorial amplamente utilizado no setor de Geotecnologias no mundo inteiro, sendo suportado por inúmeros programas de Geoprocessamento como o ArcGis, QuantumGis, GVSig, entre outros. 

Você pode solicitar os shapefiles dos bairros de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, assim como de municípios do Brasil, Regiões do Estado do Pará ou de qualquer parte do Brasil (Personalizados) com preços acessíveis

Para demais informações, ligue (091) 98306-5306. Confira as novidades! 
Shapefile dos bairros de Belém (Continente + Outeiro)
Shapefile dos bairros de Belém (Continente + Outeiro+ Mosqueiro + Ilhas)

Shapefile dos bairros de Ananindeua 
Shapefile dos bairros de Marituba
Shapefile dos bairros de Benevides
Shapefile dos bairros de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara do Pará







sexta-feira, 8 de abril de 2016

Amazônia - Patrimônio Biológico Ameaçado




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. INTRODUÇÃO


O bioma Amazônia possui um território de 4.196.943 Km² - 49,2% do Brasil (IBGE, 2014), enquanto a Amazônia Legal compreende uma área de 5,2 milhões de Km² que representa 61% do território brasileiro, onde está localizado a maior floresta tropical do planeta, com quase toda área de floresta nativa presente no Brasil. Essa área está constantemente ameaçada, sendo desflorestada a um ritmo intenso, principalmente na Amazônia Meridional que abrange o Sul do Amapá; Sudeste e Nordeste do Pará; Oeste do Maranhão; Centro e Norte do Mato Grosso; o estado do Tocantins; Rondônia e o Sudeste do Acre, conhecido como o "Arco do Povoamento Adensado", em que as principais causas desse desflorestamento são: pecuária extensiva, agricultura em larga escala e a atividade mineralógica. O objetivo dessa postagem é destacar a importância dos patrimônio biológico da Amazônia utilizando mapas temáticos, imagens de satélite, fotos e gráficos para destacar a importância dessa região não somente para o Brasil, mas principalmente para o mundo.  


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Na elaboração dessa postagem foram usados materiais do Ministério do Meio Ambiente (MMA); Livros e artigos especializados sobre a Amazônia; Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Imagens de satélite adquiridas no Google Earth Pro; O software Excel para confecção dos gráficos e o software ArcGis para elaboração cartográfica.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 O PATRIMÔNIO NATURAL DA AMAZÔNIA

A Amazônia conserva ainda hoje as principais características de seu patrimônio natural, social e cultural, que lhe confere singularidade no Brasil e no mundo. Conforme o (MMA, 2012), o complexo ecológico transnacional é caracterizado pela contiguidade da floresta que conjuntamente com o amplo sistema fluvial amazônico, unifica vários subsistemas ecológicos distribuídos pelo Brasil e países vizinhos: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. 


Figura 1. Extensão da Amazônia na América do Sul

Fonte: Adaptado da NASA (2015)


3.1.1 PATRIMÔNIO BIOLÓGICO

Conforme o (MMA, 2012), a Amazônia detém 1/3 das florestas tropicais úmidas do mundo que abrangem 30% da diversidade biológica mundial e apresentam imenso potencial genético com inestimável interesse econômico e oferta de produtos florestais com alto valor no mercado. As questões envolvendo Biopirataria e o Marco da Biodiversidade estão entre os assuntos mais comentados nos últimos anos sobre o potencial genético na Amazônia, pois envolvem diretamente a futuro das florestas tropicais amazônicas (Figura 2 e 3). 


Figura 2. Floresta Amazônica
Fonte: Street View - Google Earth Pro (2015)

Figura 3. Floresta Amazônica
Fonte: photonatural.photoshelter.com


A floresta amazônica apresenta-se como exuberante, sendo formada predominantemente por copas de árvores acima de 50 metros do solo, porém existem três de floresta: Terra Firme, igapó e várzea, ou seja, é constituída por um mosaico de paisagens. A representatividade e abundância das florestas é imensa que cerca de 33% do total do mundo está localizada na Amazônia, ao passo que estima-se que 30% de toda a biodiversidade biológica encontra-se também situada na região (MMA, 2012).



Gráfico 1. Distribuição das Florestas Tropicais no mundo
Fonte dos dados: Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2015)


Gráfico 2. Diversidade Biológica no mundo
Fonte dos dados: Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2015)



O desflorestamento (Mapa 1) e as queimadas (Figura 4 e Figura 5) causadas pelas atividades antrópicas são as principais ameaças de todo esse riquíssimo acervo biológico que também engloba espécies da fauna e da flora, muitas endêmicas e desconhecidas por grande parte de pesquisadores brasileiros.


Mapa 1. Desflorestamento na Amazônia Legal (2012)
Fonte: IPAM (2012)


O mapa 1 mostra o desflorestamento acumulado até 2012 na Amazônia Legal (Brasil), sendo mais forte no Sudeste do Acre, Rondônia; Norte do Mato Grosso; Sudeste e Nordeste do Pará; além do Centro-Sul do Maranhão, onde a floresta sucumbiu a ação do homem de maneira mais rápida, convertendo-a em áreas urbanas, agrícolas e principalmente pecuárias. 

O governo brasileiro tem investido em projetos que possam estimar e mapear as queimadas na Amazônia Brasileira, dentre eles está o Projeto Queimadas http://www.inpe.br/queimadas/. Em 2005, foi elaborado um mapa para mostrar aonde as queimadas aconteceram, como podemos visualizar abaixo:


Figura 4. Focos de queimadas na Amazônia Legal em 2005
Fonte: Adaptado de MAPA; EMBRAPA (2005)


Figura 5. Queimada na Floresta Amazônica
Fonte: fapeam.am.gov.br

A figura 4 torna visível os focos de incêndio na Amazônia, em que ocorrem justamente nas áreas mais urbanizadas, onde o processo de ocupação já está consolidado e que orienta-se conforme as rodovias, como a BR-010, BR-163 e BR-234. Normalmente, as áreas de conservação ambiental freiam o avanço do desflorestamento, por isso a constante iniciativa de aumentar o número delas no território brasileiro, apesar da extração ilegal de madeira em algumas ser rotineira. 

O avanço das queimadas ameaçam 1/3 das florestas tropicais do mundo e 30% da sua diversidade biológica. Como dissemos anteriormente, a pecuária extensiva e a agricultura mecanizada são as principais causas do desflorestamento, no qual o Projeto TerraClass (Parceira EMBRAPA/INPE) mapearam o uso da terra das áreas desflorestadas e comprovaram o avanço dessas atividades (Figura 6).


Figura 6. Principais condutores do desflorestamento na Amazônia Legal

Fonte: Adaptado do IMAZON (2015)


Figura 7. Rebanho Bovino na Amazônia
 Fonte: planetasustentável.abril.com.br (2015)

Figura 8. Plantação de Soja na Amazônia
Fonte: planetasustentável.abril.com.br

Figura 9. Mapeamento do uso da terra na Amazônia Brasileira em 2008 e 2010
Fonte: INPE/EMBRAPA (TerraClass)


Conforme a figura acima, é visível o avanço da agricultura mecanizada no total da área antropizada (4,92% em 2008 para 5,39% em 2012), enquanto as áreas de pastagem tiveram uma leve redução de 56,15% em 2008 para 53,41%). É necessário intensificar as operações ambientais na Amazônia, como investir nos equipamentos indispensáveis para a execução do trabalho; aumentar o efetivo de equipes responsáveis por essas operações e principalmente erradicar a corrupção em órgãos de monitoramento ambiental.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O patrimônio biológico da Amazônia é um dos mais ricos da Terra, tendo uma diversidade incrível da fauna e flora, assim como a abundância de água. Atualmente, toda essa riqueza está ameaçada, principalmente pelas ações antropogênicas, como a atividade pecuária, a agricultura de grãos (soja, milho, etc), a extração ilegal da madeira, mineração e a própria urbanização, em que é necessário planejar com bastante cautela para não impactar significativamente a região.




5. REFERÊNCIAS


MMA (2003 e 2006). Disponível em http://www.mma.gov.br/estruturas/sca/_arquivos/pas_versao_consulta_com_os_mapas.pdf


MMA (Ministério do Meio Ambiente). Disponível em http://www.mma.gov.br/biomas/amaz%C3%B4nia.

IMAZON. Disponível em http://imazon.org.br/.