quinta-feira, 14 de março de 2019

Mapa do Suicídio: os estados com mais e menos casos no Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Suicídio

Para Zanluqui (2017): "Suicidar-se é o ato de tirar de si a própria existência. Com ela se esvai do ser toda a dor, mas também a oportunidade de vivenciar de maneira sublime o cheiro das flores, os sabores amargos e doces e também a chance de renascer do sofrimento com toda garra para transformar-se". 


Ainda para a autora, o suicídio não escolhe espaços sociais, cor, etnia, condição financeira, raça ou sexo, em que as causas são múltiplas. No entanto, espacialmente é possível identificar onde os brasileiros, infelizmente, mais cometeram esse ato. Com a posse dos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2018 mapeamos as taxas de suicídio por 100 mil habitantes para as unidades da federação.

Caso você precise de ajuda, ligue para 188 ou acesse o site Centro de Valorização da Vida - CVV.


Crédito da imagem: Revista Veja-Abril / Arte: Luiz Henrique A. Gusmão



2. Mapa do Suicídio no Brasil

Em 2017, 10.530 pessoas cometeram suicídio no Brasil, número superior ao do ano de 2016, quando 9.623 pessoas fizeram o mesmo (Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2018). Geograficamente, os suicídios se distribuem de maneira bastante diferenciada no território brasileiro, quase como uma divisão norte-sul (Mapa 01).


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
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Os estados com as maiores taxas do país são: Santa Catarina (11,0) e Rio Grande do Sul (9,6), seguido por Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Acre e Ceará. Já aqueles com as menores taxas destacam-se: Sergipe (0,7), Rio Grande do Norte (1,6) e Maranhão (2,2)Entre as regiões, é visível o contraste do estado do Paraná no Sul, o Ceará no Nordeste, o Acre no Norte e o Rio de Janeiro no Sudeste. 

Quando avaliamos a variação de suicídios entre 2016 e 2017 por unidade federativa, percebemos (Mapa 02) que na maioria deles houve aumento de casos, especialmente na região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na maioria absoluta do Norte.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
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Só em 5 estados do Brasil, os suicídios reduziram em 1 ano, o que evidencia a necessidade do fortalecimento de medidas de combate a essa prática. Dentre os estados com as maiores variações, destacam-se: Amapá (101%), Sergipe (65%), Acre (61%) e Rio de Janeiro (32%). Já o oposto, Rio Grande do Norte (-31%), Pará (-14%) e Alagoas (-8%).



3. Conclusões

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que os estados onde mais se cometeu suicídio eram em sua maioria da porção Centro-Sul, em contraste com taxas menores do Nordeste e do Norte. De modo geral, o suicídio é um fenômeno complexo, mas que pode ser resolvido! com ajuda profissional.



4. Para SABER:



 Fonte: Ministério da Saúde


Fonte: Defensoria Pública do Pará


4.1. Uma abordagem sobre o suicídio de adolescentes e jovens no Brasil - Download

4.2. Suicídio, já parou para pensar? - Compreendendo o suicídio

4.3. Conhece o Centro de Valorização da Vida? - CVV

4.4. Como prevenir o suicídio? - Ministério da Saúde


segunda-feira, 11 de março de 2019

Onde mais se desmatou a Mata Atlântica recentemente?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Bioma Mata Atlântica e origem dos dados

Não é novidade para ninguém que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do país e pouco resta - 12,4% - da composição original no Brasil (SOS Mata Atlântica, 2018). 


Arte: Pixabay / Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão


Iniciativas de proteção ao bioma foram fortalecidas nos últimos anos, o que contribuiu para reduções no desmatamento como de 56% entre 2016 e 2017 (SOS Mata Atlântica, 2018), o que deve ser comemorado após sucessivas ondas de desflorestamento.

No entanto, o desmatamento persiste, embora de forma muito mais fraca. Com base nos dados da SOS Mata Atlântica foi possível espacializar vários dados sobre o assunto.



2. Onde mais se desmatou o Bioma Mata Atlântica recentemente?

Apesar da queda do desflorestamento entre 2016 e 2017 na maioria dos estados, os campeões do desmatamento foram: Bahia, Minas Gerais, Paraná e Piauí, todos acima de 1.400 hectares, seguidos pelo restante com valor inferior (Mapa 1):


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: SOS Mata Atlântica
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Conforme o mapa, os arcos Espírito Santo-Goiás e Ceará-Paraíba tiveram as menores áreas desmatadas, assim como os estados do Rio Grande do Sul e Alagoas, cujos valores foram inferiores a 260 hectares. 

Quando avaliamos a variação do desmatamento entre os períodos de 2015-2016 com 2016-2017, percebemos (mapa 2) que na maioria dos estados houve redução (SOS Mata Atlântica, 2018), muitos com valores acima de -50% (Mapa 2).



Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: SOS Mata Atlântica
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Conforme a SOS Mata Atlântica, o estado do Espírito Santo obteve o melhor desempenho com redução de 99%, seguido por São Paulo com 87%. No outro extremo, os estados da Paraíba, Sergipe, Alagoas e Pernambuco tiveram os maiores incrementos no desmatamento, especialmente os dois últimos, onde a taxa foi de 2.243% e 2.121% respectivamente. 

É interessante perceber que muitos estados com as maiores áreas desmatadas entre 2016-2017 também foram aqueles com as maiores reduções se compararmos com o período entre 2015-2016, como: Bahia, Minas Gerais, Paraná e Piauí, por exemplo. Várias atividades nesses estados como a produção de grãos, mineração e a imobiliária representam as principais ameaças para a permanência da mata atlântica.



Fonte: Pixabay <a href="https://pixabay.com/pt/photos/mar-vegeta%C3%A7%C3%A3o-tropical-251979/">Image</a> by <a href="https://pixabay.com/pt/users/139904-139904/">139904</a> on Pixabay


Para a SOS Mata Atlântica (2019): "Ações de alguns estados para coibir o desmatamento - como maior controle e fiscalização, autuação ao desmatamento ilegal e moratório para autorização de vegetação - trazem resultados positivos". Isso pode ser comprovado principalmente pelos resultados dos estados da região Sudeste, assim como no Ceará, Bahia e outros.



3. Conclusões

Após sucessivas ondas de desflorestamento da mata atlântica ao longo dos séculos, o processo ainda persiste de forma diferenciada nos estados brasileiros, porém de forma muito mais lenta do que no passado. A divulgação massiva sobre a importância de proteger o bioma ao longo dos anos permitiu vários avanços como a contenção do desmatamento nos estados mais populosos e industrializados, assim como a criação de várias unidades de proteção ambiental. No tocante aos mapas, é visível que houve redução do desmatamento na maioria dos estados brasileiros. Os mapas destacam mais uma vez a importância da Cartografia para estudos sobre biodiversidade, demografia, desmatamento e outros temas correlatos.

quarta-feira, 6 de março de 2019

EM MAPAS: A desigualdade social em São Paulo




🌎Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. EM MAPAS: A desigualdade social de São Paulo

O município de São Paulo é o mais populoso do Brasil com mais de 12 milhões de pessoas, onde não é muito difícil de enxergar as desigualdades sociais gritantes no seu território. Para ressaltar essa realidade, reunimos alguns dados por Prefeitura Regional do Atlas do Desenvolvimento Humano - PNUD e destacamos em mapas, os melhores e as piores regiões de São Paulo em três aspectos.

A primeira variável refere-se a expectativa de vida, onde as 6 melhores regionais são: Pinheiros (81,7 anos), Vila Mariana (81,3 anos), Santo Amaro (80,5 anos), Lapa (80,4), Sé (80,3 anos) e Butantã (79,7 anos), localizados no centro-oeste da capital paulistana (Mapa 1).



Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
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Já em relação as 6 piores regionais, destacam-se: M' Boi Mirim e Perus (73,7 anos), Itaim Paulista (73,4 anos), Guaianases (73,3 anos), Cidade Tiradentes (72,8 anos) e Parelheiros (71,5 anos), todos na periferia da cidade, distantes entre 6 e 30 km do centro.

A segunda variável: percentual de pessoas com mais de 18 anos que não concluíram o ensino fundamental e estão em ocupação informal, os distritos quase se repetem e possuem o mesmo padrão espacial. Entre aqueles com as taxas mais baixas, destacam-se: Pinheiros e Vila Mariana (6,4%), Sé (11,3%), Lapa (11,7%), Santo Amaro (12,6%) e Santana/Tucuruvi (15,6%), visto no mapa 02 abaixo:


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
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Conforme o mapa, as regionais mais desfavorecidas estão concentradas no extremo leste, destacando-se: Cidade Tiradentes (28,3%), São Miguel Paulista (29%), Itaim Paulista (29,1%), São Matheus e Guaianases (31,1%) e somente Parelheiros (34,7%) no sul, novamente todos muito distantes do centro. 

Por último, o dado sobre a população que já finalizou ou está cursando o ensino superior mostra a grande diferença entre as regionais de São Paulo (PNUD, 2010). No mapa 03, é possível ver que as áreas mais bem posicionadas estão novamente no centro de São Paulo, onde as taxas variam entre 40% e 70% nessa condição.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


As melhores regionais nesse quesito foram: Pinheiros (70%), seguido por Vila Mariana (67%), Lapa (54%), Santo Amaro (53%), Sé (41%) e Santana/Tucuruvi (39,9%), concentrados na porção leste e sul.


2. Conclusões


Os mapas ressaltaram a desigualdade social em São Paulo sob a perspectiva da esperança de vida e educação.  As melhores condições de vida pertencem as regionais do centro paulistano, especialmente Pinheiros e Vila Mariana, ao passo que as regionais distantes do centro e principalmente da porção leste possuem as piores condições de vida. Os mapas usados nessa postagem ressaltam situações extremas em São Paulo (os melhores e os piores), assim como a importância dos mesmos em pesquisas sobre segregação, demografia e outros temas que podem ser trabalhados.

Gostou dos mapas? Saiba como obtê-los aqui Mapas Acadêmicos.


3. Serviço de Cartografia e Geoprocessamento



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Cidade dos Extremos: A Desigualdade Social em Ananindeua




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1. A desigualdade social em Ananindeua

O município de Ananindeua pertence a Região Metropolitana de Belém, localizado no Estado do Pará. A cidade de Ananindeua assim como muitas outras brasileiras, é conhecida por sua grande desigualdade social que varia conforme a porção do seu território.

Com a posse dos dados do PNUD/Brasil (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) foi possível espacializar diversos dados. O primeiro refere-se a esperança de vida ao nascer

Em Ananindeua, as UDH (Unidades de Desenvolvimento Humano) com as maiores esperanças de vida localizam-se principalmente na zona oeste da cidade e todos representam condomínios horizontais fechados, como: Via Roma, Vila Firense, Green Garden/Fit Coqueiro, Lago Azul/Amazon Garden, Oásis e Azpha Ville, destacados no mapa 01.


Mapa 01. Zonas com as maiores e menores esperanças de vida ao nascer em Ananindeua/PA (2010)
Fonte dos dados: PNUD (2010)
Elaborador: GUSMÃO, L (2019)
*O uso e aproveitamento são proibidos


Todos os condomínios destacados no mapa são de classe média ou alta, onde a expectativa de vida é de quase 80 anos, comparável as taxas de países europeus. Já aqueles com as menores expectativas de vida, destacam-se residenciais de classe baixa, bairros periféricos e zonas rurais. 

O intervalo de tempo de vida nesses lugares está entre 69 e 70 anos, todos as margens da área central. A diferença entre aqueles que vivem mais e menos é de quase 10 anos!.

O segundo item refere-se a mortalidade infantil até 1 ano de idade, em que as zonas se repetem novamente. Aquelas com os índices mais altos (26,2 - 27,8 por 1.000 hab) estão em sua maioria na periferia de Ananindeua, com destaque negativo para a UDH: Icuí / Curuçambá / Distrito Industrial com o maior valor da cidade (27,8).


Mapa 02. Zonas com as maiores e menores taxas de mortalidade infantil em Ananindeua/PA (2010)
Fonte dos dados: PNUD (2010)
Elaborador: GUSMÃO, L (2019)
*O uso e aproveitamento são proibidos


Em relação aquelas com as menores taxas, novamente os condomínios fechados possuem os mais baixos (9,6), a maioria localizado na porção oeste de Ananindeua. Quando comparamos as duas taxas, a diferença é de quase 3 vezes, ou seja, de cada 1.000 crianças que nascem por exemplo no Distrito Industrial, 26 devem morrer, enquanto na Vila Firense apenas 9 devem morrer (PNUD, 2010).

Por último, o dado sobre a população que já finalizou ou está cursando o ensino superior mostra a maior diferença entre as zonas (PNUD, 2010). Por coincidência mais uma vez, as áreas com os maiores percentuais de pessoas ocupadas no ensino superior são aquelas de condomínio fechado (mapa 03), com taxa próxima a 42% dos adultos nessa condição.


Mapa 03. Zonas com os maiores e menores percentuais de pessoas ocupadas no ensino superior em Ananindeua/PA (2010)
Fonte dos dados: PNUD (2010)
Elaborador: GUSMÃO, L (2019)
*O uso e aproveitamento são proibidos


Já as áreas com os menores índices, destacam-se as mesmas zonas citadas acima. Aquela com o menor índice é Heliolândia, onde apenas 1,8% dos adultos concluíram ou estavam cursando o ensino superior (PNUD, 2010). A diferença no acesso ao ensino superior entre as zonas é de quase 20 vezes, bem maior do que as variáveis mortalidade infantil e esperança de vida.


2. Conclusões

Os mapas ressaltaram a desigualdade social em Ananindeua em relação a esperança de vida, mortalidade infantil e ao ensino superior. Coincidentemente, as melhores condições de vida e educação pertencem aos condomínios fechados de Ananindeua, enquanto as áreas mais desfavorecidas nesses aspectos são bairros periféricos e as zonas rurais. Os mapas usados nessa postagem mostram a importância dos mesmos para estudos sobre as cidades.

Gostou dos mapas? Saiba como obtê-los aqui Mapas Acadêmicos.


3. Referências

Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil: PNUD - 2010



4. Serviço de Cartografia e Geoprocessamento




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Fotos incríveis da Terra pela NASA (Livro)




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1. A Terra como Arte (Livro)

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) publicou recentemente o livro "Earth as Art", traduzido de forma literal como "Terra como Arte". 

O livro contém uma série de imagens de satélite impressionantes de diferentes locais do nosso planeta. A NASA priorizou paisagens naturais que parecem verdadeiras obras de arte. Locais como: Deserto da Namíbia, Himalaia, Canadá, Argélia, Estados Unidos e muitos outros estão presentes. 

São mais de 150 páginas de PURA ARTE!. Que tal conferir e fazer o download? O link está abaixo:



Capa do livro da NASA: Earth as Art


Lembramos que todos os direitos estão reservados a NASA. Nós apenas estamos compartilhando esse produto da empresa por estar em consonância com os princípios da mesma.


**Então, qual das imagens vocês gostaram mais? Você precisa de mapas para apresentar nas suas pesquisas científicas? Conheça o nosso trabalho! :) Serviço de Mapas Acadêmicos. 







sábado, 23 de fevereiro de 2019

10 Obras que comprovam as Mudanças Climáticas




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Dez (10) obras que comprovam as Mudanças Climáticas



O tema MUDANÇAS CLIMÁTICAS é polêmico e muitos insistem em não acreditar por questões políticas e econômicas, não é verdade?, embora haja CONSENSO na COMUNIDADE CIENTÍFICA de que as mudanças no clima já ocorrem e serão agravadas ao decorrer dos anos. Por isso, resolvemos selecionar artigos e livros que comprovam essa situação através de dados validados.


#01. Fundamentos Científicos das Mudanças Climáticas (Rede Clima e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas) - Download

#02. Mudanças Climáticas Globais e seus efeitos sobre a Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente, 2006) - Download

#03. Mudanças Climáticas (Ministério do Meio Ambiente, 2011) - Download

#04. Mudanças Climáticas e Cidades (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, 2016) - Download

#05. Diretrizes para Formulação de Políticas Públicas em Mudanças Climáticas no Brasil (MONZONI org, 2009) - Download



M A T E R I A I S   EM   I N G L Ê S



#06. The Effects of Climate Change on Agriculture, Land Resources, Water Resources and Biodiversity in the United States (US Climate Change Science Program, 2008) - Download

#07. Global Climate Risk in 2019 (GermanWatch, 2018) - Download

#08. Climate Change Perfomance Index 2019 (GermanWatch, 2018) - Download

#09. Climate Change: Impacts, Vulnerabilities and Adaptation in Devoloping Countries (United Nations Frameworks Convention on Climate Change, 2007) - Download

#10. Climate Change in 2018: Implications for Business (Harvard Business School, 2018) - Download



Boa leitura a todos!

Então, gostou da nossa lista? Você precisa de mapas para apresentar nas suas pesquisas científicas? Conheça o nosso trabalho! :) Serviço de Mapas Acadêmicos.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Mapa da Morte: os 21 municípios mais violentos do Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapa da Morte: Origem dos dados

Na publicação do Atlas da Violência de 2018, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizou o mapeamento das mortes violentas nos municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes com dados de 2016.

Para essa publicação, selecionamos os 21 municípios mais violentos do Brasil, aqueles com os maiores índices de mortes violentas por 100 mil habitantes.



Arte: Pixabay / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão




2. Os municípios mais violentos do Brasil

Segundo os dados do IPEA, dentre os 21 municípios mais violentos do Brasil, a maioria (11) está localizado no Nordeste (52,3%), sobretudo na Bahia com 8. 

Na região Norte, todos são do Pará (5). No Sudeste, os dois são do Estado do Rio de Janeiro. A região Sul tem 2 na lista e o Estado de Goiás tem 1. A lista geral está abaixo:





Chama atenção que entre os 5 mais violentos do país, 4 são da Bahia, todos com taxa de homicídio acima de 100. É chocante que duas cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro também se destaquem, assim como 5 do Estado do Pará - 3 da região metropolitana de Belém - entre as mais violentas.

O mapa abaixo mostra a distribuição espacial dos municípios mais violentos do Brasil, com forte concentração no litoral nordestino, nos arredores de Belém/PA e no litoral fluminense.


É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira o mapa, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


Conforme o mapa, os municípios mais violentos da Região Norte são: Altamira e Marabá. Na Região Nordeste são: Eunápolis e Simões Filho. Já na Região Centro-Oeste é Luziânia. No Sudeste são: Queimados e Japeri. Já no Sul são: Almirante Tamandaré e Viamão.

No estudo do IPEA, o órgão faz várias correlações com outros dados como: educação, pobreza, trabalho, habitação, gravidez na adolescência e vulnerabilidade juvenil.

Os municípios mais violentos do Brasil normalmente possuem indicadores sociais inferiores se compararmos com os mais pacíficos. Por exemplo, enquanto 21,1% das crianças do município de Queimados/RJ são pobres, em Brusque/SC apenas 1,8% delas estão na mesma situação (Mapa da Violência, 2018).

A taxa de desocupação de jovens - entre 15 e 17 anos - em Queimados é de 41,3%, já em Brusque/SC é de apenas 8,7% (Mapa da Violência, 2018), o que mostra a grande discrepância entre os mesmos. Condições socioeconômicas desfavoráveis atreladas a fatores externos influenciam diretamente altos índices de violência.


3. Conclusões

Os dados do Mapa da Violência nos mostram que as cidades mais violentas do Brasil com - população acima de 100 mil habitantes - estão concentradas na Região Nordeste e Norte, especialmente nos Estados da Bahia e do Pará. No entanto, algumas cidades do Rio de Janeiro estão entre as dez mais violentas do país. 

Então, gostou do conteúdo? Tem interesse em representar dados de violência em mapas? Você os tem? Quer que eu pesquise? Entre em contato para mais detalhes (91) 98306-5306 ou acesse Mapas Acadêmicos para saber mais.


4. Serviços de Cartografia e Geoprocessamento





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Os números do CRIME AMBIENTAL em Brumadinho/MG




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1. Os números do Crime Ambiental em Brumadinho/MG

No dia 25/01/2019, a barragem próxima a mina do Córrego do Feijão que segurava rejeitos de ferro da empresa VALE rompia. O volume estimado em 12,7 milhões de metros cúbicos de mineração avançou em direção aos estabelecimentos da empresa, de pousadas e povoados. Os números da catástrofe no primeiro dia pós-rompimento foram os seguintes:



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Como podemos ver acima, o número de mortos até o 1° dia de busca era baixo se comparado com o da tragédia de Mariana - 19 mortos. No entanto, o número de pessoas resgatadas e desaparecidas era extremamente alto, o que poderia aumentar ainda mais conforme a vistoria dos bombeiros avançasse também. 


Após a intensificação do trabalho dos bombeiros nas áreas mais atingidas, os números foram atualizados (04/02/2019) pelos bombeiros e evidenciam a grande letalidade do rompimento da barragem, visto abaixo:



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Após uma semana, o número de mortos cresceu assustadoramente 1.388%! e mostra a gravidade do rompimento da barragem. Já o número de pessoas resgatadas cresceu 1,5% que mostra a rapidez dos bombeiros nas buscas.


Já o número de desaparecidos reduziu 33%, que representa os esforços dos bombeiros nas áreas mais atingidas e isoladas. Ou seja, o desmoronamento da barragem em Brumadinho representou um dos maiores desastres com barragem do Brasil e do mundo devido a alta letalidade.


Se compararmos o total de vítimas após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana no ano de 2015 com o de Brumadinho, percebemos que o segundo foi significativamente maior, já que à área atingida era mais densamente povoada e próxima à área da empresa, visto abaixo:



É expressamente proibido o uso, aproveitamento ou compartilhamento sem autorização do autor. Caso queira a figura, entre em contato. Respeite a propriedade intelectual do autor!


2. Conclusão

O desmoronamento da barragem representou uma tragédia à população de Brumadinho, pois 134 pessoas faleceram, centenas ficaram desaparecidos e outras centenas foram resgatadas, o que repercutiu em uma comoção na cidade e em todo o país. A tragédia mostrou novamente que são duvidosas as normas de seguranças das barragens no Brasil, mesmo aquelas com baixo risco de acidente.




3. Referências

UOL Notícias. Barragem de Brumadinho tem 12 milhões de metros cúbicos de mineração

Uol Notícias. Rompimento da barragem em Brumadinho

G1 Jornal Nacional. Números oficiais dos atingidos no rompimento da barragem em Brumadinho




4. Serviços de Geoprocessamento e Cartografia