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domingo, 21 de maio de 2017

Mapas de Localização (Serviço Acadêmico)




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Mapas de Localização (Serviço)

Identificar a localização de uma área é essencial para estudos científicos em formato de artigos, TCCs, dissertações ou tese. O objetivo principal é contextualizar a área da pesquisa dentro do bairro, município, estado, país ou no mundo.

Sabemos que o mapa de localização é indispensável para articular com o texto sobre o lugar. O que adiante dizer se o local está no centro da cidade? ou localiza-se as margens de rios ou rodovias? ou está próximo de uma tribo indígena da Amazônia, se você não representa isso no seu texto.

A localização de um lugar influencia sobremaneira o contexto socioeconômico ou ambiental de uma área de estudo. Desse modo, apresentaremos alguns modelos de mapas ou figuras de localização que podem ser solicitados abaixo:



2. Modelos de mapas de localização
2.1 Localização da Comunidade Cubatão em Belém/PA

O mapa (conhecido como carta-imagem) enfatiza uma comunidade pobre no bairro do Cruzeiro em Belém/PA. O solicitante pediu para representar também as ruas ao redor, o rio que atravessa o meio do local e as áreas verdes. Até o tipo de material das casas é possível identificar. Portanto, é uma figura com vários recursos visuais para facilitar o entendimento das problemáticas da pesquisa.


Mapa 01. Localização da comunidade Cubatão em Belém/PA


A partir do mapa é possível fazer várias indagações a respeito de como vivem as pessoas na comunidade por causa da influência de um córrego nos limites por exemplo. Alguns mapas como esse vão além do foco localização, contribuindo para a compreensão de problemas socioeconômicos que possam estar ocorrendo na área.

De todo modo, o mapa não é suficiente para compreendermos todas as questões apontadas pelo trabalho acadêmico.

2.2 Localização de duas escolas particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA


Para esse mapa também foi usado o recurso de imagem aérea como forma de evidenciar a forte presença de prédios (verticalização) do bairro e de áreas verdes nos arredores das instituições.


Mapa 02. Localização da escola Nazaré e Santa Catarina no bairro de Nazaré em Belém/PA


Uma das informações extraídas do mapa é o alto poder aquisitivo dos domicílios ao redor, verificado por prédios muito alto. Outras informações são os bairros mais próximos e os nomes das ruas. 


3. Serviços de Geoprocessamento





sábado, 10 de dezembro de 2016

Exposição de Mapas/Artigos Importantes do Blog sobre Belém




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com

gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. Exposição de Mapas/Artigos importantes do Blog sobre Belém

Essa postagem tem o propósito de expor alguns dos melhores ou mais importantes mapas de Belém que o autor do blog já confeccionou. Tratam-se de mapas que levaram horas de trabalho pelo uso de várias técnicas de Geoprocessamento e Cartografia, além de abordar artigos/postagens importantes do Blog.

1.1 Análise da distribuição das praças nos bairros de Belém usando Geotecnologias (Postagem de 2013)


Mapa 1. Área de praça em m² por habitante nos bairros de Belém em 2006
Fonte: Imazon (2006)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Esse foi um dos primeiros mapas que eu produzi. A ideia surgiu em 2013, quando eu estava estudando sobre a relação entre os espaços de lazer público, no caso, as praças, e a quantidade de residentes nos bairros de Belém. Os dados são todos do Imazon (2006), porém foi realizado um novo mapa com base em outra abordagem, com destaque para a visualização do nome dos bairros. Para ler sobre o artigo, chamado "Análise da distribuição das praças de Belém usando Geotecnologias", acessem:  http://geocartografiadigital.blogspot.com.br/2013/11/o-uso-do-software-philcarto-e-do-google.html


1.2 Espacialização dos acidentes de trânsito em Belém com o software Philcarto (Postagem de 2013)



Mapa 2. Vulnerabilidade de acidentes de trânsito no município de Belém de 2007 a 2009
Fonte: DETRAN (2007, 2008 e 2009)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão

Eu considero esse mapa, um dos mais criativos que já publiquei no blog, simplesmente porque ele é sequencial e mostra o mesmo tema: acidente de trânsito. Os dados do mapa referem-se a quantidade de acidentes de trânsito que teve em cada bairro de Belém, tornando-os menos ou mais vulneráveis de ocorrer essa situação. Para ler mais, acessem: http://geocartografiadigital.blogspot.com.br/2013/11/belempa-espacializacao-dos-acidentes-de.html


1.3 Mapeamento dos homicídios dos bairros de Belém - 2008 e 2009 (Postagem de 2014)


Mapa 3. Quantidade de homicídios dos bairros de Belém (2009)
Fonte: Anuário Estatístico de Belém (2010)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


O mapa dos homicídios nos bairros de Belém foi um dos que mais teve repercussão. Por que?, porque ninguém ainda tinha feito ou tinha compartilhado um mapa que mostra os bairros que tiveram mais homicídios. Algo impensável, porque vivemos na era da tecnologia e da comunicação, e nenhum órgão da cidade compartilhou um mapa que retratasse esse tema. O mapa destaca a explosão de homicídios nos bairros da periferia de Belém em detrimento do centro da cidade. Para ler mais, acessem: http://geocartografiadigital.blogspot.com.br/2014/01/mapeamento-dos-homicidios-nos-bairros.html



1.4 Cartografia das Favelas de Belém com o uso do software Philcarto e Google Earth Pro (Postagem de 2015)



Mapa 04. Intensidade de aglomerado subnormal ou favelas nos bairros de Belém em 2010


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


O mapa mais importante e um dos mais vistos na página do facebook do blog, principalmente por expressar uma realidade tão triste da nossa cidade, as baixadas ou favelas, distribuídas por bairro, algo que a prefeitura não destaca e os órgãos não compartilham, porque mostra a incompetência na gestão do município e a quase ausência de políticas voltadas a moradia na cidade. O mapa ressalta alta taxa de favelização de bairros na zona norte e no sul de Belém, em detrimento da ausência no centro da cidade. Para ler mais, acesse: http://geocartografiadigital.blogspot.com.br/2015/01/cartografia-das-favelas-de-belem-com.html


2. Conclusões

Hoje eu destaquei alguns dos mapas mais importantes do blog e consequentemente, os artigos ou postagens que explicam cada mapa e o tema específico. Ademais, irei realizar outras postagens para mostrar demais artigos e mapas importantes do blog.


sábado, 2 de novembro de 2013

Belém/PA - Espacialização dos Acidentes de Trânsito com o software Philcarto






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. INTRODUÇÃO


O progressivo agravamento da violência no tráfego das vias públicas levou as Nações Unidas a proclamar a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020, procurando estabilizar e posteriormente, reduzir as cifras de vítimas em todo o mundo. Em 2009, aconteceram perto de 1,3 milhão de acidentes de trânsito em 178 países. Estima-se que ocorrerá 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030 (OMS, 2009). 

Entre 20 a 50 milhões de pessoas sobrevivem com traumatismos e feridas resultantes de acidentes de trânsito, sendo responsável pela principal causa de morte na faixa etária de 15-29 anos de idade; a segunda entre 5-19 anos e a terceira entre 30-44 anos (OMS, 2009). 

Nesse sentido, esta postagem tem o propósito de espacializar os acidentes de trânsito no município de Belém em 2007-2009, para podermos compreender quais bairros estão mais vulneráveis aos acidentes, os que mais concentram, as vias mais frequentes e os principais motivos desses acidentes.

Palavras-chave: Acidentes de trânsito. Belém. Bairros. Espacialização. Philcarto.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

A metodologia utilizada será a análise tabelas referentes aos acidentes de trânsito em Belém com base no documento: Mapa da violência 2012 - Acidentes de Trânsito e do Departamento de Trânsito do Pará (DETRAN-PA); a produção de mapas temáticos com o software Philcarto, como os de vulnerabilidade de acidentes de trânsito 2007-2009 pelo método isoplético e o de variação do comportamento dos acidentes de trânsito 2007-2009 pelo método corocromático, com base nos dados disponíveis pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado do Pará e do Departamento de Trânsito do Pará (DETRAN-PA).


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Frota de veículos em Belém 2007-2009

Em 2007, a frota de veículos de Belém era de 212.401 veículos, passando para 235.161 em 2008 e em 2009, atingindo 258.220 veículos, ou seja, a frota da cidade entre 2007 a 2009 cresceu 17,7%. (DETRAN-PA, 2009). 

Esse crescimento é percebido nas vias públicas através da sensação de maior lentidão no trânsito, do aumento da poluição sonora e consequentemente da rotina dos acidentes de trânsito. Um dos motivos que estimularam a compra de automóveis pelos brasileiros foi a alíquota baixa do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para carros novos, concedido pelo Governo Federal, assim como a facilidade  de crédito na compra de motos. 


Figura 1. Frota do tipo de veículos no município de Belém no período de 2007 a 2009.
Fonte: DTI/UCP/DETRAN-PA

Entre os veículos, a frota de Belém em 2009 é constituída principalmente por automóveis (61,8%), motocicletas (17,3%) e caminhonetes (6,4%). 


3.2 Acidentes de trânsito, feridos e mortos em Belém 2007-2009.

Figura 2. Acidentes, feridos e mortos no município de Belém no período de 2007 a 2009.

Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA


No período analisado, o número de acidentes em Belém aumentou em (7,2%), o de feridos em (0,8%), enquanto o número de mortos teve uma redução de (31,4%).


Figura 3. Veículos envolvidos em acidentes de trânsito no município de Belém durante o período de 2007 a 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA

Os condutores de automóveis, motocicletas e de ônibus foram os principais envolvidos em acidentes de trânsito em 2009, por estarem em maior número. Houve uma redução de acidentes com bicicletas, por uma expansão de ciclovias em algumas ruas da cidade, em contrapartida, as vans expandiram sua participação, devido a demanda acentuada de passageiros de bairros com baixa oferta de ônibus ou de difícil acesso.


3.3 Espacialização dos acidentes de trânsito nos bairros 2007-2009


Figura 4. Acidentes de trânsito nos 20 bairros onde ocorreram mais acidentes no município de Belém em 2007, 2008 e 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2007, 2008 e 2009.

Em 2007, o maior número de acidentes de trânsito ocorreu no bairro do Marco, Umarizal, Marambaia, São Brás e Pedreira e Nazaré, responsáveis por mais da metade dos acidentes, cerca de 52,1%.

Em 2008, o Marco permaneceu como o principal bairro com acidentes de trânsito, seguido do Umarizal, Pedreira, São Brás, Marambaia e Campina, responsáveis por 53,2% dos acidentes.

Em 2009, o bairro do Marco além de permanecer como o principal local dos acidentes de trânsito da cidade, teve um crescimento de 18,7% nos acidentes em relação a 2007, seguido por Marambaia, Umarizal, Pedreira, São Brás e Campina, responsáveis por 53,1%.

Com base dos dados do DETRAN - PA, o número de acidentes aumentou nos bairros em vermelho: Mangueirão, Marambaia, Castanheira, Pedreira, Marco, São Brás, Umarizal, Guamá, Reduto, Cidade Velha e Batista Campos, enquanto nos bairros em verde houve uma redução, a saber: Val-de-Cans, Sacramenta, Telégrafo, Souza, Nazaré, Cremação e Jurunas. A coleta de dados é uma dificuldade dos órgãos competentes, no qual a maioria dos bairros não possui registro, dificultando uma análise mais minuciosa.


Prancha 1. Mapas de vulnerabilidade de acidentes de trânsito em Belém 2007-2009.


Figura 5. Zoom na principal área de vulnerabilidade aos acidentes de trânsito em Belém em 2009 pelo Philcarto.
Fonte: O autor (2013)

JUR - Jurunas; CON - Condor; GUA - Guamá; TER - Terra Firme; UNI - Universitário; CAN - Canudos; SBS - São Brás; CRE - Cremação; NAZ - Nazaré; CAM - Campina; RED - Reduto; UMA - Umarizal; FAT - Fátima; TEL - Telégrafo; MAR - Marco; CUR - Curió Utinga; SOU - Souza; PED - Pedreira; SAC - Sacramenta; MRG - Maracangalha; VAL - Val-de-cans; SOU - Souza; MAB - Marambaia; CAS - Castanheira; MAN - Mangueirão e PQV - Parque Verde.


Figura 6. Zoom na principal área de vulnerabilidade aos acidentes de trânsito em Belém em 2009 pelo Google Earth.
Fonte: Google Earth (2013)

Os mapas elaborados com o software Philcarto através do método isoplético buscou unir os pontos com valores próximos. Acima, os mapas revelam a vulnerabilidade de acidentes de trânsito, ou seja, a condição de risco que os motoristas se encontram. 

Os mapas de 2007, 2008 e 2009 nos revelam a alta e média vulnerabilidade de acidentes de trânsito no centro da cidade (Sul e Sudoeste de Belém), em bairros como Umarizal, Campina, Batista Campos, Cremação, Cidade Velha, Reduto, São Brás e Nazaré, devido a circulação de veículos ser mais intenso nessa área em decorrência da concentração dos mais diversos serviços, da melhor condição financeira de seus habitantes e ser o centro comercial, financeiro e noturno da cidade. 

Bairros próximos ao centro como Marco, Pedreira, Souza, Guamá, Telégrafo, Sacramenta e Jurunas, também são altamente vulneráveis a acidentes de trânsito. O Marco inclusive, se destaca como o primeiro em número de acidentes, por ter um tráfego intenso e "pesado" em suas avenidas, como a Almirante Barroso, a Duque de Caxias, a João Paulo II, a Dr. Freitas, entre outras transversais, pelas suas ruas darem acesso ao Centro da cidade. 

Bairros periféricos e distantes do centro como Mangueirão Parque Verde, também estão entre os principais "palcos" de acidentes, por serem atravessados pela Av. Augusto Montenegro e portanto, terem um tráfego intenso de ônibus, automóveis e motocicletas. 

O bairro do Castanheira, apesar de pequeno em extensão territorial, também tem alta vulnerabilidade a acidente, por ser local dos primeiros quilômetros da BR-316 próximo ao Entrocamento e ao Shopping Castanheira, principalmente depois do estreitamento das vias pelas obras do BRT Belém.

A ausência de informações pelo Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA, pelo DETRAN e pela AMUB, dos outros bairros da cidade fez com que aparecessem com baixa vulnerabilidade à acidentes, no entanto sabemos que é comum tais fatos em Icoaraci e no Tapanã, por exemplo.


Figura 7. Acidentes de trânsito nas principais vias urbanas no município de Belém em 2007, 2008 e 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2007, 2008 e 2009.

A partir da figura acima, percebemos que as vias com mais acidentes de trânsito são: Augusto Montenegro, Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral, Senador Lemos, Júlio César e Governador José Malcher, logo as mais movimentadas da cidade. Nesse sentido, foram editados algumas imagens do Google Earth dos principais cruzamentos que devemos ter uma atenção exacerbada.


Figura 8. Áreas de extrema atenção no trânsito em Belém
Fonte: Google Earth (2013)
Org. Luiz Henrique Almeida Gusmão (2013)

Na imagem acima destacamos a entrada/saída de Belém, a área 1: Complexo do Entroncamento e área 2: BR-316 próximo ao Shopping Castanheira.


Figura 9. Área de extrema atenção no trânsito em Belém
Fonte: Google Earth (2013)
Org. Luiz Henrique Almeida Gusmão (2013)

Na imagem acima destacamos o Complexo Viário Daniel Berg, no qual a Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Senador Lemos e Av. Júlio César se entrelaçam.


Figura 10. Principais causas dos acidentes de trânsito registrados no município de Belém em 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2009


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que as principais vítimas no trânsito são os jovens (19-24 anos), sendo portanto, mais vulneráveis, em que os automóveis e as motocicletas têm sido os veículos mais envolvidos em acidentes. Em Belém, o número de feridos e de acidentes no trânsito vem aumentando ao longo dos anos, em que o centro da cidade concentra essas tragédias, principalmente o bairro do Umarizal, Campina, São Brás e Nazaré, assim como nos bairros mais próximos ao centro, como Marco, Pedreira, Sacramenta e Guamá, e aos mais distantes do centro como Castanheira, Mangueirão e Marambaia. As avenidas mais movimentadas da cidade, como a Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral e a Augusto Montenegro são as vias com maior número de acidentes e consequentemente mais propensas, resultado de manobras irregulares, falta de atenção, embriaguês alcoólica ao volante e desrespeito a preferencial. Clamo aos motoristas, mais paciência e responsabilidade no trânsito de Belém, enquanto aos órgãos competentes como o DETRAN, DNIT e AMUB, maior fiscalização, comprometimento na execução de obras e sinalização nas ruas, em respeito aos altos impostos pagos por todos nós.


5. REFERÊNCIAS

http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_transito.pdf. Acesso em 01/22/2013

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. Relatório estatístico de trânsito no Estado do Pará e no município de Belém, período 2007 a 2009. Belém, 2010. Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA.


Software [Google Earth]. Acesso em 30/10/2013.


Software [Philcarto]. Disponível em philcarto.free.fr.


Software [Phildigit]. Disponível em philcarto.free.fr


maps.google.com.br. Google Maps. Acesso em 28/10/2013.



7. CONTATO

luizhenrique.ufpa@yahoo.com (Email)

geocartografiadigital.blogspot.com (Blogger)









domingo, 6 de outubro de 2013

Bairros mais populosos de Belém em 1960 e 2010



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. INTRODUÇÃO

Essa postagem tem o objetivo de revelar quais eram os bairros mais populosos de Belém em 1960 e em 2010, com base nos dados disponíveis no livro: um estudo de Geografia Urbana em Belém do Geógrafo Antônio Rocha Penteado e pelo Anuário Estatístico de Belém, respectivamente, para ser analisado a dinâmica populacional dos mesmos. A dificuldade no acesso de dados mais remotos e de mais atuais sobre a população dos bairros da cidade se tornou um empecilho na análise entre a década de 70 a 90, mas é possível perceber uma mudança significativa nesse recorte temporal, através de gráficos, tabelas e mapas temáticos.

Palavras-chave: Belém. Bairros. População


2. METODOLOGIA

Para alcançamos os objetivos propostos, foi realizado uma revisão bibliográfica na obra: Geografia Urbana de Belém  de PENTEADO (1968), o Anuário Estatístico de Belém da Prefeitura Municipal de Belém (2010); o software Excel 2007 na construção de gráficos e de tabelas dos bairros e os softwares ArcGis e QGIS na produção de dois mapas temáticos, com o método Corocromático, para a identificação dos bairros mais populosos na década de 60 e no ano de 2010.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 População de Belém em 1960

Na década de 60, o município de Belém tinha uma população de 359.988 habitantes distribuída por 20 bairros (PENTEADO, 1968). Mas quais eram os bairros que mais aglomeravam os belenenses naquela época em termos absolutos e relativos?


Figura 1. População dos bairros mais populosos de Belém na década de 60
Fonte: PENTEADO (1968)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão

No quadro acima percebemos os dez bairros mais populosos da capital paraense na década de 60, destacando o MarcoUmarizalTelégrafo sem FioJurunas e a Pedreiras. Com base nessas informações foi gerado um mapa temático com o software QGIS para podermos visualizar a localização deles.


Figura 02. Mapa dos bairros mais populosos de Belém em 1960

Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Conforme o mapa, os bairros mais populosos nos anos 60 estavam principalmente na zona norte da cidade, onde a maioria de sua população era de baixa renda (PENTEADO, 1960). Nessa área começava a se intensificar o processo de migração, sobretudo de pessoas oriundas do interior do Pará e de alguns estados nordestinos. 

No sul de Belém, o bairro do Jurunas e Condor já se destacavam como locais populosos da cidade, em que a maioria de sua população também era de baixa renda (PENTEADO, 1960). Os bairros centrais daquela época eram: Campina, Nazaré, Batista Campos e Cidade Velha. 

Neles já haviam moradias das classes mais abastadas, possuindo parte do seu terreno destinado as atividades comerciais, institucionais e de lazer, tais como praças públicas.

Os dez bairros mais populosos de Belém eram responsáveis por 68,7% de toda a população da cidade, no qual a maioria estava situado dentro da *Primeira Légua Patrimonial, com exceção do Souza.

Ou seja, a maioria dos belenenses morava na principal porção de terra doada pelo então Governador do Maranhão e Grão-Pará em 1703. Desde esse momento, a população foi crescendo, em ritmo menos acelerado, em direção as atuais Rodovias Augusto Montenegro, Arthur Bernardes e BR-316.


Figura 03. Mapa da Primeira Légua Patrimonial e vetores de expansão demográfica de Belém em 1960.
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)

*Primeira Légua Patrimonial: Trata-se de uma porção de terra de 4.110 hectares que em 01/10/1627, foi doada, e demarcada oficialmente em 1703, obedecendo o traço de uma légua em arco quadrante das margens do Rio Pará em direção ao sul e do Guamá em direção ao norte. Essa doação foi efetuada por meio da carta de sesmaria, pelo então Governador do Maranhão e do Grão-Pará  - Francisco de Carvalho `Câmara Municipal de Belém (MEIRA FILHO, 1976)



3.2 População de Belém de 1960 para 2010


Após 50 anos...será que mudou esse quadro? 

Sim!. Belém teve um crescimento acelerado e desordenado, em decorrência das altas taxas de natalidade e do intenso fluxo migratório do interior do Pará e do Maranhão. Esse processo resultou na expansão da malha urbana de Belém, sobretudo as margens da Rodovia Augusto Montenegro (Antiga estrada que dava acesso ao distrito de Icoaraci), da Av. Almirante Barroso (Antiga Av. Tito Franco) e da Rodovia BR-316 (Antiga Estrada de Ferro Belém-Bragança). 

A população de Belém passou de 359.988 habitantes na década de 60 para cerca de 1.393.399 habitantes em 2010 (IBGE, 2010). Sendo assim, cresceu 287% e se tornou metrópole regional do Brasil

Esse crescimento urbano foi se espraiando em direção ao município de Ananindeua, propiciando na década de 80, a institucionalização da Região Metropolitana de Belém, formada pelas duas cidades.

No ano de 2010, a "Grande Belém" ou a RMB atingiu a soma de 2.141.618 habitantes (IBGE, 2010), constituída por 6 municípios (Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Benevides e Santa Isabel do Pará).


Figura 4. População de Belém (1960-2010)
Fonte: PENTEADO (1968) e IBGE (2010)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Em 2010 existiam 71 bairros na malha urbana da cidade, cerca de 51 a mais do que em 1960! 

Esses novos bairros foram sendo incorporados a Belém em períodos diferentes, como aqueles ao longo da Rodovia Augusto Montenegro (Mangueirão, Cabanagem, Parque Verde, Bengui, Tapanã e outros), da Rodovia Arthur Bernardes (Miramar, Val-de-Cans, Pratinha, Paracuri e outros), do início da Rodovia BR-316 e de suas transversais (Castanheira, Guanabara, Aurá e Águas Lindas), os da Ilha de Mosqueiro (Vila, Paraíso, Baía do Sol, Praia Grande, Marahu e outros) e da Ilha de Caratateua ou Outeiro (Água Boa, São João do Outeiro, Itaiteua e outros). 

Contudo, quais eram os bairros mais populosos da cidade no ano de 2010? Último dado disponível pelo censo.


Figura 5. Bairros mais populosos de Belém em 2010
Fonte: ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE BELÉM (2010)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão


No quadro acima, nos deparamos com os bairros mais populosos em 2010, dos quais merece destaque o Guamá, a Pedreira, a Marambaia, o Tapanã e o Marco. O mapa abaixo destaca a distribuição dos bairros mais populosos da cidade para o ano de 2010.


Figura 6. Mapa dos bairros mais populosos de Belém em 2010 
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)

Segundo o mapa, os bairros mais populosos de Belém ainda estavam na Primeira Légua Patrimonial, principalmente ao longo da avenida Perimetral, Dr. Freitas, Senador Lemos e Pedro Álvares Cabral. Percebe-se que a maioria deles constituem a chamada periferia imediata, por estar a menos de 10 km do centro da cidade. 


Realizando uma analogia com os maiores em 1960, percebemos que a Terra Firme e a Marambaia nem aparecem entre os maiores naquele ano; a Pedreira, o Marco, o Telégrafo, o Jurunas, o Guamá e a Sacramenta continuam entre os mais populosos; o Tapanã e o Coqueiro nem existiam em 1960. Já o bairro do Guamá é o mais populoso da cidade com mais de 100.000 habitantes, maior até que municípios da Grande Belém.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Conclui-se que entre 1960 e 2010, a malha urbana de Belém expandiu consideravelmente, repercutindo na existência de 71 bairros, assim como a população que passou de 359.899 para 1.393.399 habitantes. A dinâmica demográfica foi bastante significativa, em que muitos são mais populosos do que municípios da Região Metropolitana. Esse "inchaço" populacional muitas vezes não é positivo, porque a demanda por serviços básicos de saúde, saneamento básico, educação, lazer e outros nem sempre é acompanhada pela execução de obras pela prefeitura, contribuindo para o aumento do desemprego, da violência urbana, da desigualdade socioespacial, na precariedade das moradias e na disseminação de doenças.





5. REFERÊNCIAS

PENTEADO, A. R. Belém do Pará: Estudo de Geografia Urbana. Vol. 1. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Universidade Federal do Pará - UFPA. 1968.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2010. IBGE. 


BELÉM. Anuário Estatístico de Belém. Prefeitura de Belém, 2010.