domingo, 6 de outubro de 2013

Bairros mais populosos de Belém em 1960 e 2010



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. INTRODUÇÃO

Essa postagem tem o objetivo de revelar quais eram os bairros mais populosos de Belém em 1960 e em 2010, com base nos dados disponíveis no livro: um estudo de Geografia Urbana em Belém do Geógrafo Antônio Rocha Penteado e pelo Anuário Estatístico de Belém, respectivamente, para ser analisado a dinâmica populacional dos mesmos. A dificuldade no acesso de dados mais remotos e de mais atuais sobre a população dos bairros da cidade se tornou um empecilho na análise entre a década de 70 a 90, mas é possível perceber uma mudança significativa nesse recorte temporal, através de gráficos, tabelas e mapas temáticos.

Palavras-chave: Belém. Bairros. População


2. METODOLOGIA

Para alcançamos os objetivos propostos, foi realizado uma revisão bibliográfica na obra: Geografia Urbana de Belém  de PENTEADO (1968), o Anuário Estatístico de Belém da Prefeitura Municipal de Belém (2010); o software Excel 2007 na construção de gráficos e de tabelas dos bairros e os softwares ArcGis e QGIS na produção de dois mapas temáticos, com o método Corocromático, para a identificação dos bairros mais populosos na década de 60 e no ano de 2010.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 População de Belém em 1960

Na década de 60, o município de Belém tinha uma população de 359.988 habitantes distribuída por 20 bairros (PENTEADO, 1968). Mas quais eram os bairros que mais aglomeravam os belenenses naquela época em termos absolutos e relativos?


Figura 1. População dos bairros mais populosos de Belém na década de 60
Fonte: PENTEADO (1968)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão

No quadro acima percebemos os dez bairros mais populosos da capital paraense na década de 60, destacando o MarcoUmarizalTelégrafo sem FioJurunas e a Pedreiras. Com base nessas informações foi gerado um mapa temático com o software QGIS para podermos visualizar a localização deles.


Figura 02. Mapa dos bairros mais populosos de Belém em 1960

Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Conforme o mapa, os bairros mais populosos nos anos 60 estavam principalmente na zona norte da cidade, onde a maioria de sua população era de baixa renda (PENTEADO, 1960). Nessa área começava a se intensificar o processo de migração, sobretudo de pessoas oriundas do interior do Pará e de alguns estados nordestinos. 

No sul de Belém, o bairro do Jurunas e Condor já se destacavam como locais populosos da cidade, em que a maioria de sua população também era de baixa renda (PENTEADO, 1960). Os bairros centrais daquela época eram: Campina, Nazaré, Batista Campos e Cidade Velha. 

Neles já haviam moradias das classes mais abastadas, possuindo parte do seu terreno destinado as atividades comerciais, institucionais e de lazer, tais como praças públicas.

Os dez bairros mais populosos de Belém eram responsáveis por 68,7% de toda a população da cidade, no qual a maioria estava situado dentro da *Primeira Légua Patrimonial, com exceção do Souza.

Ou seja, a maioria dos belenenses morava na principal porção de terra doada pelo então Governador do Maranhão e Grão-Pará em 1703. Desde esse momento, a população foi crescendo, em ritmo menos acelerado, em direção as atuais Rodovias Augusto Montenegro, Arthur Bernardes e BR-316.


Figura 03. Mapa da Primeira Légua Patrimonial e vetores de expansão demográfica de Belém em 1960.
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)

*Primeira Légua Patrimonial: Trata-se de uma porção de terra de 4.110 hectares que em 01/10/1627, foi doada, e demarcada oficialmente em 1703, obedecendo o traço de uma légua em arco quadrante das margens do Rio Pará em direção ao sul e do Guamá em direção ao norte. Essa doação foi efetuada por meio da carta de sesmaria, pelo então Governador do Maranhão e do Grão-Pará  - Francisco de Carvalho `Câmara Municipal de Belém (MEIRA FILHO, 1976)



3.2 População de Belém de 1960 para 2010


Após 50 anos...será que mudou esse quadro? 

Sim!. Belém teve um crescimento acelerado e desordenado, em decorrência das altas taxas de natalidade e do intenso fluxo migratório do interior do Pará e do Maranhão. Esse processo resultou na expansão da malha urbana de Belém, sobretudo as margens da Rodovia Augusto Montenegro (Antiga estrada que dava acesso ao distrito de Icoaraci), da Av. Almirante Barroso (Antiga Av. Tito Franco) e da Rodovia BR-316 (Antiga Estrada de Ferro Belém-Bragança). 

A população de Belém passou de 359.988 habitantes na década de 60 para cerca de 1.393.399 habitantes em 2010 (IBGE, 2010). Sendo assim, cresceu 287% e se tornou metrópole regional do Brasil

Esse crescimento urbano foi se espraiando em direção ao município de Ananindeua, propiciando na década de 80, a institucionalização da Região Metropolitana de Belém, formada pelas duas cidades.

No ano de 2010, a "Grande Belém" ou a RMB atingiu a soma de 2.141.618 habitantes (IBGE, 2010), constituída por 6 municípios (Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Benevides e Santa Isabel do Pará).


Figura 4. População de Belém (1960-2010)
Fonte: PENTEADO (1968) e IBGE (2010)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Em 2010 existiam 71 bairros na malha urbana da cidade, cerca de 51 a mais do que em 1960! 

Esses novos bairros foram sendo incorporados a Belém em períodos diferentes, como aqueles ao longo da Rodovia Augusto Montenegro (Mangueirão, Cabanagem, Parque Verde, Bengui, Tapanã e outros), da Rodovia Arthur Bernardes (Miramar, Val-de-Cans, Pratinha, Paracuri e outros), do início da Rodovia BR-316 e de suas transversais (Castanheira, Guanabara, Aurá e Águas Lindas), os da Ilha de Mosqueiro (Vila, Paraíso, Baía do Sol, Praia Grande, Marahu e outros) e da Ilha de Caratateua ou Outeiro (Água Boa, São João do Outeiro, Itaiteua e outros). 

Contudo, quais eram os bairros mais populosos da cidade no ano de 2010? Último dado disponível pelo censo.


Figura 5. Bairros mais populosos de Belém em 2010
Fonte: ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE BELÉM (2010)
Organização: Luiz Henrique Almeida Gusmão


No quadro acima, nos deparamos com os bairros mais populosos em 2010, dos quais merece destaque o Guamá, a Pedreira, a Marambaia, o Tapanã e o Marco. O mapa abaixo destaca a distribuição dos bairros mais populosos da cidade para o ano de 2010.


Figura 6. Mapa dos bairros mais populosos de Belém em 2010 
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)

Segundo o mapa, os bairros mais populosos de Belém ainda estavam na Primeira Légua Patrimonial, principalmente ao longo da avenida Perimetral, Dr. Freitas, Senador Lemos e Pedro Álvares Cabral. Percebe-se que a maioria deles constituem a chamada periferia imediata, por estar a menos de 10 km do centro da cidade. 


Realizando uma analogia com os maiores em 1960, percebemos que a Terra Firme e a Marambaia nem aparecem entre os maiores naquele ano; a Pedreira, o Marco, o Telégrafo, o Jurunas, o Guamá e a Sacramenta continuam entre os mais populosos; o Tapanã e o Coqueiro nem existiam em 1960. Já o bairro do Guamá é o mais populoso da cidade com mais de 100.000 habitantes, maior até que municípios da Grande Belém.



4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Conclui-se que entre 1960 e 2010, a malha urbana de Belém expandiu consideravelmente, repercutindo na existência de 71 bairros, assim como a população que passou de 359.899 para 1.393.399 habitantes. A dinâmica demográfica foi bastante significativa, em que muitos são mais populosos do que municípios da Região Metropolitana. Esse "inchaço" populacional muitas vezes não é positivo, porque a demanda por serviços básicos de saúde, saneamento básico, educação, lazer e outros nem sempre é acompanhada pela execução de obras pela prefeitura, contribuindo para o aumento do desemprego, da violência urbana, da desigualdade socioespacial, na precariedade das moradias e na disseminação de doenças.





5. REFERÊNCIAS

PENTEADO, A. R. Belém do Pará: Estudo de Geografia Urbana. Vol. 1. Coleção Amazônica. Série José Veríssimo. Universidade Federal do Pará - UFPA. 1968.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2010. IBGE. 


BELÉM. Anuário Estatístico de Belém. Prefeitura de Belém, 2010. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Belém (PA): Áreas verdes no bairro do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta.

 Luiz Henrique Almeida Gusmão
Graduando em Licenciatura e Bacharelado em Geografia (UFPA)
Contato: (91) 98306-5306

1. INTRODUÇÃO

A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Barreiro. Telégrafo. Sacramenta


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos"

Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:
                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.


Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 

Figura 1. Áreas verdes no bairro do Barreiro.
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H (2013)


A imagem acima revela pequenos fragmentos de áreas verdes no bairro do Barreiro, devido a existência de quintais com árvores ou gramados. Não há nenhuma praça ou espaço verde para os seus 24.446 habitantes (IBGE, 2012), resultando no deslocamento para praças do bairro da Sacramenta e para outros bairros mais verdes da cidade. É um bairro periférico e com altos índices de violência, onde a maioria de sua população é de baixa renda, no qual necessitam de espaços de recreação e lazer no bairro. Sua formação está ligada a ocupação do Canal São Joaquim na década de 70 e ao crescimento desordenado pela população de baixo poder aquisitivo.



Figura 2. Áreas verdes no bairro do Telégrafo
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2012)

A imagem acima revela as áreas verdes no bairro do Telégrafo a partir do Google Earth, onde é possível vê razoáveis quantidades de verde, no entanto, a maioria desses espaços são fragmentos de áreas desmatadas, de pequenas praças sem manutenção ou canteiros centrais verdes. Nesse bairro de 42.785 habitantes (IBGE, 2012), não há nenhuma praça ou espaço verde significativo, apesar da Praça Cruzeiro ser há tempos atrás, um espaço verde razoável, mas hoje resta um espaço com areia no qual crianças de todas as idades brincam, sem brinquedos na praça ou gramado verde. Muitos espaços verdes foram sendo substituídos por moradias, prédios públicos e comerciais ao longo do tempo.


Figura 3. Áreas verdes no bairro da Sacramenta
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. J. (2013)

  A imagem acima revela as áreas verdes no bairro da Sacramenta a partir do Google Earth, onde é possível perceber a existência de três praças: João Dias Paes, próxima a uma universidade particular; a São Sebastião, em frente a uma igreja de mesmo nome e a Júlio César, próximo ao elevado Daniel Berg. Nesse bairro, as praças estão situadas em locais distantes uns dos outros, permitindo um acesso pelos moradores de diferentes partes, no qual é visível a espacialização desses espaços de forma descentralizada. A maioria das ruas possuem uma péssima arborização, devido a Prefeitura da cidade não se atenta para a manutenção das mesmas, refletindo em ruas mais quentes pela pavimentação asfáltica.



 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o Bairro do Barreiro e do Telégrafo são carentes em áreas verdes, no qual o crescimento desordenado contribuiu enormemente para a conversão das mesmas em áreas impermeabilizadas, viabilizando a malha urbana, principalmente na década de 70 e 80, suscitando na sensação térmica acima de 37 e 38 graus celsius nas ruas pela população. O bairro da Sacramenta, apesar de ser mais arborizado do que os dois primeiros, ainda está bem abaixo do recomendável de áreas verdes ideal, apesar da existência de três praças e algumas vias arborizado, no entanto muitas dessas áreas estão sem manutenção ou sem segurança policial, o que muitas vezes contribui para afastar os moradores. É necessário por parte da Prefeitura de Belém, uma ampliação das áreas verdes nesses bairros, uma vez que os espaços livres de lazer estão cada vez mais escassos. Clamo para a manutenção das praças na Sacramenta, na construção de uma praça no Barreiro e no Telégrafo, beneficiando cerca de 111.638 pessoas (AEB, 2010).



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Belém (PA) - Áreas verdes no bairro da Terra Firme, Canudos e Universitário.



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Graduando em Lic/Bac. em Geografia pela Universidade Federal do Pará
Estagiário no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
Instrutor/Monitor dos softwares: Phildigit, Philcarto, Google Earth e Adoe Illustrator aplicado a Cartografia Temática

RESUMO: A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros da Terra Firme, Universitário e Canudos de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Terra Firme. Canudos. Universitário.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro da Terra Firme, Universitário e Canudos com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos" Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:

                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.

Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 



Figura 1. Áreas verdes no bairro da Terra Firme.
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o Anuário Estatístico de Belém 2011, o bairro da Terra Firme possui 62.740 habitantes e uma densidade demográfica de 265,85 habitantes por hectare, caracterizando-o como um bairro populoso e densamento povoado. Na imagem acima percebe-se a carência de áreas verdes no bairro, onde há apenas a Praça Olavo Bilac com pouca área de sombreamento disponível a população e outras áreas verdes isoladas e privadas, sem grande expressão. A Terra Firme é um bairro que cresce rapidamente a partir da década de 70, resultado do grande número de migrantes, principalmente do Nordeste do país e do Interior do Estado do Pará, onde o preço da terra era baixo, devido as péssimas condições de infraestrutura e da carência de serviços básicos. É caracterizado como um bairro carente e periférico, onde seus habitantes tem um baixo poder aquisitivo. Diante disso, é possível dizer que sua população se dirige para bairros com mais áreas verdes, como Campina, Batista Campos e Cidade Velha.





Figura 2. Áreas verdes no bairro do Canudos
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o Anuário Estatístico de Belém 2011 (AEB), o bairro de Canudos possui 14.612 habitantes e uma densidade demográfica de 187,33 habitantes por hectare, caracterizando-o como um bairro pouco populoso e altamente povoado. Na imagem acima, é possível perceber que não há nenhuma praça ou área verde significativa, com exceção de alguns quintais com área verde, no entanto é privado, ou seja, os habitantes desse bairro têm que deslocar para outros bairros. É residência de classe média no oeste, mais próximo do bairro de São Brás e a leste, reside a classe baixa



Figura 3. Áreas verdes no bairro Universitário
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o AEB (2011), o bairro do Universitário possui 2.629 habitantes e uma densidade demográfica de 5,75 habitantes por hectare, caracterizando-o como pouco populoso e povoado. Na imagem acima, é possível verificar a abundância de áreas verdes, através de pequenas praças, nas margens dos rios, no entorno dos institutos de pesquisa e ensino da UFPA, entre outros, ou seja, é um bairro com áreas verdes significativas, resultado de um planejamento orientado na preservação e criação de áreas verdes dentro do campus universitário. Nesse bairro está presente a UFPA, com seus prédios de ensino, pesquisa, restaurantes, bibliotecas, estacionamentos, espaços de lazer, etc e algumas residência ao longo do canal do Tucunduba e da margem direita da Av. Perimetral e da Rua Augusto Corrêa.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para não concluir, o bairro de Canudos e da Terra Firme estão em uma situação caótica em relação as áreas verdes, pois quase não há esses espaços dentro dos limites dos mesmos, propiciando o deslocamento para outros bairros com praças e áreas verdes significativas, no qual cerca de 77.308 pessoas sofrem diariamente com a falta de arborização e de espaços públicos verdes, enquanto no bairro do Universitário há abundância desses espaços, principalmente para as pessoas que circulam diariamente no campus universitário, já que nesse bairro reside poucas pessoas.





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Belém (PA) - Áreas verdes no bairro do Jurunas, Condor e Guamá.

Luiz Henrique Almeida Gusmão
Graduando em Geografia pela Universidade Federal do Pará
Instrutor/Monitor dos softwares: ArcGis, QGIS e  Google Earth
Mapas, Palestras e COnsultoria em Geoprocessamento e Cartografia (91) 98306-5306



1. INTRODUÇÃO

A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros do Jurunas, Guamá e Condor de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Jurunas. Condor. Guamá.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro do Jurunas, Condor e Guamá com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos"
Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:
                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.


Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 

Abaixo será apresentado a situação das áreas verdes e áreas livres dos bairros listados:


Figura 1. Áreas verdes no bairro do Jurunas.
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L.H (2013)


O bairro do Jurunas, segundo o Anuário Estatístico de Belém (PREFEITURA DE BELÉM, 2010), tem 62.740 habitantes e 265,85 hab/ha, configurando-o como populoso e com alta densidade demográfica, no qual uma parcela significativa de sua população é de classe baixa. 

Na imagem acima, percebemos a existência da Praça Amazonas (noroeste) e poucas vias arborizadas, especialmente no Noroeste do bairro, já na proximidade com o bairro da Batista Campos.  Os locais com menos áreas verdes são aqueles ao longo da Bernardo Sayão e na fronteira com o bairro do Condor.

Há muitas áreas verdes privadas (quintais de casas) e poucas públicas (praça Veiga Cabral e praça Amazonas), ou seja, há pouca áreas verdes. Como a área da praça Amazonas é insuficiente para a demanda do bairro, muitos jurunenses vão em direção a Praça Batista Campos e a Praça da República, em bairros próximos, mas que exige a condução por linhas de ônibus, táxis e automóveis.


Figura 2. Áreas verdes no bairro do Condor
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L. H (2013)


O bairro do Condor, segundo o AEB (PREFEITURA DE BELÉM, 2010) tem cerca de 42.038 habitantes e 245,84 hab/ha, também sendo um bairro populoso com alta densidade demográfica, com predominância de moradores de classe baixa. 

A imagem acima, nos dá uma dimensão do bairro, no qual há apenas uma praça pequena e com pouca vegetação, a Praça Princesa Isabel ao sul, além da existência de muitas áreas verdes privadas. No bairro há poucas casas com quintais e quando há, a maioria das residências localiza-se em ruas principais.

A maioria dos moradores se direcionam com frequência para bairros com maior oferta de praças e áreas verdes como Batista Campos e Campina, por causa da quase inexistência de espaços públicos verdes.


Figura 3. Áreas verdes no bairro do Guamá
Fonte: Editado no Google Earth por GUSMÃO, L. H (2013)

O bairro do Guamá é o mais populoso de Belém e também um dos mais pobres da cidade, com diversos problemas socioambientais, tais como carência de saneamento básico, segurança pública, entre outros, assim como de áreas verdes. Segundo a AEB (PREFEITURA DE BELÉM, 2010), moram 102.124 pessoas, nas quais uma parcela significativa é de classe baixa. 

A imagem acima nos revela uma situação extremamente preocupante, pois há apenas a Praça Benedito Nunes, sendo muito pequena e com baixíssima área verde em sua volta. Outros espaços são de instituições privadas e públicas, como a do Hospital Barros Barreto, assim como de quintais particulares, ou seja, para uma população de mais de 100.000 habitantes, os espaços de recreação e lazer com áreas verdes é quase nula.

As demais áreas verdes que se destacam no Guamá estão dentro do Cemitério Santa Izabel, sendo portanto, inacessível a toda a população. As áreas mais carentes estão no nordeste e sul do Guamá, próximo ao bairro da Terra Firme e do Campus da UFPA.


2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bairro do Jurunas, Condor e Guamá são populosos, no qual juntos têm aproximadamente 206.902 habitantes (AEB, 2010), com elevada densidade demográfica, no qual grande parte de sua população é de classe baixa, estando disponíveis aos mesmos, minúsculos espaços de recreação e lazer, ocasionando deslocamento para bairros mais bem estruturados e com áreas verdes. O contingente populacional nos bairros exige maiores investimentos por parte da Prefeitura de Belém em áreas livres e verdes, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida dessa população. Peço para a atual gestão de Belém, a construção de uma praça maior no bairro do Jurunas e do Guamá, a melhoria e ampliação da Pça. Princesa Isabel no Condor e uma arborização compatível com a realidade das vias desses bairros.


3. REFERÊNCIAS

CAVALHEIRO, F.; DEL PICCHIA, P. C. D. Áreas verdes: conceitos, objetivos e diretrizes para o planejamento. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, 4. 1992, Vitória . ES. Anais... v. 1. Vitória, 1992. p. 29 . 38.

MOREIRO, A.M.; SANTOS, R.F.; FIDALGO, E.C.C. Planejamento ambiental de áreas verdes: estudo de caso de Campinas-SP. Revista do Instituto Florestal, v. 19, n. 1, p. 19-30, jun. 2007.

NUCCI, J.C. Qualidade ambiental e adensamento urbano. São Paulo, SP: Humanitas, 2001.











quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cartografia da Leptospirose entre 2007 a 2009 em Belém/PA




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. INTRODUÇÃO


A cidade de Belém (PA) localiza-se às margens da Baía de Guajará e Rio Guamá, no estuário do Rio Pará, exatamente a 1 grau de 28' (S) de latitude e 48 graus e 29' (W), com uma altitude média de 5 m acima do nível do mar. Possui um clima quente e úmido, onde o índice pluviométrico fica entre 2.300 mm a 3.000 mm/ano e a umidade do ar alcança quase 90%, contribuindo para a alta incidência de pluviosidade, principalmente entre os meses de dezembro a junho. Em decorrência das condições climáticas propícias, do baixo investimento e eficácia em saneamento básico, da incompetência da Prefeitura em sanar problemas relacionados a ocupação desordenada e de poucos investimentos na área da educação e saúde para a população mais carente, ocorre frequentemente casos de Leptospirose em nossa cidade, atingindo principalmente a população residente em áreas alagáveis, sem a conclusão e ampliação efetiva de projetos de drenagem e de terraplenagem, suscitando na frequência desse mal.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Nessa postagem serão produzidos dois mapas temáticos com base no trabalho de conclusão de curso em Biomedicina intitulado: Leptospirose, um estudo epidemológico e aplicação de medidas preventivas em uma região do município de Belém (PA) de Renan Chaves de Lima defendido em 2009 na Universidade Federal do Pará. Com o auxílio do software francês de Cartografia Temática: Philcarto disponível em http://philcarto.free.fr/. O uso desse software foi utilizado para produzir os seguintes mapas: Espacialização dos casos de leptospirose entre 2007 a 2009 e a Incidência de leptospirose entre 2007 e 2009 para respaldar os comentários.


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Conceituação e causas da leptospirose


A leptospirose (In OMS, 1998), é uma antropozoonose causada por bactérias do gênero Leptospira. A doença ocorre amplamente em países em desenvolvimento como Brasil e Índia, onde constitui um problema sanitário de grande importância, não somente pela gravidade de sua patogenia, mas também como elemento potencial de contágio ao ser humano (ACHA & SZYFRES, 1986; WHO, 2003). É causada pela bactéria Leptospira eliminada principalmente na urina de roedores, permanece em coleções de água a espera da pessoa que nela adentre. Assim, as pessoas podem contaminar-se não apenas ao entrar em áreas urbanas alagadas pela chuva, como também em coleções de águas rurais em lagoas, represas e riachos, no qual a bactérica invade por pequenas lesões de pele ou pelas mucosas.



 Figura 1. Como se contrai e preveni a Leptospirose
Fonte: www.lookfordiagnosis.com

3.2 Leptospirose em Belém

Em Belém, a contração dessa doença ocorre principalmente através do contato com água contaminada pela urina de ratos nas redondezas das casas sem saneamento básico ou em locais onde os alagamentos são constantes, as chamadas "baixadas", sendo frequente nos bairros com essas características, conforme o (MAPA 01).

Mapa 1. Belém - Incidência e frequência de Leptospirose nos bairros entre 2007-2009



 * Não autorizo a utilização, modificação ou divulgação do mapa temático, antes da comunicação prévia com o elaborador Luiz Henrique Almeida Gusmão.
Fonte: GUSMÃO, L. H (2013)


Conforme o mapa 01, é possível afirmar que os bairros com maior frequência de casos de leptospirose entre 2007 a 2009 eram Terra Firme (18), Guamá (17), Jurunas (12), Cabanagem e Pedreira (11), onde a incidência foi considerada alta, estando destacados em vermelho. São bairros muito populosos que convivem com constantes alagamentos, péssimos sistemas de saneamento básico, obstrução constante dos canais por resíduos sólidos e dos esgotos a céu aberto. São bairros da periferia de Belém, onde uma parcela significativa dessa população, vive em moradias precárias e com baixos rendimentos.

Os bairros com incidência média (5 -l 8 casos), estão distribuídos de forma irregular pelo espaço, visto nos bairros: Cremação, Telégrafo, Sacramenta, Marambaia, Marco, Bengui, Parque Verde e Tapanã. São bairros da periferia iguais aos primeiros, com exceção do Marco, onde a situação de alagamento, precário sistema de saneamento básico e acúmulo de resíduos sólidos nas ruas também é comum em algumas partes dos mesmos.

Os bairros com baixa incidência (1  -l  4 casos), estão principalmente no Norte de Belém (Distrito de Icoaraci) e mal distribuídos no restante do espaço. Aparece até mesmo em alguns bairros nobres como Batista Campos, Campina e São Brás, com apenas 1 caso em cada.

A ausência da leptospirose nesse ano foi percebida nos bairros mais estruturados de Belém, no centro da cidade (Sudoeste), visto na Cidade Velha, Nazaré, Reduto e Umarizal, em consequência da localização em terrenos mais altos, menos sujeitos aos alagamentos e com rede de saneamento básico adequado. Porém, alguns bairros periféricos, apesar de desprovidos ou carentes redes de saneamento, também não registraram nenhum caso nesse período, destacando a porção Sudoeste e Oeste de Belém.


Algumas cenas nos bairros com grandes registros da doença são comuns, como o despejo indiscriminado de resíduos sólidos e líquidos nas ruas, canais e "valas", conforme a (FIGURA 01 e FIGURA 02):

Figura 2. Área propícia a proliferação da Leptospirose na Av. Fernando Guilhon (Jurunas)
Fonte: Panoramio

Figura 3. Área propícia a proliferação da Leptospirose no Canal do Tucunduba (Guamá)
Fonte: Panoramio

As péssimas condições de saneamento básico tem acelerado a disseminação e contágio pelas larvas leptospira, atingindo principalmente os mais pobres, por residirem nos bairros ou nas ruas carentes desse serviço público. Muitas vezes, essas pessoas não têm voz nos principais meios de comunicação dessa cidade. Outra insatisfação é que essa doença não é imprevisível, portanto a Prefeitura de Belém tem conhecimento sobre essa realidade e que uma população considerável de Belém, a mais pobre, tem altas chances  de contrair a Leptospirose, restando combater nos pontos mais críticos, conforme o (MAPA 02):


Mapa 2. Belém/PA - Nível de prioridade no combate a leptospirose


* Não autorizo a utilização, modificação ou divulgação do mapa temático, antes da comunicação prévia com o elaborador Luiz Henrique Almeida Gusmão.
Fonte: GUSMÃO, L. H (2013)



O mapa 02 nos mostra o nível de prioridade no combate a leptospirose em razão da frequência dos casos dessa doença. Percebe-se que a maioria das áreas prioritárias está no entorno do centro da cidade (Sudoeste) e as outras duas estão no norte. Em relação as áreas, destacam-se:

Área 1: Corresponde ao bairro do Guamá, Terra Firme, parte de Canudos e Universitário, com nível de prioridade MÁXIMA, por apresentar os maiores casos registrados da doença e portanto, estando mais vulneráveis. É notável que essa área é densamente povoada, principalmente por pessoas com baixo poder aquisitivo que convivem com precariedade de saneamento básico.

Área 2: Corresponde ao bairro da Pedreira, Sacramenta, Telégrafo e parte do Barreiro, com nível de prioridade MEDIANA, por ter sido registrado muitos casos de leptospirose, estando relativamente vulnerável. 

Área 3: Corresponde ao bairro do Jurunas, por apresentar sozinho muitos casos da doença, com nível de prioridade MÁXIMA, por ser muito populoso.

Área 4: Corresponde ao bairro da Cabanagem, Parque Verde, parte do Una e do Mangueirão, apresentando muitos casos de leptospirose, com nível de prioridade MEDIANA.

Área 5: Corresponde ao bairro do Tapanã, por apresentar razoáveis casos confirmados, com nível de prioridade MEDIANA.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os mapas nos revelam a situação da Leptospirose em Belém, no qual os bairros mais populosos e pobres da cidade estão mais sujeitos a doença como Guamá, Jurunas, Terra Firme, Cabanagem e Pedreira, onde a incidência é alta, evidenciando aonde a Prefeitura de Belém deve atuar mais rapidamente, no sentido de atenuar esses casos, através do aceleramento e da efetivação dos projetos de saneamento básico. É evidente que os bairros de classe média e alta da cidade quase não existe caso de Leptospirose, resultado de políticas públicas mais efetivas nos mesmos. Clamo para a atual gestão da cidade de Belém, um compromisso sério e justo na democratização do abastecimento de água potável, o manejo de resíduos sólidos, controle de agentes e pragas patogênicos, na coleta e tratamento de esgoto e limpeza urbana, principalmente daqueles mais necessitados que muitas vezes, não têm os seus direitos de cidadão contemplados, mas que são procurados na época de eleição.




5. REFERÊNCIAS

ACHA, P.N & SZYFRES, B. Leptospirosis - Zoonosis y enfermedades transmisibles comunes al hmbre y a los animales. Organizacion Panamericana de la Salud. Washington, 1986.


Lima, C. Renan. Leptospirose, um estudo epidemológico e aplicação de medidas preventivas em uma região do município de Belém (PA). (Trabalho de Conclusão de curso em Biomedicina). UFPA. 2009.



http://www.panoramio.com. (Acesso em 03/07/2013)

Software Philcarto. Disponível em http: philcarto.free.fr.