sexta-feira, 5 de julho de 2019

Mapas Mega Detalhados dos bairros de Ananindeua/PA




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Mapas Mega Detalhados dos bairros de Ananindeua/PA

O município de Ananindeua possui 525 mil habitantes (IBGE, 2019) e é o terceiro maior da Amazônia, atrás somente de Manaus e Belém. Apesar dos bairros de Ananindeua não serem reconhecidos oficialmente, é possível adquirir Mapas Detalhados dos Bairros, assim como da cidade.

Para a construção dos mapas dos bairros, utilizou-se os setores censitários do IBGE (2010) como forma de aproximação do limite de cada um.

Abaixo, há uma lista dos bairros que podem ser encomendados em forma de mapa, visando atender a sua empresa ou pesquisa científica.


01. 40 Horas
02. Águas Brancas
03. Águas Lindas
04. Atalaia
05. Aurá
06. Centro
07. Cidade Nova
08. Coqueiro
09. Curuçambá
10. Distrito Industrial
11. Geraldo Palmeira
12. Guajará
13. Guanabara
14. Heliolândia
15. Icuí
16. Jaderlândia
17. Jibóia Branca
18. Júlia Seffer
19. Levilândia
20. Maguari
21. Paar


Nos mapas, os seguintes dados podem ser incluídos:


01. Ruas principais
02. Ruas secundárias ou terciárias
03. Supermercados, Farmácias, Bares, Shoppings, etc
04. Rios e igarapés


Os mapas abaixo são apenas amostras de trabalho. Quando solicitado, todas as marcas d'água serão retiradas e o(s) produto(s) serão melhorados conforme as exigências do solicitante.


*É proibido o uso total ou parcial do mapa acima


 *É proibido o uso total ou parcial do mapa acima


*É proibido o uso total ou parcial do mapa acima 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. As 30 Melhores e Piores cidades para viver no Brasil

Baseado no estudo desenvolvido pelo Observatório das Metrópoles sobre Bem-Estar Urbano 2015 (IBEU), que incluiu 5 variáveis sobre diversos temas, estamos compartilhando a lista das melhores e piores cidades do Brasil para viver. A pontuação varia entre 0 (pior) e 1 (melhor) para todas as variáveis, sendo calculado uma média no final.

1 - Mobilidade Urbana (É considerado como tempo de deslocamento adequado quando as pessoas gastam até 1 hora por dia no trajeto casa-trabalho).
2 - Condições Ambientais Urbanas (arborização do entorno dos domicílios, esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios e lixo acumulado no entorno dos domicílios)
3 - Condições Habitacionais (aglomerado subnormal, densidade domiciliar, densidade morador/banheiro, material das paredes dos domicílios e espécie do domicílio)
4 - Serviços Coletivos Urbanos (atendimento adequado de água, atendimento adequado de esgoto, atendimento adequado de energia e coleta adequada de lixo)
5 - Infraestrutura Urbana (Iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros)




Fonte da imagem: Pixabay/FreeCreativeStuff
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


**Os cálculos foram feitos pelo Observatório das Metrópoles e todos os dados são oriundos do Censo Demográfico de 2010



2. As 30 Melhores Cidades para viver

Na lista das melhores, 24 estão localizadas no Estado de São Paulo, 4 em Minas Gerais, 1 no Paraná e 1 em Santa Catarina (Tabela 1):



Tabela 1: As 30 cidades com melhor Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)
Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)


Entre as cidades listadas acima, a maioria é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. No entanto, chama atenção algumas cidades maiores como: Votuporanga/SP (10°), Balneário Camboriú/SC (14°) e Maringá/PR (28°), mostrando que cidades médias também podem oferecer excelentes condições de vida para a população.

Entre os critérios analisados, o melhor refere-se as condições ambientais, ou seja, há forte presença de arborização, a dificuldade de encontrar lixo espalhado pelas ruas e a quase ausência de esgoto a céu aberto. Todas as cidades acima e aquelas com índice superior a 0,900 foram consideradas muito boas, conforme o Observatório das Metrópoles (2016).




3. As 30 Piores Cidades para viver

Já na lista das piores, destacam-se: 10 do Maranhão, 10 do Pará, 7 do Amazonas e 3 do Amapá (Tabela 2):


Tabela 2: As 30 cidades com pior Índice de Bem-estar urbano do Brasil (2016)



Fonte: Elaborado pelo autor com dados do IBGE (2010) coletados pelo Observatório das metrópoles - IBEU (2016)

Já entre as piores, a maioria também é pequena com população inferior a 50.000 habitantes. Contudo, também há cidades maiores e outras em áreas de grandes conflitos fundiários, tais como: Pacajá, Vitória do Xingu e Anapu no Pará. Na lista também há cidades bastante pobres, como as do norte do Maranhão e outras ao longo de rios no Amazonas. Ademais, por ironia do destino, a última colocada leva um dos nomes mais conhecidos na política: Presidente Sarney/MA. 

Muitas dessas cidades têm índices que correspondem a apenas 46% do índice das melhores cidades, o que revela um verdadeiro abismo em termos de bem-estar da população. Para enquadrar as cidades no que se refere ao bem-estar, utilizou-se o critério: entre 0,600 e 0,500 (ruim) e inferior a 0,500 (muito ruim), conforme o Observatório das Metrópoles (2016).

Entre os critérios avaliados, o pior refere-se a infraestrutura urbana, ou seja, a presença de iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo, rampa para cadeirantes e logradouros, o que dificulta as condições de circulação e facilita as chances de adquirir doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado.


4. Conclusão

Diante dos dados sobre bem-estar urbano, podemos afirmar que há vários "Brasis" dentro do Brasil, devido as grandes desigualdades sociais no país. É indispensável que os governos locais reduzam tais contrastes sociais, através da implementação de diversas políticas públicas e do combate a corrupção, de modo a oferecer melhores condições de vida a população.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Jogo de Mapas: Conhece as capitais estaduais brasileiras abaixo?



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Jogo de Mapas: Conhece as capitais estaduais brasileiras abaixo?

Frequentemente nesse blog há compartilhamento de dicas de geoprocessamento, análises ambientais ou mesmo propaganda dos meus serviços, mas e os jogos? Jogos, além de serem divertidos, despertam a nossa curiosidade e instigam o nosso conhecimento e memória. 

Pensando nisso, você consegue reconhecer as capitais estaduais brasileiras abaixo? As respostas estão no final do post, então vamos lá!

Obs: *As áreas em roxo são áreas urbanas. Retiramos as coordenadas geográficas para dificultar.


Município 1
a) São Paulo
b) Rio de Janeiro
c) Belo Horizonte
d) Curitiba


Município 2
a) Belém
b) Goiânia
c) Brasília
d) Vitória


Município 3
a) São Luís
b) João Pessoa
c) Salvador
d) Florianópolis


Município 4
a) Rio Branco
b) Boa Vista
c) Porto Velho
d) Manaus


Município 5
a) João Pessoa
b) Natal
c) Recife
d) Maceió


Município 6
a) Cuiabá
b) Rio Branco
c) Macapá
d) Campo Grande


Município 7
a) Teresina
b) Belém
c) Aracaju
d) Manaus


Município 8
 a) Belo Horizonte
b) Rio de Janeiro
c) São Paulo
d) Manaus


Município 9
a) Porto Alegre
b) Rio de Janeiro
c) Aracaju
d) Brasília


Município 10
a) Boa Vista
b) Curitiba
c) Belém
d) Recife




2. Quantidade de acertos

0 - Não preciso dizer nada, rsrs.
1 ou 2 - Péssimo
3 ou 4 - Ruim
5 ou 6 - Regular
7 ou 8 - Bom!
9 - Excelente!
10 - Perfeito!







3. Respostas

01. São Paulo (A)
02. Goiânia (B)
03. Florianópolis (D)
04. Porto Velho (C)
05. João Pessoa (A)
06. Campo Grande (D)
07. Teresina (A)
08. Rio de Janeiro (B)
09. Brasília (D)
10. Belém (C)



terça-feira, 25 de junho de 2019

Plataforma das Unidades de Conservação (UC) do Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Plataforma das Unidades de Conservação do Brasil

O ISA (Instituto Socioambiental Ambiental) mantém uma Plataforma Digital do ISA que disponibiliza informações sobre as Unidades de Conservação do Brasil (UC/BR). O ISA segundo o site, é uma ONG da sociedade civil brasileira, cuja missão é propor soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, entre outros (ISA, 2019).



Figura 1. Portal inicial do Instituto ISA
Fonte: ISA (2019)


O mais interessante da plataforma é a pesquisa por qualquer Unidade de Conservação (UC) do país. Entre os dados possíveis de obter estão:

01. Tamanho da área
02. Categoria
03. Instância
04. Decreto de criação
05. Ano de criação
06. Mapa
07. Municípios englobados
08. Características ambientais
09. Dados de gestão
10. Documentos jurídicos
11. Taxas de desmatamento
12. Focos de calor
13. Contato
14. Notícias da UC


Enfim, é possível saber praticamente tudo de cada Unidade de Conservação (UC) do Brasil. A partir disso, a plataforma pode subsidiar pesquisas sobre determinada área e ainda é possível comparar duas unidades. 

Vejamos alguns prints screens captados no site do ISA que nos ajudam a visualizar a plataforma.



Figura 2. Exemplo de downloads disponíveis sobre documentos jurídicos de uma unidade de conservação
 Fonte: ISA (2019)


Figura 3. Exemplo de dados disponíveis sobre unidade de conservação
 Fonte: ISA (2019)


Figura 4. Exemplo de mapa digital disponíveis no site do ISA
Fonte: ISA (2019)


Nesse sentido, a plataforma mostra-se interessante para estudantes de graduação e pós-graduação nas áreas de Geografia, Gestão Ambiental, Sociologia, Direito Ambiental, Engenharia Ambiental e outras áreas correlatas.

**Então, gostou do site? Já conhecia? Como essa plataforma pode ajudar as suas pesquisas? Conte-nos!

*** Os prints screens do site do ISA são apenas formas de divulgar a plataforma. Não temos direitos autorais das fotos e imagens compartilhadas aqui. Todas são do Instituto Socioambiental (ISA)




sábado, 22 de junho de 2019

Municípios defrontantes com o mar (SHP e tabelas do IBGE)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Municípios defrontantes com o mar (SHP e tabelas do IBGE)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) disponibilizou na sua plataforma dados geoespaciais dos municípios defrontantes com o mar. Resumidamente são aqueles diretamente banhados pelo Oceano Atlântico, abrangendo desde Oiapoque (AP) a Santa Vitória do Palmar (RS).

Ao todo, são 280 municípios inseridos em 17 unidades da federação (IBGE, 2018). 





Algumas curiosidades sobre essa região marítima do país:

1. Os maiores municípios em área são: Oiapoque (AP), Calçoene (AP), Chaves (PA), **Lagoa dos Patos (RS), Amapá (AP) e Macapá (AP).

**Embora a Lagoa dos Patos não seja um município, a mesma está inclusa na lista do IBGE. 

2. Os menores municípios em área são: Fernando de Noronha (PE), Senador Georgino Avelino (RN), Cabedelo (PB), Bombinhas (SC) e Imbé (RS).

3. Os estados que mais possuem municípios nessa zona são: Maranhão (33), Bahia (30), Santa Catarina (27) e Rio de Janeiro (25).

4. Os estados que possuem menos municípios nessa zona são: Amapá (4), Piauí (4) e Paraná (5).


***Na nota técnica, o IBGE ressalta que o arquivo não representa a linha média das marés, nem a influência da dinâmica marítimo-litorânea, ou mesmo as reentrâncias típicas do litoral brasileiro como: deltas, baías e outros sistemas (IBGE, 2018). No entanto, vale a pena baixar a informação para ser utilizada em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) para diferentes finalidades.

Então, você já tem esse dado do IBGE? o conhecia? já desenvolveu algum trabalho específico ou necessita de uma consultoria para desenvolver um? Entre em contato e teremos o compromisso de ajudar você!




quarta-feira, 29 de maio de 2019

Banco de Dados Ambientais do IBGE - Plataforma




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
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1. Banco de dados ambientais do IBGE, você conhece?

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o maior provedor de dados do Brasil, pois suas pesquisas relatam a situação do país em diversos âmbitos. A questão ambiental também está inserida nesse contexto e ganhou uma Plataforma de Dados Ambientais com a divulgação de informações sobre Geomorfologia, Geologia, Pedologia, Vegetação e Uso e Cobertura da Terra.


Arte: Luiz Henrique A. Gusmão
Fonte: FreePhotos por Pixabay


O intuito do IBGE é facilitar o acesso de dados ambientais do país, permitindo visualizar, quantificar e baixar as informações em Jpeg e Shapefile. Para quem trabalha na área de geoprocessamento, a plataforma disponibiliza automaticamente os dados supracitados em formato shapefile para todos os estados, DF e municípios do Brasil. Veja o exemplo abaixo com a busca pelos solos do Brasil, com uma coluna ao lado contendo a legenda e a caixa de "exportar": 



Figura 1. Representação dos solos do Brasil na plataforma BDIA do IBGE
 Fonte: IBGE 


Além dos dados, há na plataforma um dicionário, que permite a você compreender melhor a origem dos dados, a metodologia usada para a confecção dos produtos e a explicação detalhada da legenda, inclusive com as referências!



Figura 2. Dados no campo "dicionário" da plataforma do IBGE
Fonte: IBGE


A partir da plataforma é possível ensinar sobre os conceitos apresentados pelo IBGE com a ajuda dos mapas hospedados no site. É uma forma rápida de ensinar e mostrar informações ambientais importantes aos estudantes de ensino fundamental ou médio e até universitários.


Então, você gostou da dica? Já conhecia essa plataforma do IBGE? Conte a sua experiência com a mesma. Ficaremos satisfeitos se conseguirmos ajudar você!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mapas das Doenças no Brasil pela falta de saneamento básico



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas das Doenças no Brasil pela falta de saneamento básico

O saneamento básico consiste nas seguintes atividades: coleta e tratamento de esgoto, abastecimento de água potável, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e das águas pluviais, sendo indispensável para que todos possam ter uma vida mais digna, distantes de agentes patógenos que se desenvolvem em um ambiente não saneado.

Apesar do saneamento ser um direito assegurado pela Constituição Federal e definido pela Lei n° 11.445/2007, nem todos os brasileiros têm acesso, o que contribui para o acirramento das desigualdades sociais no país e a proliferação de doenças decorrentes da carência ou ausência desse serviço.


Arte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte da imagem: Portal Saneamento Básico


A partir dos dados do DATASUS compilados no portal do TRATA BRASIL foi possível comparar a quantidade de internação no Brasil por doenças diretamente associadas a falta de saneamento: dengue, diarreia, febre amarela, leptospirose, malária e esquistossomose, para os anos de 2010, 2014 e 2017.

*Embora o título destaque a palavra "Mapa", nessa postagem os produtos foram tratados como figuras.


2. Ocorrências das doenças

Entre as seis doenças relacionadas a falta de saneamento básico, a diarreia foi a mais frequente em todos os anos, sempre com valores acima de 200.000 casos. Em seguida, a dengue é a enfermidade mais recorrente com valores acima de 19.000. Já aquelas com menos casos destacaram-se: esquistossomose e febre amarela (Figura 1).


Figura 1. Quantidade de internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor


No entanto, quando se compara a variação das  internações entre 2010 e 2017, os casos reduziram drasticamente, especialmente a dengue (-79%), malária (-62%) e diarreia (-53%). Por outro lado, o número de casos de febre amarela explodiu no Brasil aumentando 2.246% em 7 anos (Figura 2).


Figura 2. Variação de internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico entre 2010 e 2017
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor


Como podemos perceber na figura acima, as internações associadas a falta de saneamento reduziram ao longo do tempo, com exceção da febre amarela. Vários surtos de febre amarela aconteceram no país em um lapso veloz de tempo ao ponto das organizações responsáveis pela vacinação e pesquisa serem surpreendidos, o que contribuiu para o aumento exagerado de casos.

Para Siqueira, M, et al (2017), a falta de saneamento acarreta diversos impactos negativos sobre a saúde da população. Além de prejudicar a saúde individual, eleva os gastos públicos e privados com saúde, com o tratamento de doenças (Siqueira, M, et al, 2017).

Essa constatação dos pesquisadores se dá quando averiguamos o total gasto com as internações por doenças associadas a falta de saneamento. Segundo o TRATABRASIL (2017), o governo federal gastou mais com internações por causa de diarreia do que qualquer outra doença citada aqui. Ao todo, foram 88 milhões de reais gastos com essa doença, seguido por despesas com a dengue e leptospirose (Figura 3)


Figura 3. Valor gasto com internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico em 2017
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor




3. Conclusões

A internação por diarreia é a que mais aflige os brasileiros em decorrência da carência de saneamento básico, com valor acima de 200.000 casos, seguido pela dengue e malária. Em sete anos, houve redução das internações da maioria das doenças, com exceção da febre amarela. O gasto público com internações é maior com a diarreia e leptospirose. 



4. Referências


DATASUS. Disponível em http://datasus.saude.gov.br/

TRATABRASIL. Disponível em http://tratabrasil.com.br/comunicacao/painel-saneamento-brasil


SIQUEIRA, Mariana., ROSA, Roger., BORDIN, Ronaldo. et al. Internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado na rede pública de saúde da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2010-2014.  Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, DF, 26(4):795-806, out-dez 2017.