quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cartografia das Chacinas na Grande Belém





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Chacinas na Grande Belém

Uma chacina ocorre quando vários homicídios são registrados simultaneamente em um curto período de tempo, podendo ser cometido por pessoas de maneira isolada ou por organizações. Esses episódios são abomináveis e vêm ocorrendo com certa frequência nos centros urbanos ou na zona rural, pois normalmente há excesso de poder e força de um lado contra o outro. 

Na Grande Belém, capital do Estado do Pará, em um intervalo de 20 anos, ao menos 6 chacinas de moderada e alta proporção aconteceram. Muitos casos ainda não foram sequer investigados, o que gera uma preocupação muito grande por parte da população, principalmente aquela que reside nas periferias das cidades. Nessa postagem, o objetivo é realizar um registro das maiores chacinas que ocorreram na cidade, com o intuito de destacar onde tais tragédias mais aconteceram.




Figura 1. Ato público em São Paulo para lembrar vítimas de chacinas na Candelária
Fonte: Jornal Estadão (2013)


1.1 Chacina no Paar - Ananindeua (1995)

Em maio de 1995, ocorreu a primeira grande chacina na Região Metropolitana de Belém no bairro do Paar no município de Ananindeua, quando 2 policiais, 2 investigadores e 1 delegado foram mortos na Seccional do Paar por 5 bandidos logo após a morte de 1 traficante da área.


Mapa 01. Bairro com caso de chacina em Ananindeua (1995)
Fonte dos dados: Blog do Paar (2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas fatais = 5


1.2 Chacina no bairro da Cabanagem (2010)

Em 2010, 4 pessoas foram mortas em uma mesma casa no bairro da Cabanagem em Belém, caracterizando como uma chacina. Segundo relatos dos moradores, o episódio ocorreu por causa de discussões entre vizinhos. Os executores receberam 112 anos de reclusão no total.


Mapa 02. Bairro com caso de chacina em Belém (2010)
Fonte dos dados: G1 Notícias (outubro de 2010)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas = 4



1.3 Chacina no Distrito de Icoaraci - Belém (2011) 

Em novembro de 2011, 6 adolescentes foram assassinados em frente ao Instituto de Previdência de Belém (Ipamb) por tiros vindos de dois homens em uma moto. Cinco deles morreram no local, enquanto um faleceu durante o encaminhamento ao hospital. O principal responsável foi um Ex-Policial Militar que foi condenado a 120 anos de reclusão, que também fazia parte de um grupo de extermínio da RMB.


Mapa 03. Bairros com casos de chacina em Belém (2011)
Fonte dos dados: Jornal Diário do Pará (janeiro de 2011)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas fatais = 6

1.4 Chacina de Belém em 2014

Em Novembro de 2014, 11 pessoas foram vítimas de uma massacre ocorrido em vários bairros de Belém, a maioria era jovem. O episódio ocorreu logo após logo um policial ter sido vítima de uma "emboscada" no bairro do Guamá e perder a sua vida. Segundo as testemunhas e o resgate de fichas criminais, todos não tinham "passagem pela polícia", ou seja, não possuíam nenhum crime registrado. Caso alguns tivessem, ainda assim seria um massacre e algo imperdoável, pois somente as autoridades jurídicas devem penalizar conforme os atos.


Mapa 04. Bairros com casos de chacina em Belém (2014)
Fonte dos dados: Jornal Diário do Pará (janeiro de 2014)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas fatais = 11


1.5 Chacina da Grande Belém (2017)

Em janeiro de 2017, houve uma "onda de violência" na Região Metropolitana de Belém (RMB), logo após o homicídio de um policial da ROTAM (Ronda Tática Metropolitana) no bairro da Cabanagem. Muitos especulam que os homicídios caracterizados como execuções foram retaliações por causa da morte do policial. Os crimes ocorrera em vários bairros da capital, assim como em Ananindeua e Marituba. A maioria das execuções ocorreu em bairros periféricos da RMB (Mapa 4).



Mapa 05. Bairros com casos de chacina em Belém, Ananindeua e Marituba (2017)
Fonte dos dados: Jornal Diário do Pará (janeiro de 2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas fatais = Mais de 20



1.6 Chacina do Condor (2017)

Em maio de 2017, cerca de 4 pessoas foram assassinadas no bairro do Condor em Belém (Mapa 5). As vítimas assistiam televisão em um bar quando homens encapuzados chegaram em motocicletas e dispararam contra as pessoas. Outras 14 pessoas foram feridas no local e até o presente momento, possuíam um quadro estável.




Mapa 06. Bairro com caso de chacina em Belém (2017)
Fonte dos dados: G1 Notícias (Maio de 2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Vítimas fatais = 4


2. Distribuição espacial das vítimas por chacina na Grande Belém


Com base na avaliação das 6 maiores chacinas que ocorreram na Grande Belém com divulgação na mídia digital com grande repercussão, foi elaborado um mapa que destaca a distribuição espacial das vítimas em chacinas por bairro. É evidente que o número de vítimas pode ser maior, porém já é válido realizar um levantamento preliminar. 


Mapa 07. Homicídios em chacinas por bairro na Grande Belém (1995-2017)
Fonte dos dados: Blog do Paar (2017) e Jornal Diário do Pará (2010, 2011, 2014 e 2017), confirmados pela SEGUP/PA (Secretaria de Segurança Pública do Pará) conforme reportagem no mesmo.
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Segundo o mapa, mais de 50 pessoas já foram vítimas de chacinas entre 1995 e 2017, que tiveram grande repercussão local, predominando na cidade de Belém. Os bairros da Agulha, Terra Firme, Condor e Paar foram aqueles que mais registraram vítimas de chacinas, em que todos fazem parte das periferias da cidades, onde grande parte de sua população é de baixa renda e reside em bairros bastante desfavoráveis no que se refere a infraestrutura urbana.

Os bairros do Guamá, Cabanagem, Benguí, Parque Verde, Jurunas, Castanheira, Guanabara, Una e Curuçambá são aqueles que tiveram entre 2 e 4 vítimas de chacinas, todos da periferia da Região Metropolitana de Belém.  

No centro de Belém, apenas o bairro da Campina registrou 1 vítima por chacina, revelando que a maioria das chacinas ocorre na periferia da cidade. Em Ananindeua, somente o Cj. Cidade Nova 5 registrou uma ocorrência, diferente do centro de Marituba e das demais cidades da Grande Belém com nenhum caso (Mapa 08).




Mapa 08. Áreas com maiores vítimas de chacina em Belém e Ananindeua (1995-2017)
Fonte dos dados: Compilação e Processamento do Blog do Paar (2017) e do Jornal Diário do Pará (2010, 2011, 2014 e 2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor do mapa

Conforme o mapa, é visível que há 4 zonas que mais ocorreram vítimas por chacina na cidade de Belém e Ananindeua. Em Belém, a zona 1 corresponde aos bairros do Jurunas, Condor, Guamá e Terra Firme, com registro de mais de 10 vítimas. 

A zona 2 corresponde aos bairros do Benguí, Parque Verde, Cabanagem e Una, com registro maior que 10 vítimas. A zona 3 corresponde ao bairro da Agulha (Icoaraci) que registrou uma chacina em 2010, quando 6 jovens foram assassinados. Por último, a zona 4 em Ananindeua corresponde aos bairros do Paar, Icuí e Curuçambá, com registro próximo a 10. 


3. CONCLUSÃO

As chacinas são retaliações criminosas realizadas por grupos que impõe força e medo na sociedade, causando grande número de homicídios em curto espaço de tempo, em que os criminosos devem ser julgados e condenados conforme a Justiça. Na região metropolitana de Belém, as chacinas ocorrem principalmente na periferia, com destaque para os bairros do Sul e Centro-Oeste de Belém, assim como o norte do município de Ananindeua.


4. REFERÊNCIAS


Blog do Paar. A Chacina do Paar. Disponível http://bairrodopaar.blogspot.com.br/2014/05/a-chacina-do-paar.html


Diário do Pará. Disponível em http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/10/justica-condena-acusados-de-participacao-em-chacina-em-belem.html, 2012.

Diário do Pará. Disponível em http://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-391387-em-2-dias-24-pessoas-sao-mortas-na-grande-belem.html, 2017.

Diário do Pará. Disponível em http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/10/ex-pm-e-condenado-120-anos-de-prisao-por-chacina-de-icoaraci.html, 2014.

Diário do Pará. Chacina em Belém é marcada por impunidade. Disponível em http://m.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-364384-%E2%80%9Cchacina-de-belem%E2%80%9D-e-marcada-pela-impunidade.html, 2016.

Estadão, Jornal. Disponível em http://politica.estadao.com.br/blogs/roldao-arruda/contra-chacinas-anistia-internacional-pede-mudanca-na-pm/, 2013.

G1. Governo confirma cinco mortos em chacina em Belém no bairro do Condor, Belém. Disponível http://g1.globo.com/pa/para/noticia/segup-confirma-cinco-mortos-em-chacina-no-bairro-da-condor-em-belem.ghtml, 2017.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto


Olá leitores, hoje compartilho o link que dá acesso aos Anais dos artigos científicos do XVIII Simpósio de Sensoriamento Remoto que aconteceu no mês de maio em Santos/SP. Foram 1.052 trabalhos sobre diversas temáticas (53) como:


Ao lado está o link https://proceedings.galoa.com.br/sbsr. Você pode realizar o download dos artigos, inspirar-se e quem sabe publicar no próximo simpósio que acontecerá em 2019. Entre os vários artigos publicados, eu (Luiz Henrique) consegui enviar 3 e todos foram aprovados. Segue o link para ter acesso. https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/autores/luiz-henrique-almeida-gusmao.

O primeiro artigo em que fui o autor principal e os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (Dr. Orlando dos Santos Watrin e Dr. Moisés Mourão Jr) foram co-autores intitula-se: "Dinâmica da Agricultura Anual no polo de Santarém, oeste do Estado do Pará, no período de 2004/2014". https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-da-agricultura-anual-no-polo-de-santarem-oeste-do-estado-do-para-no-periodo-de-20042014.  

Os demais artigos fui co-autor. O segundo é sobre a "Dinâmica do uso e ocupação da terra das áreas desflorestadas no município de Novo Progresso, Paráhttps://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-do-uso-e-ocupacao-da-terra-das-areas-desflorestadas-no-municipio-de-novo-progresso-pa

O terceiro e último artigo é sobre o "Estudo dos focos de calor no município de Parauapebas (PA) entre 2005 a 2015". https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/estudo-dos-focos-de-calor-no-municipio-de-parauapebas-pa-no-periodo-de-2005-a-2015.














domingo, 2 de julho de 2017

Mapeamento de áreas de preservação permanente no ArcGis (Livro)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Livro - Mapeamento de áreas de preservação permanente no ArcGis (Livro)


Caros, essa postagem tem o objetivo de compartilhar um livro feito por professores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) sobre como mapear áreas de preservação permanente utilizando o software ArcGis. 

Segundo os autores, a proposta do livro é ensinar, passo a passo, numa linguagem clara e interpretável, como utilizar as ferramentas do software ArcGis 9.3, para o mapeamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs). Segue o link do site Geomática, onde o material está disponível para download. 





Figura 1. Capa do livro


O material oferecido pelo Mundo Geomática é uma ótima oportunidade e gratuita, de aprimorar os seus conhecimentos na área de Geotecnologia aplicado ao Meio Ambiente. Que tal compartilhar com os seus amigos universitários? 

É um excelente recurso para aprofundar os conhecimentos até mesmo no ArcGis, como forma de revisar alguns conteúdos ou readaptar para o QGIS, caso queira usá-lo. No site, há outros livros com diferentes aplicações, sempre na área ambiental, então confira: http://www.mundogeomatica.com.br/



sábado, 1 de julho de 2017

Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará






Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Áreas Urbanas mapeadas pela Embrapa - Campinas/SP

Atualmente, as cidades representam a forma de ocupação do território que concentra a moradia da maior parte da população humana em quase todos os países, responsáveis por reunir um conjunto significativo de serviços públicos e privados, de produção industrial e trocas comerciais, de intenso intercâmbio cultural, de aglomeração de pessoas e de capital (EMBRAPA, 2017). Recentemente, houve um esforço de pesquisadores e analistas da Embrapa com sede em Campinas/SP na localização, atualização, delimitação e quantificação das áreas urbanas do Brasil, sendo publicado na série documentos da instituição e em seguida compartilhado para a sociedade em geral. 

Conforme a Embrapa (2017), para a identificação e o mapeamento das áreas urbanas do país, foi utilizado a base de setores censitários do IBGE de 2010, em que tal base foi integrada a um SIG conjuntamente com imagens de satélites recentes e de alta resolução espacial disponibilizados por meio do map service World Imagery na plataforma ArcGis 10.3


Figura 1. Área Urbana
Fonte: geoensino



2. Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará em 2015

Conforme os dados da Embrapa (2017), a área urbana do Estado do Pará é de 1.612,8 Km² distribuídos pelos 144 municípios. Dos 1.247.954,6 Km² do Estado, apenas 0,13% é ocupado por áreas urbanas em 2015 (EMBRAPA, 2017) com uma população de 5.191.559 (IBGE, 2010), demonstrando que uma parte considerável do seu território é formado por florestas e rios. Dessa maneira, podemos afirmar que 99,87% do Pará é caracterizado como rural, onde vivem 2.389.492 de pessoas (IBGE, 2010). Dentre as maiores áreas urbanas, destacam-se aos dos municípios: Belém, Marabá, Santarém, Ananindeua, Parauapebas, Castanhal, Barcarena, Altamira, Redenção e Marituba (Mapa 1):

Mapa 01. Áreas Urbanas do Estado do Pará (2015) 
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Segundo o mapa acima, as maiores áreas urbanas do Estado do Pará estão relativamente dispersas pelo território, porém há uma aglomeração no entorno de Belém, correspondendo a sua região metropolitana com 2,4 milhões de habitantes (IBGE, estimativa de 2015) e uma área urbana de 407 Km². Os 10 municípios com as maiores áreas urbanas possuem 45,2% do total do Pará (Tabela 1) e os 134 municípios detêm 54,8%.


Tabela 1. As 10 maiores áreas urbanas do Estado do Pará (2015)
Fonte: Embrapa (2017)

Mediante os arquivos geoespaciais elaborados pela Embrapa (2017), nós realizamos o zoom em algumas regiões do Pará para enfatizar as áreas urbanas. O segundo mapa abaixo enfatiza as áreas urbanas no entorno da capital, em que é evidente a maior aglomeração das mesmas, destacando-se por exemplo as cidades de Barcarena, Abaetetuba, Salvaterra, Soure, Capanema, Bragança, Salinópolis, Cametá e Paragominas (Mapa 2)


Mapa 02. Áreas urbanas no entorno de Belém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)


No terceiro mapa, foram destacadas as principais cidades ao longo do Rio Amazonas e parte do Rio Tapajós. A ênfase do mapa abaixo centrou-se no entorno da cidade de Santarém (Mesorregião do Baixo Amazonas), onde podemos visualizar as cidades de Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Juruti e outras.



Mapa 03. Áreas urbanas no entorno de Santarém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
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No quarto mapa, foram destacadas as áreas urbanas no entorno das cidades de Marabá, Parauapebas e Redenção, no Sudeste Paraense. Entre as cidades dessa região, merecem destaque as cidades de Canaã dos Carajás, São Domingos do Araguaia, Xinguara e Conceição do Araguaia (Mapa 3), a última já no limite com o Estado do Tocantins.



Mapa 04. Áreas urbanas no entorno de Marabá, Parauapebas e Redenção (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do autor.
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3. CONCLUSÕES

A área urbana do Estado do Pará ocupa menos de 1% do seu território e as principais aglomerações estão no entorno de Belém, enquanto as demais estão dispersas no território. O trabalho realizado pela Embrapa de Campinas/SP mostra a relevância do mapeamento das áreas urbanas do país inteiro, onde é possível ter acesso aos arquivos vetoriais e dados estatísticas sobre as mesmas.


4. REFERÊNCIAS


FARIAS, A. R.; MINGOT, R.; SPADOTTO, C. A.; LOVISI FILHO, E. Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil. Campinas: Embrapa Gestão Territorial, 2017. 5 p. (Embrapa Gestão Territorial. Comunicado Técnico, 05). Acesso em 27/06/2017. Disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/24117999/estudo-da-embrapa-gestao-territorial-mapeia-areas-urbanas-no-brasil


IBGE. Base de Informações do Censo Demográfico 2010: resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro: MPOG, 2011.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Canvas Course, Geoprocessing and Maps




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Canvas Courses, Geoprocessing and Maps


The Canvas Courses Online is an interesting platform to learn something related to Marketing, English, Bussiness, Professional Web, Biology, Math, Geoprocessing and others sciences. The most important this platform is its quality and is totally free. I am learning more about Geoprocessing, spite of being graduated in Geography in University Federal of Para State (Brazil) and have worked much time in the Laboratory of Remote Sensing at Embrapa Amazônia Oriental, in my city Belém/PA. Today, I am going to share some maps made myself during two weeks. I am late in the course online of Geoprocessing, however, I am going to watch the next lessons.

The first map made myself is a classic: "Map of countries by population - 2007". The year about information is very old, but the most important were make a map using the cartographic representation "Choropleth". This map, I have scored 9.5 by grade. I was happy with the score.

Map 01. Countries by population (2007)
Fonte: USGS 2008, prepared by Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)

I know that the best way to represent this map is through Geometric Figures, but the orientation was used "Choropleth", despite the information is quantitive.

The second map that I did was about localization of the University of West Florida in the county of Escambia, United States. It is a typical map of localization, wherein it was necessary to mapper the University of West Florida, Escambia's Cities, Rivers, Interstate, Escambia County, Santa Rosa County, State of Alabama and Hydrography too (Map 2).


Map 2. University of West Florida Main Campus, Florida (2017)
Fonte: USGS 2008, prepared by Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)

All maps were prepared in ArcGIS trial, it is available in the course online. Approximately, I have spent 2 hours and 30 minutes to finish this map. Moreover, I have scored 10.0 by grade. I was very happy with the score too. So, this online course of Geoprocessing is awesome and I recommended to Geography's students and Geoprocessing's students, but it is necessary to know English and the minimum knowledge in Cartography and Geoprocessing.






quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mapas Sequenciais, Temporais ou em Série



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Mapas sequenciais ou temporais em série

Segundo Martinelli (2011), os mapas em série de modo temporal são indicados para apreciar mudanças de determinada manifestação ocorridas ao longo do tempo. No conjunto de mapas, o tempo varia, a base cartográfica permanece inalterada, a variável permanece a mesma e o fenômeno manifesta-se conforme a disposição do tempo.

Nesse tipo de representação cartográfica, deve ser assegurada que a escala, a base cartográfica, as cores, as texturas e os layouts permaneçam iguais em todos quadros, como forma de valorizar o fenômeno em questão. É possível também fazer mapas e figuras sequenciais de modo animado através do Powerpoint, dos programas da Adobe e outros específicos.


2. ANÁLISE DE MAPAS EM SÉRIE, O CASO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM UMA COMUNIDADE DE BARCARENA, PARÁ.

Na figura abaixo, o objetivo era evidenciar a disposição de resíduos sólidos ao longo de 10 anos na comunidade de Murucupi, no município de Barcarena/PA. No primeiro quadro (Figura 1) em 2005, podemos perceber que o lixo estava bastante esparsado pela comunidade, não havia ocupação nas redondezas e a unidade de compostagem ainda estava ativada.

No segundo quadro em 2008, percebemos o avanço significativo da ocupação humana nas proximidades da área onde o lixo era descartado, em que a distância do mesmo varia de 200 m e 400 m.


Figura 1. Disposição de resíduos sólidos na comunidade Murucupi no município de Barcarena/PA em 2005, 2008, 2010 e 2015
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É expressamente proibido o uso e publicação editoral sem autorização prévia.


No terceiro quadro em 2010, já é visível que a ocupação humana chega mais próxima da área de descarte irregular de lixo, o que coloca essa população em risco, devido ao odor, a proximidade de vetores de doenças, entre outros. Na imagem, podemos ver que a unidade de compostagem já tinha sido desativada e provavelmente deslocada para outro lugar.


No último quadro, já em 2015, é visível que a ocupação urbana já avançou significativamente por grande parte das terras na proximidade do lixão, estando menos de 10 metros do mesmo. Na imagem, é visível que o lixo já ocupou toda área que anteriormente ficava a unidade de compostagem.

Entre o ano de 2005 e 2015, conseguimos perceber que o lixão ao longo do tempo foi ficando mais concentrado; a unidade de compostagem foi desativada e a ocupação humana foi aumentando gradativamente nas proximidades de uma área que oferece perigo à população.

Os mapas em série são interessantes porque permitem analisar um grande período de tempo, que no caso acima foi de uma década. Esse tipo de representação é excelente por explicar didaticamente a história de determinado fenômeno no espaço, sendo fundamental no esclarecimento sobre questões ambientais por exemplo.

No entanto, é de suma importância saber que esse tipo de mapa é complexo de ser feito e leva muitas horas (2h ou 3h), dependendo das informações que estarão presentes no referido documento cartográfico, ou seja, o tempo dispendido pelo profissional é maior também, não devendo ser cobrado como se fosse fazer somente um mapa, já que na verdade, são "quatro mapas em um".


3. FIGURAS GEOGRÁFICAS TEMPORAIS, O CASO DAS ÁREAS URBANAS DE BALTIMORE-WASHINGTON E SÃO FRANCISCO-SACRAMENTO (EUA)

Na figura 2 abaixo, está representando a expansão da área urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento, em que é visível o acelerado crescimento demográfico entre as duas cidades ao longo de 50 anos. A cor vermelha é usada para expressar as áreas ocupadas por uso residencial, comercial e industrial juntas. 


Figura 2. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1850 e 1990, Estados Unidos.
Fonte: The USGS Land Cover Institute

Na figura abaixo é expresso o crescimento urbano do aglomerado Baltimore-Washington DC ao longo de 200 anos. Em 1792, a área urbana era diminuta, não havia conurbação entre as cidades e consequentemente sem a formação de uma região metropolitana. Entre 1900 e 1992, com a migração de pessoas de outras partes do país, a malha viária cresceu e contribuiu para a formação de uma área bastante urbanizada.


Figura 3. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1792 e 1992, Estados Unidos
Fonte: The USGS Land Cover Institute


4. ESQUEMA PARA ELABORAR BONS MAPAS TEMPORAIS

Abaixo, segue um esquema simples (Figura 4) para que seja possível construir excelentes mapas em série para trabalhos acadêmicos, palestras, congressos, entre outros. Lembrando que a base cartográfica pode ser modificada apenas se a mesma conter os elementos de mudança da informação geográfica.



Figura 4. Esquema de como montar excelentes mapas em série

Os mapas em série são excelentes recursos para evidenciar a dinâmica geográfica e atualmente representam um desafio, pois é necessário conhecimento técnico para destacar a temporalidade da informação geográfica através de um único mapa, o que exige bastante habilidade e dedicação na confecção deste tipo de produto. Nós recomendamos o uso do software ArcGis ou do CorelDraw para adaptação dos mapas em modo sequencial, lembrando que o mais importante é a qualidade do mapa final.


3. CONCLUSÕES


Os mapas em série temporal devem ser usados quando é preciso mostrar uma série histórica de um fenômeno, para isto sendo recomendável modificar apenas as informações ao longo do tempo, entretanto deixando inalterável a base cartográfica, a escala, textura e outros componentes importantes, com o intuito de mostrar a dinâmica ocorrida no espaço geográfico. 


4. REFERÊNCIAS

MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática/ Marcello Martinelli - 6. ed. ampl. e atual. - São Paulo: Contexto, 2011.

USGS. The USGS Land Cover Institute. Disponível em https://landcover.usgs.gov/urban/umap/pubs/urisa_jtb.php