terça-feira, 5 de novembro de 2019

Mapa dos Municípios Turísticos do Brasil!



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
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1. Mapa dos Municípios Turísticos do Brasil!

O Ministério do Turismo (MTUR) atualizou recentemente o mapa dos municípios turísticos brasileiros. Na verdade, trata-se de uma plataforma digital com os nomes, as regiões, as categorias turísticas e alguns dados da área. 

As categorias vão de "A" (Maior relevância e fluxo turístico") até a "E" (Baixíssimo dinamismo turístico). Ainda tem aqueles "Sem categoria", que não atenderam os requisitos mínimos do MTUR.


Figura 1. Classificação dos municípios turísticos do Brasil
Fonte: MTUR (2019)

Para acessar a plataforma, basta acessar ao lado: Mapa dos municípios turísticos. Na plataforma estão disponíveis dados como: 

a) Número de visitantes domésticos
b) Número de visitantes internacionais
c) Quantidade de empregos na área de turismo
d) Número de hospedagens
e) Quantidade de impostos gerados pelo turismo.

Além disso, é possível comparar os municípios brasileiros conforme a categoria turístico. Como exemplo, selecionamos os estados do Pará e de São Paulo (Figura 2 e 3).



Figura 2. Municípios turísticos do Pará
Fonte: MTUR (2019-2021)


Figura 3. Municípios turísticos de São Paulo
Fonte: MTUR (2019-2021)


Então, o que você achou dessa dica? Já conhecia essa plataforma? Deixe um comentário.



sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Mapa da Morte: os estados mais violentos do Brasil (2017)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Taxa de homicídios por UF do Brasil (2017)

A publicação anual do "Mapa da Violência" desenvolvido pelo IPEA analisa diferentes variáveis sobre a violência no Brasil. Essa publicação pode ser acessada aqui ao lado Mapa da Violência - 2019. 

Dessa vez, resolvemos avaliar apenas a taxa de homicídios de todas as unidades federativas do país. A taxa de homicídios utilizada pelo IPEA é por 100 mil habitantes.

Sem querer analisar a situação de cada UF por ser complexo demais, apenas destacaremos a taxa de homicídios mais atualizada em um mapa temático. Até esse presente ano, a ordem das regiões mais violentas do país tem a seguinte ordem (Figura 1):



Figura 1. Taxa de homicídios por região do Brasil (2017)


Fonte dos dados: IPEA (2019)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Já os Estados mais violentos do Brasil são: Rio Grande do Norte (62,8), Acre (62,2), Ceará (60,2), Sergipe (57,4), Pernambuco (57,2) e Pará (54,7). Já as UFs menos violentas do país, destacam-se: São Paulo (10,3), Santa Catarina (15,2), Piauí (19,2), Distrito Federal (20,1) e Minas Gerais (20,4) (IPEA, 2019), visto no mapa abaixo:


Mapa 1. Taxa de homicídios por UF no Brasil (2017)
ELABORAÇÃO: LUIZ HENRIQUE ALMEIDA GUSMÃO
FONTE DOS DADOS: IPEA (2019)
É proibido a cópia parcial ou total do mapa


Conforme o mapa acima, quanto mais nos direcionamos a porção nordeste e norte do país, mais as taxas de homicídio aumentam, com algumas exceções. Já na porção sul e sudeste do Brasil, as taxas são mais baixas, destacando os estados de Santa Catarina e de São Paulo.

Para efeito de comparação, há 6 vezes mais homicídios no Rio Grande do Norte (o mais violento) do que em São Paulo (o menos violento), ou 3 vezes mais homicídios no Acre do que em Minas Gerais.

Entre aqueles estados onde a taxa de homicídios mais aumentou entre 2007 e 2017, destacam-se: Rio Grande do Norte, Acre, Ceará, Sergipe e Tocantins (IPEA, 2019), todos do Nordeste ou do Norte. 

O aumento das taxas de homicídios estão relacionadas não somente com a desigualdade social, mas também com a ascensão e ampliação de territórios das organizações criminosas nos estados.

A violência é um fenômeno complexo de se explicar, tendo correlações com muitas variáveis, até mesmo com a capacidade de investimento em segurança pública, saúde, educação, com a taxa de desemprego e a quantidade de empregos disponíveis no mercado. 

Em relação a taxa de homicídios do Brasil, a média é de 31,6 (IPEA, 2019), relativamente maior do que em 2007, quando era de 27,3. Ou seja, nos últimos 7 anos, a taxa de homicídios aumentou um pouco mais de 15%.


domingo, 20 de outubro de 2019

A Esperança de vida é igual para todos em Belém/PA?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. A Esperança de vida é igual para todos em Belém?


Ter uma vida longa e saudável é fundamental para a vida plena (PNUD, 2010). Todos, sem exceção, querem ter uma vida duradoura com o máximo de qualidade de vida possível. 

Ter vida longa não é sinônimo de ter muito dinheiro no bolso, mas conseguir usufruir de modo digno todos os aspectos que rodeiam a vida, como condições adequadas de saúde, educação, lazer, emprego, mobilidade, dentre outros. 

A promoção do desenvolvimento humano requer que sejam ampliadas as oportunidades que as pessoas têm de evitar a morte prematura, e que seja garantido a elas um ambiente saudável, com acesso à saúde de qualidade, para que possam atingir o padrão mais elevado possível de saúde física e mental (PNUD, 2010). 

No entanto, vivemos em um mundo desigual, onde as oportunidades não são iguais. Nesse sentido, essa postagem destaca onde estão as áreas com as maiores expectativas de vida no município de Belém/PA.

A expectativa de vida média em Belém era de 76 anos, cujo valor máximo é de 81 anos e o mínimo de 68 anos, ou seja, a diferença na cidade pode chegar até 13 anos! (Figura 1). Essa discrepância está muito relacionado as condições de vida em que as pessoas estão submetidas, desde o aspecto da violência urbana, passando pelas condições de saneamento básico até o acesso ao tratamento de saúde.

Visualmente, conseguimos diferenciar melhor a média de alguns bairros de Belém na figura abaixo. Entre aqueles com as médias mais altas estão: Umarizal, Nazaré e Reduto, com expectativa igual a 80 anos. De modo contrário, alguns com os valores mais baixos são: Aurá, Águas Lindas e Paracuri, com expectativa inferior a 70 anos.


Figura 1. Expectativa de vida em anos (média) em bairros selecionados de Belém
Fonte: PNUD (2010)


Como podemos ver na Figura 2, os locais onde as pessoas vivem mais (81 anos em média) estão localizados no centro de Belém e seus arredores, com exceção dos condomínios Cristalville, Greenville e Boulevard Montenegro, mais distantes. Em ordem, se vive mais em:

1° Batista Campos : Tv. Padre Eutíquio (Praça Batista Campos) - 81 anos
2° Marco : Edifício Torre de Arua/Edifício San Diego/ v. Timbó - 81 anos
3° Nazaré : Av. Governador Magalhães Barata - 81 anos
4° Parque Verde: Condomínio Greenville II/Condomínio Boulevard Montenegro - 81 anos
5° Reduto : Rua Tiradentes/Tv. Benjamim Constant - 81 anos
6° Batista Campos: Tv. São Francisco - 80 anos
7° Campina: Av. Presidente Vargas - 80 anos
8° Parque Verde: Condomínio Cidade Jardim I - 80 anos
9° Parque Verde: Condomínio Greenville I - 80 anos
10° Pratinha: Alto Pinheiros - 80 anos

Por outro lado, os locais onde as pessoas vivem menos (68 anos em média) estão muito distantes do centro da cidade. Elas residem em ilhas e bairros periféricos, a dezenas de quilômetros das áreas mais ricas. Vivem geralmente em áreas de ocupação mais recente e onde a infraestrutura urbana é precária. Em ordem, se vive menos em: 

160° Águas Lindas: Jardim Nova Vida - 68 anos
159° Outeiro: Brasília - 68 anos
158° Condor: (Canal da 3 de Maio) - 68 anos
157° Cotijuba: Vila - 68 anos
156° Mosqueiro: Área Rural - 68 anos
155° Outeiro: Área Rural - 68 anos
154° Águas Lindas: Olga Benário - 69 anos
153° Aurá: 69 anos
152° Mosqueiro: Natal do Murubira - 69 anos
151° Paracuri: 69 anos



Figura 2. Melhores e piores IDHMs Longevidade de Belém/PA (2010)



2. Referências

Atlas do Desenvolvimento Humano. PNUD. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Expansão Urbana de Altamira/PA (Animação)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Expansão Urbana de Altamira/PA (Animação)

O município de Altamira está localizado no sudoeste do Estado do Pará, a beira do Rio Xingu. É um dos lugares mais dinâmicos do Pará, onde o crescimento econômico oriundo do projeto Belo Monte (Produção de Energia Elétrica) veio acompanhado de uma explosão demográfica e consequente crescimento urbano.

Em 2010, a população era de 99.000 habitantes, já em 2019, a população estimada é de 114.594 (IBGE, 2010, 2019), ou seja, o crescimento em 9 anos foi de 15,75%. Ao utilizar as imagens de satélite disponíveis no software Google Earth foi possível ver a diferença significativa da área urbana entre 2004 e 2019 (Animação 1)



Animação 1: Área urbana de Altamira/PA (2004-2019)
Crédito: Luiz Henrique A. Gusmão
Imagens: Google Earth (2004-2019)


No gif acima, é possível ver que Altamira cresceu em várias direções, principalmente no vetor oeste da rodovia Transamazônica, e no vetor sul, nas redondezas do aeroporto da cidade. A área urbana de Altamira mais que dobrou em 15 anos (Figura 2). Para Neto e Herrera (2017): "[...] entre 2000 e 2010, há um novo momento de consolidação do povoamento em Altamira com o surgimento de novos bairros de expansão, a maioria desconectado do centro-histórico num raio de aproximadamente 3 quilômetros.


Figura 2: Área urbana em 2004 e 2019
Crédito: Luiz Henrique A. Gusmão
Imagens: Google Earth (2004-2019)


"Esses bairros se caracterizam como loteamentos não planejados, sem infraestrutura básica e muitos dos quais sem registro em cartório. No entanto, apesar da carência estrutural, muitos desses bairros abrigam instalações residenciais de médio padrão, com o intuito de absorver a nova população migrante oriunda de diversas regiões do país e motivadas pela oferta de serviços especializados" (NETO e HERRERA, p.44, 2017).



2. Referências

GIPHY. Disponível em GIPHY - Animação.

NETO, J; HERRERA, J. Expansão Urbana recente de Altamira/PA: Novas tendências do crescimento a partir da instalação da UHE Belo Monte. Ateliê Geográfico - Goiânia-GO, v. 11, n. 3, dez./2017, p. 34-52



quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Animação Cartográfica no GIPHY




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Animação Cartográfica no GIPHY

Vivemos na era da informação e de avanços tecnológicos rápidos, em que as nossas formas de comunicação se tornam cada vez mais fluídas. Com a Cartografia não pode ser diferente, é preciso dinamizá-la a fim de aumentar nossa capacidade de comunicação com os leitores de mapas e usuários da informação espacial.

Para atingir esse objetivo nós precisamos nos apropriar de novas formas de comunicação, ferramentas e de tecnologias. Entre essas ferramentas está o GIPHY, muito famoso entre adolescentes e jovens que a utilizam para produzir "memes". Resumidamente, o GIPHY é uma ferramenta capaz de produzir animações em tempo recorde!



Figura 1. Interface do GIPHY para construir uma animação
Fonte: Autor (2019)

Basta você fazer um cadastro, acrescentar e organizar suas imagens, selecionar "stickers" e/ou "filters" para produzir rapidamente uma animação, podendo escolher até o tempo de duração de cada uma. É ideal para aqueles que buscam dá uma animada em suas apresentações ou até mesmo para quem trabalha com Cartografia Temática, pois você pode selecionar uma série de imagens de satélites ou mapas de forma cronológica! 

No exemplo abaixo, eu selecionei 5 imagens do Google Earth para destacar a localização da "Doca", uma área famosa na cidade de Belém. As imagens selecionadas destacam a "Doca" com um círculo vermelho na cidade de Belém até aparecer uma foto do local. 



Figura 2. Localização da "Doca" em Belém/PA
Fonte: Autor (2019)


A animação está na extensão .gif e é uma figura, não um vídeo. O tamanho final é de 800 Kb!, ou seja, fica muito fácil de compartilhar em várias redes sociais e acrescentar nas suas apresentações. Se você quiser melhorar as suas imagens do Google Earth, quando for exportar, aumente a resolução espacial de cada uma. No exemplo acima, apenas tirei "print screens" para acelerar o processo.

Então, o que você achou da ferramenta? Já conhecia? O que você acha que será capaz de fazer com ela? Deixe um comentário.



segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Atlas Escolar do Rio de Janeiro (Download)



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1. Atlas Escolar do Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Pereira Passos e outros institutos criaram em 2018 o "Atlas Escolar do Rio de Janeiro". Com o objetivo potencializar o conhecimento sobre a cidade em diversos âmbitos, o material conta uma série de mapas e informações sobre a capital do Estado do Rio de Janeiro.

Para aqueles que tem interesse em conhecer melhor o Rio, basta fazer download do material e aprender com esse rico acervo cartográfico e estatístico. O conteúdo aborda temas da área ambiental e socioeconômica, além de ter dados detalhados de cada bairro da cidade.



Faça o download aqui - Atlas Escolar do Rio de Janeiro


*Nós estamos apenas compartilhando o material que é de domínio público. Não temos direitos autorais sobre a obra, nem nos responsabilizamos pelo uso dele.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Atlas das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil




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1. Atlas das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil

Você já conhece o Atlas produzido pelo IBGE exclusivo da zona costeira e oceânica do Brasil? É um produto incrível com riqueza de detalhes de todo o país. Faça o download abaixo. 




segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Atlas Histórico-Geográfico dos EUA (Plataforma)



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1. Atlas Histórico-Geográfico dos Estados Unidos

Você já imaginou conhecer a história dos Estados Unidos na perspectiva cartográfica? Não estou falando de livros, mas de uma plataforma digital que conta a história desse país com ajuda de mapas e documentos associados. Acesse aqui! Atlas Histórico-geográfico dos Estados Unidos.



Figura 1. Atlas histórico-geográfico dos EUA
Fonte: Digital Scholarship Lab, University of Richmond (2019)


Figura 2. Plataforma histórico-geográfica dos EUA
Fonte: Digital Scholarship Lab, University of Richmond (2019)


Na plataforma é possível visualizar um mapa atual do país associado com informações dos séculos passados! Há uma infinidade de temas:

#História Natural
#Escravidão
#População
#Limites e Fronteiras
#Indústrias e transportes
#História Militar
#Riqueza
#Educação
#Outros


Figura 3. Capítulos do Atlas dos EUA
Fonte: Digital Scholarship Lab, University of Richmond (2019)



Então, o que você achou desse material? Já o conhecia? Você sabia que existe um material semelhante feito para o Brasil dos seus 500 anos? Confira aqui Atlas Histórico do Brasil. Deixe um comentário.

sábado, 7 de setembro de 2019

Atlas Histórico do Brasil - 500 anos



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Atlas Histórico do Brasil - 500 anos

Você já imaginou conhecer a história do Brasil na perspectiva cartográfica? A FGV (Fundação Getúlio Vargas) lançou anos atrás uma plataforma digital que conta os principais fatos da história do nosso país. Acesse aqui! Atlas histórico do Brasil - 500 anos.




Figura 1. Bancadas na Constituintes de 1891 no Brasil
Fonte: FGV (Fundação Getúlio Vargas)


Figura 2. Expedições de naturalistas estrangeiros na porção setentrional do Brasil
Fonte: FGV (Fundação Getúlio Vargas)


Há mapas dinâmicos de 1500 até 2009, ou seja, do período da colonização portuguesa até a Nova República. O material é excelente para integrar estudos de história, geografia, cartografia e informática. Temos certeza que o material será atualizado nos próximos anos. 


Você já conhecia esse material? Deixe um comentário!

domingo, 1 de setembro de 2019

Cartografia Geral, Digital e Temática - Livro




Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Cartografia Geral, Digital e Temática (Livro)

Hoje queremos compartilhar um excelente livro de Cartografia, cuja autoria é de Tony Vinicius Moreira e Maria Cecilia Bonato, todos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Eles nos presentearam com esse produto online essencial para aqueles que estão aprendendo Cartografia ou que já estão praticando, seja no ensino ou na produção de mapas.

O livro possui quatro capítulos e 210 páginas de pura Cartografia. Inicia falando sobre Cartografia básica, depois de Aquisição de dados espaciais, em seguida de Cartografia Digital, e por último, Cartografia Temática. No material também há um arsenal de referências bibliográficas!