quarta-feira, 11 de julho de 2018

Incidência de Dengue nos estados brasileiros em anamorfose




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Incidência de Dengue nos estados brasileiros em anamorfose (2017)

Segundo o Ministério da Saúde (2017), a incidência da dengue em 2017 foi de 100 casos por 100 mil habitantes no Brasil, taxa bem inferior ao ano de 2016 e 2015. Lembrando que este número é uma estimativa conforme o próprio Ministério.

Nesse sentido, normalmente os dados de incidência de doenças (como a dengue) são representados nos tradicionais mapas coropléticos, o que as vezes não evidenciam a real dimensão do problema nos países, estados ou municípios, em que o método anamorfose pode ser utilizado para superar esse obstáculo.

Nesse caso, resolvemos criar uma anamorfose com os dados de dengue para as unidades da federação brasileira. O método cartográfico cria uma distorção nas unidades espaciais conforme os valores. Diante disso, com base nos dados de incidência de dengue disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o ano de 2017 (Link dos dados Dados de dengue por estado brasileiro (2017) realizamos a anamorfose abaixo:


Figura 1. Incidência de dengue nos estados brasileiros (2017)
Fonte dos dados: Ministério da Saúde (2017)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2018)


Analisando o cartograma acima, percebe-se que o Estado de Goiás possui a maior incidência de Dengue do Brasil com 685,9 casos por 100 mil habitantes, seguido pelo Tocantins e Ceará. Ainda com taxas superiores a 100 casos por 100 mil habitantes, destacam-se 9 estados brasileiros, todos bem distribuídos pelas regiões, com exceção do Sul. 

Entre aqueles que possuem baixas incidências, destacam-se os estados da região Sul, mais o Estado de São Paulo e  Sergipe, entre 1,2 a 22 casos por 100 mil habitantes. De modo geral, os estados com maiores incidência estão na parte centro-norte do Brasil e aqueles com as menores taxas, em parte do litoral brasileiro e no Sul do Brasil.

Sabemos que as taxas expressam o total para cada estado brasileiro, mas seria bastante interessante avaliar a distribuição a nível de município, a fim de ressaltar as porções dos estados com maior incidência. Lembrando que as taxas variam enormente conforme os anos, sendo portanto, interessante avaliar os dados em uma série histórica.


Embora esse tipo de representação não seja novidade, ainda é incomum profissionais da área utilizarem esse método, porém é relativamente fácil construí-lo. Tanto no software QGIS, quanto no ArcGis, há essa possibilidade. Então, gostou da anamorfose? Que tal explorar os seus dados nessa forma de representação? Já conhecia o método? Conte para nós, queremos saber.