quarta-feira, 29 de maio de 2019

Banco de Dados Ambientais do IBGE - Plataforma




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. Banco de dados ambientais do IBGE, você conhece?

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é o maior provedor de dados do Brasil, pois suas pesquisas relatam a situação do país em diversos âmbitos. A questão ambiental também está inserida nesse contexto e ganhou uma Plataforma de Dados Ambientais com a divulgação de informações sobre Geomorfologia, Geologia, Pedologia, Vegetação e Uso e Cobertura da Terra.


Arte: Luiz Henrique A. Gusmão
Fonte: FreePhotos por Pixabay


O intuito do IBGE é facilitar o acesso de dados ambientais do país, permitindo visualizar, quantificar e baixar as informações em Jpeg e Shapefile. Para quem trabalha na área de geoprocessamento, a plataforma disponibiliza automaticamente os dados supracitados em formato shapefile para todos os estados, DF e municípios do Brasil. Veja o exemplo abaixo com a busca pelos solos do Brasil, com uma coluna ao lado contendo a legenda e a caixa de "exportar": 



Figura 1. Representação dos solos do Brasil na plataforma BDIA do IBGE
 Fonte: IBGE 


Além dos dados, há na plataforma um dicionário, que permite a você compreender melhor a origem dos dados, a metodologia usada para a confecção dos produtos e a explicação detalhada da legenda, inclusive com as referências!



Figura 2. Dados no campo "dicionário" da plataforma do IBGE
Fonte: IBGE


A partir da plataforma é possível ensinar sobre os conceitos apresentados pelo IBGE com a ajuda dos mapas hospedados no site. É uma forma rápida de ensinar e mostrar informações ambientais importantes aos estudantes de ensino fundamental ou médio e até universitários.


Então, você gostou da dica? Já conhecia essa plataforma do IBGE? Conte a sua experiência com a mesma. Ficaremos satisfeitos se conseguirmos ajudar você!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mapas das Doenças no Brasil pela falta de saneamento básico



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. Mapas das Doenças no Brasil pela falta de saneamento básico

O saneamento básico consiste nas seguintes atividades: coleta e tratamento de esgoto, abastecimento de água potável, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e das águas pluviais, sendo indispensável para que todos possam ter uma vida mais digna, distantes de agentes patógenos que se desenvolvem em um ambiente não saneado.

Apesar do saneamento ser um direito assegurado pela Constituição Federal e definido pela Lei n° 11.445/2007, nem todos os brasileiros têm acesso, o que contribui para o acirramento das desigualdades sociais no país e a proliferação de doenças decorrentes da carência ou ausência desse serviço.


Arte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte da imagem: Portal Saneamento Básico


A partir dos dados do DATASUS compilados no portal do TRATA BRASIL foi possível comparar a quantidade de internação no Brasil por doenças diretamente associadas a falta de saneamento: dengue, diarreia, febre amarela, leptospirose, malária e esquistossomose, para os anos de 2010, 2014 e 2017.

*Embora o título destaque a palavra "Mapa", nessa postagem os produtos foram tratados como figuras.


2. Ocorrências das doenças

Entre as seis doenças relacionadas a falta de saneamento básico, a diarreia foi a mais frequente em todos os anos, sempre com valores acima de 200.000 casos. Em seguida, a dengue é a enfermidade mais recorrente com valores acima de 19.000. Já aquelas com menos casos destacaram-se: esquistossomose e febre amarela (Figura 1).



Figura 1. Quantidade de internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor


No entanto, quando se compara a variação das  internações entre 2010 e 2017, os casos reduziram drasticamente, especialmente a dengue (-79%), malária (-62%) e diarreia (-53%). Por outro lado, o número de casos de febre amarela explodiu no Brasil aumentando 2.246% em 7 anos (Figura 2).



Figura 2. Variação de internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico entre 2010 e 2017
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor


Como podemos perceber na figura acima, as internações associadas a falta de saneamento reduziram ao longo do tempo, com exceção da febre amarela. Vários surtos de febre amarela aconteceram no país em um lapso veloz de tempo ao ponto das organizações responsáveis pela vacinação e pesquisa serem surpreendidos, o que contribuiu para o aumento exagerado de casos.

Para Siqueira, M, et al (2017), a falta de saneamento acarreta diversos impactos negativos sobre a saúde da população. Além de prejudicar a saúde individual, eleva os gastos públicos e privados com saúde, com o tratamento de doenças (Siqueira, M, et al, 2017).

Essa constatação dos pesquisadores se dá quando averiguamos o total gasto com as internações por doenças associadas a falta de saneamento. Segundo o TRATABRASIL (2017), o governo federal gastou mais com internações por causa de diarreia do que qualquer outra doença citada aqui. Ao todo, foram 88 milhões de reais gastos com essa doença, seguido por despesas com a dengue e leptospirose (Figura 3)


Figura 3. Valor gasto com internações no Brasil por doença associada a falta de saneamento básico em 2017
Fonte: DATASUS / Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É proibido o uso e o compartilhamento sem autorização do autor




3. Conclusões

A internação por diarreia é a que mais aflige os brasileiros em decorrência da carência de saneamento básico, com valor acima de 200.000 casos, seguido pela dengue e malária. Em sete anos, houve redução das internações da maioria das doenças, com exceção da febre amarela. O gasto público com internações é maior com a diarreia e leptospirose. 



4. Referências


DATASUS. Disponível em http://datasus.saude.gov.br/

TRATABRASIL. Disponível em http://tratabrasil.com.br/comunicacao/painel-saneamento-brasil


SIQUEIRA, Mariana., ROSA, Roger., BORDIN, Ronaldo. et al. Internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado na rede pública de saúde da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 2010-2014.  Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, DF, 26(4):795-806, out-dez 2017.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Materiais para aprender Cartografia: teoria e prática





Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



Materiais para aprender Cartografia: teoria e prática


Arte: Pixabay


Para aprender Cartografia são necessárias muitas leituras conceituais, não apenas saber softwares especializados como muitos divulgam por aí. Pensando nos futuros geógrafos, cartógrafos e outros profissionais interessados pela arte e técnica de fazer mapas, reunimos uma série de materiais publicados pela UFRN em 2012 que orientam como fazer/ler mapas e entender conceitos importantes da Cartografia. 

Além disso, os materiais produzidos pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) também são excelentes para o aprofundamento no tema, sempre com exercícios para você testar as suas habilidades. Os materiais estão divididos nos seguintes tópicos:



Material 1: Leituras Cartográficas e Interpretações Estatísticas I - Download
Fonte: UFRN (2011). Todos os direitos estão reservados a instituição UFRN. Estamos apenas compartilhando


Material 2: Leituras Cartográficas e Interpretações Estatísticas II - Download
Fonte: UFRN (2011). Todos os direitos estão reservados a instituição UFRN. Estamos apenas compartilhando



O que você achou dos materiais? Eles são úteis para você? De que forma eles ajudaram na sua aprendizagem? Compartilhe a sua opinião conosco!







quarta-feira, 10 de abril de 2019

Mapas das Frutas: De onde vem cada uma delas do Brasil?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



Mapas das Frutas: De onde vem cada uma delas do Brasil?


Fonte da imagem: Pixabay / Arte: Luiz Henrique A. Gusmão


O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, onde a fruticultura é um setor de destaque no agronegócio.

Com base nos dados do Censo Agropecuário 2017 - IBGE, listamos de onde vem e quanto foi produzido, dez (10) frutas amplamente consumidas no nosso país: laranja, limão, açaí, maçã, pera, melancia, banana, tomate, uva e abacaxi.


1. LARANJA

A produção de laranja no Brasil superou a marca de 13 milhões de toneladas, em que só o Estado de São Paulo respondeu por 78%, seguido por Minas Gerais (6,5%). Todos os estados produzem laranja, no entanto a concentração se dá entre os estados de Sergipe e Paraná.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


2. LIMÃO

A safra do limão no Brasil foi de 737.000 toneladas, em que o Estado de São Paulo foi responsável por 72,6%, seguido pela Bahia com 7,2%. Todos os estados brasileiros produzem a fruta, porém a concentração se verifica entre o Ceará e o Paraná.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


3. AÇAÍ

No Brasil foram produzidas 309,8 mil toneladas de açaí, em que o Estado do Pará foi responsável por 87,9%, seguido pelo Amazonas (6,7%). Pelas características ambientais do açaizeiro, a sua produção está concentrada nos estados da região Norte.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


4. MAÇÃ

Foram produzidas 3,1 milhões de toneladas de maçã no Brasil, em que o Rio Grande do Sul foi responsável por 79,7%, seguido por Santa Catarina (19%). A produção de maçã está adensada nos estados do Sul, devido as condições climáticas mais amenas.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


5. PERA 

A safra de pera no Brasil foi igual a 10,1 mil toneladas, em que o Rio Grande do Sul foi responsável por 66,6%, seguido por Santa Catarina (26,4%). Semelhante a maçã, a produção dessa fruta está concentrada na região Sul.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


6. MELANCIA

A safra da melancia foi igual a 1,3 milhão de toneladas, em que os estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo foram responsáveis por 23,1% e 15,8%, respectivamente. A produção dessa fruta é bastante difusa no Brasil com grandes produtores em todas as regiões.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto



7. BANANA

A produção de banana no Brasil foi igual a 4,8 milhões de toneladas, em que o Estado de São Paulo foi responsável por 24,8%, seguido por Minas Gerais (14,1%) e Bahia (11,9%). A maior produção de banana se dá entre os estados do Ceará e de São Paulo.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


8. TOMATE

A safra do tomate alcançou 1,7 milhão de tonelada no Brasil, em que apenas Goiás respondeu por 37,8%, seguido por São Paulo (8,9%) e Minas Gerais (8,1%). A maior produção de tomate está no eixo Paraíba-Goiás-Rio Grande do Sul.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


9. UVA

A safra da uva no Brasil foi equivalente a 349,8 mil toneladas. Entre os maiores produtores de uva de mesa destacam-se: Pernambuco, São Paulo e Bahia, com participação de 45,3%, 16,4% e 14,7%, respectivamente. Percebe-se que todos os estados do Norte, mais o Maranhão, Alagoas e Sergipe não produzem a fruta.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


10. ABACAXI

A safra do abacaxi no país foi de 797,7 mil frutos, dos quais os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo foram responsáveis por 15,1% e 14,3%, respectivamente. Em seguida, destacam-se: Paraíba, Rio de Janeiro e Pará. A produção da fruta é mais forte na Região Sudeste.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: IBGE (2017)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto



Então, gostou dos mapas? Qual deles mais te surpreendeu? Compartilhe conosco a sua opinião. Caso você precise de mapas, basta entrar em contato que teremos a maior satisfação em produzir um mapa exclusivo a você. Contato (91) 98306-5306.

Caso queira conhecer os nossos serviços, acesse: Mapas Acadêmicos.







terça-feira, 26 de março de 2019

SHP e KMLs das cidades de Santa Catarina




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Shapefiles e KMLs das Cidades de Santa Catarina


O SHP é uma extensão muito utilizada em softwares de geoprocessamento como ArcGis e QGIS. Já o Kml, é usado principalmente no Google Earth. Todos eles são utilizados para visualizar e analisar dados nessas plataformas.

Nesse sentido, dispomos de Shapefiles, Kmls e DWG dos bairros de algumas cidades de Santa Catarina. Também confeccionamos mapas exclusivos de bairros ou de cidades inteiras. As cidades disponíveis são:















Não encontrou a cidade que procurava na lista? Entre em contato (91) 98306-5306 e avaliaremos a disponibilidade do local que você precisa!













quinta-feira, 14 de março de 2019

Mapa do Suicídio: os estados com mais e menos casos no Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Suicídio

Para Zanluqui (2017): "Suicidar-se é o ato de tirar de si a própria existência. Com ela se esvai do ser toda a dor, mas também a oportunidade de vivenciar de maneira sublime o cheiro das flores, os sabores amargos e doces e também a chance de renascer do sofrimento com toda garra para transformar-se". 


Ainda para a autora, o suicídio não escolhe espaços sociais, cor, etnia, condição financeira, raça ou sexo, em que as causas são múltiplas. No entanto, espacialmente é possível identificar onde os brasileiros, infelizmente, mais cometeram esse ato. Com a posse dos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública - 2018 mapeamos as taxas de suicídio por 100 mil habitantes para as unidades da federação.

Caso você precise de ajuda, ligue para 188 ou acesse o site Centro de Valorização da Vida - CVV.


Crédito da imagem: Revista Veja-Abril / Arte: Luiz Henrique A. Gusmão



2. Mapa do Suicídio no Brasil

Em 2017, 10.530 pessoas cometeram suicídio no Brasil, número superior ao do ano de 2016, quando 9.623 pessoas fizeram o mesmo (Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2018). Geograficamente, os suicídios se distribuem de maneira bastante diferenciada no território brasileiro, quase como uma divisão norte-sul (Mapa 01).


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Os estados com as maiores taxas do país são: Santa Catarina (11,0) e Rio Grande do Sul (9,6), seguido por Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Acre e Ceará. Já aqueles com as menores taxas destacam-se: Sergipe (0,7), Rio Grande do Norte (1,6) e Maranhão (2,2)Entre as regiões, é visível o contraste do estado do Paraná no Sul, o Ceará no Nordeste, o Acre no Norte e o Rio de Janeiro no Sudeste. 

Quando avaliamos a variação de suicídios entre 2016 e 2017 por unidade federativa, percebemos (Mapa 02) que na maioria deles houve aumento de casos, especialmente na região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na maioria absoluta do Norte.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: ABSP (2018)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Só em 5 estados do Brasil, os suicídios reduziram em 1 ano, o que evidencia a necessidade do fortalecimento de medidas de combate a essa prática. Dentre os estados com as maiores variações, destacam-se: Amapá (101%), Sergipe (65%), Acre (61%) e Rio de Janeiro (32%). Já o oposto, Rio Grande do Norte (-31%), Pará (-14%) e Alagoas (-8%).



3. Conclusões

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que os estados onde mais se cometeu suicídio eram em sua maioria da porção Centro-Sul, em contraste com taxas menores do Nordeste e do Norte. De modo geral, o suicídio é um fenômeno complexo, mas que pode ser resolvido! com ajuda profissional.



4. Para SABER:



 Fonte: Ministério da Saúde


Fonte: Defensoria Pública do Pará


4.1. Uma abordagem sobre o suicídio de adolescentes e jovens no Brasil - Download

4.2. Suicídio, já parou para pensar? - Compreendendo o suicídio

4.3. Conhece o Centro de Valorização da Vida? - CVV

4.4. Como prevenir o suicídio? - Ministério da Saúde


segunda-feira, 11 de março de 2019

Onde mais se desmatou a Mata Atlântica recentemente?




Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. Bioma Mata Atlântica e origem dos dados

Não é novidade para ninguém que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do país e pouco resta - 12,4% - da composição original no Brasil (SOS Mata Atlântica, 2018). 


Arte: Pixabay / Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão


Iniciativas de proteção ao bioma foram fortalecidas nos últimos anos, o que contribuiu para reduções no desmatamento como de 56% entre 2016 e 2017 (SOS Mata Atlântica, 2018), o que deve ser comemorado após sucessivas ondas de desflorestamento.

No entanto, o desmatamento persiste, embora de forma muito mais fraca. Com base nos dados da SOS Mata Atlântica foi possível espacializar vários dados sobre o assunto.



2. Onde mais se desmatou o Bioma Mata Atlântica recentemente?

Apesar da queda do desflorestamento entre 2016 e 2017 na maioria dos estados, os campeões do desmatamento foram: Bahia, Minas Gerais, Paraná e Piauí, todos acima de 1.400 hectares, seguidos pelo restante com valor inferior (Mapa 1):


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: SOS Mata Atlântica
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Conforme o mapa, os arcos Espírito Santo-Goiás e Ceará-Paraíba tiveram as menores áreas desmatadas, assim como os estados do Rio Grande do Sul e Alagoas, cujos valores foram inferiores a 260 hectares. 

Quando avaliamos a variação do desmatamento entre os períodos de 2015-2016 com 2016-2017, percebemos (mapa 2) que na maioria dos estados houve redução (SOS Mata Atlântica, 2018), muitos com valores acima de -50% (Mapa 2).



Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte dos dados: SOS Mata Atlântica
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto




Conforme a SOS Mata Atlântica, o estado do Espírito Santo obteve o melhor desempenho com redução de 99%, seguido por São Paulo com 87%. No outro extremo, os estados da Paraíba, Sergipe, Alagoas e Pernambuco tiveram os maiores incrementos no desmatamento, especialmente os dois últimos, onde a taxa foi de 2.243% e 2.121% respectivamente. 

É interessante perceber que muitos estados com as maiores áreas desmatadas entre 2016-2017 também foram aqueles com as maiores reduções se compararmos com o período entre 2015-2016, como: Bahia, Minas Gerais, Paraná e Piauí, por exemplo. Várias atividades nesses estados como a produção de grãos, mineração e a imobiliária representam as principais ameaças para a permanência da mata atlântica.



Fonte: Pixabay <a href="https://pixabay.com/pt/photos/mar-vegeta%C3%A7%C3%A3o-tropical-251979/">Image</a> by <a href="https://pixabay.com/pt/users/139904-139904/">139904</a> on Pixabay


Para a SOS Mata Atlântica (2019): "Ações de alguns estados para coibir o desmatamento - como maior controle e fiscalização, autuação ao desmatamento ilegal e moratório para autorização de vegetação - trazem resultados positivos". Isso pode ser comprovado principalmente pelos resultados dos estados da região Sudeste, assim como no Ceará, Bahia e outros.



3. Conclusões

Após sucessivas ondas de desflorestamento da mata atlântica ao longo dos séculos, o processo ainda persiste de forma diferenciada nos estados brasileiros, porém de forma muito mais lenta do que no passado. A divulgação massiva sobre a importância de proteger o bioma ao longo dos anos permitiu vários avanços como a contenção do desmatamento nos estados mais populosos e industrializados, assim como a criação de várias unidades de proteção ambiental. No tocante aos mapas, é visível que houve redução do desmatamento na maioria dos estados brasileiros. Os mapas destacam mais uma vez a importância da Cartografia para estudos sobre biodiversidade, demografia, desmatamento e outros temas correlatos.

quarta-feira, 6 de março de 2019

EM MAPAS: A desigualdade social em São Paulo




🌎Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com




1. EM MAPAS: A desigualdade social de São Paulo

O município de São Paulo é o mais populoso do Brasil com mais de 12 milhões de pessoas, onde não é muito difícil de enxergar as desigualdades sociais gritantes no seu território. Para ressaltar essa realidade, reunimos alguns dados por Prefeitura Regional do Atlas do Desenvolvimento Humano - PNUD e destacamos em mapas, os melhores e as piores regiões de São Paulo em três aspectos.

A primeira variável refere-se a expectativa de vida, onde as 6 melhores regionais são: Pinheiros (81,7 anos), Vila Mariana (81,3 anos), Santo Amaro (80,5 anos), Lapa (80,4), Sé (80,3 anos) e Butantã (79,7 anos), localizados no centro-oeste da capital paulistana (Mapa 1).



Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Já em relação as 6 piores regionais, destacam-se: M' Boi Mirim e Perus (73,7 anos), Itaim Paulista (73,4 anos), Guaianases (73,3 anos), Cidade Tiradentes (72,8 anos) e Parelheiros (71,5 anos), todos na periferia da cidade, distantes entre 6 e 30 km do centro.

A segunda variável: percentual de pessoas com mais de 18 anos que não concluíram o ensino fundamental e estão em ocupação informal, os distritos quase se repetem e possuem o mesmo padrão espacial. Entre aqueles com as taxas mais baixas, destacam-se: Pinheiros e Vila Mariana (6,4%), Sé (11,3%), Lapa (11,7%), Santo Amaro (12,6%) e Santana/Tucuruvi (15,6%), visto no mapa 02 abaixo:


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


Conforme o mapa, as regionais mais desfavorecidas estão concentradas no extremo leste, destacando-se: Cidade Tiradentes (28,3%), São Miguel Paulista (29%), Itaim Paulista (29,1%), São Matheus e Guaianases (31,1%) e somente Parelheiros (34,7%) no sul, novamente todos muito distantes do centro. 

Por último, o dado sobre a população que já finalizou ou está cursando o ensino superior mostra a grande diferença entre as regionais de São Paulo (PNUD, 2010). No mapa 03, é possível ver que as áreas mais bem posicionadas estão novamente no centro de São Paulo, onde as taxas variam entre 40% e 70% nessa condição.


Elaborador: Luiz Henrique A. Gusmão (2019)
Fonte: PNUD (2010)
É proibido usar ou aproveitar sem autorização. Consulte o valor desse produto


As melhores regionais nesse quesito foram: Pinheiros (70%), seguido por Vila Mariana (67%), Lapa (54%), Santo Amaro (53%), Sé (41%) e Santana/Tucuruvi (39,9%), concentrados na porção leste e sul.


2. Conclusões


Os mapas ressaltaram a desigualdade social em São Paulo sob a perspectiva da esperança de vida e educação.  As melhores condições de vida pertencem as regionais do centro paulistano, especialmente Pinheiros e Vila Mariana, ao passo que as regionais distantes do centro e principalmente da porção leste possuem as piores condições de vida. Os mapas usados nessa postagem ressaltam situações extremas em São Paulo (os melhores e os piores), assim como a importância dos mesmos em pesquisas sobre segregação, demografia e outros temas que podem ser trabalhados.

Gostou dos mapas? Saiba como obtê-los aqui Mapas Acadêmicos.


3. Serviço de Cartografia e Geoprocessamento