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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mapas Sequenciais, Temporais ou em Série



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com


1. Mapas sequenciais ou temporais em série

Segundo Martinelli (2011), os mapas em série de modo temporal são indicados para apreciar mudanças de determinada manifestação ocorridas ao longo do tempo. No conjunto de mapas, o tempo varia, a base cartográfica permanece inalterada, a variável permanece a mesma e o fenômeno manifesta-se conforme a disposição do tempo.

Nesse tipo de representação cartográfica, deve ser assegurada que a escala, a base cartográfica, as cores, as texturas e os layouts permaneçam iguais em todos quadros, como forma de valorizar o fenômeno em questão. É possível também fazer mapas e figuras sequenciais de modo animado através do Powerpoint, dos programas da Adobe e outros específicos.


2. ANÁLISE DE MAPAS EM SÉRIE, O CASO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM UMA COMUNIDADE DE BARCARENA, PARÁ.

Na figura abaixo, o objetivo era evidenciar a disposição de resíduos sólidos ao longo de 10 anos na comunidade de Murucupi, no município de Barcarena/PA. No primeiro quadro (Figura 1) em 2005, podemos perceber que o lixo estava bastante esparsado pela comunidade, não havia ocupação nas redondezas e a unidade de compostagem ainda estava ativada.

No segundo quadro em 2008, percebemos o avanço significativo da ocupação humana nas proximidades da área onde o lixo era descartado, em que a distância do mesmo varia de 200 m e 400 m.


Figura 1. Disposição de resíduos sólidos na comunidade Murucupi no município de Barcarena/PA em 2005, 2008, 2010 e 2015
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É expressamente proibido o uso e publicação editoral sem autorização prévia.


No terceiro quadro em 2010, já é visível que a ocupação humana chega mais próxima da área de descarte irregular de lixo, o que coloca essa população em risco, devido ao odor, a proximidade de vetores de doenças, entre outros. Na imagem, podemos ver que a unidade de compostagem já tinha sido desativada e provavelmente deslocada para outro lugar.


No último quadro, já em 2015, é visível que a ocupação urbana já avançou significativamente por grande parte das terras na proximidade do lixão, estando menos de 10 metros do mesmo. Na imagem, é visível que o lixo já ocupou toda área que anteriormente ficava a unidade de compostagem.

Entre o ano de 2005 e 2015, conseguimos perceber que o lixão ao longo do tempo foi ficando mais concentrado; a unidade de compostagem foi desativada e a ocupação humana foi aumentando gradativamente nas proximidades de uma área que oferece perigo à população.

Os mapas em série são interessantes porque permitem analisar um grande período de tempo, que no caso acima foi de uma década. Esse tipo de representação é excelente por explicar didaticamente a história de determinado fenômeno no espaço, sendo fundamental no esclarecimento sobre questões ambientais por exemplo.

No entanto, é de suma importância saber que esse tipo de mapa é complexo de ser feito e leva muitas horas (2h ou 3h), dependendo das informações que estarão presentes no referido documento cartográfico, ou seja, o tempo dispendido pelo profissional é maior também, não devendo ser cobrado como se fosse fazer somente um mapa, já que na verdade, são "quatro mapas em um".


3. FIGURAS GEOGRÁFICAS TEMPORAIS, O CASO DAS ÁREAS URBANAS DE BALTIMORE-WASHINGTON E SÃO FRANCISCO-SACRAMENTO (EUA)

Na figura 2 abaixo, está representando a expansão da área urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento, em que é visível o acelerado crescimento demográfico entre as duas cidades ao longo de 50 anos. A cor vermelha é usada para expressar as áreas ocupadas por uso residencial, comercial e industrial juntas. 


Figura 2. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1850 e 1990, Estados Unidos.
Fonte: The USGS Land Cover Institute

Na figura abaixo é expresso o crescimento urbano do aglomerado Baltimore-Washington DC ao longo de 200 anos. Em 1792, a área urbana era diminuta, não havia conurbação entre as cidades e consequentemente sem a formação de uma região metropolitana. Entre 1900 e 1992, com a migração de pessoas de outras partes do país, a malha viária cresceu e contribuiu para a formação de uma área bastante urbanizada.


Figura 3. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1792 e 1992, Estados Unidos
Fonte: The USGS Land Cover Institute


4. ESQUEMA PARA ELABORAR BONS MAPAS TEMPORAIS

Abaixo, segue um esquema simples (Figura 4) para que seja possível construir excelentes mapas em série para trabalhos acadêmicos, palestras, congressos, entre outros. Lembrando que a base cartográfica pode ser modificada apenas se a mesma conter os elementos de mudança da informação geográfica.



Figura 4. Esquema de como montar excelentes mapas em série

Os mapas em série são excelentes recursos para evidenciar a dinâmica geográfica e atualmente representam um desafio, pois é necessário conhecimento técnico para destacar a temporalidade da informação geográfica através de um único mapa, o que exige bastante habilidade e dedicação na confecção deste tipo de produto. Nós recomendamos o uso do software ArcGis ou do CorelDraw para adaptação dos mapas em modo sequencial, lembrando que o mais importante é a qualidade do mapa final.


3. CONCLUSÕES


Os mapas em série temporal devem ser usados quando é preciso mostrar uma série histórica de um fenômeno, para isto sendo recomendável modificar apenas as informações ao longo do tempo, entretanto deixando inalterável a base cartográfica, a escala, textura e outros componentes importantes, com o intuito de mostrar a dinâmica ocorrida no espaço geográfico. 


4. REFERÊNCIAS

MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática/ Marcello Martinelli - 6. ed. ampl. e atual. - São Paulo: Contexto, 2011.

USGS. The USGS Land Cover Institute. Disponível em https://landcover.usgs.gov/urban/umap/pubs/urisa_jtb.php


sábado, 2 de novembro de 2013

Belém/PA - Espacialização dos Acidentes de Trânsito com o software Philcarto






Luiz Henrique Almeida Gusmão
Geógrafo e Lic. em Geografia (UFPA)
Mapas em Geral, Treinamentos,
Banco de dados, SHPs e Kmls
Contato: [55] (91) 98306-5306 (WhatsApp)
Emails: henrique.ufpa@hotmail.com
gusmao.geotecnologias@gmail.com



1. INTRODUÇÃO


O progressivo agravamento da violência no tráfego das vias públicas levou as Nações Unidas a proclamar a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020, procurando estabilizar e posteriormente, reduzir as cifras de vítimas em todo o mundo. Em 2009, aconteceram perto de 1,3 milhão de acidentes de trânsito em 178 países. Estima-se que ocorrerá 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030 (OMS, 2009). 

Entre 20 a 50 milhões de pessoas sobrevivem com traumatismos e feridas resultantes de acidentes de trânsito, sendo responsável pela principal causa de morte na faixa etária de 15-29 anos de idade; a segunda entre 5-19 anos e a terceira entre 30-44 anos (OMS, 2009). 

Nesse sentido, esta postagem tem o propósito de espacializar os acidentes de trânsito no município de Belém em 2007-2009, para podermos compreender quais bairros estão mais vulneráveis aos acidentes, os que mais concentram, as vias mais frequentes e os principais motivos desses acidentes.

Palavras-chave: Acidentes de trânsito. Belém. Bairros. Espacialização. Philcarto.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

A metodologia utilizada será a análise tabelas referentes aos acidentes de trânsito em Belém com base no documento: Mapa da violência 2012 - Acidentes de Trânsito e do Departamento de Trânsito do Pará (DETRAN-PA); a produção de mapas temáticos com o software Philcarto, como os de vulnerabilidade de acidentes de trânsito 2007-2009 pelo método isoplético e o de variação do comportamento dos acidentes de trânsito 2007-2009 pelo método corocromático, com base nos dados disponíveis pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado do Pará e do Departamento de Trânsito do Pará (DETRAN-PA).


3. DESENVOLVIMENTO
3.1 Frota de veículos em Belém 2007-2009

Em 2007, a frota de veículos de Belém era de 212.401 veículos, passando para 235.161 em 2008 e em 2009, atingindo 258.220 veículos, ou seja, a frota da cidade entre 2007 a 2009 cresceu 17,7%. (DETRAN-PA, 2009). 

Esse crescimento é percebido nas vias públicas através da sensação de maior lentidão no trânsito, do aumento da poluição sonora e consequentemente da rotina dos acidentes de trânsito. Um dos motivos que estimularam a compra de automóveis pelos brasileiros foi a alíquota baixa do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para carros novos, concedido pelo Governo Federal, assim como a facilidade  de crédito na compra de motos. 


Figura 1. Frota do tipo de veículos no município de Belém no período de 2007 a 2009.
Fonte: DTI/UCP/DETRAN-PA

Entre os veículos, a frota de Belém em 2009 é constituída principalmente por automóveis (61,8%), motocicletas (17,3%) e caminhonetes (6,4%). 


3.2 Acidentes de trânsito, feridos e mortos em Belém 2007-2009.

Figura 2. Acidentes, feridos e mortos no município de Belém no período de 2007 a 2009.

Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA


No período analisado, o número de acidentes em Belém aumentou em (7,2%), o de feridos em (0,8%), enquanto o número de mortos teve uma redução de (31,4%).


Figura 3. Veículos envolvidos em acidentes de trânsito no município de Belém durante o período de 2007 a 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA

Os condutores de automóveis, motocicletas e de ônibus foram os principais envolvidos em acidentes de trânsito em 2009, por estarem em maior número. Houve uma redução de acidentes com bicicletas, por uma expansão de ciclovias em algumas ruas da cidade, em contrapartida, as vans expandiram sua participação, devido a demanda acentuada de passageiros de bairros com baixa oferta de ônibus ou de difícil acesso.


3.3 Espacialização dos acidentes de trânsito nos bairros 2007-2009


Figura 4. Acidentes de trânsito nos 20 bairros onde ocorreram mais acidentes no município de Belém em 2007, 2008 e 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2007, 2008 e 2009.

Em 2007, o maior número de acidentes de trânsito ocorreu no bairro do Marco, Umarizal, Marambaia, São Brás e Pedreira e Nazaré, responsáveis por mais da metade dos acidentes, cerca de 52,1%.

Em 2008, o Marco permaneceu como o principal bairro com acidentes de trânsito, seguido do Umarizal, Pedreira, São Brás, Marambaia e Campina, responsáveis por 53,2% dos acidentes.

Em 2009, o bairro do Marco além de permanecer como o principal local dos acidentes de trânsito da cidade, teve um crescimento de 18,7% nos acidentes em relação a 2007, seguido por Marambaia, Umarizal, Pedreira, São Brás e Campina, responsáveis por 53,1%.

Com base dos dados do DETRAN - PA, o número de acidentes aumentou nos bairros em vermelho: Mangueirão, Marambaia, Castanheira, Pedreira, Marco, São Brás, Umarizal, Guamá, Reduto, Cidade Velha e Batista Campos, enquanto nos bairros em verde houve uma redução, a saber: Val-de-Cans, Sacramenta, Telégrafo, Souza, Nazaré, Cremação e Jurunas. A coleta de dados é uma dificuldade dos órgãos competentes, no qual a maioria dos bairros não possui registro, dificultando uma análise mais minuciosa.


Prancha 1. Mapas de vulnerabilidade de acidentes de trânsito em Belém 2007-2009.


Figura 5. Zoom na principal área de vulnerabilidade aos acidentes de trânsito em Belém em 2009 pelo Philcarto.
Fonte: O autor (2013)

JUR - Jurunas; CON - Condor; GUA - Guamá; TER - Terra Firme; UNI - Universitário; CAN - Canudos; SBS - São Brás; CRE - Cremação; NAZ - Nazaré; CAM - Campina; RED - Reduto; UMA - Umarizal; FAT - Fátima; TEL - Telégrafo; MAR - Marco; CUR - Curió Utinga; SOU - Souza; PED - Pedreira; SAC - Sacramenta; MRG - Maracangalha; VAL - Val-de-cans; SOU - Souza; MAB - Marambaia; CAS - Castanheira; MAN - Mangueirão e PQV - Parque Verde.


Figura 6. Zoom na principal área de vulnerabilidade aos acidentes de trânsito em Belém em 2009 pelo Google Earth.
Fonte: Google Earth (2013)

Os mapas elaborados com o software Philcarto através do método isoplético buscou unir os pontos com valores próximos. Acima, os mapas revelam a vulnerabilidade de acidentes de trânsito, ou seja, a condição de risco que os motoristas se encontram. 

Os mapas de 2007, 2008 e 2009 nos revelam a alta e média vulnerabilidade de acidentes de trânsito no centro da cidade (Sul e Sudoeste de Belém), em bairros como Umarizal, Campina, Batista Campos, Cremação, Cidade Velha, Reduto, São Brás e Nazaré, devido a circulação de veículos ser mais intenso nessa área em decorrência da concentração dos mais diversos serviços, da melhor condição financeira de seus habitantes e ser o centro comercial, financeiro e noturno da cidade. 

Bairros próximos ao centro como Marco, Pedreira, Souza, Guamá, Telégrafo, Sacramenta e Jurunas, também são altamente vulneráveis a acidentes de trânsito. O Marco inclusive, se destaca como o primeiro em número de acidentes, por ter um tráfego intenso e "pesado" em suas avenidas, como a Almirante Barroso, a Duque de Caxias, a João Paulo II, a Dr. Freitas, entre outras transversais, pelas suas ruas darem acesso ao Centro da cidade. 

Bairros periféricos e distantes do centro como Mangueirão e Parque Verde, também estão entre os principais "palcos" de acidentes, por serem atravessados pela Av. Augusto Montenegro e portanto, terem um tráfego intenso de ônibus, automóveis e motocicletas. 

O bairro do Castanheira, apesar de pequeno em extensão territorial, também tem alta vulnerabilidade a acidente, por ser local dos primeiros quilômetros da BR-316 próximo ao Entrocamento e ao Shopping Castanheira, principalmente depois do estreitamento das vias pelas obras do BRT Belém.

A ausência de informações pelo Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA, pelo DETRAN e pela AMUB, dos outros bairros da cidade fez com que aparecessem com baixa vulnerabilidade à acidentes, no entanto sabemos que é comum tais fatos em Icoaraci e no Tapanã, por exemplo.


Figura 7. Acidentes de trânsito nas principais vias urbanas no município de Belém em 2007, 2008 e 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2007, 2008 e 2009.

A partir da figura acima, percebemos que as vias com mais acidentes de trânsito são: Augusto Montenegro, Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral, Senador Lemos, Júlio César e Governador José Malcher, logo as mais movimentadas da cidade. Nesse sentido, foram editados algumas imagens do Google Earth dos principais cruzamentos que devemos ter uma atenção exacerbada.


Figura 8. Áreas de extrema atenção no trânsito em Belém
Fonte: Google Earth (2013)
Org. Luiz Henrique Almeida Gusmão (2013)

Na imagem acima destacamos a entrada/saída de Belém, a área 1: Complexo do Entroncamento e área 2: BR-316 próximo ao Shopping Castanheira.


Figura 9. Área de extrema atenção no trânsito em Belém
Fonte: Google Earth (2013)
Org. Luiz Henrique Almeida Gusmão (2013)

Na imagem acima destacamos o Complexo Viário Daniel Berg, no qual a Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Senador Lemos e Av. Júlio César se entrelaçam.


Figura 10. Principais causas dos acidentes de trânsito registrados no município de Belém em 2009.
Fonte: Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA 2009


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que as principais vítimas no trânsito são os jovens (19-24 anos), sendo portanto, mais vulneráveis, em que os automóveis e as motocicletas têm sido os veículos mais envolvidos em acidentes. Em Belém, o número de feridos e de acidentes no trânsito vem aumentando ao longo dos anos, em que o centro da cidade concentra essas tragédias, principalmente o bairro do Umarizal, Campina, São Brás e Nazaré, assim como nos bairros mais próximos ao centro, como Marco, Pedreira, Sacramenta e Guamá, e aos mais distantes do centro como Castanheira, Mangueirão e Marambaia. As avenidas mais movimentadas da cidade, como a Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral e a Augusto Montenegro são as vias com maior número de acidentes e consequentemente mais propensas, resultado de manobras irregulares, falta de atenção, embriaguês alcoólica ao volante e desrespeito a preferencial. Clamo aos motoristas, mais paciência e responsabilidade no trânsito de Belém, enquanto aos órgãos competentes como o DETRAN, DNIT e AMUB, maior fiscalização, comprometimento na execução de obras e sinalização nas ruas, em respeito aos altos impostos pagos por todos nós.


5. REFERÊNCIAS

http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_transito.pdf. Acesso em 01/22/2013

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. Relatório estatístico de trânsito no Estado do Pará e no município de Belém, período 2007 a 2009. Belém, 2010. Sistema Integrado de Segurança Pública - SISP PA.


Software [Google Earth]. Acesso em 30/10/2013.


Software [Philcarto]. Disponível em philcarto.free.fr.


Software [Phildigit]. Disponível em philcarto.free.fr


maps.google.com.br. Google Maps. Acesso em 28/10/2013.



7. CONTATO

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