1. Sites para selecionar cores e paletas de cores
domingo, 8 de outubro de 2023
Sites para selecionar cores e paletas de cores para mapas
1. Sites para selecionar cores e paletas de cores
sábado, 7 de outubro de 2023
Livros para aprimorar o conhecimento em SIG/GIS.
1. Livros para aprimorar o conhecimento em SIG/GIS.
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Mapa da Densidade de cidades no Brasil
1. Mapa da densidade de cidades no Brasil
quinta-feira, 8 de junho de 2023
Mapas de Uso e Cobertura da Terra (serviço)
1. O que é um Mapa de Uso e Cobertura da Terra?
É um tipo de mapa com bastante demanda no mundo acadêmico, já que destaca como uma área muda ao longo do tempo. A partir dele, nós conseguimos ver o desmatamento, a expansão de cidades, o avanço da mineração, a troca de uso da terra e outros processos que ocorrem em um dado local.
segunda-feira, 27 de março de 2023
Brasil: produção de feijão em 2021
O feijão é um alimento indispensável na mesa do brasileiro e é um dos pilares da culinária do país. É fonte de proteínas e fibras. Esse alimento tem grande importância econômica e é responsável por gerar emprego e renda em todo o Brasil. Mas afinal, onde se produz mais feijão? e menos?
A partir dos dados do IBGE (2021) sobre a produção de feijão, eu realizei um mapa para indicar onde há produção. Essa figura foi a primeira realizada com o auxílio do Canva, uma plataforma de design gráfico já bastante popular, mas pouco usada por geógrafos e cartógrafos.
Figura 1. Brasil: produção de feijão (2021)
O mapa acima mostra a produção de feijão, em toneladas, por unidade federativa. Os maiores produtores do país são o Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, cuja produção foi superior a 355 mil toneladas.
Em seguida, temos os estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará, com produção entre 229 a 89 mil toneladas. Os demais tiveram produção inferior a 78 mil.
Do ponto de vista estético, essa figura facilita bastante a compreensão do que é e como é o feijão. Todos podem entender com facilidade: crianças, jovens, adultos e idosos. Para o público acadêmico, o mapa também é útil, facilitando e atraindo maior atenção para o tema. Esse símbolo gráfico aproxima as pessoas do mapa e de discussões que poderão sser realizadas em torno do feijão. A figura também nos instiga a querer ver a produção por município, mas nem sempre essa maneira será a mais adequada, já que limites municipais costumam ser muito pequenos.
Ainda assim, é interessante que nós, geógrafos e cartógrafos nos aproximemos desse tipo de visualização. Há vários pontos positivos, desde os estéticos até a retenção da atenção do público-alvo. Além disso, o site Canva oferece uma ampla variedade de opções para criação de gráficos e figuras, assim como mapas e outros tipos de visualização geográfica.
domingo, 26 de março de 2023
Roraima: desmatamento em 6 imagens
No ano de 2022, alguns amigos e eu escrevemos um artigo para o Congresso Brasileiro Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia. O material original se encontra nesse link: DESMATAMENTO NAS FLORESTAS DO ESTADO DE RORAIMA, AMAZÔNIA BRASILEIRA: CONTEXTUALIZAÇÃO EM SEIS IMAGENS, mas vamos trazer os principais pontos e conclusões.
Eu sugiro ler o artigo completo para ver as discussões sobre cada mapa.
O objetivo deste estudo foi avaliar e contextualizar o desmatamento ocorrido em Roraima até o ano de 2020, por meio do uso de dados estatísticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Projeto Mapbiomas.
O primeiro mapa realizado por nós objetivou mostrar o quanto restava de florestas originais, por município, até o ano de 2020. As descobertas a partir desse mapa foram as seguintes:
- Roraima ainda é predominantemente coberto por floresta.
- Todos os municípios do estado têm mais de 50% das florestas mantidas.
- Os municípios do norte e sudoeste do estado são aqueles com os maiores índices de cobertura florestal remanescente, acima de 90%.
- A maioria dos municípios da região central tem os menores índices de cobertura florestal mantidas.
Figura 1. Roraima: percentual de florestas originais mantidas em 2020
O segundo mapa objetivou evidenciar quanto o desmatamento variou entre o ano de 2018 e 2020. A partir desse mapa ficou claro que:
- O desmatamento aumentou em quase todos os municípios de Roraima no período, exceto em Normandia.
- A taxa predominante de desmatamento nos municípios foi superior a 100%, exceto em Amajari, São Luiz e São João da Baliza.
- Os municípios de Alto Alegre e Iracema foram aqueles com as maiores variações de desmatamento, cerca de 674% e 651%.
- A dificuldade de manter a floresta em pé foi visível no estado.
Figura 2. Roraima: variação do desmatamento ocorrido entre 2018 e 2020
O terceiro mapa buscou retratar o desmatamento acumulado até o ano de 2020. Esse mapa nos ajudou a entender que:
- A taxa de desmatamento acumulado predominante é baixa, em até 16,5% na maioria dos municípios.
- São Luiz foi classificado como o município mais desmatado de Roraima.
- A região sul e central do estado foram aquelas mais desmatadas ao longo de todo o processo de ocupação humana.
- Os municípios menos desmatados de Roraima estão na região norte, na fronteira com a Venezuela e a Guiana.
O quarto mapa buscou representar os principais usos do solo do estado de Roraima até o ano de 2020, que no caso são: pastagem e agricultura. A partir desse mapa ficou claro que:
- A pastagem foi a principal responsável pelo desmatamento em Roraima, pois ocupava pouco mais de 1 milhão de hectares.
- A agricultura foi a segunda maior causa de desmatamento no estado, já que ocupava 44,1 mil hectares de terra.
- A pastagem se estende principalmente pelas terras do sul, oeste e sudoeste do estado, bem como ao longo das rodovias.
- A agricultura estava concentrada na porção central do estado, especialmente em Boa Vista, Bonfim e Alto Alegre.
- O extremo norte e oeste do estado são as regiões com pouco ou nenhum uso do solo, onde as florestas estão preservadas até então.
A quinta figura buscou representar a área plantada por soja e outras lavouras no estado de Roraima em dois momentos: 2001 e 2020. A figura nos auxiliou a entender que:
- A expansão da soja ocorreu principalmente na região central de Roraima, nos municípios de Alto Alegre, Boa Vista, Bonfim, Cantá e Mucajaí.
- Dentre os cultivos agrícolas desenvolvidos em Roraima, a soja foi a mais evidente, ao ocupar a maioria das terras.
- As maiores expansões agrícolas ocorreram em Boa Vista, Alto Alegre e Bonfim.
A última figura foi um gráfico. O objetivo dele era mostrar as áreas desmatadas em todo o estado de Roraima entre o 2001 até 2020. Esse gráfico nos ajudou a compreender que:
- O desmatamento voltou a crescer significativamente a partir de 2018.
- O ano de 2019 foi um dos anos recordes da taxa de desmatamento no estado.
- O desmatamento no ano de 2020 reduziu após sucessivos aumentos em 2018 e 2019.
- O último ano de desmatamento avaliado (2020) foi bastante superior àqueles ocorridos entre 2009 e 2018.
Figura 6. Taxa de desmatamento ocorrido em Roraima entre 2001 e 2020
As principais conclusões do estudo foram:
- Os resultados da pesquisa apontaram a retomada das altas taxas de desmatamento em Roraima (acima de 300 km²) quando comparados com a maioria das taxas anteriores, ou seja, retrocesso ambiental.
- Na perspectiva recente, entre 2018 e 2020, houve expansão significativa do desmatamento na maioria dos municípios e indicativo de dificuldade de preservar as florestas do território roraimense.
- Apesar dos constantes desmatamentos em Roraima, as florestas ainda predominaram nos 16 municípios em detrimento de usos antrópicos como pastagens e áreas agrícolas, até o ano de 2020.
- Predominaram taxas de desmatamento acumulado inferiores a 20% na maioria dos municípios roraimenses, com exceção de São Luiz, onde a taxa está próxima de 40%. Ou seja, restam imensas áreas florestais no estado.
- As pastagens foram as principais responsáveis pela derrubada de florestas, especialmente ao longo das rodovias estaduais e federais.
- O crescimento da área plantada de soja foi vertiginoso nas últimas décadas e ocorreu especialmente no entorno da capital Boa Vista.
- Diante da escalada do desmatamento a partir da expansão dos pastos e da soja, são necessárias políticas públicas emergenciais e eficientes de contenção das perdas florestais em Roraima.
- A ampliação do corpo técnico e dos investimentos nos programas de monitoramento e fiscalização do desmatamento são indispensáveis para fortalecer o uso sustentável dos recursos naturais.
sábado, 25 de fevereiro de 2023
Anamorfoses do Brasil: produção de açaí e de maçã
A Anamorfose é uma representação cartográfica que distorce a área geográfica de acordo com o valor do dado quantitativo. Ou seja, quanto maior o valor absoluto ou relativo de uma área, mais destaque ela terá.
Então, eu acessei o site do Censo Agropecuário de 2017 do IBGE e peguei os dados de produção de açaí e de maçã, para todos os estados do Brasil. Depois eu gerei duas anamorfoses no software QGIS, em formato GIF.
A primeira figura destaca a produção de açaí, em que o estado do Pará se destacou como o principal produtor, seguido pelo Amazonas, Amapá e Bahia. Só o Pará produziu 86,2% de toda produção nacional.
A segunda figura destaca a produção de maçã. Dessa vez, o estado de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul concentravam 48,6% e 47,2% da produção nacional, respectivamente.
Essa animação simples foi publicada no Linkedin e viralizou. Foram mais de 220 curtidas e alguns comentários. Esse tipo de representação é mais comum entre o público da geografia, mas com a popularização de ferramentas de visualização de dados, mais figuras como essas têm sido compartilhadas nas redes.
É importante dizer que o público-alvo precisa conhecer minimamente a estrutura espacial do local que será gerado uma anamorfose. As vezes nós colocamos um mapa tradicional da área para a pessoa conseguir reconhecer. Caso contrário, a figura pode gerar dúvida ou induzir a interpretações equivocadas.
Em publicações científicas, o uso desse tipo de figura não é muito comum. A vantagem da anamorfose está na valorização dos municípios, cidades ou países cuja área é pequena, quando valor do dado é alto. Isso faz com que esses locais apareçam maiores na figura por causa do valor.
E você? conhece essa representação? tem interesse em representar dessa forma os seus dados? quais aplicações você acredita que elas são viáveis? Deixe o seu comentário.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Rio de Janeiro: onde estão e quantas são as favelas?
O Rio de Janeiro é uma cidade conhecida por suas favelas. Afinal, quantas são? quais são as maiores? quantos pessoas elas abrigam? onde está a maior concentração? Essas perguntas serão respondidas neste post.
Em relação à fonte, nós usamos os dados do IBGE (2019). A partir do estudo dos "Aglomerados Subnormais", publicado no ano de 2019, nós conseguimos baixar os dados vetoriais de favelas. O termo técnico "Aglomerado subnormal", utilizado pelo IBGE, abrange todos os lugares no Rio conhecidos como "favelas" ou "comunidades".
O primeiro mapa revela a distribuição das favelas em todo o território carioca. Conforme o último levantamento do IBGE existem 781 favelas na cidade, destacadas na cor laranja. As favelas de maior em extensão territorial estão na Zona Norte e Zona Oeste da cidade. Nos bairros da Zona Sul e nos arredores da Barra da Tijuca se encontram pequenas favelas.
Mapa 1. Rio de Janeiro: distribuição das favelas (2019)
O segundo mapa destaca as favelas com a maior quantidade de domicílios no Rio de Janeiro. Segundo o IBGE (2019), o número total de domicílios em todas as favelas da cidade era de 457,4 mil.
Aquela com o maior número é a Rocinha com 25,7 mil (5,6% do total), que também já foi apontada no Censo de 2010 como a favela mais populosa da cidade e do Brasil. Em segundo lugar vinha Rio das Pedras com 22,5 mil (4,9% do total). As outras três foram: Jacarezinho com 8,7 mil, Parque União com 6,7 mil e Fazenda Coqueiro 5,9 mil. Somente essas cinco favelas do Rio reuniam 69,5 mil domicílios.
Mapa 2. Rio de Janeiro: favelas com maior quantidade de domicílios, em 2019
A animação 1 e o mapa 3 revelam a quantidade de domicílios nas favelas, por categoria, do Rio de Janeiro. Cerca de 557 favelas (71,32% do total) da cidade tem até 500 domicílios, 120 favelas (15,37% do total) têm entre 501 a 1.000 domicílios, 83 favelas (10,62% do total) têm entre 1.001 a 3.000 domicílios e 16 favelas (2,05% do total) têm entre 3.000 a 5.000 domicílios. Apenas 5 favelas (0,64%) têm entre 5.001 a 25.742 domicílios, ou seja, a maioria das favelas do Rio tem até 500 domicílios.
Animação 1. Rio de Janeiro: quantidade de domicílios nas favelas, em 2019
Não há distribuição uniforme das favelas em relação à quantidade de domicílios. Todas as categorias têm maior presença na Zona Norte e Oeste da cidade. Por outro lado, a favela com a maior quantidade de domicílios é a Rocinha, localizada na Zona Sul da cidade.
Os mapas acima são exemplos de muitos outros que podem ser elaborados para a cidade do Rio de Janeiro com indicadores sociais. Esses mapas são amostras de trabalho e podem ser reeditados, comprados sem a marca d' água, postos em alta qualidade e em outros formatos como pdf ou jpeg. Entre em contato para mais informações.
Fontes: IBGE (2019).
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
Rio de Janeiro: quais bairros os mais ricos moravam?
O Rio de Janeiro é uma cidade de grandes contrastes. Na sua configuração territorial há muitos bairros de baixa renda, bem como de classe média e alta. Além disso, quais bairros os mais ricos moravam? Para responder essa pergunta, realizamos um levantamento de dados do último censo demográfico do IBGE, feito em 2010.
Selecionamos a categoria mais elevada de renda, aquela com rendimento mensal médio superior a 30 salários-mínimos. Naquele ano, o valor do salário-mínimo era de R$510,00. A soma era equivalente a R$15.300 no ano de 2010, aproximadamente. Fazendo uma analogia ao valor do salário-mínimo até o ano de 2022, é como se uma pessoa ganhasse R$39.060,00.
Na cidade do Rio de Janeiro cerca de 27,7 mil pessoas tinham esse ganho salarial. A maior parte delas morava na Zona Sul, em poucos bairros da Zona Oeste e do centro. Uma característica interessante é a localização da maioria junto ao mar.
A Barra da Tijuca concentrava o maior número de pessoas com ganho superior a 30 salários-mínimos, cerca de 6,1 mil, o equivalente a 22,1% dessa população de toda a cidade. Em seguida vinham os bairros: Copacabana (2,7 mil), Leblon (2,2 mil) Ipanema (2 mil), Lagoa (1,6 mil), Botafogo (1,3 mil), Tijuca (1,3 mil) e Flamengo (1,1 mil), visto no mapa abaixo:
Mapa 1. Rio de Janeiro: população com renda acima de 30 salários-mínimos, em 2010
Na lista ainda aparecem: Recreio dos Bandeirantes (1 mil), Laranjeiras (834), Jardim Botânico (701), São Conrado (627), Gávea (425), Leme (353), Vila Isabel (313) e Humaitá (313). Pode-se dizer que esses bairros eram aqueles com a maior quantidade de pessoas consideradas ricas e não os bairros mais ricos do Rio. Ou seja, eles eram moradia de um grande número de pessoas com ganhos financeiros muito elevados, ou de ricos, dentro da realidade brasileira.
Todos os bairros presentes no mapa concentravam 85,4% das pessoas de toda a cidade do Rio de Janeiro com ganho salarial superior a 30 salários-mínimos. Os demais bairros da cidade possuíam números inferiores a 300 pessoas com esse ganho salarial e correspondiam a menos de 1%, por isso não apareceram no mapa.
Fonte: IBGE - Censo Demográfico de 2010.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
Rio de Janeiro: mapa dos bairros mais populosos
A vibrante cidade do Rio de Janeiro, com seus 6,3 milhões de habitantes em 2010, espalhados pelos 160 bairros, revela um panorama fascinante. Utilizando os dados do Censo Demográfico do IBGE, elaboramos um mapa com os bairros mais populosos da cidade.
Nessa representação cartográfica, doze bairros emergiram como os mais populosos, com populações superiores a 100 mil habitantes. A maioria deles se encontrava na Zona Oeste. Contudo, também identificamos notáveis concentrações populacionais na Zona Sul e Zona Norte da cidade. O bairro de Campo Grande é o mais populoso do Rio com 328 mil habitantes. Esse mapa revela as nuances e diversidades da demografia na cidade do Rio.
Mapa 1. Rio de Janeiro: os bairros mais populosos em 2010
Em seguida vinha Bangu e Santa Cruz com mais de 200 mil habitantes. Por fim, em ordem vinham os bairros: Realengo, Tijuca, Jacarepaguá, Copacabana, Barra da Tijuca, Maré, Guaratiba, Senador Camará e Taquara, com população entre 102 mil e 180 mil.
Os doze bairros totalizavam 32% de toda a população da cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, a cada 10 moradores, pelo menos 3 moravam em um deles. Somente Campo Grande detinha 5,2% de toda a população da cidade, Bangu (3,8%) e Santa Cruz (3,4%)
É interessante pensar que esses bairros são muito distintos no que se refere a renda. Bairros nobres como Barra da Tijuca e Copacabana tinham população superior a 100 mil habitantes, da mesma forma que outros com renda mais baixa como Guaratiba, Senador Camará e Maré.
São bairros cujo o tipo de ocupação é bem diferente. Nos bairros mais nobres é comum a existência de apartamentos, ao passo que outros de baixa renda são casas e assentamentos precários.
O mapa acima é um exemplo de muitos outros que podem ser elaborados para a cidade do Rio de Janeiro com indicadores sociais. Também é possível visualizar esse tipo de dado para bairros, zonas administrativas e outros municípios do estado do Rio de Janeiro. Entre em contato.
Fonte: IBGE Censo Demográfico 2010.




















